O Banco do Brasil me deu um cartão de crédito que não pedi, mas como sou muito educada aceitei.
Claro que depois paguei por ele.
Aí o Banco do Brasil me deu um programa de pontos, pelo cartão, para me incentivar a gastar muito, como se isso fosse preciso. O programa se chama Amigo.
Amigo da onça.
Gastei muito e acumulei 9 mil pontos em dois meses.
Ao invés de resgatá-los em bugigangas, que índio não sou, mandei tranferi-los para o programa de milhagens que tenho desde os tempos da Varig.
Aí veio a gracinha. Tive de pagar 20 reais pela transferência.
E a conversa com a atendente foi surreal:
- Mas como o banco me cobra por uma coisa que é um programa de incentivo?
- .....
-Moça, tá me ouvindo?
-Sim, senhora
- Quer dizer que toda vez que eu quiser mandar os pontos para o Smiles, tenho de pagar?
- ....
-Moça, ainda está aí?
Não entendi porque ela não respondia determinadas perguntas e ficava mudinha da silva.
Deve ser técnica nova para cansar o cliente.
Queria parabenizar o BB pelo presente de grego com o amigo da onça.
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Quarta na xepa
Não adianta a propaganda ou quem a estrela. Se o empresário não for honesto, o engodo vai estar logo ali à frente.
Aliás, nem precisa ser muito honesto, basta um pouquinho de respeito pelo consumidor.
Não é o que acontece com a famosa promoção "quarta na feira", pelo menos nas unidades de bairro da dita empresa. A promoção é na verdade uma "quarta na xepa" e sem direito a preço baixo.
Talvez a ideia seja essa mesmo: você olha, remexe, escolhe, se conseguir alguma coisa, pega e leva.
Só que sem a vantagem do preço baixo, porque é tudo o olho da cara.
E para enganar um pouquinho mais, colocam ali uma banca de laranjas pera rio, em promoção, que não servem nem para os porcos da Tia São (ainda que ela nem viva mais seja, quanto mais a ter porcos).
E o dinheiro que deveria ser gasto com a compra de produtos bons, novos, honestos, vai todo para a garota-propaganda.
Aliás, nem precisa ser muito honesto, basta um pouquinho de respeito pelo consumidor.
Não é o que acontece com a famosa promoção "quarta na feira", pelo menos nas unidades de bairro da dita empresa. A promoção é na verdade uma "quarta na xepa" e sem direito a preço baixo.
Talvez a ideia seja essa mesmo: você olha, remexe, escolhe, se conseguir alguma coisa, pega e leva.
Só que sem a vantagem do preço baixo, porque é tudo o olho da cara.
E para enganar um pouquinho mais, colocam ali uma banca de laranjas pera rio, em promoção, que não servem nem para os porcos da Tia São (ainda que ela nem viva mais seja, quanto mais a ter porcos).
E o dinheiro que deveria ser gasto com a compra de produtos bons, novos, honestos, vai todo para a garota-propaganda.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Cassação já para o deputado que se lixa
A Câmara Federal poderia fazer um gesto supremo "de corte na carne" - como se costuma chamar aquelas ações que ela própria perpetua contra algum de seus membros -, e cassar de vez dois deputados: o do castelo e o que "está se lixando para a opinião pública".
Este deputado Sérgio Moraes, do PTB gaúcho, é mesmo um elefante em loja de porcelana.
A declaração dele de que está se lixando para o que os jornais escrevem, e consequentemente, para a opinião pública, é alguma coisa nunca vista em termos de escárnio.
Qunado ele disse, com todas as letras, que não se importava a mínima com os jornais, sabia que estes, ruins, bons, engajados, comprometidos com um ou outro interesse, são o reflexo da opinião pública.
É ali, naquele pedaço cheio de imperfeições, que a sociedade se espelha.
E o deputado ignorar isso, bem, só usando a popular "me engana que eu gosto".
Por isso deve perder o mandato, já que não respeita o povo para quem deveria ser dirigido seu mandato, povo aliás, objetivo primordial de qualquer mandato político.
E o do castelo deve ser cassado não porque tem um castelo, que aliás construiu muito antes de ser deputado.
Mas por ter usado suas empresas para fornecer notas fiscais e justificar os seus gastos com a verba de representação. Quer algo mais espúrio do que isso? E o cara ainda se apropriava dos dinheiros descontados dos empregados, como o FGTS e o INSS.
Recall
Por isso, na reforma política que ora se discute no Congresso, é preciso urgente implantar um mecanismo já presente em alguns países, o do "recall de políticos".
Com este instrumento, a população pode tomar o mandato de presidentes, senadores, deputados, quando estes estiverem fora da linha, quer dizer muito fora da linha, com muito defeito de fabricação mesmo, daqueles que comprometem a segurança e o desempenho.
Tem até uma Proposta de Emenda à Constituição com este teor, do senador Eduardo Suplicy tramitando no Congresso.
Mas já viram né? É a história do cortar na carne. A matéria tramita a passo de tartaruga, apesar de ter opinião favorável do relator na Comissão de Constituição, senador Pedro Simon.
Este deputado Sérgio Moraes, do PTB gaúcho, é mesmo um elefante em loja de porcelana.
A declaração dele de que está se lixando para o que os jornais escrevem, e consequentemente, para a opinião pública, é alguma coisa nunca vista em termos de escárnio.
Qunado ele disse, com todas as letras, que não se importava a mínima com os jornais, sabia que estes, ruins, bons, engajados, comprometidos com um ou outro interesse, são o reflexo da opinião pública.
É ali, naquele pedaço cheio de imperfeições, que a sociedade se espelha.
E o deputado ignorar isso, bem, só usando a popular "me engana que eu gosto".
Por isso deve perder o mandato, já que não respeita o povo para quem deveria ser dirigido seu mandato, povo aliás, objetivo primordial de qualquer mandato político.
E o do castelo deve ser cassado não porque tem um castelo, que aliás construiu muito antes de ser deputado.
Mas por ter usado suas empresas para fornecer notas fiscais e justificar os seus gastos com a verba de representação. Quer algo mais espúrio do que isso? E o cara ainda se apropriava dos dinheiros descontados dos empregados, como o FGTS e o INSS.
Recall
Por isso, na reforma política que ora se discute no Congresso, é preciso urgente implantar um mecanismo já presente em alguns países, o do "recall de políticos".
Com este instrumento, a população pode tomar o mandato de presidentes, senadores, deputados, quando estes estiverem fora da linha, quer dizer muito fora da linha, com muito defeito de fabricação mesmo, daqueles que comprometem a segurança e o desempenho.
Tem até uma Proposta de Emenda à Constituição com este teor, do senador Eduardo Suplicy tramitando no Congresso.
Mas já viram né? É a história do cortar na carne. A matéria tramita a passo de tartaruga, apesar de ter opinião favorável do relator na Comissão de Constituição, senador Pedro Simon.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Oi TV e Oi internet, a fantasia
Ter de recorrer ao atendimento de algum desses serviços - Oi, Oi TV, Oi internet, Claro, Vivo, Tim, é um martírio.
Há dois dias estou com o sinal de tv a cabo da Oi TV praticamente inviável. Os canais comerciais estão quase desaparecidos, de tão ruim o sinal.
E agora, quando ligo para pedir assistência técnica começa o suplício.
Duzentos telefonemas cheios de "um momento senhora", "confirme alguns dados, senhora", meu Deus é de deixar qualquer um louco!
E não resolvem!
"O sistema está indisponível", "o ramal está ocupado", "liga daqui a 30 minutos"!
Quem pode com uma coisa dessas? E a ligação é cobrada num telefone prefixo 4002, que me passam.
E o pior: não estou relatando nada novo. Os Procons estão entupidos dessas reclamações.
Então por que não há uma providência drástica das autoridades competentes (Anatel)?
Há lei para isso, lei para aquilo, mas tais serviços, ou melhor, desserviços, continuam cada vez piores. E ainda pago e caro por eles.
Formas de punir e resolver existem, só que as agências reguladoras não têm coragem de encarar o poder desses grupos.
Também com as relações incestuosas entre governo, agências e operadoras, dá para entender.
Uma medida muito simples seria, a cada reclamação na agência, a multa à operadora seria imediata. Uma multa razoável, só para dar bastante prejuízo à operadora no acumulado.
Mas podem dizer: "não, mas a culpa pode não ser da operadora. É preciso apurar antes".
Ah, é? E as multas de trânsito que tenho de pagar primeiro para depois contestar?
Com a cobrança automática a cada reclamação na Anatel, quem sabe as operadoras pensariam em investir um pouco dos fabulosos lucros em modernização tecnológica e de atendimento, principalmente.
E nem adianta mudar de operadora, como sugere candidamente a Anatel, confiando na concorrência. É tudo uma porcaria só.
O índice de civilidade e desenvolvimento de um país se mede também pelo respeito ao consumidor.
Já viu em que nível o Brasil está né?
Há dois dias estou com o sinal de tv a cabo da Oi TV praticamente inviável. Os canais comerciais estão quase desaparecidos, de tão ruim o sinal.
E agora, quando ligo para pedir assistência técnica começa o suplício.
Duzentos telefonemas cheios de "um momento senhora", "confirme alguns dados, senhora", meu Deus é de deixar qualquer um louco!
E não resolvem!
"O sistema está indisponível", "o ramal está ocupado", "liga daqui a 30 minutos"!
Quem pode com uma coisa dessas? E a ligação é cobrada num telefone prefixo 4002, que me passam.
E o pior: não estou relatando nada novo. Os Procons estão entupidos dessas reclamações.
Então por que não há uma providência drástica das autoridades competentes (Anatel)?
Há lei para isso, lei para aquilo, mas tais serviços, ou melhor, desserviços, continuam cada vez piores. E ainda pago e caro por eles.
Formas de punir e resolver existem, só que as agências reguladoras não têm coragem de encarar o poder desses grupos.
Também com as relações incestuosas entre governo, agências e operadoras, dá para entender.
Uma medida muito simples seria, a cada reclamação na agência, a multa à operadora seria imediata. Uma multa razoável, só para dar bastante prejuízo à operadora no acumulado.
Mas podem dizer: "não, mas a culpa pode não ser da operadora. É preciso apurar antes".
Ah, é? E as multas de trânsito que tenho de pagar primeiro para depois contestar?
Com a cobrança automática a cada reclamação na Anatel, quem sabe as operadoras pensariam em investir um pouco dos fabulosos lucros em modernização tecnológica e de atendimento, principalmente.
E nem adianta mudar de operadora, como sugere candidamente a Anatel, confiando na concorrência. É tudo uma porcaria só.
O índice de civilidade e desenvolvimento de um país se mede também pelo respeito ao consumidor.
Já viu em que nível o Brasil está né?
quarta-feira, 25 de março de 2009
O próximo escândalo
Vem aí mais um escândalo.
Toda vez que a Polícia Federal vai a campo, naquelas operações de nomes mirabolantes, a população brasileira cai um pouco mais o queixo.
Ou não, pois tanto escândalo banaliza e embota nossa capacidade de nos indignar.
Dessa vez a PF deu uma batida na construtora Camargo Correia, em São Paulo, para desbaratar um esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro
A operação chamada "Castelo de Areia", deve prender, num primeiro momento, dez pessoas. E buscar documentos em 16 locais, entre Rio e São Paulo.
Por isso Brasília, a ilha da fantasia e dos castelos de areia, está em polvorosa, afinal, segundo a PF, a principal clientela do esquema da Camargo Correia são políticos e seus partidos.
O ruim é que a gente ainda estava saboreando o escândalo do Senado e já vem outro.
Provamos só uma pitada do deputado e seu castelo, dos marajás do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, das passagens e telefones funcionais do Senado e de seu exército de diretores.
Não está dando tempo de degustar tudo, por isso o banquete está subaproveitado.
Toda vez que a Polícia Federal vai a campo, naquelas operações de nomes mirabolantes, a população brasileira cai um pouco mais o queixo.
Ou não, pois tanto escândalo banaliza e embota nossa capacidade de nos indignar.
Dessa vez a PF deu uma batida na construtora Camargo Correia, em São Paulo, para desbaratar um esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro
A operação chamada "Castelo de Areia", deve prender, num primeiro momento, dez pessoas. E buscar documentos em 16 locais, entre Rio e São Paulo.
Por isso Brasília, a ilha da fantasia e dos castelos de areia, está em polvorosa, afinal, segundo a PF, a principal clientela do esquema da Camargo Correia são políticos e seus partidos.
O ruim é que a gente ainda estava saboreando o escândalo do Senado e já vem outro.
Provamos só uma pitada do deputado e seu castelo, dos marajás do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, das passagens e telefones funcionais do Senado e de seu exército de diretores.
Não está dando tempo de degustar tudo, por isso o banquete está subaproveitado.
quinta-feira, 19 de março de 2009
A ilha da fantasia chamada Senado
Dá embrulho no estômago ver o Sarney reclamar que a imprensa só se preocupa com os escândalos do Senado e não dá a agenda positiva que a Casa tem.
Resta saber qual, já que não se discute e nem se vota nada. Os 81 senadores só estão frequentando páginas, telas e microfones para explicar suas peraltices.
A última que a sociedade quer saber é para que o Senado precisa de 181 diretorias, a não ser, claro, para dar salários enormes a uns poucos apaniguados. Aliás, poucos não, 181. E com certeza estas diretorias têm as vices ou subs, o que eleva este número para o dobro pelo menos.
E pior ainda, não há controle algum.
O presidente não sabia nem quantos diretores tinha. Primeiro disse que eram 131, depois 136 e agora, coitado, marido traído, descobriu que são 181.
O mesmo aconteceu com as horas extras, pagas nas férias a 3.883 servidores, mais da metade do quadro total, de 6.570 servidores, entre efetivos e comissionados.
Os coitados dos senadores, como o 1º secretário Heráclito Fortes - a quem compete assinar tais atos-, não sabiam nada. Mas quem pagou o mimo não foi o Heráclito, mas o Efraim Morais, o antecessor.
Os caras estavam de férias e ainda assim receberam hora extra. Dá muito trabalho ficar na praia, ou na Europa. Na Disney então, meu Deus!
Ah, e ainda teve o caso do telefone funcional emprestado para uma filha de senador falar bastante, em sua viagem ao México, enquanto eu fico aqui, ralando e pagando a conta para ela.
Ou pagando a conta dos convidados da Roseana Sarney que usaram as passagens aéreas da cota da senadora. E eu viajando para São Paulo, de ônibus, 10 horas.
E ainda tem senador cara de pau dando entrevista "achando absurdo" tudo isso, como o Mercadante. Sei, antes de a imprensa denunciar, ele não sabia. Tá bom, eu acredito.
Como a imprensa pode dar agenda positiva disso?
O que os distintos senadores fazem além dessa lambança permanente de mordomias e desrespeito?
Resta saber qual, já que não se discute e nem se vota nada. Os 81 senadores só estão frequentando páginas, telas e microfones para explicar suas peraltices.
A última que a sociedade quer saber é para que o Senado precisa de 181 diretorias, a não ser, claro, para dar salários enormes a uns poucos apaniguados. Aliás, poucos não, 181. E com certeza estas diretorias têm as vices ou subs, o que eleva este número para o dobro pelo menos.
E pior ainda, não há controle algum.
O presidente não sabia nem quantos diretores tinha. Primeiro disse que eram 131, depois 136 e agora, coitado, marido traído, descobriu que são 181.
O mesmo aconteceu com as horas extras, pagas nas férias a 3.883 servidores, mais da metade do quadro total, de 6.570 servidores, entre efetivos e comissionados.
Os coitados dos senadores, como o 1º secretário Heráclito Fortes - a quem compete assinar tais atos-, não sabiam nada. Mas quem pagou o mimo não foi o Heráclito, mas o Efraim Morais, o antecessor.
Os caras estavam de férias e ainda assim receberam hora extra. Dá muito trabalho ficar na praia, ou na Europa. Na Disney então, meu Deus!
Ah, e ainda teve o caso do telefone funcional emprestado para uma filha de senador falar bastante, em sua viagem ao México, enquanto eu fico aqui, ralando e pagando a conta para ela.
Ou pagando a conta dos convidados da Roseana Sarney que usaram as passagens aéreas da cota da senadora. E eu viajando para São Paulo, de ônibus, 10 horas.
E ainda tem senador cara de pau dando entrevista "achando absurdo" tudo isso, como o Mercadante. Sei, antes de a imprensa denunciar, ele não sabia. Tá bom, eu acredito.
Como a imprensa pode dar agenda positiva disso?
O que os distintos senadores fazem além dessa lambança permanente de mordomias e desrespeito?
sexta-feira, 6 de março de 2009
Ainda a excomunhão
O último cânon do Código de Direito Canônico diz textualmente "et prae oculis habita salute anikmarum, quae in Ecclesia suprema semper lex esse debet", cuja tradução significa, "tendo-se diante dos olhos a salvação das almas que, na Igreja, deve ser sempre a lei suprema".
Ou seja, muito antes de punitivo e condenativo, o Código é para orientar, proteger os católicos.
Os exemplos estão aí de uso do código e revisões em seguida ou muito tempo depois.
O caso mais recente foi a revogação - pelo Papa Bento XVI em janeiro último -, da excomunhão de quatro bispos, feita há 20 anos pelo bispo francês Marcel Lefebvre.
Ou seja, dependendo das condições, do momento histórico, a excomunhão varia.
Mas o bispo de Recife e Olinda, D. José Cardoso Sobrinho, não pensou duas vezes para julgar e condenar.
Seguiu o Código Canônico, naturalmente, mas poderia ter aplicado uma pena menor, diante de outros atenuantes.
E o que isso muda na vida dos excomungados?
Para os médicos, creio que nada.
São gente esclarecida e muitos profissionais dessa área não estão nem aí para qualquer religião, endurecidos pelo convívio diário com a morte e o sofrimento humano.
Mas para a mãe da menina talvez seja uma pena dura. Não sei se ela é católica, mas se for, a excomunhão representará um fardo insuportável.
Como pessoa simples, humilde que é, vai ser exposta, aliás já está, a uma situação humilhante: a de não poder frequentar a Igreja e receber seus sacramentos.
É hora de a Igreja rever algumas de suas leis.
Este caso da menina de Recife é emblemático e deveria servir de reflexão para a Igreja.
O aborto é passível de excomunhão, segundo o Código Canônico, porque a Igreja entende que é um crime contra a vida especialmente grave, pois atenta contra um ser humano indefeso.
Por que os assassinatos frios e brutais não são considerados no mesmo patamar?
Como tratar os assassinos do garoto João Hélio Fernandes que foi arrastado pelo cinto de segurança de um carro, por 30 metros, por bandidos no Rio?
Ele tinha alguma defesa?
No entanto, não houve nenhum bispo se arvorando em juiz divino e excomungando os bandidos. Este é só um caso de que me lembrei. Há inúmeros.
Depois a Igreja não entende por que as demais religiões avançam cada vez mais no outrora 2º país mais católico do mundo, principalmente entre o povo pobre.
Estes querem compaixão e não condenação.
Ou seja, muito antes de punitivo e condenativo, o Código é para orientar, proteger os católicos.
Os exemplos estão aí de uso do código e revisões em seguida ou muito tempo depois.
O caso mais recente foi a revogação - pelo Papa Bento XVI em janeiro último -, da excomunhão de quatro bispos, feita há 20 anos pelo bispo francês Marcel Lefebvre.
Ou seja, dependendo das condições, do momento histórico, a excomunhão varia.
Mas o bispo de Recife e Olinda, D. José Cardoso Sobrinho, não pensou duas vezes para julgar e condenar.
Seguiu o Código Canônico, naturalmente, mas poderia ter aplicado uma pena menor, diante de outros atenuantes.
E o que isso muda na vida dos excomungados?
Para os médicos, creio que nada.
São gente esclarecida e muitos profissionais dessa área não estão nem aí para qualquer religião, endurecidos pelo convívio diário com a morte e o sofrimento humano.
Mas para a mãe da menina talvez seja uma pena dura. Não sei se ela é católica, mas se for, a excomunhão representará um fardo insuportável.
Como pessoa simples, humilde que é, vai ser exposta, aliás já está, a uma situação humilhante: a de não poder frequentar a Igreja e receber seus sacramentos.
É hora de a Igreja rever algumas de suas leis.
Este caso da menina de Recife é emblemático e deveria servir de reflexão para a Igreja.
O aborto é passível de excomunhão, segundo o Código Canônico, porque a Igreja entende que é um crime contra a vida especialmente grave, pois atenta contra um ser humano indefeso.
Por que os assassinatos frios e brutais não são considerados no mesmo patamar?
Como tratar os assassinos do garoto João Hélio Fernandes que foi arrastado pelo cinto de segurança de um carro, por 30 metros, por bandidos no Rio?
Ele tinha alguma defesa?
No entanto, não houve nenhum bispo se arvorando em juiz divino e excomungando os bandidos. Este é só um caso de que me lembrei. Há inúmeros.
Depois a Igreja não entende por que as demais religiões avançam cada vez mais no outrora 2º país mais católico do mundo, principalmente entre o povo pobre.
Estes querem compaixão e não condenação.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Correspondência não entregue
De quem é a culpa quando você não recebe uma correspondência, uma conta, por exemplo, que tem data de vencimento e tudo mais?
Você liga para a empresa a quem tem de pagar e ela diz que mandou a fatura, que o problema é com o Correio.
Aí não há nenhuma greve do Correio, como costuma acontecer vez e outra, e você fica sem saber. E paga multa depois que a empresa lhe envia a segunda via, ou você mesma retira pela internet.
Mas há uns casos hilários.
Minha secretária não consegue mais receber o boleto da Unimed e do cartão do Carrefour.
Todo mês é aquela peleja. Outras contas como água e luz são entregues normalmente.
Este mês ela ligou para a Unimed, como fez em dezembro e recebeu a confirmação: o boleto foi enviado sim. Cansada de ter de pedir alguém para retirar a fatura na internet, foi à agência do Correio que atende seu bairro, o Vale do Jatobá, aqui em Belo Horizonte, para pedir satisfações. A agência responsável é a da avenida Sinfrônio Brochado, no Barreiro.
O gerente disse para ela que não estão entregando correspondência na rua, porque ela mudou de nome "e a empresa está proibida de atender ruas que mudaram de nome".
Me espantei com a explicação.
A rua mudou de nome há três anos. Outras contas são entregues, como a de luz, telefone e água. Outros moradores da casa recebem folhetos de propaganda, correspondência de políticos, etc.
Procuro no site do Correio algo que esclareça o assunto e não encontro nada.
Ou seja, não há qualquer lei, decreto, portaria, norma interna proibindo a entrega em ruas que mudaram de nome.
O que não dá para entender é por que o gerente, que inclusive forneceu seu nome para minha secretária, dá uma explicação estapafúrdia dessas.
Você liga para a empresa a quem tem de pagar e ela diz que mandou a fatura, que o problema é com o Correio.
Aí não há nenhuma greve do Correio, como costuma acontecer vez e outra, e você fica sem saber. E paga multa depois que a empresa lhe envia a segunda via, ou você mesma retira pela internet.
Mas há uns casos hilários.
Minha secretária não consegue mais receber o boleto da Unimed e do cartão do Carrefour.
Todo mês é aquela peleja. Outras contas como água e luz são entregues normalmente.
Este mês ela ligou para a Unimed, como fez em dezembro e recebeu a confirmação: o boleto foi enviado sim. Cansada de ter de pedir alguém para retirar a fatura na internet, foi à agência do Correio que atende seu bairro, o Vale do Jatobá, aqui em Belo Horizonte, para pedir satisfações. A agência responsável é a da avenida Sinfrônio Brochado, no Barreiro.
O gerente disse para ela que não estão entregando correspondência na rua, porque ela mudou de nome "e a empresa está proibida de atender ruas que mudaram de nome".
Me espantei com a explicação.
A rua mudou de nome há três anos. Outras contas são entregues, como a de luz, telefone e água. Outros moradores da casa recebem folhetos de propaganda, correspondência de políticos, etc.
Procuro no site do Correio algo que esclareça o assunto e não encontro nada.
Ou seja, não há qualquer lei, decreto, portaria, norma interna proibindo a entrega em ruas que mudaram de nome.
O que não dá para entender é por que o gerente, que inclusive forneceu seu nome para minha secretária, dá uma explicação estapafúrdia dessas.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
A venda de lugares para o seguro-desemprego
Uma pessoa leu o que escrevi sobre o desemprego e mandou uma mensagem para o meu e-mail e não para o blog. Como achei muito interessante resolvi publicá-la, usando um pseudônimo para a pessoa, que se quisesse ver seu comentário publicamente teria escrito no próprio blog. Como é uma informação muito importante, reproduzo:
"Acordei às 5h da matina e cheguei no posto do Psiu, para entrar com os papéis do seguro desemprego, às 5:27. Havia poucas pessoas, portanto, eu tinha certeza de que conseguiria minha senha. Não fosse por um tal homem de camisa verde bandeira que parou logo atrás de mim e disse para a coitada atrás dele: - "tô guardando lugar pro meu primo", e simplesmente saiu.
Passados uns 20 minutos, vejo um burburinho da PM (santa segurança!!!!), que no final das contas era pra retirar três sujeitos que estavam na fila, digamos assim, "guardando lugar pro primo"!
Descobri tudo imediatamente.
Não bastasse o mensalão e todas as máfias que ocasionaram CPI'S, agora a mais nova onda é cobrar por um lugar na fila do PSIU (míseros 20 contos) e depois colocar essa pessoa que pagou como se fosse seu parente.
Cansada de ver uns cinco parentes entrarem na minha frente, depois que a PM deu uma sumida, resolvi, juntamente com uma jovem branquinha botar a boca no trombone!!!!
Fomos atrás da PM e falamos o que estava acontecendo. Que o 'guardador de lugar' chegava com a pessoa, levava-a num café ali perto mesmo (possivelmente para efetivar o pagamento pelos serviços prestados) e depois enfiava a pessoa na fila com um olhar muito intimidador para todos da fila que ousassem falar ai, mesmo aqueles que estavam lá desde 4:30.
Eu não quis nem saber. Falei tudim com o policial, que muito solícito me contou que essa é a razão de policiarem ali todos os dias, 'mas que vagabundo você sabe com é, né..., volta assim mesmo!'
Logo após perguntou-me se eu reconheceria as pessoas que foram 'encaixadas' na fila. Apontei duas, a branquinha mais uma, e um homem, outros dois.
Felizmente para mim, eles foram 'convidados' pelos PMs a se retirar da fila que furaram e ainda tomaram um prejú de vintão, porque vocês sabem como é né? Malandro que é malandro, já tinha vazado!!!!!!
Cômico para não dizer trágico!!!
Amanda"
Esta é a fila do seguro desemprego do posto Psiu, Praça Sete.
E o Lula ainda naquela de "marolinha".
"Acordei às 5h da matina e cheguei no posto do Psiu, para entrar com os papéis do seguro desemprego, às 5:27. Havia poucas pessoas, portanto, eu tinha certeza de que conseguiria minha senha. Não fosse por um tal homem de camisa verde bandeira que parou logo atrás de mim e disse para a coitada atrás dele: - "tô guardando lugar pro meu primo", e simplesmente saiu.
Passados uns 20 minutos, vejo um burburinho da PM (santa segurança!!!!), que no final das contas era pra retirar três sujeitos que estavam na fila, digamos assim, "guardando lugar pro primo"!
Descobri tudo imediatamente.
Não bastasse o mensalão e todas as máfias que ocasionaram CPI'S, agora a mais nova onda é cobrar por um lugar na fila do PSIU (míseros 20 contos) e depois colocar essa pessoa que pagou como se fosse seu parente.
Cansada de ver uns cinco parentes entrarem na minha frente, depois que a PM deu uma sumida, resolvi, juntamente com uma jovem branquinha botar a boca no trombone!!!!
Fomos atrás da PM e falamos o que estava acontecendo. Que o 'guardador de lugar' chegava com a pessoa, levava-a num café ali perto mesmo (possivelmente para efetivar o pagamento pelos serviços prestados) e depois enfiava a pessoa na fila com um olhar muito intimidador para todos da fila que ousassem falar ai, mesmo aqueles que estavam lá desde 4:30.
Eu não quis nem saber. Falei tudim com o policial, que muito solícito me contou que essa é a razão de policiarem ali todos os dias, 'mas que vagabundo você sabe com é, né..., volta assim mesmo!'
Logo após perguntou-me se eu reconheceria as pessoas que foram 'encaixadas' na fila. Apontei duas, a branquinha mais uma, e um homem, outros dois.
Felizmente para mim, eles foram 'convidados' pelos PMs a se retirar da fila que furaram e ainda tomaram um prejú de vintão, porque vocês sabem como é né? Malandro que é malandro, já tinha vazado!!!!!!
Cômico para não dizer trágico!!!
Amanda"
Esta é a fila do seguro desemprego do posto Psiu, Praça Sete.
E o Lula ainda naquela de "marolinha".
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Israel e o genocídio em Gaza

Quando Israel bombardeia um edifício que abriga várias emissoras de TV não só árabes, mas ocidentais (alemã, americana e luxemburguesa), um hospital e um escritório da ONU para refugiados palestinos, não está errando o alvo.
O país tecnologicamente mais bem preparado belicamente, com o melhor serviço de inteligência do mundo não tem o direito de errar alvos. E ninguém acredita nesta desculpa esfarrapada.
Israel bombardeia sim alvos preferenciais, ainda que de forma mais suave, se se pode chamar de suave destruição de prédios, equipamentos e pessoas feridas.
E bombardeia porque faz parte da sua guerra a demonstração inconteste de sua supremacia, ainda que na forma de uma guerra semi-psicológica.
Como se não bastasse o genocídio dos palestinos, Israel quer calar a boca de quem se atreve a mostrar as atrocidades, de quem quer prestar ajuda aos milhares de atingidos, sobretudo crianças.
Israel é o Golias, não mais o Davi, como ainda gosta de se intitular.
Só que parece ter-se esquecido do final da história.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
O golpe do sequestro
Atendo o telefone às 3 horas da madrugada. Não tenho o costume de fazer isso, pois abaixo a campainha, fecho a porta do meu quarto e não escuto mais nada desse mundo. Sono para mim é sagrado. É ritual de passagem, seja lá isso o que for.
Mas ontem, não dormia de jeito nenhum. Vi televisão até 1h30, incluindo aquele programa de venda de jóias que me dá sono. Depois de quase uma hora vendo as jóias da Marquesa de Santos, segundo o apresentador, deito, mas o sono não vem.
Mas voltando ao telefone. Atendo porque estava acordada e escutei a campainha. O aparelho é novo e ainda não descobri onde abaixá-la.
Era uma ligação a cobrar. Meu coração dá uma ligeira acelerada. Depois da gravação, escuto um aflito, indagativo e choroso alô feminino. Na terceira vez desligo, apesar da acelerada cardíaca.
Fico com o telefone na mão, olhando feito besta, esperando que ele tocasse novamente.
Vou ao telefone da sala para conferir a bina.
Bingo! Lá estava o prefixo do Rio, 21, e o número 76687002, com certeza um celular pré-pago, não sei de qual operadora.
Bem, o azar dos bandidos do trote do sequestro é que pegaram uma dorminhoca contumaz, que fica uma arara o dia que não dorme. Não conseguiram me pegar!
Mas já deito de novo maquinando um texto para meu blog, amanhã. Quer dizer hoje, já que amanhã já é hoje, e eu dormi ontem, mas não dormi, então ontem também já é hoje. E amanhã era na hora que eu deitei a primeira vez, depois da minissérie Maysa, lá pelas 11h30. Mas na verdade logo em seguida já era hoje, mesmo eu falando amanhã ou ontem.
Viiiixe! Acho que vou voltar para a cama e dormir um pouco porque acho que estou com as ideias meio embaralhadas.
Mas ontem, não dormia de jeito nenhum. Vi televisão até 1h30, incluindo aquele programa de venda de jóias que me dá sono. Depois de quase uma hora vendo as jóias da Marquesa de Santos, segundo o apresentador, deito, mas o sono não vem.
Mas voltando ao telefone. Atendo porque estava acordada e escutei a campainha. O aparelho é novo e ainda não descobri onde abaixá-la.
Era uma ligação a cobrar. Meu coração dá uma ligeira acelerada. Depois da gravação, escuto um aflito, indagativo e choroso alô feminino. Na terceira vez desligo, apesar da acelerada cardíaca.
Fico com o telefone na mão, olhando feito besta, esperando que ele tocasse novamente.
Vou ao telefone da sala para conferir a bina.
Bingo! Lá estava o prefixo do Rio, 21, e o número 76687002, com certeza um celular pré-pago, não sei de qual operadora.
Bem, o azar dos bandidos do trote do sequestro é que pegaram uma dorminhoca contumaz, que fica uma arara o dia que não dorme. Não conseguiram me pegar!
Mas já deito de novo maquinando um texto para meu blog, amanhã. Quer dizer hoje, já que amanhã já é hoje, e eu dormi ontem, mas não dormi, então ontem também já é hoje. E amanhã era na hora que eu deitei a primeira vez, depois da minissérie Maysa, lá pelas 11h30. Mas na verdade logo em seguida já era hoje, mesmo eu falando amanhã ou ontem.
Viiiixe! Acho que vou voltar para a cama e dormir um pouco porque acho que estou com as ideias meio embaralhadas.
sábado, 10 de janeiro de 2009
O colchão Ortorruim
Comprei um colchão de mola no final de novembro passado. Desses cheios de trique trique, afinal o objetivo era acabar com uma dor nas costas. Mola pocket, pillow top e essas frescuras todas que o marketing inventa para nos impressionar.
Ontem, já cismada com o desconforto do mesmo, vasculho sua superfície e descubro umas depressões.
Pego o telefone para reclamar na loja, mas dou uma olhada antes na garantia.
Tomo um susto: está lá com todas as letras: "depressões de até 4 cms são consideradas normais, até pela ABNT".
Desligo.
Creio que não vai adiantar reclamar. E nem vou perder tempo medindo a "depressão", para ver se está dentro do que a empresa considera normal.
Para mim, um buraco, de que tamanho for, já é anormal, ainda mais que foi a deformação do outro, que só tinha quatro anos de uso, que me levou à troca. E olha que ele só tem um mês de uso.
Mas a ABNT não pensa assim então, azar o meu.
Depois de ler no blog da Patrícia Duarte, um problema que ela teve com uma secadora, vi que ainda temos muito chão para andar na conquista dos direitos do consumidor. Ou então, nos acostumarmos aos produtos descartáveis.
O colchão é um Ortorruim.
Ontem, já cismada com o desconforto do mesmo, vasculho sua superfície e descubro umas depressões.
Pego o telefone para reclamar na loja, mas dou uma olhada antes na garantia.
Tomo um susto: está lá com todas as letras: "depressões de até 4 cms são consideradas normais, até pela ABNT".
Desligo.
Creio que não vai adiantar reclamar. E nem vou perder tempo medindo a "depressão", para ver se está dentro do que a empresa considera normal.
Para mim, um buraco, de que tamanho for, já é anormal, ainda mais que foi a deformação do outro, que só tinha quatro anos de uso, que me levou à troca. E olha que ele só tem um mês de uso.
Mas a ABNT não pensa assim então, azar o meu.
Depois de ler no blog da Patrícia Duarte, um problema que ela teve com uma secadora, vi que ainda temos muito chão para andar na conquista dos direitos do consumidor. Ou então, nos acostumarmos aos produtos descartáveis.
O colchão é um Ortorruim.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Vixe Maria!!!
E como hoje estou meio que no gilete press, aí vai outro assunto para você entrar e votar.
Não que eu esteja sem assunto, mas é que achei os dois mais relevantes.
Este aqui, então, é uma boa mostra daquilo que move as preocupações de alguns parlamentares em Brasília. Ou daquilo que povoa suas mentes férteis.
Depois ainda estranham o desinteresse da população pela política!
Há trezentos anos Nossa Senhora Aparecida é venerada pelos brasileiros como sua Rainha e Padroeira.
Nas calamidades, nos períodos de agitação ou de tranqüilidade, a Senhora Aparecida sempre foi um fator de unidade nacional.
Por essa razão Ela é reconhecida oficialmente como Rainha e Padroeira do Brasil.
Mas, o Projeto de Lei 2623/2007, do Deputado Vitório Galli, pastor evangélico da Assembléia de Deus, quer que esse título seja retirado.
Não que eu esteja sem assunto, mas é que achei os dois mais relevantes.
Este aqui, então, é uma boa mostra daquilo que move as preocupações de alguns parlamentares em Brasília. Ou daquilo que povoa suas mentes férteis.
Depois ainda estranham o desinteresse da população pela política!
Há trezentos anos Nossa Senhora Aparecida é venerada pelos brasileiros como sua Rainha e Padroeira.
Nas calamidades, nos períodos de agitação ou de tranqüilidade, a Senhora Aparecida sempre foi um fator de unidade nacional.
Por essa razão Ela é reconhecida oficialmente como Rainha e Padroeira do Brasil.
Mas, o Projeto de Lei 2623/2007, do Deputado Vitório Galli, pastor evangélico da Assembléia de Deus, quer que esse título seja retirado.
Cidade Feudalizada - reprodução
Pela pertinência, pela lucidez reproduzo o artigo do Jorge Espechidt abaixo, com o link para o texto completo:
Direito à Cidade
CIDADE FEUDALIZADA
Não causa surpresa a decisão da Justiça, noticiada pela imprensa, de permitir o uso de guaritas de segurança na Rua Carrara, Bairro Bandeirantes. Concordo com o juiz que os cidadãos têm o direito de se proteger, já que o estado não tem sido capaz de fazê-lo. Contudo, a cabine fere o Código de Posturas – lei que disciplina o uso do espaço
Direito à Cidade
CIDADE FEUDALIZADA
Não causa surpresa a decisão da Justiça, noticiada pela imprensa, de permitir o uso de guaritas de segurança na Rua Carrara, Bairro Bandeirantes. Concordo com o juiz que os cidadãos têm o direito de se proteger, já que o estado não tem sido capaz de fazê-lo. Contudo, a cabine fere o Código de Posturas – lei que disciplina o uso do espaço
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
O método BHtrans
Recebi hoje uma notificação da BHtrans: um comunicado de multa por estacionamento irregular.
Definitivamente eu e a BHtrans estamos em rota de colisão, sem perdão do trocadilho.
E pior é que desta vez fui eu mesma que estacionei o carro, num faixa azul de cinco horas.
Estava regular até este ponto, mas me esqueci de trocar o talão depois das cinco horas. Coisa de gente que quase não anda de carro mais, principalmente para ir trabalhar. Ou que pára o carro perto do serviço porque tem de ir a um lugar longe depois que sair. Mas aí pega uma cobertura de uma comissão infernal e além de ficar sem almoço, morta de sede, deixa passar o horário da troca.
Mas a BHtrans não tem nada com isso. Sua função primordial é multar.
E eu vou pagar, claro, afinal passei 1h40 do tempo permitido, mesmo não tendo encontrado nenhum canhoto da autuação no pára-brisa. Por isso só fiquei sabendo hoje e o caso foi na semana passada.
Desconfio que o fiscal da BHtrans nem estava por lá. Foi chamado pelos bandidos dos flanelinhas, porque eu não quis lavar o carro e nem deixar "o do café", já que cheguei com o talão e tudo. O fiscal não estava por lá (rua Araguari entre Matias Cardoso e Rodrigues Caldas, no Santo Agostinho), não passou antes, nem depois, só no momento exato da troca do talão. Estranho né? Ainda mais que não tinha o canhoto.
Antes, deixar o canhoto era obrigação do "agente". Será que isto virou cortesia, ou nem havia a obrigação?
Desconfio que o agente da BHtrans vai tratar de uns assuntos pessoais e deixa lá os flanelinhas como olheiros, afinal ando por ali diariamente e nunca vi um guarda sequer, a não ser na hora que já estão rebocando.
Também não é de se estranhar, em se tratando da BHtrans que usa a roleta russa como método para rebocar os veículos estacionados irregularmente, né mesmo? (postagem abaixo).
É ou não é a indústria da multa?
Definitivamente eu e a BHtrans estamos em rota de colisão, sem perdão do trocadilho.
E pior é que desta vez fui eu mesma que estacionei o carro, num faixa azul de cinco horas.
Estava regular até este ponto, mas me esqueci de trocar o talão depois das cinco horas. Coisa de gente que quase não anda de carro mais, principalmente para ir trabalhar. Ou que pára o carro perto do serviço porque tem de ir a um lugar longe depois que sair. Mas aí pega uma cobertura de uma comissão infernal e além de ficar sem almoço, morta de sede, deixa passar o horário da troca.
Mas a BHtrans não tem nada com isso. Sua função primordial é multar.
E eu vou pagar, claro, afinal passei 1h40 do tempo permitido, mesmo não tendo encontrado nenhum canhoto da autuação no pára-brisa. Por isso só fiquei sabendo hoje e o caso foi na semana passada.
Desconfio que o fiscal da BHtrans nem estava por lá. Foi chamado pelos bandidos dos flanelinhas, porque eu não quis lavar o carro e nem deixar "o do café", já que cheguei com o talão e tudo. O fiscal não estava por lá (rua Araguari entre Matias Cardoso e Rodrigues Caldas, no Santo Agostinho), não passou antes, nem depois, só no momento exato da troca do talão. Estranho né? Ainda mais que não tinha o canhoto.
Antes, deixar o canhoto era obrigação do "agente". Será que isto virou cortesia, ou nem havia a obrigação?
Desconfio que o agente da BHtrans vai tratar de uns assuntos pessoais e deixa lá os flanelinhas como olheiros, afinal ando por ali diariamente e nunca vi um guarda sequer, a não ser na hora que já estão rebocando.
Também não é de se estranhar, em se tratando da BHtrans que usa a roleta russa como método para rebocar os veículos estacionados irregularmente, né mesmo? (postagem abaixo).
É ou não é a indústria da multa?
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
A roleta russa da BHtrans
Recentemente meu carro foi rebocado no centro, bem na avenida Amazonas, perto da Praça Sete. Foram R$ 119 para retirá-lo do pátio da BHtrans, uma multa de R$ 67 por estacionamento irregular e mais os pontos na carteira.
Bem, nem liguei. Não fui eu quem coloquei o carro lá, quem pôs que pague o prejuízo. Quanto aos pontos na carteira, desconfio que não vão aparecer, como outros anteriormente, porque esta não é primeira preocupação de nossa gestora de trânsito.
Hoje, passando na Barbacena, vejo um carro sendo rebocado. Uma caminhonete S10.
Dou uma olhada nos carros estacionados e vejo três com talões de faixa azul vencidos.
Chego perto do guarda às voltas com o guincho, e pergunto se ele vai rebocar todo mundo.
-"Só os que estão irregulares", resposta pronta e inteligente.
Olho o crachá dele, vejo lá "Ornelas", não sei a patente. Deve ser sargento.
- "E quantos estão irregulares?", insisto.
- "Três".
- "E o senhor vai rebocar os três?", já emendo olhando para um único guincho ali.
- "Não, só a caminhonete, porque o guincho só leva um."
- "Ah..."
Não há lógica, só a roleta russa da BHtrans.
Bem, nem liguei. Não fui eu quem coloquei o carro lá, quem pôs que pague o prejuízo. Quanto aos pontos na carteira, desconfio que não vão aparecer, como outros anteriormente, porque esta não é primeira preocupação de nossa gestora de trânsito.
Hoje, passando na Barbacena, vejo um carro sendo rebocado. Uma caminhonete S10.
Dou uma olhada nos carros estacionados e vejo três com talões de faixa azul vencidos.
Chego perto do guarda às voltas com o guincho, e pergunto se ele vai rebocar todo mundo.
-"Só os que estão irregulares", resposta pronta e inteligente.
Olho o crachá dele, vejo lá "Ornelas", não sei a patente. Deve ser sargento.
- "E quantos estão irregulares?", insisto.
- "Três".
- "E o senhor vai rebocar os três?", já emendo olhando para um único guincho ali.
- "Não, só a caminhonete, porque o guincho só leva um."
- "Ah..."
Não há lógica, só a roleta russa da BHtrans.
sábado, 11 de outubro de 2008
O movimento "Rodoviária Não" e a política
O que desanima nesses movimentos sociais é o uso político deles. Me engajei no movimento contra a Rodoviária no Calafate, porque morava ali pertinho do local e mudei correndo quando a informação sobre a transferência do terminal se concretizou há dois anos.
Meu irmão ainda está lá, no final do Padre Eustáquio, quase na Via Expressa, tentando acreditar que a rodoviária não irá para lá. E com ela, os assaltos, a prostituição, os menores, pedintes, trânsito empacado.
Assinei lista, fiz inúmeras postagens e descubro agora, na maior preguiça, pra não dizer decepção, que o movimento na verdade estava eivado de outras intenções.
Não sou contra a politização do movimento social, mas em ano de eleição é preciso muito cuidado.
O movimento contra a rodoviária viu a Maria Lúcia Scarpelli, a única vereadora do bairro, votar favorável à transferência na Câmara e depois, na campanha, dizer que era contra, como se fôssemos mentecaptos.
E agora, a lista do movimento na web, ao invés de trazer informações, traz convocações para uma "caminhada com o 15". Ou ainda a pérola do "compromisso assinado em cartório" de paralisação do projeto!
Ah, me poupem!
Vão fazer campanha para o Papai Noel, que é mais produtivo e instrutivo. Ou para o Coelhinho da Páscoa!
Meu irmão ainda está lá, no final do Padre Eustáquio, quase na Via Expressa, tentando acreditar que a rodoviária não irá para lá. E com ela, os assaltos, a prostituição, os menores, pedintes, trânsito empacado.
Assinei lista, fiz inúmeras postagens e descubro agora, na maior preguiça, pra não dizer decepção, que o movimento na verdade estava eivado de outras intenções.
Não sou contra a politização do movimento social, mas em ano de eleição é preciso muito cuidado.
O movimento contra a rodoviária viu a Maria Lúcia Scarpelli, a única vereadora do bairro, votar favorável à transferência na Câmara e depois, na campanha, dizer que era contra, como se fôssemos mentecaptos.
E agora, a lista do movimento na web, ao invés de trazer informações, traz convocações para uma "caminhada com o 15". Ou ainda a pérola do "compromisso assinado em cartório" de paralisação do projeto!
Ah, me poupem!
Vão fazer campanha para o Papai Noel, que é mais produtivo e instrutivo. Ou para o Coelhinho da Páscoa!
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Para Carlos Eduardo Oliveira
O que dizer a uma pessoa que deixa um recado desesperado em seu blog?
Que tenha fé? Que tenha perseverança? Que entregue tudo nas mãos de Deus?
Ainda assim será pouco para quem está num momento de aflição e desesperança completas.
Mais uma vez o descuido em hospital provoca vítimas.
A pergunta volta a ser: por que os hospitais não são obrigados a divulgar para a população seus índices de contaminação hospitalar?
Não é suficiente ter uma lei que obriga o comunicado à Anvisa. Quem fiscaliza?
Em umas postagens de junho ou julho do ano passado contei o caso de minha mãe, que internada no dito "melhor hospital" de Belo Horizonte, por causa de uma dor nas costas, acabou submetida a uma via crucis de 22 dias na UTI, traqueostomizada, dializada (diálise) e ligada a todos os dantescos aparelhos desses centros.
E houve ainda os casos das mães do Trota, da Luciene, da avó do Jader.
E agora a mãe do Carlos Eduardo. E também a mãe dos nossos colegas Márcio e Marcelo Metzker.
Até quando vamos ficar inertes vendo nossos parentes serem submetidos a essas torturas?
Mais do que nunca compartilho da opinião de uma médica da Anvisa, que tem um artigo sobre a desumanização da medicina. Sobre a inutilidade da tecnologia, frente à inexorabilidade de algumas moléstias. Ou frente à asséptica máquina que lhe esconde o contato com o médico.
Peço a Deus que Carlos Eduardo Oliveira - que em uma sexta-feira (12) deixou um apelo para que rezássemos para a mãe dele - , tenha encontrado um pouco de consolo para sua dor e seu assombramento.
E que este país volte a se mobilizar por uma mudança nesses procedimentos hospitalares, que transformam seres humanos em farrapos, reféns de máquinas torpes.
Que tenha fé? Que tenha perseverança? Que entregue tudo nas mãos de Deus?
Ainda assim será pouco para quem está num momento de aflição e desesperança completas.
Mais uma vez o descuido em hospital provoca vítimas.
A pergunta volta a ser: por que os hospitais não são obrigados a divulgar para a população seus índices de contaminação hospitalar?
Não é suficiente ter uma lei que obriga o comunicado à Anvisa. Quem fiscaliza?
Em umas postagens de junho ou julho do ano passado contei o caso de minha mãe, que internada no dito "melhor hospital" de Belo Horizonte, por causa de uma dor nas costas, acabou submetida a uma via crucis de 22 dias na UTI, traqueostomizada, dializada (diálise) e ligada a todos os dantescos aparelhos desses centros.
E houve ainda os casos das mães do Trota, da Luciene, da avó do Jader.
E agora a mãe do Carlos Eduardo. E também a mãe dos nossos colegas Márcio e Marcelo Metzker.
Até quando vamos ficar inertes vendo nossos parentes serem submetidos a essas torturas?
Mais do que nunca compartilho da opinião de uma médica da Anvisa, que tem um artigo sobre a desumanização da medicina. Sobre a inutilidade da tecnologia, frente à inexorabilidade de algumas moléstias. Ou frente à asséptica máquina que lhe esconde o contato com o médico.
Peço a Deus que Carlos Eduardo Oliveira - que em uma sexta-feira (12) deixou um apelo para que rezássemos para a mãe dele - , tenha encontrado um pouco de consolo para sua dor e seu assombramento.
E que este país volte a se mobilizar por uma mudança nesses procedimentos hospitalares, que transformam seres humanos em farrapos, reféns de máquinas torpes.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
A voz do povo
Não sou eu que digo, é o povo:
"Mais de 70% da população brasileira quer jornalista com diploma
A pesquisa de opinião nacional CNT/Sensus, divulgada hoje (22), em Brasília, pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), registra que a grande maioria da população brasileira é a favor da exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Dos dois mil entrevistados em todo Brasil, 74,3% se disseram a favor do diploma, 13,9% contra e 11,7% não souberam ou não responderam.
Os dados foram muito comemorados pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e pelos sindicatos de jornalistas. Para o presidente da FENAJ, Sergio Murillo de Andrade, este é melhor apoio que a campanha poderia obter e o resultado da pesquisa renova as forças dos que estão lutando pela regulamentação profissional. "Esses números da pesquisa CNT/Sensus mostram que a população brasileira tem a real dimensão da importância do jornalismo para o País e que quer receber informações de qualidade, apuradas por jornalistas formados".
Murillo afirmou, também, que esses dados ficam ainda mais importantes com a proximidade da votação da exigência do diploma pelo STF e espera que ministros percebam o desejo da sociedade. "O STF tem a chance de mostrar à população que anda junto com seus anseios, reconhecendo que jornalismo precisa ser feito por profissionais com formação teórica, técnica e ética e que o jornalismo independente e plural é condição indispensável para a verdadeira democracia".
A Pesquisa CNT/Sensus quis saber, também, o que a população acha da criação do Conselho Federal dos Jornalistas. Para a pergunta: o sr. (a) acha que deveria ou não deveria ser criado um Conselho Federal dos Jornalistas, para a regulamentação do exercício da profissão no País – como as OAB's para os Advogados e os CREA's para os Engenheiros, o resultado foi que 74,8 % acham que o Conselho deveria ser criado, 8,3% que não deveria ser criado, para 6,5% depende e 10,4% não sabem ou não responderam.
A última pergunta relacionada ao tema foi sobre a credibilidade das notícias. Parte dos entrevistados, 42,7%, disseram que acreditam nas notícias que lêem, ouvem ou assistem, 12,2% que não acreditam, 41,6% que acreditam parcialmente e 3,5% não sabem ou não responderam.
A Pesquisa foi realizada de 15 a 19 de setembro, com dois mil questionários aplicados em cinco regiões brasileiras e 24 estados, com sorteio aleatório de 136 municípios pelo método da Probabilidade Proporcional ao Tamanho – PPT. A margem de erro é de mais ou menos 3%."
Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais
Av. Álvares Cabral, 400, Centro
(31) 3224-5011
E-mail: eventos@sjpmg.org.br
Site: www.jornalistasdeminas.org.br
"Mais de 70% da população brasileira quer jornalista com diploma
A pesquisa de opinião nacional CNT/Sensus, divulgada hoje (22), em Brasília, pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), registra que a grande maioria da população brasileira é a favor da exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Dos dois mil entrevistados em todo Brasil, 74,3% se disseram a favor do diploma, 13,9% contra e 11,7% não souberam ou não responderam.
Os dados foram muito comemorados pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e pelos sindicatos de jornalistas. Para o presidente da FENAJ, Sergio Murillo de Andrade, este é melhor apoio que a campanha poderia obter e o resultado da pesquisa renova as forças dos que estão lutando pela regulamentação profissional. "Esses números da pesquisa CNT/Sensus mostram que a população brasileira tem a real dimensão da importância do jornalismo para o País e que quer receber informações de qualidade, apuradas por jornalistas formados".
Murillo afirmou, também, que esses dados ficam ainda mais importantes com a proximidade da votação da exigência do diploma pelo STF e espera que ministros percebam o desejo da sociedade. "O STF tem a chance de mostrar à população que anda junto com seus anseios, reconhecendo que jornalismo precisa ser feito por profissionais com formação teórica, técnica e ética e que o jornalismo independente e plural é condição indispensável para a verdadeira democracia".
A Pesquisa CNT/Sensus quis saber, também, o que a população acha da criação do Conselho Federal dos Jornalistas. Para a pergunta: o sr. (a) acha que deveria ou não deveria ser criado um Conselho Federal dos Jornalistas, para a regulamentação do exercício da profissão no País – como as OAB's para os Advogados e os CREA's para os Engenheiros, o resultado foi que 74,8 % acham que o Conselho deveria ser criado, 8,3% que não deveria ser criado, para 6,5% depende e 10,4% não sabem ou não responderam.
A última pergunta relacionada ao tema foi sobre a credibilidade das notícias. Parte dos entrevistados, 42,7%, disseram que acreditam nas notícias que lêem, ouvem ou assistem, 12,2% que não acreditam, 41,6% que acreditam parcialmente e 3,5% não sabem ou não responderam.
A Pesquisa foi realizada de 15 a 19 de setembro, com dois mil questionários aplicados em cinco regiões brasileiras e 24 estados, com sorteio aleatório de 136 municípios pelo método da Probabilidade Proporcional ao Tamanho – PPT. A margem de erro é de mais ou menos 3%."
Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais
Av. Álvares Cabral, 400, Centro
(31) 3224-5011
E-mail: eventos@sjpmg.org.br
Site: www.jornalistasdeminas.org.br
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Os ministros contra os jornalistas
Definitivamente o ministério de Lula declarou guerra aos jornalistas.
Não se passa um dia sem que um deles saia com uma declaração estapafúrdia qualquer para atingir o livre exercício da profissão, e, conseqüentemente, da liberdade.
O herói do dia foi o ministro da Defesa, Nelson Jobim, que ao invés de se preocupar com a arapongagem generalizada, descabida e institucionalizada, vem dar pitaco na profissão dos jornalistas.
Quer o douto cidadão que a Constituição Federal seja mudada para que o jornalista seja obrigado a informar o nome de suas fontes.
Um dos preceitos mais básicos, mais caros ao jornalismo, que permite a denúncia de esquemas e mais esquemas espúrios, o anonimato da fonte agora está na berlinda.
Sim, porque quando alguém do quilate de Jobim (quilate aqui entendido pela posição que ocupa na plutocracia lulista) pede o seu fim, aí tem coisa.
E tem coisa grossa, orquestrada por setores incomodados com a liberdade da imprensa, que por meio de denúncias de escândalos e mais escândalos vem obrigando os poderes (os três), a uma nova postura ética, exigência que é da sociedade, apenas traduzida pelos jornalistas.
Jobim talvez tenha se esquecido que o anonimato da fonte foi responsável pelo deslindamento de um dos escândalos políticos mais sérios do mundo, o Watergate, e pela conseqüente renúncia de Nixon. Só para falar num bem grande, que não dá para ninguém esquecer.
O receituário político brasileiro está coalhado de outros exemplos.
Dá para juntar Fernando Haddad, da Educação, Jobim, da Defesa e para assessorá-los, Vanucchi, dos Direitos Humanos (este só culpou os jornalistas pelas besteiras que falou) e fazer um campeonato de a "maior língua do mundo".
Enquanto isso, os resultados de suas respectivas pastas estão aí, clamando por mais ação e menos falação.
Não se passa um dia sem que um deles saia com uma declaração estapafúrdia qualquer para atingir o livre exercício da profissão, e, conseqüentemente, da liberdade.
O herói do dia foi o ministro da Defesa, Nelson Jobim, que ao invés de se preocupar com a arapongagem generalizada, descabida e institucionalizada, vem dar pitaco na profissão dos jornalistas.
Quer o douto cidadão que a Constituição Federal seja mudada para que o jornalista seja obrigado a informar o nome de suas fontes.
Um dos preceitos mais básicos, mais caros ao jornalismo, que permite a denúncia de esquemas e mais esquemas espúrios, o anonimato da fonte agora está na berlinda.
Sim, porque quando alguém do quilate de Jobim (quilate aqui entendido pela posição que ocupa na plutocracia lulista) pede o seu fim, aí tem coisa.
E tem coisa grossa, orquestrada por setores incomodados com a liberdade da imprensa, que por meio de denúncias de escândalos e mais escândalos vem obrigando os poderes (os três), a uma nova postura ética, exigência que é da sociedade, apenas traduzida pelos jornalistas.
Jobim talvez tenha se esquecido que o anonimato da fonte foi responsável pelo deslindamento de um dos escândalos políticos mais sérios do mundo, o Watergate, e pela conseqüente renúncia de Nixon. Só para falar num bem grande, que não dá para ninguém esquecer.
O receituário político brasileiro está coalhado de outros exemplos.
Dá para juntar Fernando Haddad, da Educação, Jobim, da Defesa e para assessorá-los, Vanucchi, dos Direitos Humanos (este só culpou os jornalistas pelas besteiras que falou) e fazer um campeonato de a "maior língua do mundo".
Enquanto isso, os resultados de suas respectivas pastas estão aí, clamando por mais ação e menos falação.
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