quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Justiça suspende licenciamento da Anglo Ferrous, em Conceição

Acabei virando da turma que se aferrou ao movimento contra a instalação da mineração predatória em Conceição do Mato Dentro, seja sob a donataria da MMX ou da Anglo Ferrous, é tudo a mesma coisa. Bem feito que a crise mundial mostrou para aqueles especuladores que o minério de ferro de Conceição não vale grande coisa e precisa mais de investimento do que se esperava. Esperto foi o megaespeculador Eike Batista que montou o negócio "da China" e passou adiante, com um lucro fabuloso.
Por isso, junto com todos, como Dorinha Alvarenga, comemoro a decisão do TJ, conforme o release do Ministério Público que reproduzo abaixo, com dois dias de atraso:

"Decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspendeu, a pedido do Ministério Público Estadual (MPE), o licenciamento ambiental de um empreendimento da Anglo Ferrous, em Conceição do Mato Dentro , a 168 quilômetros de Belo Horizonte. O TJMG reformou decisão da Justiça local, que indeferiu liminar de Ação Civil Pública ajuizada para invalidar os efeitos da licença prévia obtida pela empresa.De autoria do promotor de Justiça André Luis Machado Arantes, a ação se fundamenta em dois argumentos. O primeiro se refere à nulidade da declaração de conformidade fornecida pelo município, expedida em desacordo com o art. 172, §10, da Lei Orgânica municipal. Tal legislação exige daquele que pretenda explorar recursos minerais no município a contratação de seguro ou depósito de caução para recuperação do meio ambiente, condição que não foi atendida pela empresa. Como o documento em questão é requisito para formalização do pedido de licença prévia, sua nulidade macula todo o procedimento de licenciamento e, inclusive, a licença prévia concedida.O segundo fundamento da ação sustenta a nulidade da própria licença prévia, tendo em vista que a mesma foi expedida sem que o órgão ambiental analisasse todas as questões referentes à viabilidade ambiental do empreendimento. O projeto da empresa está em área reconhecida como biosfera pela Organização das Nações Unidas, estando ainda no entorno de quatro unidades de conservação de proteção integral, um parque estadual, além de reserva indígena.A ação foi proposta em 24 de março e, em 6 de julho de 2009, a liminar foi indeferida. O recurso foi interposto em 23 de julho, e o efeito suspensivo foi concedido no dia 29. Agora será aguardado o julgamento do mérito".

Assessoria de Comunicação Social do Ministério Público de Minas Gerais Núcleo de Imprensa Tel.: 31 3330-8016 / 8166 e 8413 31.07.2009 (Meio Ambiente/ Conceição M Dentro – licenciamento ambiental Anglo Ferrus) AV

Conferência mundial sobre mudanças climáticas

A abertura da Conferência Mundial "Campanha de Liderança Climática 2020", trouxe um Lester Brown mais pessimista do que costuma ser normalmente. Brown é um dos bambambans mundiais sobre mudanças climáticas.
A conferência foi aberta ontem, no Palácio das Artes, pelo governador Aécio Neves e o prefeito da Capital, Márcio Lacerda, que se comprometeram a entrar de cabeça na meta da State of the World Forum, que lidera o movimento mundo afora, de trabalhar na redução paulatina da emissão de carbono até o índice de 80%, em 2020.
Lester Brown, que muitos consideram catastrofista, disse que as mudanças climáticas estão acontecendo rápida e assustadoramente e serão responsáveis por enormes desastres ambientais. Segundo ele, o derretimento das geleiras está cada vez mais acelerado, prenunciando o desaparecimento de extensas áreas costeiras, além de influir decisivamente na produção de alimentos.
Conferência
Até sexta-feira (7), especialistas do mundo vão discutir soluções para conter o aquecimento global. O objetivo é levar uma proposta para a conferência da ONU sobre mudanças climáticas, que acontece em Copenhague, Dinamarca, em dezembro.
E Brown já tem a receita para atacar o problema: diminuir a emissão de carbono passa, necessariamente, pela mudança de modelo energético, com o uso de energias eficientes; pela substituição do óleo, carvão e gás natural, por energia renovável como a solar, a eólica e a térmica; e pelo fim do desmatamento.
Mudança de hábitos
Jim Garrison, presidente da State of the World, disse que a campanha tem como foco a transformação das pessoas: "Queremos que cada um se transforme num líder climático". Para isso, basta que todos mudem seus hábitos diários, de acordo com o receituário de Lester Brown: substituir o uso de carros por bicicletas, optar por equipamentos que consumam menos energia, consumir alimentos naturais.
Siderúrgicas
Mas sinalizando que o calcanhar de aquiles é mesmo a indústria, Brown disse que é preciso rever a política oficial para o setor, principalmente entre as siderúrgicas. Ele disse que o modelo de créditos de carbono (Protocolo de Kyoto) não é satisfatório, porque não tem regras claras.
Para ele, melhor do que o negócio do crédito de carbono, que alcançou até a bolsa de valores, é mais eficiente impor ou aumentar impostos para as empresas.

Acompanhe ao vivo:
http://brasil2020.com.br/portugues/

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Bate papo sobre política ambiental


Bacana a iniciativa do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), de discutir com o público, as políticas para o setor. Nesta quinta-feira (6), o Sisema realiza uma audiência pública com esta finalidade. Será no seu auditório (rua Espírito Santo 495, 4º andar), às 17 horas.

Como carro-chefe do debate, a recém-criada Ouvidoria Ambiental. Participam o ouvidor, Eduardo Tavares, o secrtário de Meio Ambiente, José Carlos Carvalho, o Fórum de Ongs Ambientais e o Ministério Público.

Mais informações pelo telefone: 3219 5094.

x.x.x.x.x.

Mas eu não poderia deixar passar batido: no convite para o debate, achei muito engraçado o fato de três dos cinco apoiadores serem cachaças (Butequim Mineiro, Vale Verde e Germana). E para contrabalançar e a turma não ficar só nos bebes, tem também os comes, do Queijos Lactominas e Massas Vilma.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Começa campanha contra o aquecimento global

Repasso a informação abaixo:

Antecipar em 30 anos o resultado de ações para frear o aquecimento global é a meta que um grupo de cientistas e especialistas do mundo todo vai debater na primeira conferência “2020 Climate leadership campaign”, que acontece em Belo Horizonte entre os dias 04 e 07 de agosto. O evento, organizado pela State of the World Forum, entidade sem fins lucrativos que tem como fundador o historiador e presidente da Wisdom University, Jim Garrison, e como convening chairman o ex-presidente da União Sociética e prêmio Nobel da Paz, Mikhail Gorbachev, será o ponto de partida de uma campanha de âmbito mundial visando a conscientização de pessoas, empresas e governos sobre o tema.Na visão da State of the World Forum, o prazo estabelecido por governos de todo mundo para cumprimento de metas importantes para frear o avanço do aquecimento global, entre elas a redução em até 80% da emissão de CO2 até 2050, estaria muito alongada e surtiria pouco efeito. Pelos cálculos dos cientistas, mesmo que os obejtivos fossem cumpridos dentro do prazo, a temperatura média no mundo poderia subir 4 graus, o que seria um ameaça geral ao ecossistema. O ideal é que os prazo fossem antecipados para 2020.O Brasil foi escolhido pela entidade para ser um dos líderes globais da campanha contra o aquecimento global. Entre as razões para a escolha do país estão suas grandes riquezas naturais, entre elas a Amazônia, o uso intensivo de energia renovável dentro da matriz energética, que chega a quase 50%, as boas relações diplomáticas com outros países e por ser uma liderança econômica em expansão. Um dos slogans escolhidos para a campanha mundial será ”Join Brazil”, ou seja, “Junte-se ao Brasil”.Foco nas pessoasDiferentemente de outras iniciativas para conter o avanço do aquecimento global, a campanha terá grande foco nas pessoas. Para a World Forum, todos devem ser considerados “Climate leaders”, em português, líderes climáticos. Ou seja, todos tem grande responsabilidade sobre o problema e devem ter participação fundamental em sua abordagem. Pela primeira vez na história, a humanidade está incluída em um único sistema e as ações de uma pessoa tem consequências para todas as outras.Cronograma O encontro em Belo Horizonte, entre os dias 4 e 7 será o primeiro evento da campanha. As mensagens e ações definidas na conferência mineira serão refinadas em encontro em Washington, Estados Unidos, em fevereiro de 2010. Em agosto, o primeiro ano da campanha será fechado com eventos no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Amazonas e Bahia. Outras cidades ao redor do mundo irão sediar a campanha nos próximos anos. Entre as candidatas estão a Cidade do México, Melbourne, na Austrália, e Haia, na Holanda.

Fonte: FSB Comunicações

terça-feira, 23 de junho de 2009

Audiências para Parque da Serra do Ouro Branco

João Paulo, do Movimento Legal de Ação Guardiães da Serra do Ouro Branco/Projeto Co-Criar (projeto.co-criar@oi.com.br), a meu pedido, me manda um relato da audiência pública entre os moradores de Ouro Branco e o IEF.
Segundo ele, a reunião serviu para esclarecer alguns detalhes do projeto.
"O principal foi a destinação dada ao Monumento Natural do Itatiaia. O monumento foi escolhido por ser uma área com comunidades. Isto evita as desapropriações e dá margem para a criatividade das comunidades envolvidas, possibilitando seu desenvolvimento e sua contribuição efetiva para o sucesso das Unidades. Nessa linha, não houve conflitos, mas sim uma grande satisfação da comunidade ourobranquense e um comprometimento desta em fazer das novas Unidades de Conservação, modelos internacionais de revitalização, preservação e utilização consciente destes presentes da vida, para todos nós, que são a Serra do Ouro Branco e a Serra de Itatiaia. A consulta pública ainda está aberta no site do IEF, disponivel para a população e interessados diretos. Com esses passos, o processo segue agora para a junção de todos os papéis necessários à finalização do projeto por parte do IEF, que o encaminhará para o Secretário de Meio Ambiente do Estado, José Carlos Carvalho, para o SISEMA e por fim, para a análise do governador Aécio Neves. Se tudo estiver nos conformes o governador há de assinar o decreto de criação do Parque Estadual da Serra do Ouro Branco e do Monumento Natural Estadual do Itatiaia até novembro deste ano".

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Ameaça de asfaltamento do único trecho intacto da Estrada Real

O único trecho intacto da Estrada Real – compreendido entre Rio Acima/Itabirito - está ameaçado de ser asfaltado pelo DER. A ameaça está sendo denunciada por ambientalistas da Associação Ecológica de Sitiantes e Moradores do Entorno da Rodovia MG-30, que começa no BH-Shopping, na estrada que liga Belo Horizonte, Nova Lima, Raposos, Rio Acima e Itabirito, antigo caminho com de mais de 200 anos, que ligava Minas Gerais ao Rio de Janeiro. Para reverter o equivocado asfaltamento os defensores do meio ambiente e da história colonial fizeram um ante-projeto para que a estrada seja calçada com pedra "pé de moleque", “pedra de mão”, ou bloco intertravado sob o argumento que, assim feito dará maior autenticidade ao local e possibilitará permeabilidade e condições propícias para plantas, animais e pássaros conviverem harmoniosamente no meio ambiente. HISTÓRIA - Esta antiga estrada tem 23 km encascalhados e salpicados com pedras do tempo colonial. Foi construída com cortes radicais nos contrafortes da serra e da mata protegida na APA/SUL. Porém, as prefeituras de Rio Acima e Itabirito, insensíveis ao comprometimento ambientalista, tentam forçar a barra para asfaltar - com o equivocado argumento do progresso a qualquer custo, e com prejuízo ao meio ambiente, o que poderá acabar com o ecossistema da região e fará com que aumente o perigo de acidentes automobilísticos, pois o trecho é cheio de curvas e muitos precipícios abissais. Os pequenos sitiantes e moradores do entorno da Rodovia (pelo menos os mais conscientes), os ambientalistas e vários vereadores de Rio Acima, Itabirito, Nova Lima, Raposos e Belo Horizonte, juntamente com associações ambientais estão fazendo apelos ao DER, IBAMA, FEAM, IEF, IGAM, SISEMA e às secretarias de Cultura, de Desenvolvimento Urbano etc. para se unirem contra a ameaça de mais um crime ecológico, e de forma irreversível, caso seja perpetrado. DECISÃO ECOLÓGICA - Os sistemas de calçamento ecologicamente corretos são indicados para pavimentos que preservam o meio ambiente sem agredi-los. Os pisos feitos com pedra “pé de moleque” (“pedra de mão”), além da vantagem ambiental , são fortalecidos pelo argumento do aspecto social, pois deverá ser feito empregando material e mão de obra locais,e que poderá também incentivar a adoção do exemplo em várias outras cidade do entorno das estradas vicinais, com ganho ambiental e cultural. Trata-se, portanto, de uma alternativa que de ser considerada por administradores públicos e privados, projetistas, ambientalistas, consultores e empreiteiros, ou por qualquer pessoa envolvida na escolha dos tipos de pavimentos a serem utilizados nos mais diversos campos de aplicação. A escassez de água no meio ambiente e as formas de garantir o melhor aproveitamento desse recurso, são alguns dos temas mais discutidos em todo planeta. A UNESCO afirma que nos próximos cinqüenta anos, os problemas relacionados com a falta de água afetarão todas as pessoas no mundo. Uma das causas é a ação predatória do homem, que continua a intervir no ciclo hidrológico, aumentando e na intensificando os desastres naturais, seja com o desmatamento, ou até mesmo pela impermeabilização do solo, através da pavimentação asfáltica dessas áreas ambientais, como a que se pretende fazer. Ao longo dos anos, muitos fatores vêm modificando as exigências da gestão municipal, impondo a busca de novas soluções que sejam, ao mesmo tempo, práticas e capazes de agregar outros valores para a economia do município e para a vida dos contribuintes. A exemplo disso, as Prefeituras precisam fazer algumas alterações na Lei de Parcelamento, Ocupação e Uso do Solo do Município, e aprovar mudanças que vêm de encontro às necessidades da sociedade e da cidade, em se adaptarem à dinâmica urbana e às conseqüências deste crescimento. É preciso ter a consciência de que as vias públicas e estradas coloniais deverão ser pavimentadas com revestimentos que tenham maior capacidade de permeabilização, para garantir através de medidas adequadas de planejamento de uso e ocupação do ambiente, os recursos hídricos na quantidade necessária e na qualidade desejada aos diversos usos, principalmente ambientais. O calçamento “pé de moleque”/“pedra de mão”, ou os blocos de concreto de pavimentação permitem a perfeita drenagem das águas de chuva. Ao mesmo tempo, evitam a impermeabilização do solo, pois sabe-se que as juntas entre as pedras ou blocos possibilitam a infiltração de uma de parcelas das águas incidentes, amenizando assim, o impacto ambiental, sendo considerado pisos ecologicamente corretos.
Adriano Duarte P. Cunha Sítio De Persi -Km 48 - Rodovia MG-30 Rio Acima – Minas Gerais

Estrada Real em Risco

Apoio porque acho o atual prefeito de Nova Lima um completo idiota, que abriu a cidade aos megaempreendimentos imobiliários, megaedifícios, nas outroras azuis montanhas mineiras da RMBH. Também queriam o quê? O cara nem é de Minas.
E também não tem visão de futuro, destruiu aquela região do Belvedere, com tanto prédio, esquecendo-se de que junto com os prédios vêm os milhares de automóveis, as toneladas de fumaça, os milhões de decibéis de buzinas...

Associação de Sitiantes Ecológicos de Rio Acima e Itabirito/ Estrada Real/MG-3O

O ecocidadão só enxerga a Estrada Real calçada com pedra “pé de moleque”ou bloco intertravado, pois tem certeza de que assim as matas e os rios continuarão respirando.
Rio Acima, 1º de junho de 2009
Prezados amigos e amigas,
Ajudem-nos a divulgar a inconsequente pretensão e o absurdo ambiental e cultural que seria o asfaltamento de 21 km de caminho colonial, no único trecho intacto da Estrada Real, entre Rio Acima e Itabirito.
Insanidade pretendida pelos prefeitos de Rio Acima e de Itabirito, e que são aplaudidos pelos destruidores do meio ambiente e da memória cultural e de toda a espécie de aproveitadores/traficantes de animais silvestres, pois a estrada que pretendem destruir ainda guarda reminiscências da época colonial/imperial do século XVIII.
Caso seja asfaltado, além de perder a característica de Estrada Real, esse trecho carregaria a pecha de ser um verdadeiro convite para o suicídio de milhares de pessoas (motoristas e passageiros), pois é cheia de curvas perigosas e precipícios abissais tipo canyons, em toda sua extensão. Essa estrada foi feita há mais de duzentos anos nos contrafortes da serra e matas da APA-SUL, protegidas pela leis ambientais do IBAMA e SISEMA e culturalmente pelo Patrimônio Histórico
Por isso, as pessoas sensatas e honestas defendem, principalmente, uma obra que preserve, primeiro a vida e, logo a seguir, o meio ambiente. Alertam ainda sobre a falta de segurança que beneficiará os marginais que usarão a estrada como rota de fuga após praticarem roubos na região e outros delitos, como tráfico de drogas ou todo tipo de desassossego que incomodará a comunidade pacata e ordeira de Rio Acima, Itabirito, Nova Lima, Raposos e Ouro Preto.
Nós, defensores da natureza, da preservação histórica e ambiental temos um ante-projeto que substitui esse famigerado asfalto por um calçamento ecologicamente correto que é a pavimentação feita em pedra ”pé-de moleque"/"pedra de mão", ou o bloquete intertravado, que certamente trará enormes ganhos sociais, uma vez que utilizará material e mão de obra locais.
Soluções construtivas criativas e de interesse sócio/educativo/comunitário devem ser a tônica nesse momento em que o mundo exige a presença de atitudes politicamente corretas e sem os maneirismos e subterfúgios demagogos de dirigentes municipais que não tem nenhum compromisso com as gerações futuras, pois querem destruir passado e o presente em nome de um “progresso” falso e inconsistente.

Com meu abraço fraterno,
Adriano Duarte P. Cunha
Km 48 - Rodovia MG-30 – Rio Acima





sexta-feira, 5 de junho de 2009

Os desabrigados ambientais

E no Dia Mundial do Meio Ambiente, um texto para ler e refletir. Trata-se dos refugiados ambientais, centenas de pessoas que têm de abandonar seus lares diante das novas características geográficas de seu habitat, novas características provocadas pelas mudanças climáticas. Ilhas que desaparecem, orlas que são inundadas, beiras de rio idem. Veja no link abaixo:
http://educacao.uol.com.br/geografia/refugiados-ambientais.jhtm

E porque hoje é sexta, e se Deus quiser, eu só volto na segunda, desde claro, que ninguém jogue filhos pela janela, ninguém roube descaradamente o dinheiro público, não se rompa nenhuma barragem, aí vai uma poesia para vocês lembrarem o meio ambiente:

A folha
Carlos Drummond de Andrade

A natureza são duas.
Uma, tal qual se sabe a si mesma.
Outra, a que vemos. Mas vemos?
Ou é a ilusão das coisas?

Quem sou eu para sentir
o leque de uma palmeira?
Quem sou, para ser senhor
de uma fechada, sagrada
arca de vidas autônomas?

A pretensão de ser homem
e não coisa ou caracol
esfacela-me em frente à folha
que cai, depois de viver
intensa, caladamente,
e por ordem do Prefeito
vai sumir na varredura
mas continua em outra folha
alheia a meu privilégio
de ser mais forte que as folhas.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Um eucalipto de presente no Dia do Meio Ambiente

A Fundação Biodiversitas e a Associação Mineira de Defesa do Meio Ambiente (Amda) estão com uma campanha na internet para apoiar o projeto de lei 2.771/08, do governador, que está tramitando na Assembleia e sobre o qual eu falei aqui ontem.
É o projeto que vai alterar a Lei Florestal mineira, mudando algumas coisas, como a proibição gradativa do uso do carvão proveniente de floresta nativa pelas siderurgias. Há outras alterações importantes, como o monitoramento eletrônico do comércio carvoeiro.
A filosofia que orienta o projeto é aquilo que falei no texto de ontem, dá-se uma mão e retira-se um braço.
Respeito a iniciativa da Amda e da Biodiversitas, mas me preocupo com o raciocínio reducionista que a orienta.
Tal raciocínio consiste em apoiar o menos pior. Se proibir o carvão natural vai preservar o que restou de Mata Atlântica e Cerrado, então vamos aderir.
Só que esta proibição vai fazer explodir o setor da silvicultura de eucalipto, afinal de onde as siderúrgicas irão comprar o carvão?
E tome plantação de eucalipto nesse mundão de Deus, ex-cerrado de Guimarães Rosa.
As entidades ambientalistas estão sempre correndo atrás do prejuízo. Nunca vi uma ação propositiva, como fazer um lobby correto e legítimo, como por exemplo durante a tramitação do projeto; e propor outras mudanças, que além de preservar o que restou da mata (míseros 10%), não levem áreas remanescentes a conviver com o eucalipto e suas nefastas sequelas de empobrecimento do solo e prejuízos à agricultura familiar.
Mudanças poderiam ser: destinar X% da área do Estado para o reflorestamento de espécies nativas (não o plantio de eucalipto, isto é atividade comercial, e a silvicultura mineira já deu mostras de seu poder junto ao Estado e Assembleia).
Pelo menos a filosofia que orientou a lei que ora se propõe alterar era mais protecionista, com a exigência de destinação de se preservar 20% da área de fazendas para o meio ambiente.
Enquanto a silvicultura faz congressos, banca campanhas políticas, banca megaeventos no Expominas, as entidades ambientalistas ficam aí com cartinhas e apoio a projetos que os menos ingênuos sabem muito bem a quem atenderá. Pelo menos parte do projeto, claro.
E eu nem sou contra a silvicultura nada. Sei que é uma atividade economicamente sustentável, de um setor com visão mais moderna, em comparação com o setor minerário, por exemplo.
Só acho que uma coisa não vai compensar a outra (carvão de mata nativa por carvão de mata plantada).
Os 10% de Mata Atlântica vão ficar, mas ao lado dos 50, 60%(?) de eucalipto.
E uma hora dessas teremos ótimas receitas de pratos com eucalipto.
Dizem que o chá é ótimo para o pulmão!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

O Dia do Meio Ambiente e as comemorações

Depois de amanhã (5/06) é o Dia Mundial do Meio Ambiente.
No ano passado sugeri aqui algumas formas de comemorar a data.
Este ano vou sugerir algumas reflexões.
Estamos num momento estranho no Brasil: há avanços e retrocessos quase que diariamente, como se houvesse uma intenção velada de deixar esta briga empatada.
Já é ruim suficientemente por ser uma briga. Pior ainda é mantê-la empatada, porque empate pode significar equilíbrio, mas de um outro ponto de vista pode significar também anulação de ações.
E no meio disso tudo um ministro do Meio Ambiente meio doido, espetaculoso, para usar um termo mais midiático.
Dá ou não dá saudades da suave Marina?
O Congresso se encarrega de detonar algumas leis ambientais, como a de proteção às cavidades naturais, a de proteção a restingas (ainda em tramitação) e mais uma lista, que os ambientalistas reunidos no Ibirapuera, São Paulo, no finalzinho de maio, denunciaram.
Aqui fala-se que o desmatamento cairá, a partir da aprovação do projeto de lei 2.771/08, que reduz o uso de carvão proveniente de matas nativas pelas siderúrgicas, gradativamente, até 2017.
Também já está na reta final a criação do Parque Estadual da Serra do Ouro Branco.
Mas a mata seca, no Norte de Minas, já pode ser usada mais amplamente para projetos agropecuários.
E a Reserva do Cercadinho vai ceder seu quinhão para o Vetor Sul, aquele acesso novo para Nova Lima, local todo estrangulado na altura do Belvedere.
É obra que precisa ser feita, mas a diminuição da área da reserva não veio acompanhada de nenhuma contrapartida ou de exigências mais duras para o licenciamento de construção da alça viária.
São Paulo fez o contrário. Seu rodoanel vai sair numa área de mananciais, mas o licenciamento para a obra terá que cumprir uma lista quilométrica de medidas mitigantes.
Mas o que merece mais reflexão, neste momento, é mesmo o PL 2.771, que está sendo saudado como a redenção do desmatamento em Minas Gerais, redenção do que resta de Mata Atlântica no Estado.
Mas em uma solenidade ontem promovida pela Associação Mineira de Silvicultura (AMS), Sindifer (produtores de ferro gusa), Embrapa Florestas e governo mineiro, liguei o sinal de alerta.
Foi um megaevento, (que continua por três dias, em forma de um congresso sobre florestas energéticas) o que demonstra a robustez do setor.
Reivindicando para si o título de agricultores e xingando o ministro Minc que os chamou de vagabundos, os plantadores de florestas agradeceram muito, mas muito mesmo, ao governador e ao vice pelas "políticas para o setor".
Bem, as "políticas" estão contidas no PL 2.771.
A siderurgia não poderá comprar mais do que um percentual X de carvão proveniente de mata nativa já a partir do próximo ano, percentual que chegará a no máximo 5% em 2017.
Isto vai tornar mais robusta a silvicultura mineira.
Se não se pode derrubar mata nativa, o carvão tem de vir das florestas plantadas.
Nada de mais, se não houvesse uma discussão quase filosófica sobre os malefícios do eucalipto. Ou sobre a monocultura, outra vertente do debate.
Ou seja, saimos da chuva para cair no molhado.
E o efeito estufa, com suas mudanças climáticas, avança e agradece.
Vamos rezar no Dia Mundial do Meio Ambiente!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Dia Mundial do Leite

Hoje é o Dia Mundial do Leite, data sugerida pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO/ONU).
Aqui em Minas, maior produtor de leite do país, o sindicato dos produtores (Silemg), promove uma degustação do produto na Praça Carlos Chagas (Assembleia).
Quem passou por ali, recebeu desde cedo, folhetos, revistas com matérias sobre o leite e seus benefícios. E de quebra, pôde degustar queijos de vários tipos, pãezinhos com requeijão, iogurtes, uma verdadeira festa.
De longe dava para ver a fila enorme que se formou próximo à barraca de degustação.
Mas chegando perto, deu para ver que a turma estava mesmo era na fila de medição de pressão arterial e teste de glicose.
A FAO recomenda um consumo anual de 200 litros de leite, mas no Brasil, a média não passa de 120 litros. O pior disso tudo, é que segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o brasileiro consome 89% a mais de refrigerante e 41% de cerveja.
Talvez o consumo do leite esteja diretamente ligado ao preço para o consumidor final.
E volta e meia os produtores reclamam que eles não ficam com praticamente nada dos lucros da atividade e acusam o setor de embalagens, dominado pela sueca Tetra Pak.
E fica tudo por isso mesmo. E agora estão todos juntos nas comemorações do Dia Mundial do Leite.
Todo ano são feitas campanhas milionárias para incentivar o consumo do leite.
E se um pouco desse dinheiro fosse canalizado para uma espécie de subsídio ao leite para populações mais carentes?

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Leis ambientais estão na mira dos legisladores

O movimento ambientalista dá mostras de uma mobilização tímida. E é urgente esta mobilização, diante do torpedeamento drástico que o meio ambiente vem sofrendo, sobretudo com a modificação das leis que o protegem.
Exemplos estão aí aos montes: a mudança na lei de proteção às cavidades naturais, uma das coisas mais estúpidas que se pode imaginar, principalmente para Minas Gerais, que tem rico acervo de cavernas.
E também a mudança proposta na Câmara de Deputados para a lei de proteção às restingas, outro chute no saco de quem quer preservar um patrimônio que é de todos, diante do interesse de alguns pouquíssimos.
Por isso, a turma do ambiente, sob a batuta do SOS Mata Atlântica, se reuniu em São Paulo, no último fim de semana, para discutir uma mobilização nacional. E foi proposto algo como o movimento das "Diretas Já".
A ideia é colocar 1 milhão de pessoas nas ruas do país.
Aqui temos alguns avanços: está perto a criação do Parque Estadual da Serra do Ouro Branco, com seus 15 mil hectares. As audiências públicas acontecem nos dias 4 e 9 de junho, em Ouro Branco e em Ouro Preto.
E há um projeto de lei tramitando desde o ano passado na Assembleia Legislativa (PL 2.771/08), que reduz os limites de consumo de produtos e subprodutos florestais pela indústria.
Seria mais um projeto do Executivo a rolar no Legislatico, não fosse o puxão de orelhas dado pelo governador hoje, nos deputados estaduais, insistindo para que votem logo, senão a vaca vai para o brejo.
Segundo especialistas, a nova lei seria uma maneira eficiente de combate ao desmatamento no Estado.
No corpo do projeto, que modifica a Lei 14.309 de 2002, está a diminuição até 2017 da quantidade de mata nativa que as indústrias (siderurgia) podem usar para suprir suas necessidades. (Já viram a quantidade de caminhões de carvão na estrada de Curvelo?).
Esta redução gradativa chegará a no máximo 5% de uso de matéria-prima natural em 2017. Hoje as siderúrgicas podem usar 100% de floretas naturais desde que façam a reposição em dobro do que foi consumido. (Mas como fiscalizar isso, apesar da boa vontade do IEF?).
Só para lembrar: Minas possui a maior área remanescente de Mata Atlântica do país: 2,6 milhões de hectares.
Mas como nem tudo são flores, dá-se ali, toma-se aqui.
É o que fizeram com a mata seca , no Norte de Minas. Lei anterior permitia o uso de no máximo 20% desse bioma, na implantação de projetos agropecuários. Modificação sancionada em janeiro deste ano escancarou o percentual para 60%, um pequeno mimo para os grandes projetos comerciais de agropecuária da região.

terça-feira, 26 de maio de 2009

A criação do Parque da Serra do Ouro Branco


Finalmente foram marcadas as audiências públicas para discutir a criação do Parque Estadual da Serra do Ouro Branco e Monumento Estadual Natural do Itatiaia. As explicações do IEF, outras entidades e empresas vão acontecer dias 4 e 9 próximos, em Ouro Branco e Ouro Preto.
No dia 4, a audiência é às 18 horas, no auditório da prefeitura de Ouro Branco. E no dia 9, é às 17 horas, na sede da Associação dos Moradores de Chapada, distrito de Ouro Preto.
Quem manda o convite é o João Paulo, da ONG Movimento Legal de Ação Guardiães da Serra do Ouro Branco e Projeto Co-Criar.
Já tem é tempo que uma gente preocupada com a conservação de um dos monumentos naturais mais bonitos de Minas luta para que o parque saia, desde 2003.
Em 2007, participei de uma audiência pública em Ouro Branco com ambientalistas, IEF e Assembleia Legislativa e assinei uma petição para a criação do parque.
São 15 mil hectares de área, quase tudo em Ouro Branco e uns 5% em Ouro Preto.
O local guarda uma biodiversidade riquíssima, mais do que a Serra do Cipó, considerada antes o celeiro mineiro de espécies vivas. Um estudo da Terra Brasílis mostra que a serra guarda mais de 800 espécies vegetais.
A Serra do Ouro Branco já é tombada pelo Patrimônio Histórico Estadual desde 1976. Conta com incríveis lugares históricos e naturais, como um mirante, trilhas, cachoeiras, partes da Estrada Real com pontes dos séculos XVIII e XIX.
E o mais significativo: é o marco zero da Cadeia do Espinhaço.
A criação do parque vem coroar o trabalho de muita gente preocupada com a exploração indiscriminada de minérios e com o turismo predatório.
Por isso é preciso que toda a população compareça.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A moça e seu celular

A moça olha seu celular sem parar. Confere e-mails.
E é sábado e o dia está lindo, com sol claro e céu azul.
Será que ela não vê o tempo?
Não vê as pessoas à sua volta, conversando, rindo?
Vê mas não enxerga?
Que pena ter tanta tecnologia e ficar escrava dela, trabalhando quando deveria estar ouvindo os passarinhos, os risos de seus convidados, o barulhinho das folhas nas árvores, o movimento do vento.
Mas o celular que acessa e-mails é ferramenta de trabalho, de escravidão e nem todos se dão conta disso.
Saem de férias, de licença médica, de feriados, mas carregam o trabalho junto. Carregam a angústia também.
Que pena ter de ficar 24 horas lendo e-mails e ficar com eles estampados na cara amarrada, no rosto congestionado, na mudez, no distanciamento.
Algumas coisas ficam na face, indelevelmente.
E desconectar é tão simples!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Férias de graça em Cancún

Pela primeira vez, desde que cheguei do México, fiquei triste de não ter pego o vírus da gripe influenza A. E não estou de brincadeira não.
Se antes fiquei aliviadíssima após os 10 dias do período de incubação, agora estou aborrecidíssima.
É que vi ontem a associação dos hoteleiros de Cancún oferecendo um pacote de férias gratuitas (uma semana), em hotéis de lá, por três anos consecutivos, para quem, comprovadamente, foi contaminado e sarou.
Fiquei com ódio da Secretaria de Estado da Saúde que sequer me indicou ir ao Hospital das Clínicas, pelo menos para fazer uma avaliação médica, mesmo quando eu liguei para informar que estava esspirrando muito e tossindo, ainda dentro do prazo de contaminação do vírus (no nono dia manifestei esses sintomas, que a SES disse ser da gripe comum).
E com mais ódio ainda, já que minha filha ficou gripada, bem mal, com uma tosse infernal por mais de 10 dias. Os meus sintomas foram mais suaves. Lembrem-se que estive na Cidade do México, Acapulco, Mérida e Cancún, no auge da epidemia.
Já pensou se eu tivesse feito o exame e ter sido positivada para o influenza A?
Já estaria curada e candidatíssima a ir a Cancún durante três anos seguidos.
Ficar lá naquela mordomia toda, naquele paraíso, de graça!
E com possibilidade ainda de passagens aéreas também gratuitas, segundo o boss lá da associação dos hoteleiros.
Mas já viu como é a Lei de Murphy, né?

domingo, 17 de maio de 2009

A importância do título

Fui gastar meu presente do Dia das Mães ontem, um vale para uma massagem de pés reflexológica. Enquanto ficava ali naquela cadeira quase cama, indo ao paraíso entre uma desligada e outra, via um circuito interno de tv com pílulas de notícias e publicidade. E várias vezes li: "mãos, faça rejuvenescimento".
Claro que na saída a primeira coisa que fiz foi perguntar sobre.
"É o máximo, você faz uma esfoliação profunda com um creme de ácido salicílico, depois duas hidratações com ácido retinóico e Dmae". Na mesma hora marquei e voltei à tarde para fazer.
Aproveitei e fiz as unhas também.
"E achei ótimo, fiquei tão maravilhada que até achei minha mão mais clara, mais brilhante. "Não é?", concordou a recepcionista.
Já em casa, mexendo numas gavetas, achei um creme de mão com ácido retinóico. E no banho, vi um creme de esfoliação. E na geladeira havia um potinho com creme Dmae, desses manipulados.
Bem, quem manda estar tão suscetível à publicidade?
E olha que sou mais ou menos do ramo!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

A passeata dos "sem-namorado"

Movimento Marcha mundial das Mulheres

Um site de relacionamentos resolveu inovar e vai promover uma passeata dos "sem-namorado". Achei o máximo, ainda mais que o evento ocorre quase um mês antes do Dia dos Namorados (ainda é 12 de junho?).O Rio faz amanhã, 15, e São Paulo dia 17, para - quem sabe-, alguns chegarem na data romântica já com os respectivos pares. No Rio a andança acontece na Candelária e em Sampa no Parque do Ibirapuera. Portanto, se você estiver aí de bobeira, corra e vá buscar sua cara-metade.Imagino que vai dar muito ibope, tal a quantidade de gente, sobretudo jovens, reclamando da falta de relacionamentos fixos, duradouros, sérios. O engraçado, ou triste, sei lá, é que a reclamação é entre os dois públicos, ou seja, a culpa está em uns e outros, segundos eles mesmos.Já escrevi aqui algumas vezes sobre as dificuldades de relacionamento relatadas pela moçada: "que não há meninos/meninas sérios", "que não há meninos/meninas interessados em namoros sérios" e por aí vai.Fico pensando onde está o ponto de estrangulamento, porque a coisa parece muito fácil: "você quer namorar sério comigo, tipo casal?"Mas não é bem assim. Há toda uma pressão do grupo de ambos os sexos para "ficar", "pegar", "beijar".E como vivemos na era do coletivismo, onde as ideias e os comportamentos não padronizados são considerados "muito estranhos", "sem noção", a turma vai cumprindo seu destino de rebanho.Fico pensando na passeata dos sem-namorado de Belo Horizonte, se ela aqui ocorresse.Uma multidão de mulheres de encher duas avenidas Afonso Pena e uns gatos pingados bêbados, lotando o saco das coitadas.E óbvio, muitos, mas muitos, mas muitos gays dando o maior apoio a suas coleguinhas, porque toda moça solteira tem seus gays no rol dos melhores amigos.E isso aqui de gays não tem nada com preconceito, apesar do texto parecer meio pejorativo.É pura comprovação da nossa realidade.Na turma de amigos da minha filha há pelos menos uns 10 gays e todos muito amigos e companheiros entre si.E eu já tentei até arrumar um namorado para um deles, mas acabou não dando certo, porque o pretendente era muito branquinho e ele preferia os bem moreninhos, o que mostra que eu de cupido teria morrido de fome.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Urbanização ambiental


Plante sementes no Rola Moça

Um bom programa para o próximo domingo. É divertido, agradável e ajuda o meio ambiente
Dia 17/5, o Movimentaminas programou uma atividade no Parque Estadual Serra do Rola Moça.
É o projeto Sementes, de conscientização social com ações que favoreçam a preservação do meio ambiente.
Mais de 50 voluntários irão plantar 150 mudas de espécies nativas do cerrado.
Quem quiser participar ainda dá tempo.
É no domingo, dia 17, começando às 10 horas, com credenciamento e lanche, palestra às 10h30 e plantio às 11h30. O encerraento está previsto para 12h30.
Você pode também acessar a página do movimento e ver mais detalhes:

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A "consulta " da influenza A

É cansativo ter de voltar ao assunto da gripe influenza A, mas sou obrigada a relatar o que me aconteceu, para mostrar mais uma vez o despreparo dos órgãos oficiais encarregados de monitorar a epidemia.
E é bom que se repita insistentemente: é epidemia, quase pandemia.
No sábado à noite, 9º dia da minha volta do México, comecei com uns sintomas da gripe, imagino que a comum. Espirros abundantes, congestão nasal e dor de cabeça leve. Nada de febre, nada de dores musculares e tosse. Domingo a coisa persistiu e minha filha também reclamou. Os sintomas dela foram só espirros e dor de cabeça, e um ligeiro estado febril (37.5 graus).
Hoje, segunda-feira, ligo para o o8002832255 da Secretaria de Estado de Saúde.
Finalmente resolveram pegar meus dados, quando fui e quando voltei do México, telefone e endereço.
A atendente, Ana Paula, disse que a médica iria me ligar em poucos minutos.
Disse a ela que não estava impressionada, só precisava tomar medidas em relação à minha secretária, e ao meu emprego. Ou seja, quis deixar claro que não estou preocupada, pois não sou nem um pouco neurótica com doenças, pelo contrário, sou bastante displiscente.
Bom, duas horas e meia depois, nada de telefonema.
Nesse meio tempo já havia falado com o médico da Assembléia, pedindo uma orientação sobre ir ou não trabalhar.
Disse para ele que os espirros e a coriza muito intensos poderiam deixar inseguros meus colegas. Ele concordou e me mandou ficar em casa hoje, inclusive para evitar uma propagação da gripe comum, que segundo ele, deve ser o meu caso.
Eu concordei e também acho que apenas dei o azar de pegar a gripe comum ainda dentro do período de manifestação da influenza A.
Voltei a ligar na Secretaria de Saúde e reclamei que não havia recebido o telefonema ainda.
A atendente disse que hoje estava tendo uma demanda grande de ligações, o que acendeu minha luzinha de jornalista, pois indica algum descontrole ou um certo pânico da população. E pediu meu endereço novamente, o que indica uma bagunça no atendimento telefônico.
Finalmente a médica, Neuza Soares Menzes, agora da Secretaria Municipal de Saúde, me ligou e descartou imediatamente a influenza A, pelo critério do tempo.
Achei muito precária a "consulta" pelo telefone, pois se trata de um vírus muito desconhecido, de alta mutação e, portanto, que merecia um rigor maior nos critérios de avaliação da contaminação.
Mas este é o Brasil.
Estas são nossas autoridades sanitárias, que nunca lidaram com uma situação dessas, a não ser em relação à dengue, e que deveriam estar mais criteriosos, mais desconfiados, porque depois do vírus instalado, não terão nem linhas telefônicas para atender os chamados.