Fico assistindo ao jogo de handebol do Brasil e Croácia e fico fula da vida. O Brasil toma aquela lavada.
Aí um colega me diz hoje: "ah, mas o Brasil nunca foi muito bom neste esporte".
Como não, se quatro jogadores dessa seleção jogam na Europa?
Aí lembro de ter folheado uma revista dessas de consultório ou salão de beleza, que pode ser a Caras, Contigo, Nova, ou sei lá qual, que trouxe três jogadores dessa seleção, estampados em página inteira, com os torsos nus.
Uns deuses! Aqueles corpor lindos, durinhos, magrinhos, lustrosos. E umas caras lindas também.
Pensei naquele dia que vi os Adônis: "também nem precisa jogar, com esta figura toda, para quê handebol?"
Mas ontem, durante o jogo, fiquei furiosa de eles não chegarem nem perto dos meninos da Croácia. Tudo bem, que a Croácia é a bicampeã olímpica.
E pensei: "que pernas de pau"!
Aliás, perna de pau é para jogador de futebol, handebol deve ser braços, mãos de pau, né mesmo?
E pensei também: "vocês estão na profissão errada meninos. Sigam a carreira de modelo e vão enfeitar as passarelas mundo afora".
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terça-feira, 12 de agosto de 2008
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
E começa o banho de olimpíada
Pronto. Já tomei meu banho de olimpíada hoje.Vi a transmissão ao vivo, de 9 às 13 horas, com pequenas interrupções para olhar o computador, tomar uma água e tal. Depois revi à tarde, acho que era um compacto, quase completo. À noite revi os melhores momentos no jornal.
Foram momentos magníficos, apesar do festival de besteiras protagonizado pelo Galvão.
Ô home chato sô!
Não conheço uma única pessoa que goste dele (como locutor, claro, já que nem o conhecemos).
Será que a Globo não tem um feedback sobre o desempenho dele junto aos telespectadores?
Que se dane o Pavão, digo, Galvão.
O bom mesmo foi ver a China com aquele colorido, aquela grandiosidade.
Quem tem história, cultura milenar, handicap de significativas invenções, nem precisava ficar imitando os produtos dos outros.
Mas apesar da vocação para a cópia, a abertura das olimpíadas mostrou uma China quase inédita, pelo menos no uso de suas lendas, história, símbolos e tradições.
Já quanto à tecnologia e efeitos não deixou de dar aquele toquinho chinês: "olhem só como nossas imitações são perfeitas". (Aquele astronauta, a menina voando).
Nada, mas nada mesmo, que tirasse o brilho e a magnificência da cerimônia.
Eu é que sou linguaruda mesmo.
Agora, para ver disputas esportivas mesmo, creio que só nos repetecos.
Afinal quem vai levantar de madrugada para ver um joguinho de futebol?
(foto da BBC)
Outras fotos:
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
2014 é logo alí
Daqui a poucas horas, os olhos dos brasileiros estarão em Zurique, na Suíça. Vão ficar sabendo se o Brasil vai sediar ou não a Copa do Mundo de 2014. Ou melhor, vão ver a confirmação, já que o Brasil é candidato único.
Não quero ser chata, principalmente porque o assunto é futebol, mas algumas perguntas têm de ser feitas: se o negócio é tão bom assim, por que não apareceu outro concorrente?
E se o Brasil perder de novo, em casa, como foi em 1950?
De onde vai sair o dinheiro para tanta reforma e investimento?
Como o País vai fazer para proteger atletas, visitantes, torcedores?
Ah, mas acabei sendo chata, me perdoem.
No Pan foi a mesma coisa. Meti o pau, mas depois caí de amores. Afinal é tão bom ter alguma coisa se arrastando por dias e dias para a gente acompanhar, discutir, brigar, sofrer, comemorar e sair mais cedo do serviço. Melhor que ficar um tempão vendo cenas e mais cenas de acidentes de avião.
Mas ao mesmo tempo fico angustiada só de pensar que poderemos perder para os argentinos, já pensou? Em 50 foi para os uruguaios. Se perdermos, que seja para alemães, ingleses, franceses; estes não ficam zoando a gente eternamente. Mas argentinos, e em menor escala, italianos, ai meu Deus, não permita!
Que venha a Copa do Mundo em 2014! Mas está tão longe. Em sete anos é tanta coisa que acontece.
A propósito: não entendi o que o Paulo Coelho estava fazendo lá na reunião da Fifa. O Romário ainda vai, coitado, está nos finalmentes da carreira. Mas o Mago, não dá pra entender. Mas vá-se entender este País!
Não quero ser chata, principalmente porque o assunto é futebol, mas algumas perguntas têm de ser feitas: se o negócio é tão bom assim, por que não apareceu outro concorrente?
E se o Brasil perder de novo, em casa, como foi em 1950?
De onde vai sair o dinheiro para tanta reforma e investimento?
Como o País vai fazer para proteger atletas, visitantes, torcedores?
Ah, mas acabei sendo chata, me perdoem.
No Pan foi a mesma coisa. Meti o pau, mas depois caí de amores. Afinal é tão bom ter alguma coisa se arrastando por dias e dias para a gente acompanhar, discutir, brigar, sofrer, comemorar e sair mais cedo do serviço. Melhor que ficar um tempão vendo cenas e mais cenas de acidentes de avião.
Mas ao mesmo tempo fico angustiada só de pensar que poderemos perder para os argentinos, já pensou? Em 50 foi para os uruguaios. Se perdermos, que seja para alemães, ingleses, franceses; estes não ficam zoando a gente eternamente. Mas argentinos, e em menor escala, italianos, ai meu Deus, não permita!
Que venha a Copa do Mundo em 2014! Mas está tão longe. Em sete anos é tanta coisa que acontece.
A propósito: não entendi o que o Paulo Coelho estava fazendo lá na reunião da Fifa. O Romário ainda vai, coitado, está nos finalmentes da carreira. Mas o Mago, não dá pra entender. Mas vá-se entender este País!
sábado, 14 de julho de 2007
Overdose de Pan
O Pan ainda nem bem começou e eu já estou com overdose de transmissão. Não agüento mais ver e ouvir o Galvão berrando, ufanista. Não agüento mais o JN entrevistando eles mesmos (ex-atletas, posando de comentaristas).
Mas e se o Brasil consegue mais medalhas do que os Estados Unidos, dessa vez, heim, heim? Ou se passa o Canadá? Ou Cuba?
Começo a delirar. Efeitos da over.
Mas que a abertura foi o máximo, lá isso foi. Tirando o porre do desfile das delegações (ô trem chato e antigo!), o show preparado pela carnavalesca lá, que não sei o nome, porque não me ligo mais em carnaval do Rio, foi de encher os olhos. Uma beleza de cores, de sons, de luzes.
Mas odiei aquele aligator gigante, abrindo aquela bocarra. Aliás, detesto tanto jacarés e afins, que quando estava no colégio, arranquei uma página de um livro de Geografia, para não ver o jacarezão que a ocupava inteira – desperdício! (de espaço, não de arrancar).
E odiei também aquela cobrona, anaconda, horror de nossos piores pesadelos. Aquilo não é bicho que representa o Brasil. Bichos brasileiros são as araras, os tuiuiús, os tucanos (os verdadeiros), os micos. Que me importa se tem jacaré no Pantanal e cobrona na Amazônia? Eu nunca fui ao Pantanal mesmo!
Mas o Vila Lobos estava divino. A coreografia de Débora Colker, primorosa; e os fogos de artifício, que eu adoro, imperdíveis. Me emocionei na cena da Adriana Calcanhoto cantando “Acalanto”, naquela cadeira enorme, fragilidade e doçura, suavidade e ternura de voz pseudo-acanhada. Chorei porque cantei “boi da cara preta” pra minha mãe na UTI, antes de ela partir, em maio. Mas isto é outra história.
Mas o Chico César, pequenino, naquele espaço imenso, cantando pela paz e enfiando uns passos de frevo, ainda que paraibano, deu uma saudade do Recife. E o Cordel do Fogo Encantado, ainda Recife e Olinda, um pouco Alceu Valença, meio Chico Sience - que se foi num carnaval-, e aquela alegria nordestina, foi de balançar o coração. Matar de saudade de um tempo bom vivido em outros carnavais.
Brasil não é jacaré nem cobra, como pensam os gringos que achavam que estes bichos eram encontrados em plena Copacabana. Brasil é mais esta alegria de passos trocados ao som de instrumentos impossíveis.
E nem importa se vamos ganhar 200 medalhas. Importa é o que vamos nos divertir com tudo isso.
E viva o Pan do Brasil!
Mas e se o Brasil consegue mais medalhas do que os Estados Unidos, dessa vez, heim, heim? Ou se passa o Canadá? Ou Cuba?
Começo a delirar. Efeitos da over.
Mas que a abertura foi o máximo, lá isso foi. Tirando o porre do desfile das delegações (ô trem chato e antigo!), o show preparado pela carnavalesca lá, que não sei o nome, porque não me ligo mais em carnaval do Rio, foi de encher os olhos. Uma beleza de cores, de sons, de luzes.
Mas odiei aquele aligator gigante, abrindo aquela bocarra. Aliás, detesto tanto jacarés e afins, que quando estava no colégio, arranquei uma página de um livro de Geografia, para não ver o jacarezão que a ocupava inteira – desperdício! (de espaço, não de arrancar).
E odiei também aquela cobrona, anaconda, horror de nossos piores pesadelos. Aquilo não é bicho que representa o Brasil. Bichos brasileiros são as araras, os tuiuiús, os tucanos (os verdadeiros), os micos. Que me importa se tem jacaré no Pantanal e cobrona na Amazônia? Eu nunca fui ao Pantanal mesmo!
Mas o Vila Lobos estava divino. A coreografia de Débora Colker, primorosa; e os fogos de artifício, que eu adoro, imperdíveis. Me emocionei na cena da Adriana Calcanhoto cantando “Acalanto”, naquela cadeira enorme, fragilidade e doçura, suavidade e ternura de voz pseudo-acanhada. Chorei porque cantei “boi da cara preta” pra minha mãe na UTI, antes de ela partir, em maio. Mas isto é outra história.
Mas o Chico César, pequenino, naquele espaço imenso, cantando pela paz e enfiando uns passos de frevo, ainda que paraibano, deu uma saudade do Recife. E o Cordel do Fogo Encantado, ainda Recife e Olinda, um pouco Alceu Valença, meio Chico Sience - que se foi num carnaval-, e aquela alegria nordestina, foi de balançar o coração. Matar de saudade de um tempo bom vivido em outros carnavais.
Brasil não é jacaré nem cobra, como pensam os gringos que achavam que estes bichos eram encontrados em plena Copacabana. Brasil é mais esta alegria de passos trocados ao som de instrumentos impossíveis.
E nem importa se vamos ganhar 200 medalhas. Importa é o que vamos nos divertir com tudo isso.
E viva o Pan do Brasil!
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