sexta-feira, 20 de junho de 2008

Taipú de Fora é o lugar


Levanto às 5h30 para um passeio que nem a chuva vai me fazer desistir.
Depois de catar o povo aqui e alí, saímos, às 7 e pouco para Maraú.
A península é um lugar realmente selvagem. O acesso para lá é demorado e só com empresas de turismo.
Primeiro a gente vai para Camamu de ônibus. A viagem dura cerca de 1h40 e ainda chove e faz frio. Mas a paisagem vale a pena.
Em Camamu, já com o sol ensaiando dar as caras, pegamos uma lancha e fazemos uma travessia sensacional. Um pedaço de rio que se encontra com o mar, e uma dúzia de ilhotas às margens, com paisagens de cair o queixo. Há uma extensão de mangue tambem de perder o fôlego. Paramos em Barra Grande, um vilarejo praticamente virgem. O porto é um píer comprido e estreito e a gente sai numa areia branca, e um mar de água verde turqueza.
Aí começa a aventura.
Para chegar a Taipú de Fora só em "jardineira", nada mais nada menos que umas caminhonetes com toldos e uns bancos duros na carroceria.
Mais uns 40 minutos de rali, por uma estrada de areia batida, bem no estilo de praia de antigamente, quando nada era asfaltado, e muita lama, devido à chuva. "Rali dos sertões", ou safári, como classificaram nossos coleguinhas de viagem.
Mas na hora que se chega a Taipú, já com o sol inteiramente dominando, e se vê aquele marzão claro, claro, verde azulado, e praia, praia e coqueiro, coqueiro, aí vale a pena.
E depois quando vamos mergulhar para ver os peixes e corais, é tudo de lindo e um pouco mais.
E o guia ensinando "a senhora" a colocar o equipamento. "Puxa e sopra o ar, movimenta a nadadeira assim, assado".
E a senhora lá longe, singrando os mares.
Ôpa, tomo um susto quando olho para um lado e para outro e não vejo nada.
Arranco a máscara e morro de ri, quando vejo que estou na beira da praia.
E o resto da tarde foi só conversa fora, papo com os vizinhos, um casalzinho de Vitória que está de graça numa pousada. Ganhou a cortesia em janeiro e veio agora.
Bernardo, o garoto, me oferece um copo de cerveja, na hora que Naiara ameaça não me deixar pedir outra latinha, porque não "pedi logo a garrafa que ficava mais barato".
Ele pergunta:
- É sua filha?
E eu:
- Não, é minha mãe. E morro de rir, lembrando de Sarah e Salim, que arrumaram este parentesco. E o Bernardo também ri, afinal é tudo lindo, estamos de férias.

Um comentário:

Anônimo disse...

Mamis,

alguns outros esclarecimentos são aqui necessários. Para se chegar até Barra Grande pode-se tb passar por Itacaré, onde o percurso é todo feito por terra em veículos 4X4, passando pela lagoa azul, morro de pernambuco e o caminho das bromélias gigantes que chegam a mais de 2mts de altura. O caminho que fizemos por Camamu é mais suave, mas tb pode ser feito por veículos 4x4. Na praia de Taipú de Fora, vc encontra 3 barracas; Bar das meninas, Bar do Francês e a Barraca do Gaúcho; com comidinhas deliciosas e mto caras, mas com infra de banheiros limpíssimos, chuveiros e espreguiçadeiras com colchões. Com relação ao mar e aos corais.....nada que fale aqui conseguirá descrever aquele cenário de 3 tons diferentes de azul e ainda um verde, juntamente com as diveras espécies de peixes que vi por lá. Só indo pra acreditar!!!!
Nai