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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Dilminha paz e amor


E a Dilma Roussef que virou máscara de Carnaval?
De xerife durona, com aquele olhar gelado de fundo de garrafa, a ministra mudou de visual e de comportamento e agora vai bombar no Carnaval. Lá no Rio tem uma produção em série com a cara da ministra, depois da repaginação, é claro.
A Dilma agora é light, maquiada, penteada, arrumada.
É o próprio Lulinha paz e amor. Dilminha paz e amor.
Anda agora serelepe, distribuindo beijinhos, sorrisinhos, nada daquela cara amarrada.
A novela da sete é que tem razão, ao parodiar a candidatura de Dilma: a vilã, tremenda mau-caráter Violeta virou Violetinha nas mãos de um marqueteiro, personagem mais do que parodiado dos Dudas que andam por aí.
A Dilma foi ungida por Lula, ávido de emparelhar o Brasil com os mais modernos países do mundo, que têm mulheres em suas presidências. Ou negros islâmicos.
É a modernidade do Brasil.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Que venha Obama!

E começou o show: dia inteiro na transmissão da posse do Obama.
O home tá entrando com o gás todo: até os jovens, naturalmente alienados lá nos Estados Unidos, estão morrendo de amores por ele.
Mas ele merece. Tem carisma e postura ética.
E chegou lá não apenas pela incompetência de Bush, ou da política republicana.
Obama chegou lá porque o povo americano se cansou da mesmice, da empáfia "de somos os melhores do mundo".
O 11 de setembro, a invasão do Iraque e do Afeganistão mostram aos americanos que há algo mais no horizonte do que a vã filosofia deles.
Algo mais do que hambúrguer, ford, chevrolet, molho barbecue, milk shake.
Há chinese food, toyotas, mitsubish, sonys, sansungs, sakê, sushi, etanol.
Os americanos descobriram, penosamente, que o mundo não é geocêntrico e nem os Estados Unidos seu centro.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

E o Obama chegou lá

"Sim, nós podemos",
confirmaram os americanos, colocando na Casa Branca um negro, que foi pobre, é muçulmano, e tem um nome que faz logo todo mundo pensar em terrorismo.
Mas os americanos se cansaram.
Cansaram-se das trapalhadas de Bush e por isso todos os republicanos levaram a culpa.
Cansaram-se das guerras, da quebradeira, da falta de rumos.
E deram a resposta.
O mais incrível é que só havia dois candidatos.
Aqui na eleição de Beagá, mesmo com oito candidatos iniciais, a gente chegou ao final sem opção, votando com aquela cara amarela. E nem deu para comemorar.
E o pior: o vencedor já começou a falar que não vai fazer isto, nem aquilo, coisas prometidas, que estão inclusive no programa de governo (metrô e hospital no Barreiro).
O cara é mesmo um elefante em loja de porcelana.
O jeito é torcer para o Obama.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O desespero final

Estávamos no encerramento da semana do servidor com um show do Wander Lee marcado para as 17 horas.
Lá pelas 16 chega uma tropa de choque de um candidato, ocupa a frente da Assembléia, onde seria o show, e em seguida um trio elétrico com o som lá nas alturas.
Conversa vai, deixa disso, é coisa de servidor, não tem caráter político, etc, etc. E o candidato empatou nosso show por quase uma hora.
Desrespeito de gente que descuida de gente, que persegue um objetivo obsessivamente, desconhecendo métodos, ética, dignidade.
Ficamos todos ali, com cara de bobos, esperando o trio elétrico sair.
Saiu o trio e o candidato deixou alguns bate-paus com bandeiras e balões vermelhos, por via das dúvidas e "doidos" para arrumar outra encrenca, tentativa desesperada de criar um fato político. Candidaturas fúteis e inúteis precisam destes expedientes.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

A baixaria mobiliza

Entre uma baixaria e outra vamos discutindo as eleições.
Não discutimos a política, os projetos, o futuro.
Isto não dá ibope.
O que dá ibope é big brother, crianças atiradas pela janela, namorados matando namoradas.
E como eu disse numa postagem antes do 1º turno: esta é a eleição da volubilidade e da volatilidade. Volúveis somos nós eleitores que mudamos a qualquer movimento estranho. Voláteis são nossas construções míticas: hoje heróis, amanhã bandidos.
A pesquisa mostrou hoje que a preferência eleitoral mudou novamente. O que estava em cima, desceu, depois do que estava em baixo ter subido.
É o humor da cidade variando como o clima.
Como as propostas dos candidatos.
Como os ataques pessoais.
Será por que?

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

E a Jô, heim?

Não vi, mas me contaram.
A Jô Moraes no programa eleitoral do Leonardo Quintão. Fala, dá depoimento e no final, o Quintão "manda" ela fazer "jóia" - aquele gesto do dedo polegar para cima. ¨Faz JÔ, faz jóia aí"...
Se foi como ele mandou a mulher dele, Poliana, fazer o mesmo gesto, digo para a JÔ que ela pode encerrar a carreira política de defesa da dignidade das mulheres.
O Leonardo Quintão falando para a mulher dele "vamos Poliana, faça jóia", soou aos meus ouvidos e olhos, algo como assim: "vamos, mulher, você que não pensa, não tem idéias próprias, só faz o que o marido manda".
E a JÔ, meu Deus se prestando a este papel!
É constrangedor!
Como ficam suas bandeiras feministas depois dessa ridícula participação na tv?

Inveja dos americanos

Vejo na sexta-feira uma reportagem de tv sobre um jantar beneficente em Nova York onde estavam Obama e McCain e Hillary Clinton. Descontraídos, cheios de brincadeiras e piadinhas.
Fora dali é artilharia pesada. Mas em determinados momentos volta a civilidade.
Morro de inveja.
É isso que a eleição americana tem de diferente da nossa: os candidatos são patriotas acima de filiados partidários.
Acabou a convenção partidária, são todos democratas ou republicanos, não ficam divididos em alas e alas autofágicas.
Ainda temos muito caminho a percorrer rumo à democracia real.
Aquela democracia que envolve vitórias e derrotas dentro dos partidos, mas que prevê também que a derrota não é dissensão, é parte da mesma moeda do jogo. E que em algum momento da disputa deve prevalecer o bem comum.
Me vem à lembrança uma frase lida há muito tempo, já nem me lembro mais de quem, acho que é do psicoterapeuta Ângelo Gaiarsa: "a liberdade é ótima, conquanto não nos bata à porta".
Esta é a situação de determinados grupos políticos de Beagá.
Só sabem ganhar e quando não concordam com o resultado de uma disputa se insurgem e debandam.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

E o Collor se confirma!

Mudei meu voto!
Não vou votar nulo mais. E peço a todos que estavam me seguindo nesse propósito (Gleidson, Jader, Naiara, Camila, Fabricia, etc, etc), que façam o mesmo.
Vou votar no Márcio Lacerda.
Depois da propaganda eleitoral de ontem aderi ao voto útil: vou com o menos ruim.
Não dá para votar na edição revista e atualizada do Collor.
Aquele vídeo de ontem, o Leonardo Quintão gritando ensandecido, na convenção do PMDB em Ipatinga, correndo num exíguo espaço de uma sala e berrando que "nós vamos chutar a bunda deles" me convenceu: precisamos nos mobilizar todos e salvar Belo Horizonte.
Cada um de nós precisa convencer o outro de que é preciso esquecer a forma espúria como foi escolhido o Lacerda. Esquecer a interferência do governador ou do prefeito.
Precisamos acreditar que pelo menos por trás da candidatura do PSB há um projeto político de partidos e não de aventura.
Esqueçam o que eu disse antes sobre anular votos, prescindir de partidos. Vamos deixar esta discussão para depois, para fora do período eleitoral.
Neste momento é preciso salvar a cidade do perigo quintanista. E o perigo não é o PMDB, ou o Hélio Costa.
O Leonardo Quintão & família não são uns ingênuos que se deixarão manipular por caciques decrépitos.
Eles são sim os messiânicos Quintão. Aqueles que montaram um valerioduto em Ipatinga, usando o mesmo esquema via publicidades superfaturadas. O Ministério Público já denunciou e encaminhou as denúncias à Justiça, portanto, não estou inventando nada.
Bom seria que as facções do PT que discordaram do Pimentel, como Patrus Ananias, Dulci, Rogério Correia, o Quintão do bem, se revestissem de um pouco de magnanimidade e abrissem mão das picuinhas, pelo menos nesse momento.
O que está em jogo não é a sobrevivência dessa ou daquela facção. Ou o futuro político desse ou daquele personagem petista.
O que está em jogo é a cidade e o seu futuro, diante do aventureirismo obscurantista de um clã, que tem no sedutor galã Leonardo Quintão seu mais arrematado embuste.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Comentários sobre o fim do monopólio partidário

Cutucada pelos rumos da campanha eleitoral em Belo Horizonte e pelos resultados, me aventurei a fazer umas análises mesmo que superficiais, devido ao espaço e à pouca disposição de muitos em ler textos maiores. Minha surpresa foi que muita gente se manifestou com outros ângulos de pensamento, mesmo que fora do blog, no meu e-mail.
Foi gratificante.
Um dos e-mails reproduzo hoje, porque é um ponto de vista muito inovador, para um país, como o Brasil, acostumado a estruturas arcaicas de política e poder.
Apolo Heringer, que todos conhecem, me manda um artigo em que defende a candidatura avulsa, fora dos partidos políticos.
Literalmente ele defende o fim do monopólio partidário no lançamento de candidaturas. O objetivo, segundo ele, é arejar a cena política do país, com candidaturas mais éticas, comprometidas com a população, e menos com as estruturas profissionais de ganhar eleições em que se transformaram os partidos.
Para ele, a via é uma mudança na Constituição, para que seja superada a incongruência do texto legal, onde ao mesmo tempo em que garante a plena liberdade de associação, poder ao povo, e que ninguém é obrigado a permanecer associado e ainda que a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, exige que para ser eleito o cidadão seja filiado.
Para Apolo, não é o partido político que garante a democracia, como preconiza a Constituição, mas o contrário: o fim do monopólio e, conseqüentemente, dos modelos corrompidos que aí estão é que garantirão a plena democracia.
"Somente o fim do monopólio partidário das eleições e da governança pode garantir avanços do regime democrático. É só olhar os escândalos do panorama político brasileiro e a indignação de cidadãos competentes e honestos marginalizados da governança do país, monopólio de indicações partidárias, na lógica eleitoreira".
E ele lista alguns escândalos protagonizados por políticos para corroborar sua tese e defender a punição a partidos, cujos membros, no exercício de mandatos, sejam flagrados em qualquer tipo de falcatrua. A principal punição seria a suspensão das prerrogativas legais do partido.
É uma tese inovadora e plausível sobre a qual deveríamos refletir.
Concordo com ele, em que a mudança não se daria por uma varinha de condão.
E antes que alguém mais apressado pense, não se trata também de nenhum anarquismo.
Esse sistema existe nos Estados Unidos. Lá é permitida a candidatura avulsa, apesar do bipartidarismo arraigadamente histórico.
Não sei se funcionaria no Brasil, diante de nossa história e prática política, onde o dinheiro pode tudo, o sistema de fiscalização é pífio e muitas vezes integrante dos mesmos esquemas de corrupção. Não sei se funcionaria, diante da desigualdade econômica das candidaturas, e diante da condição financeira precária de enorme parcela da população, que usa as campanhas políticas como trabalho temporário, com remuneração muitas vezes superior à de muitas atividades econômicas. Mas concordo com o Apolo Heringer: há espaço para os movimentos sociais começarem uma mudança.
Há espaço, sobretudo, para que reflitamos e comecemos a recuperar nosso poder e retomar às nossas mãos, o destino que um dia entregamos na mãos de uns poucos, num pacto social perdido nas brumas do tempo.



Fim do monopólio partidário

Deveria ser permitido a candidatura sem ser por partido político ?

FIM DO MONOPÓLIO PARTIDÁRIO DAS CANDIDATURAS E DAS ELEIÇÕES
Apolo Heringer Lisboa

O fim do monopólio partidário teria um efeito salutar na vida política brasileira. Falar em reforma política mantendo o monopólio é não reformar o essencial. Como o fim do monopólio das candidaturas nós teríamos um sistema mais arejado, com a possibilidade de opções reais fora do controle destas máquinas constituídas por profissionais. Porque atualmente o eleitor escolhe entre nomes definidos pelos partidos nas suas respectivas convenções. Na verdade o voto não é livre, é condicionado por uma lista imposta aos eleitores. E as circunstâncias internas dos partidos são insuportáveis para muitos cidadãos que repelem certos compromissos e cumplicidades eleitorais e o silêncio corporativo diante de falcatruas. Um ex-presidente de Tribunal de Contas de um estado brasileiro expressou de forma corajosa suas convicções quando foi acusado de expedientes pouco condizentes numa campanha eleitoral, dizendo: "o único crime eleitoral é perder eleições". Nada sofreu com esta declaração, muita gente graúda achou até graça, pois a nossa moral política está muito pobre.A Constituição Federal da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988, nos garante o "pluralismo político", diz que "todo poder emana do povo", que "é plena a liberdade de associação e que ninguém poderá ser compelido associar-se ou a permanecer associado". Diz que "a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos". Ótimo. Mas no artigo 14, § 3º, que trata das condições de elegibilidade, o inciso V exige "filiação partidária". Interessante que no § 4º está escrito que são inelegíveis os inelistáveis e os analfabetos. Na lei complementar 64/1990, que trata das inelegibilidades e inelistáveis, praticamente se refere a criminosos. Ou seja, o cidadão que decide não associar-se a partido, por motivos fundados e de consciência, é comparado a criminosos e analfabetos pois torna-se inelegível.A Lei Federal nº 9096 /95, chamada lei orgânica dos partidos, diz no artigo 1: "O partido político, pessoa jurídica de direito privado, destina-se a assegurar, no interesse do regime democrático, a autenticidade do sistema representativo e a defender os direitos fundamentais definidos na Constituição Federal". Estamos convencidos de que é justamente o contrário: somente o fim do monopólio partidário das eleições e da governança pode garantir avanços do regime democrático. É só olhar os escândalos do panorama político brasileiro e a indignação de cidadãos competentes e honestos marginalizados da governança do país, monopólio de indicações partidárias, na lógica eleitoreira. Como pude defender em palestra no seminário Eleições e Ética, promovido pela ONG Mãos Limpas dia 10 de setembro de 2004 em Belo Horizonte, o caminho é mobilizar a sociedade para alterar o artigo 14 da Constituição Federal, § 3, incluindo entre as condições de elegibilidade, além da filiação partidária, a inscrição de qualquer cidadão em pleno gozo de seus direitos políticos, que atenda às exigências incluídas em lei.O fim do monopólio partidário das candidaturas e da governança contribuirá par sanear o ambiente político estruturalmente corrompido. Não que será uma varinha mágica, mas introduzirá no processo político eleitoral forças sociais fora do controle político do governo e do Estado, mas forças sociais legitimadas e agindo dentro da lei e do regime democrático. Permitirá também romper com o voto de legenda, instrumento que permitiu Enéas com mais de 1.000.000 de votos em São Paulo, carregar candidatos do Prona com menos de 1000 votos à Câmara Federal. Um deputado me disse que os partidos são importante porque representam um conjunto de pensamentos e compromissos. Pessoalmente, não conheço discussões de idéias nos principais partidos do Brasil, mas o exercício do mais pobre pragmatismo eleitoral. É o jogo de forças do poder, o sonho acabou para eles.Majoritariamente, a população vota nos candidatos não em partidos. Cada cidadão tem sua história, é um programa vivo, mais merecedor de acatamento que um programa de papel. O movimento social não pode continuar sendo cassado pelas eleições, dando com seu voto um cheque em branco para os eleitos formarem um grupo fechado agindo em nosso nome durante alguns anos. Todos os cargos públicos são exercidos por indicações do esquema eleitoral. Não há valores éticos além desta lógica, a qualidade do trabalho das pessoas não é levado em conta na composição de um governo. Chego a comparar estes esquemas com o modus operandi de uma máfia. Em Minas Gerais a ONG Mãos Limpas surgiu devido à indignação cívica com o escândalo do megasalários dos deputados estaduais descoberto em 2001. Todos os partidos representados na Assembléia foram pegos em flagrante delito por denúncia publicada num jornal mineiro. Ninguém foi expulso, ninguém devolveu o dinheiro, pediu desculpas à sociedade ou renunciou ao mandato por vergonha. Quase todos se reelegeram. Vários deputados chegaram a receber num só mês mais de 100 mil reais e alguns mais do dobro. E houve ali partidos que recentemente expulsaram militantes por motivos de divergências ideológicas, mostrando que a obediência é o único valor ético exigido para filiação.No interesse do regime democrático os partidos deveriam ser punidos com suspensão de suas prerrogativas, em diversos níveis e por tempo variado, se seus membros com mandato popular fossem surpreendidos em corrupção ou outro crime grave. Hoje apenas quem exerce mandato corre o risco de ser punido, ou renuncia para não ser cassado e fica assim habilitado para concorrer de novo. Isto mostra que o partido não assume suas responsabilidades pela lista de candidatos que apresenta. Sendo assim porque ter o monopólio?

terça-feira, 7 de outubro de 2008

A desconstrução da "aliança"

Estou doida para ver como será o segundo turno de campanha em Beagá. O que irá para a tv. O Lacerda está prometendo uma reviravolta. Mas como ele vai fazer isso? Não sei como alguém conseguirá transformá-lo de "picolé de xuxu" em um algodão doce colorido. Acho uma missão impossível.
O Quintão, tá na cara, vai continuar com o Jeca Tatu, afinal deu certo. E quando o povo cai de amores por um personagem, não tem jeito. Os exemplos recentes são o Alemão, a Grazzi, ambos do big brother, ou o Foguinho, de uma novela aí, ou ainda a viúva Porcina, tão antiga, mas até hoje lembrada.
Os personagens marcam o público de tal forma, que não há nada que os desmistifiquem. Na política, não podemos esquecer o "Lulinha paz e amor", que levou finalmente, o ex-sapo barbudo ao paraíso.
Mas a campanha do Lacerda não fez água só porque ele é muito ruim de tv.
Aos poucos a gente vai sabendo do massacre que foi a "construção" da aliança: imposições do governador sobre segmentos do serviço público mais suscetíveis a hierarquias e disciplinas.
Pressão sobre partidos menores, alguns de cor bem definida: tiveram suas cúpulas "compradas", para não lançarem candidatos. Outros, quando as cúpulas não conseguiram desestimular o renitente, deixaram seu candidato praticamente sozinho, só com apoios de senadores externos.
E no próprio partido concorrente do Lacerda, a pressão para que um determinado candidato não emplacasse, porque ele tinha um "perfil" mais à esquerda, que poderia concorrer na mesma raia do candidato do prefeito e do governador.
Quem teve esta brilhante idéia para minimizar o PMDB deve estar se remoendo agora e lamentando eternamente não ter deixado o outro concorrer, que para quem conhece, sabe que não tem o apelo popular do Quintão. E para quem não sabe do que estou falando é só rever as notícias que antecederam a preparação das chapas.
Tanta imposição, tanta arrogância, tanta prepotência tinham que desaguar em rebelião, afinal ali na urna, o voto é seu e somente seu.
Voltando ao Quintão. Esse crescimento me lembra muito o fenômeno Collor.
Entrou pequeno, inexpressivo e caiu no gosto popular. Virou herói. Mocinho de cara bonita e discurso populista, apelativo.
E os políticos protagonizaram a maior revoada partidária que se tem notícia. Todo mundo foi para o PRN, que na verdade continuou desconhecido. O partido era o Collor, tanto que o político que o seguia era o "collorido".
E deu no que deu.
Os afoitos por apoiar o Quintão deveriam se lembrar disso.
E eu torço para queimar a língua, se o Leonardo Quintão for eleito.
E não defendo também o apoio ao Lacerda. Cruz credo.
Mas também concedo a ele o benefício da dúvida.
Minha opção é pelo voto nulo: é legítimo, é das regras do jogo, tanto quanto o voto útil, que alguns se preparam para fazer agora no segundo turno.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Agora é que a porca torce o rabo

Bem, não queimei a língua. Belo Horizonte vai mesmo para o segundo turno.
E ao contrário de muita gente, não acho que vai ser mais democrático. Vai ser o horário do embuste contra o engodo.
E a população é que perderá ao final.
Bem, falando sobre a cobertura das eleições: o portal UAI deu um show.
Acompanhei a apuração sem qualquer problema, assisti ao videochat, fiz pergunta, mas como entrei muito atrasada não deu tempo de vir a resposta.
Pela página do TRE não dava para acessar nada. É a sempre e recorrente sobrecarga de acessos.
No UAI havia entrevista ao vivo no videochat, matérias do interior, pingue pongue com a redação do jornal Estado de Minas, tudo bem ancorado por dois jornalistas muito descontraídos.
E de televisão, o show ficou por conta da TV Assembléia. Realmente a melhor em cobertura de eleições.
Segundo turno
E vamos ver se a Jô vai apoiar o Quintão, mesmo.
Não é possível que ela vai rasgar o passado histórico (dela e do partido, claro!).
Para ser coerente, tanto ela, quanto o Sérgio Miranda têm de ficar na deles, "liberar a militância", porque o apoio a qualquer um dos candidatos é incompreensível. Pelo menos para quem pensa, para quem acompanha política. Não se consegue imaginar partidos ideológicos como o PCdoB, partindo para uma linha de "oportunismo", "queremismo", "utilitarismo". Se for para esse lado o partido estará caindo na vala comum dos demais.
E para os petistas, o problema é pior ainda. Não dá para colar Márcio Lacerda apenas em Aécio e usar isso como desculpa para não apoiá-lo. Não dá para ignorar que ele é o candidato do PT sim. Será que o PT vai se prestar a ser implodido depois de 16 anos em Belo Horizonte?
E é preciso também que os petistas não se esqueçam que um partido dividido agora, já era nas próximas eleições.
Ô dúvida cruel. É como eu disse: isto é que é sinuca de bico, nem tanto para nós eleitores - que ainda temos o legítimo voto nulo e branco, apesar da campanha da Globo -, mas para os partidários.

domingo, 5 de outubro de 2008

A eleição volúvel

O que acontece com o eleitor de Belo Horizonte? Em menos de dois meses ele optou por três candidatos para prefeito. Com perfis inteiramente distintos, com ideologias desde a "bem esquerda" até a direita completa. É o eleitorado volúvel, de escolhas voláteis.
O eleitor belo horizontino está dando um banho nos analistas políticos: não dá para classificar esta movimentação ora para um, ora para outro candidato.
Nem matematicamente dá para entender, afinal os números de indecisos, brancos e nulos não cobrem as oscilações bruscas.
Parece até o clima da cidade, que de repente deu para despejar granizo de bom tamanho sobre nossas cabeças.
E agora, quase ao final da votação, é certo que haverá segundo turno (depois digo se queimei ou não a língua).
E o belo horizontino que começou a campanha roxo pela Jô Moraes, virou fã de carteirinha de Márcio Lacerda, de repente e espetacularmente; e no finalzinho caiu de amores por Leonardo Quintão.
Não dá para entender, afinal o morador da cidade aprova a gestão de Pimentel, com índices elevados de credibilidade. Aprovou também a aliança formada pelo prefeito e o governador e deu mostras disso, com a estrondosa subida do candidato deles. Mas no final da campanha começou a debandar para Quintão, seduzido pelo bom mocismo e carinha bonitinha do candidato.
Parece que a população de Beagá não tem aprendido lições recentes: bom mocinho e estampa levaram o Collor à presidência e todo mundo sabe no que deu.
Ou não. Há um eleitorado muito jovem e outro muito desinformado. Collor é coisa de um passado que já pode estar esquecido nas gavetas.
E o que se avizinha para Belo Horizonte é a possibilidade de uma gestão retrógrada, depois de 16 anos de governos populares e progressistas.
Pior, mais do que o histórico do PMDB, o grande temor é o engodo popular diante da construção de uma imagem falsa do seu candidato.
A população pode ter um choque ao acordar depois do segundo turno e descobrir que seu príncipe não passa de um sapo!
Do outro lado, a aliança. A intenção pode ter sido boa, mas o produto mostrou-se muito ruim.
Vamos ver se os marqueteiros conseguem ajeitar as coisas para o segundo turno. Duvido.
Para nós, eleitores que pensamos, que refletimos, infelizmente a coisa está perdida.
E a propaganda do TSE tem razão: quatro anos é muito tempo.

sábado, 4 de outubro de 2008

A campanha caiu de nível

Há muito não se via em Belo Horizonte os ataques pessoais a candidatos. As ofensas, o uso de métodos espúrios de difamação.
Pois a cidade amanheceu, nesta última semana, coberta de panfletos onde o candidato Márcio Lacerda é comparado a bandidos procurados.
Num método que há muito não se via, extremamente condenável em minha opinião, o cartaz chama o Lacerda de "mensaleiro".
Os cartazes estão sobretudo próximo a universidades.
O mesmo teor já havia varrido a internet de cabo a rabo.
Acho que as coisas têm de ser travadas no campo jurídico, como fez a candidata Jô Moraes, que ajuizou diversas ações contra a campanha de seu concorrente.
Agora, usar estes métodos da época da ditadura, que difama sem esclarecer, no famoso "vale tudo", é abusar da população. Isso não contribui em nada para o esclarecimento do eleitor.
É preciso lembrar que eleição , como muitos pensam, "não é uma guerra", onde vale tudo.
É uma disputa com regras claras e limites legais

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

A eleição do magnata contra o riquinho

Depois do debate da Globo entre os cinco candidatos a prefeito de Belo Horizonte, fiquei muito triste.
Belo Horizonte vai perder a melhor oportunidade de ter o Sérgio Miranda como prefeito. Não estou fazendo campanha. Só estou me reportando ao debate e fazendo um juízo de valor, diante do desempenho de cada um naquela sabatina global, chamada de debate.
Foi um show do Sérgio: de lucidez, preparo, segurança, conhecimento de causa.
Comecei a assistir a sabatina torcendo para o Márcio Lacerda se sair muito bem e desmentir tudo que os demais passaram a campanha inteira dizendo: que ele é produto da cabeça louca de Pimentel e Aécio, num dia de porre.
Pior: ele não é nem produto do porre. A minha impressão é de que ele é uma emenda frankenstein, aquela coisa colocada no texto às pressas, sem nada a ver com nada, para cumprir um objetivo muito específico, normalmente muito espúrio.
Não teve jeito: o homem é ruim demais: não tem dados, não tem segurança para falar, aliás, não fala nada.
O pior: ele nem se apoderou (no sentido sociológico, de empoderamento) da própria candidatura. Só se referia a si mesmo, como "ele", o "Márcio Lacerda", porque foi assim que Pimentel e Aécio levaram sua propaganda eleitoral o tempo todo. Ele mal mal falou em seu horário gratuito. E imagino que para falar aquela mínima participação deve ter sido preciso gravar e gravar e gravar, quase ad infinitun.
O pior de tudo, o mais triste, é que a eleição de Belo Horizonte está numa sinuca de bico: ou dá Márcio Lacerda no primeiro turno ou vai para o segundo com Lacerda e Leonardo Quintão.
Ou seja: o magnata x o riquinho.
Sim, porque se formos falar de personagens criados, longe do "Jeca Tatu" inventado para Quintão, ele é mais o Riquinho, aquele menino do quadrinho norte-americano, bonitinho, engomadinho, lourinho, cheeeiiinho de dinheiro e de brinquedos caros, que quer brincar com os meninos pobres. Coitadinho!
E fica falando "oceis", "me ajude", "pelamordedeus" "cê vai".
E diz que quer cuidar de gente. Vai ser médico então!
Pena que a legislação eleitoral e seu sargentão, o TSE, transformem a democracia, a cada eleição que passa, nesta coisa amorfa, sem sal, esdrúxula, onde um produto bem embalado fica no ar por 15 minutos. E outros autênticos, artesanais, não tenham nem lugar na prateleira da tv.
E o povo não pode comparar, porque é um massacre. E é o tempo de tv que tem definido mesmo as eleições.
Pena que as idéias sejam só "uma lembrança antiga na parede". Porque o candidato hoje, pelo menos na eleição de Belo Horizonte, não passa de um sabão em pó, ou um xampu.
Se não fosse o Sérgio Miranda, que fosse a Jô, guerreira sim, mas sem foco. Ou o Gustavo Valadares, que não inventou o que não é. Foi o tempo todo ele mesmo: o candidato do DEM, com a ideologia privativista do partido, mas com clareza de idéias, com programas e projetos coerentes e viáveis.
Belo Horizonte merece um produto melhor!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Um sociólogo (des)cuida da comunicação paulista

Nada contra os sociólogos, mas sou de opinião de que cada macaco ocupe seu galho. Por isso sou do bloco que defende a obrigatoriedade do diploma para se exercer o jornalismo. Exercer o colunismo, a colaboração, aí são outros quinhentos.
Começo este post com esta observação porque ouvi uma conferência do secretário de comunicação de São Paulo, na última quinta-feira (28/8), Bruno Caetano.
Sociólogo, doutor em não sei quê e tal, bonitinho, arrumadinho, novinho.
Foi expor os projetos da sua pasta num congresso de assessores de imprensa do serviço público e falou besteira uma atrás da outra.
Simpatissíssimo, quase foi vaiado, ao mostrar preconceito contra o serviço público, contra idosos e outras pérolas que deixou escapar, que mostram bem, mais do que a formação acadêmica que tem, a formação ideológica para quem trabalha.
Disse que vai contratar empresas de assessoria de imprensa, mediante licitação, claro, para suprir a carência de pessoal de comunicação, no governo paulista.
Perguntei se ele pretendia privatizar a comunicação do governo de São Paulo e sua resposta foi aquele festival de insanidades: que o setor público fica desatualizado (devem ter esquecido de avisar para ele que aquele auditório era de assessores de comunicação do serviço público); não tem treinamento; não sabe lidar com a internet; é composto de gente muito velha e por aí.
E a pérola máxima: concursados são e ficam estáticos, quando o setor de comunicação exige mais agilidade.
Esqueceram de avisar para ele, de novo, que o concursado trabalha para a instituição e não para o governante. Este é passageiro, enquanto aquela é permanente e deve satisfações ao distinto público que a mantém com seus impostos.
Mas o secretário de comunicação é sociólogo, queriam o quê?

sábado, 19 de julho de 2008

A PF e a corte

A última investida da PF, a Operação Satiagraha, gerou aquela piada no futebol: explica tática, monta estratégia e o jogador pergunta: já combinaram com o zagueiro do outro time?
Esqueceram de combinar com a PF que suas espetaculosas operações não podem chegar na rampa do Planalto.
E esta, contra o Daniel Dantas do Opportunity, está batendo na cozinha do "home", aliás como em outras oeprações, da PF ou não.
Mas aí a história é diferente. Melhor armar um imbróglio com o delegado, o ministro da Justiça e o presidente do STF, do que deixar a coisa correr solta.
Bem que o Daniel avisou: "no STF eu me viro" . E como se virou!
Tem um Carvalho na chefia de gabinete do Lula, que só não é mais firme porque ainda não chegou a Jacarandá.
Não é a primeira vez que as trapalhadas, para ser educada, de tráfico de influência, dinheiros escusos, batem no Planalto. Mas não entram.
Por que será?
Leiam o artigo no link abaixo:

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3017539-EI6578,00.html

sexta-feira, 4 de julho de 2008

A liberdade de Ingrid


Nem a dúvida sobre se houve ou não pagamento de resgate para a libertação de Ingrid Betancourt pode tirar o brilho da ação.
Que importa se o governo colombiano pagou o resgate ajudado pelos Estados Unidos e assessorado estrategicamente por Israel?
O que conta é que acabou aquela situação vergonhosa para qualquer governo de ter um cidadão em cativeiro por seis anos.
A libertação dela e outros 14 reféns é um golpe nas Farcs, que já estão enfraquecidas há muito tempo, desde que optaram pelo caminho do banditismo, abandonando o que um dia foi uma luta política legítima, contra governos corruptos e ditatoriais.
As Farcs perderam o bonde da história.
Bonito mesmo foi ver Ingrid no dia seguinte, sem aquele colete das forças armadas, mas num terninho simples, singelo, o rosto limpo e o longo cabelo trançado, penteado legítimo das mulheres autóctones do continente sul americano.
Afinal, apesar do "franco-colombiana" com que foi batizada na mídia mundial, Ingrid Betancourt é realmente colombiana, nascida na Colômbia, de pais colombianos. Só morou na França, estudou lá e se casou com um francês, do qual já estava separada antes do sequestro.
Mas isso também não importa.
Deixa os franceses terem seu ídolo, seu símbolo de coragem, ativismo, independência e consciência social.
Quem dera que nós tivéssemos um também, novamente!

terça-feira, 3 de junho de 2008

Depois de Obama como fica a mídia tradicional


Aí está uma das suas fotos mais emblemáticas, com o lema que fez a cabeça dos americanos, para o inimaginável: um candidato negro e muçulmano. E tudo está no Flickr, gratuitamente


A campanha do democrata norte-amerciano Barack Obama é, certamente, um divisor de águas nas relações com a mídia tradicional.

A rede de colaboradores que ele armou, via seus assessores, usando os últimos recursos da tecnologia de informação e relacionamento, certamente determinará uma mudança de comportamento nas suas relações com a mídia.
Quem precisa da mídia tradicional para se comunicar, quando tem mais de 2 milhões de pessoas cadastradas, interagindo diariamente em seu site? Opinando, corrigindo, sugerindo, perguntando?
Quem precisará de jornais, revistas, tvs?
Claro que estes dão visibilidade, mas será que serão indispensáveis depois da campanha?
Se ele ganhar, tem toda esta rede ao seu lado, num movimento até perigoso para o congresso, e para a mídia.
Quando você fala diretamente com as pessoas, não precisa de "pagar" espaços. (pagar aqui é simbólico, porque lá, ao contrário da mídia brasileira, não existe esta figura espúria. Somente a matéria redacional e a publicidade e não esta subserviência que é aqui.)
Só que usei pagar, porque de uma certa forma, mesmo quando a moeda de troca não é o dinheiro, é preciso haver a simpatia de donos, editores, ou mesmo que a pessoa seja pauta determinada pela mídia.
Se ele não ganhar, terá um poder de pressão mais forte ainda.
Sua rede de colaboradores de mais de dois milhões de pessoas (este número é aumentado diariamente, na contagem do site) será seu aval.
Mas uma vez ele falará diretamente com seu eleitor/simpatizante/admirador/colaborador.
Sua campanha levou o boca a boca informatizado, já presente em instrumentos como Orkut, MySpace, YouTube, às últimas conseqüências.
Quem fala com um, dois milhões de pessoas diariamente e é respondido, precisa dos 300, 500, 800 mil leitores do New York, da Times?
E aqui no Brasil, esta campanha teria sucesso?
Dificilmente.
Ao contrário de lá, onde o simpatizante o é por convicção e não por obrigação, aqui, além do sentido de obrigação, há um consenso muito mais perverso: o da descredibilidade.
Capaz de um site desses, interativo, só ter palavrão, xingamentos e quetais.
O que você acham?

segunda-feira, 24 de março de 2008

Tibet e Nepal

De repente estes dois países que a gente só conhece de fotos maravilhosas entraram para o noticiário mundial. E com inusitadas explosões de violência.
Ambos, que nos remetiam sempre à idéia de relaxamento, paz, tranquilidade, imutabilidade, estão agora nos noticiários.
O primeiro, pelas revoltas populares de rua contra o regime da China, que há mais de 40 anos escraviza aquele país, perdido na Cordilheira do Humalaia, eternamente gelado, e em contraposição, eternamente com um povo de vestes coloridíssimas.
E o segundo, que a gente só via em fotos, também dá sinais de mudança no comportamento de sua população. Dia destes, uma mulher amarrou seu marido em praça pública, para expô-lo aos olhares de todos os curiosos. É que ela se cansou dos porres do homem e resolveu dar-lhe uma lição.
Sem entrar no mérito da revolta tibetana - inteiramente justificável-, ou de sua forma - ainda que estranhamenteoposta à fama de seu povo -, me pergunto o que está mudando por lá.
Será que a idéia de "zen" que associamos imediatamente aos monges budistas, ao povo milenarmente pacífico, terá de mudar?
Não estou criticando nada, apenas tenho medo de perder mais uma referência sobre as especificidades de culturas quase místicas para nós ocidentais, ante a globalização da violência, seja em forma de conflitos sociais ou domésticos.