Se nao fosse um ônibus cheio de turistas que chegou há pouco no hotel, todos com máscaras no rosto, diria que Cancún é outro país. Nao se fala da influenza aqui. Nao estão nem um pouco preocupados. A não ser aqueles que chegam da Cidade do México.
A gripe continua avançando e inclusive em outros países já em alerta.
O nível de risco da epidemia já é o numero 4, segundo OMS. E só há 6 níveis.
No México, o governo tem feito de tudo para deter o avanço, mas é um vírus forte, mutante, sem vacinas, apesar de num primeiro momento o governo mexicano ter dito que estava preparado com 2 milhões de vacinas. E o que é isso num país que tem 24 mihões de pessoas, fora os turistas?
Na capital todos os espetáculos públicos foram cancelados: cinemas, teatros, shows.
No domingo missas na Catedral de Guadalupe foram suspensas, o que é seriíssimo para o país, o mais católico do mundo.
Mas em Cancún não há qualquer sinal de que está havendo uma epidemia.
Procurei hoje máscara, ou cobreboca em três farmácias e nao encontrei.
Disseram que não tinham encomendado.
A mídia continua a bater nas medidas preventivas, que preveem, além de se evitar os locais de grande aglomeração, recomendações para se comer alimentos ricos em vitamina C, lavar bem as mãos.
Vamos ver como saímos daqui amanhã.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
domingo, 26 de abril de 2009
Mortes por gripe aumentam no México
Hoje, domingo, leio os jornais com preocupação. Os casos da gripe influenza continuam a subir. O governo mexicano já registra oficialmente 81 mortes. Há dois dias eram 20. Os contaminados já sao 1.324, mas uma vacinação em massa ainda não começou.
Segundo o Ministério da Saúde, que aqui se chama Secretaria de Saúde Federal, há estoques de vacinas, algo como um milhão de doses da vacina, a Oseltamivit, mas elas não são vendidas em farmácias.
Entre as novas medidas para conter a epidemia estão o isolamento de pacientes, mas a ação principal tem se concentrado na vigilância nos aeroportos. Já se param as pessoas para perguntar sobre sintomas da gripe, nos desembarques de cidadãos dos estados mais afetados, o distrito federal, Baixa Califórnia e outros do Norte.
Já foram registrados 16 casos nos Estados Unidos, também em cidades próximas à fronteira com o México.
Medidas mais drásticas como a suspensão de voos ainda nao foram anunciadas, mas um jogo de futebol na Cidade do México hoje, vai ser realizado sem acesso ao público.
No Yucatan, onde estamos, ainda nao há registros de casos da gripe. Mas as medidas de segurança estão em andamento. A principal é o cerco aos passageiros que chegam da capital. As autoridades portuárias estao instruídas para notificar casos suspeitos à Secretaria de Saúde do Estado, contudo, sem alarmar os demais passageiros.
Segundo o Ministério da Saúde, que aqui se chama Secretaria de Saúde Federal, há estoques de vacinas, algo como um milhão de doses da vacina, a Oseltamivit, mas elas não são vendidas em farmácias.
Entre as novas medidas para conter a epidemia estão o isolamento de pacientes, mas a ação principal tem se concentrado na vigilância nos aeroportos. Já se param as pessoas para perguntar sobre sintomas da gripe, nos desembarques de cidadãos dos estados mais afetados, o distrito federal, Baixa Califórnia e outros do Norte.
Já foram registrados 16 casos nos Estados Unidos, também em cidades próximas à fronteira com o México.
Medidas mais drásticas como a suspensão de voos ainda nao foram anunciadas, mas um jogo de futebol na Cidade do México hoje, vai ser realizado sem acesso ao público.
No Yucatan, onde estamos, ainda nao há registros de casos da gripe. Mas as medidas de segurança estão em andamento. A principal é o cerco aos passageiros que chegam da capital. As autoridades portuárias estao instruídas para notificar casos suspeitos à Secretaria de Saúde do Estado, contudo, sem alarmar os demais passageiros.
sábado, 25 de abril de 2009
Gripe deixa o México em alerta
Tomo um susto ao voltar à cidade do México para fazer conexão para a Península do Yucatan, vinda de Acapulco. Não há voos diretos, por isso precisamos voltar ao aeroporto da capital.
Antes de sair do desembarque já vemos as pessoas com as máscaras no rosto, "os tapa-bocas" como dizem aqui.
O medo da gripe influenza é grande. Há dois dias houve um princípio de pânico, sobretudo no distrito federal, porque as pessoas não sabiam o que estava acontecendo realmente.
Vi nos noticiários e nos jornais impressos que já haviam sido confirmados 24 casos de morte pela gripe. Depois houve desmentidos, até que o Ministério da Saúde foi em rede nacional esclarecer que já se configurava uma epidemia, que as mortes também tinham como causa a gripe, mas que todas as medidas de precaução estavam sendo tomadas. Entre elas a farta distribuição de informes nos aeroportos.
Por isso as máscaras, afinal a Cidade do México tem simplesmente 24 milhões de habitantes (região metropolitana).
Os mexicanos da capital já estão acostumados com as máscaras, pois a cidade já foi uma das mais poluídas do mundo. Hoje há um certo controle, resultado do rodízio dos 6 milhões de veículos.
E outras medidas contra a propoagação da gripe incluíram a suspensao das aulas nas escolas primárias na Cidade do México e a retenção de viajantes que apresentem sintomas.
Há 24 anos nao acontecia uma suspensão de aulas, desde o terremoto de 1985. Dados oficiais já admitem cerca de 1.300 contaminados pela gripe influenza porcina, ou seja, o transmissor é o porco.
E os casos começam a ser notificados em outros estados, como Baixa Califórnia, na divisa com os Estados Unidos.
A Organizaçao Mundial de Saúde alertou o governo mexicano para a possibilidade de uma pandemia, daí as medidas drásticas e imediatas.
Desci no aeroporto para ficar apenas duas horas e tratei de comprar meu "tapa-bocas", sabe como é, seguro morreu de velho.
Todos os funcionários do terminal, tripulações, velhos e crianças principalmente, foram agraciados com as máscaras.
Nos três dias que passei antes na cidade não havia me dado conta da gravidade da situação, mesmo vendo os noticiários. É que gripe parece ser uma coisinha à-toa.
Só que com epidemia que se espalha pelo ar, em um local onde passam milhões de pessoas, não dá para brincar.
Nos estados mais ao Sul, como Guerrero onde estava, em Acapulco, e no Yucatan onde cheguei hoje, ainda nao foram registrados casos.
Graças a Deus!
Antes de sair do desembarque já vemos as pessoas com as máscaras no rosto, "os tapa-bocas" como dizem aqui.
O medo da gripe influenza é grande. Há dois dias houve um princípio de pânico, sobretudo no distrito federal, porque as pessoas não sabiam o que estava acontecendo realmente.
Vi nos noticiários e nos jornais impressos que já haviam sido confirmados 24 casos de morte pela gripe. Depois houve desmentidos, até que o Ministério da Saúde foi em rede nacional esclarecer que já se configurava uma epidemia, que as mortes também tinham como causa a gripe, mas que todas as medidas de precaução estavam sendo tomadas. Entre elas a farta distribuição de informes nos aeroportos.
Por isso as máscaras, afinal a Cidade do México tem simplesmente 24 milhões de habitantes (região metropolitana).
Os mexicanos da capital já estão acostumados com as máscaras, pois a cidade já foi uma das mais poluídas do mundo. Hoje há um certo controle, resultado do rodízio dos 6 milhões de veículos.
E outras medidas contra a propoagação da gripe incluíram a suspensao das aulas nas escolas primárias na Cidade do México e a retenção de viajantes que apresentem sintomas.
Há 24 anos nao acontecia uma suspensão de aulas, desde o terremoto de 1985. Dados oficiais já admitem cerca de 1.300 contaminados pela gripe influenza porcina, ou seja, o transmissor é o porco.
E os casos começam a ser notificados em outros estados, como Baixa Califórnia, na divisa com os Estados Unidos.
A Organizaçao Mundial de Saúde alertou o governo mexicano para a possibilidade de uma pandemia, daí as medidas drásticas e imediatas.
Desci no aeroporto para ficar apenas duas horas e tratei de comprar meu "tapa-bocas", sabe como é, seguro morreu de velho.
Todos os funcionários do terminal, tripulações, velhos e crianças principalmente, foram agraciados com as máscaras.
Nos três dias que passei antes na cidade não havia me dado conta da gravidade da situação, mesmo vendo os noticiários. É que gripe parece ser uma coisinha à-toa.
Só que com epidemia que se espalha pelo ar, em um local onde passam milhões de pessoas, não dá para brincar.
Nos estados mais ao Sul, como Guerrero onde estava, em Acapulco, e no Yucatan onde cheguei hoje, ainda nao foram registrados casos.
Graças a Deus!
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Acapulco é tudo isso
Abro a varanda do apartamento do hotel Elcano e dou de cara com o Pacífico. Dou pulos de alegria. É lindo, maravilhoso, um céu azul de morrer e uma paisagem... bem só vendo.
Como diz a outra "tô nem aí" se Acapulco já está ultrapassada, ou como dizem os esnobes, "out".
Eu me senti uma rica, com todo aquele quarto enorme bem em frente ao mar muito forte, por sinal.
Mas que me importa?
Passeio pela cidade, descobrindo as belezas, as pequenas baías, conhecendo as casas dos ricos, ô programinha jacú. Mas eu me concedo a breguice e rio.
"E rio, porque rico ri à-toa, também não custa nada imaginar"...
E supra sumo da breguice: visito um hotel luxuriante: o Princess, onde filmavam a Ilha da Fantasia, com Ricardo Montalban e o Tatoo, lembram?
É o nome adequado para o lugar adequado, depois posto umas fotos.
E por último, vou ver aquele famoso show de mergulhadores, ou clavadistas.
Ficamos todos ali, a turistada toda, debaixo de um sol infernal, esperando os muchachos despencarem lá do alto dos 35 metros do penhasco -romanos no Coliseu, vendo leões devorarem cristãos.
Pouca coisa muda neste atávico mundo.
Depois eu volto.
Como diz a outra "tô nem aí" se Acapulco já está ultrapassada, ou como dizem os esnobes, "out".
Eu me senti uma rica, com todo aquele quarto enorme bem em frente ao mar muito forte, por sinal.
Mas que me importa?
Passeio pela cidade, descobrindo as belezas, as pequenas baías, conhecendo as casas dos ricos, ô programinha jacú. Mas eu me concedo a breguice e rio.
"E rio, porque rico ri à-toa, também não custa nada imaginar"...
E supra sumo da breguice: visito um hotel luxuriante: o Princess, onde filmavam a Ilha da Fantasia, com Ricardo Montalban e o Tatoo, lembram?
É o nome adequado para o lugar adequado, depois posto umas fotos.
E por último, vou ver aquele famoso show de mergulhadores, ou clavadistas.
Ficamos todos ali, a turistada toda, debaixo de um sol infernal, esperando os muchachos despencarem lá do alto dos 35 metros do penhasco -romanos no Coliseu, vendo leões devorarem cristãos.
Pouca coisa muda neste atávico mundo.
Depois eu volto.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Taxco é o lugar
Estou hoje em Taxco, no estado de Guerrero, a 170 quilometros da cidade do México. Para chegar aqui é uma aventura, pois sair da capital mexicana exige muita, mas muita paciência.
É um trânsito infernal, afinal são seis milhões de veículos nas ruas, que mesmo muito largas, cheias de túneis e viadutos, metrô, trólebus, metrobus, táxis, não comportam os 24 milhões de habitantes (região metropolitana).
A estrada é excelente, pistas amplas, parecendo um tapete, limpas e arborizadas por quilômetros e quilômetros de pinheiros. Resultado da privatização.
O México parece um país pobre, e o é. Mas tem um nível de vida muito parecido com o dos Estados Unidos, contrastes de uma economia satélite da grande potência.
Segundo Carlos, um motorista que contratei para me levar em alguns lugares ontem, não interessa aos Estados Unidos ter um vizinho de muro muito pobre. Procede.
O dinheiro dos EUA, do Banco Mundial e vez e outra da Franca, não falta.
Depois conto mais sobre as outras andanças pelo México.
Vou prosseguir com o passeio para Taxco.
Antes passamos em Cuernavaca, no estado de Moleros, o menor do México, com pouco mais de 3 mil metros de extensão. Cuernavaca é a capital. É uma cidade linda, colonial, cheia de flores e se diz que tem o melhor clima do país, por isso é chamada de cidade da eterna primavera.
Visitamos uma igreja de 1522, mandada construir pelos franciscanos, que parece uma fortaleza e o era, na época da construção, onde os espanhóis se abrigavam da fúria dos indígenas. Há uns passadiços e umas torrinhas como em castelos medievais.
O acesso às duas cidades se faz cortando a Sierra Madre, com uma paisagem belíssima e em determinado ponto é possível ver ao longe o vulcão Popocatep, ainda em atividade.
Aliás, ficamos sabendo que o México tem 5 mil vulcões, alguns ainda em atividade.
O acesso para Cuernacava é uma subida de 3.100 metros, mas a cidade está num vale, por isso, depois se desce até 1.100m em relação ao nível do mar.
Ficamos sabendo também que 1/5 da população mexicana está na Cidade do México.
E que no interior ainda há cerca de dois milhões de índios puros, descendentes dos aztecas. E que no interior se falam mais de 50 dialetos nativos.
Taxco
Esta cidade é um presépio espraiado morro acima, com ruelas e becos superconservados, assim como suas casas coloniais. A cidade é patrimônio nacional e tudo aqui gira em torno da exploração e indústria da prata.
Eu achei tudo caro demais, mas muito bonito.
Fomos visitar uma igreja, símbolo da grandiosidade religiosa desse país, e da megalomania dos espanhóis. É simplesmente gigantesca, com altares inteiramente recobertos em ouro, de um detalhismo realmente rococó, período a que pertence a catedral, dedicada a Santa Prisca.
O mais interessante é que esta santa não existe no panteão católico.
Foi uma mártir italiana e quando o patrono da construção da igreja a mandou erguer, para presentear seu filho que se tornara padre, havia um movimento para a canonização da Santa Prisca, que não resultou em nada.
A igreja tem umas pinturas de um artista famoso, que depois consulto o nome, que para mim, era fortemente influenciado por El Grego. Pelo menos nas cores sombrias e nas imagens soturnas.
O piso é todo original, em madeira, assim como as pesadas portas. Tudo, tudo entalhado a mão, segundo o guia Sérgio, pelos indígenas.
Mas o melhor mesmo é bater pernas pela cidade. Suas ladeirinhas deixam Ouro Preto ou Olinda no chinelo. São muito mais íngremes e estreitas.
Depois conto mais.
É um trânsito infernal, afinal são seis milhões de veículos nas ruas, que mesmo muito largas, cheias de túneis e viadutos, metrô, trólebus, metrobus, táxis, não comportam os 24 milhões de habitantes (região metropolitana).
A estrada é excelente, pistas amplas, parecendo um tapete, limpas e arborizadas por quilômetros e quilômetros de pinheiros. Resultado da privatização.
O México parece um país pobre, e o é. Mas tem um nível de vida muito parecido com o dos Estados Unidos, contrastes de uma economia satélite da grande potência.
Segundo Carlos, um motorista que contratei para me levar em alguns lugares ontem, não interessa aos Estados Unidos ter um vizinho de muro muito pobre. Procede.
O dinheiro dos EUA, do Banco Mundial e vez e outra da Franca, não falta.
Depois conto mais sobre as outras andanças pelo México.
Vou prosseguir com o passeio para Taxco.
Antes passamos em Cuernavaca, no estado de Moleros, o menor do México, com pouco mais de 3 mil metros de extensão. Cuernavaca é a capital. É uma cidade linda, colonial, cheia de flores e se diz que tem o melhor clima do país, por isso é chamada de cidade da eterna primavera.
Visitamos uma igreja de 1522, mandada construir pelos franciscanos, que parece uma fortaleza e o era, na época da construção, onde os espanhóis se abrigavam da fúria dos indígenas. Há uns passadiços e umas torrinhas como em castelos medievais.
O acesso às duas cidades se faz cortando a Sierra Madre, com uma paisagem belíssima e em determinado ponto é possível ver ao longe o vulcão Popocatep, ainda em atividade.
Aliás, ficamos sabendo que o México tem 5 mil vulcões, alguns ainda em atividade.
O acesso para Cuernacava é uma subida de 3.100 metros, mas a cidade está num vale, por isso, depois se desce até 1.100m em relação ao nível do mar.
Ficamos sabendo também que 1/5 da população mexicana está na Cidade do México.
E que no interior ainda há cerca de dois milhões de índios puros, descendentes dos aztecas. E que no interior se falam mais de 50 dialetos nativos.
Taxco
Esta cidade é um presépio espraiado morro acima, com ruelas e becos superconservados, assim como suas casas coloniais. A cidade é patrimônio nacional e tudo aqui gira em torno da exploração e indústria da prata.
Eu achei tudo caro demais, mas muito bonito.
Fomos visitar uma igreja, símbolo da grandiosidade religiosa desse país, e da megalomania dos espanhóis. É simplesmente gigantesca, com altares inteiramente recobertos em ouro, de um detalhismo realmente rococó, período a que pertence a catedral, dedicada a Santa Prisca.
O mais interessante é que esta santa não existe no panteão católico.
Foi uma mártir italiana e quando o patrono da construção da igreja a mandou erguer, para presentear seu filho que se tornara padre, havia um movimento para a canonização da Santa Prisca, que não resultou em nada.
A igreja tem umas pinturas de um artista famoso, que depois consulto o nome, que para mim, era fortemente influenciado por El Grego. Pelo menos nas cores sombrias e nas imagens soturnas.
O piso é todo original, em madeira, assim como as pesadas portas. Tudo, tudo entalhado a mão, segundo o guia Sérgio, pelos indígenas.
Mas o melhor mesmo é bater pernas pela cidade. Suas ladeirinhas deixam Ouro Preto ou Olinda no chinelo. São muito mais íngremes e estreitas.
Depois conto mais.
terça-feira, 21 de abril de 2009
Um imenso museu mexicano
O México é um país que pode ser definido pela diversidade. Tem de tudo:
história, cultura, belezas naturais, como lindas praias, deserto, a Sierra Madre, vulcões.
Em quase todas as cidades há a marca das civilizações pré-hispânicas, a começar pela capital, que tem no centro, o Zócalo, as ruínas da cidade dos mexicas ou astecas, que dominaram quase todo o país e tiveram uma civilização avançada, em artes, astrologia, medicina.
O Templo Mayor é intrigante, com seus altares de sacrifício, suas pinturas.
A poucos quilômetros ao Norte da cidade, está o complexo impressionante de Teotihuacan, anterior à chegada dos mexicas, cidade construída por outro povo, que os arqueólogos chamaram de teotihuacanos, já que não se tem qualquer notícia deles. Os mexicas ou astecas adotaram esta cidade como lugar de cerimônias religiosas.
São duas pirâmides gigantes, a do Sol e a da Lua, a primeira com 65 metros de alura e mais de 200 degraus. A da Lua é menor, com cerca de 45 metros de altura. Há uma larga avenida separando as duas, chamada Alameda dos Mortos. Há pinturas ainda perfeitas, como a de um jaguar.
Não dá para segurar a emoção quando se chega ao último degrau da pirâmide do Sol e se vê todo o complexo.
Por aí se entende por que Von Daniken levantou a tese de que tais povos eram extraterrestres.
É que pensamos tudo com nossa cabeça de tecnologias ultra avançadas e mal mal conseguimos entender como foi possível construir tudo aquilo sem ferramentas modernas.
No Museu de Antropologia, em Chapultepec, bairro na parte Oeste, e também no museu do Templo Mayor, estão milhares de peças, esculturas, joalheria, que indicam o quanto estes povos antigos, alguns cujas civilizações floresceram milhares de anos antes de Cristo, estavam organizados.
E de quanto foi o estrago que os espanhóis fizeram.
história, cultura, belezas naturais, como lindas praias, deserto, a Sierra Madre, vulcões.
Em quase todas as cidades há a marca das civilizações pré-hispânicas, a começar pela capital, que tem no centro, o Zócalo, as ruínas da cidade dos mexicas ou astecas, que dominaram quase todo o país e tiveram uma civilização avançada, em artes, astrologia, medicina.
O Templo Mayor é intrigante, com seus altares de sacrifício, suas pinturas.
A poucos quilômetros ao Norte da cidade, está o complexo impressionante de Teotihuacan, anterior à chegada dos mexicas, cidade construída por outro povo, que os arqueólogos chamaram de teotihuacanos, já que não se tem qualquer notícia deles. Os mexicas ou astecas adotaram esta cidade como lugar de cerimônias religiosas.
São duas pirâmides gigantes, a do Sol e a da Lua, a primeira com 65 metros de alura e mais de 200 degraus. A da Lua é menor, com cerca de 45 metros de altura. Há uma larga avenida separando as duas, chamada Alameda dos Mortos. Há pinturas ainda perfeitas, como a de um jaguar.
Não dá para segurar a emoção quando se chega ao último degrau da pirâmide do Sol e se vê todo o complexo.
Por aí se entende por que Von Daniken levantou a tese de que tais povos eram extraterrestres.
É que pensamos tudo com nossa cabeça de tecnologias ultra avançadas e mal mal conseguimos entender como foi possível construir tudo aquilo sem ferramentas modernas.
No Museu de Antropologia, em Chapultepec, bairro na parte Oeste, e também no museu do Templo Mayor, estão milhares de peças, esculturas, joalheria, que indicam o quanto estes povos antigos, alguns cujas civilizações floresceram milhares de anos antes de Cristo, estavam organizados.
E de quanto foi o estrago que os espanhóis fizeram.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Afinal o México
(Roteiro da viagem na coluna ao lado)
Há dois anos programo uma viagem ao México. E agora, finalmente aqui estou.
Chego no domingo, às 14 h30 local, 17h30 no Brasil. Deixo as coisas no hotel e vou bater pernas nas redondezas.
Mas antes, tive de pegar um táxi do aeroporto para o hotel, porque o agente de viagens não foi me buscar. Básico.
Nas andancas, dou de cara com uma feira. E, claro, páro por ali.
Olho tudo, numa praça imensa, ao lado da avenida Willian Sullivan. Há uma parte de artes plásticas e depois de bugigangas. Lembro da feira da Afonso Pena, ex-Feira Hippie.
Há uma parte de verduras e frutas, que se chama mercado sobre ruedas. É o ABC deles.
Olho e experimento frutas. Como um pedaco de mamei, um tipo de mamão, de polpa avermelhada.
E como numa barraca de comidas, uma quesadilla. Peço sem "chilli", mas não adianta, vem tudo muito apimentado. Minha amiga torce o nariz por eu comer na rua e se espanta quando digo que vou à feira hippie para comer acarajé.
Não tenho frescuras, só não quero pegar cólera um dia, como o personagem de Morte em Veneza, de Thomas Mann, adaptado para o cinema por Luchino Visconti.
À noite como umas fajitas e também deixo a guacamole de lado, de tão apimentada.
E depois de tanta pimenta tenho um sonho erótico. Óbvio.
Amanhã conto mais.
Há dois anos programo uma viagem ao México. E agora, finalmente aqui estou.
Chego no domingo, às 14 h30 local, 17h30 no Brasil. Deixo as coisas no hotel e vou bater pernas nas redondezas.
Mas antes, tive de pegar um táxi do aeroporto para o hotel, porque o agente de viagens não foi me buscar. Básico.
Nas andancas, dou de cara com uma feira. E, claro, páro por ali.
Olho tudo, numa praça imensa, ao lado da avenida Willian Sullivan. Há uma parte de artes plásticas e depois de bugigangas. Lembro da feira da Afonso Pena, ex-Feira Hippie.
Há uma parte de verduras e frutas, que se chama mercado sobre ruedas. É o ABC deles.
Olho e experimento frutas. Como um pedaco de mamei, um tipo de mamão, de polpa avermelhada.
E como numa barraca de comidas, uma quesadilla. Peço sem "chilli", mas não adianta, vem tudo muito apimentado. Minha amiga torce o nariz por eu comer na rua e se espanta quando digo que vou à feira hippie para comer acarajé.
Não tenho frescuras, só não quero pegar cólera um dia, como o personagem de Morte em Veneza, de Thomas Mann, adaptado para o cinema por Luchino Visconti.
À noite como umas fajitas e também deixo a guacamole de lado, de tão apimentada.
E depois de tanta pimenta tenho um sonho erótico. Óbvio.
Amanhã conto mais.
terça-feira, 7 de abril de 2009
As farmácias de Paracatu
Sigo para o Noroeste mineiro, a trabalho, em Paracatu.
A estrada está ótima, reta, reta e mais reta. É o cerradão mineiro, quase chegando em Brasília.
Dou uma andada à esmo pela cidade e me surpreendo com o alto número de farmácias. Não dá para contar. A cada esquina tem uma.
Fico pensando se o povo de Paracatu adoece muito.
Creio que sim, porque ali tem a mineração, praticamente dentro da cidade.
A mina de ouro da Rio Paracatu Mineração, que agora é de um grupo canadense, foi expandida recentemente.
O mesmo com a mina de zinco da Votorantim. Só não sei como está a coisa depois da crise, mas no ano passado, ainda no primeiro semestre, a mineração local estava em expansão.
Paracatu tem um centro histórico e uma casa de cultura, com muita coisa bacana para ver, como shows e mostras diversas.
E claro, tem ótimas tradições culturais, como o bloco carnavalesco Pão Moiado.
E teve uma chuva torrencial, às 13 horas, de mais de uma hora, hoje, o que deixou os moradores encantados, porque quase não chove na cidade, pelo menos nesta época.
Em Paracatu tomo conhecimento de um projeto da Faculdade de Filosofia de Diamantina, ligada à Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), com a Federação dos Trabalhadores em Agricultura (Fetaemg), que forma alunos de assentamentos em cursos como Pedagogia, História, Educação Ambiental, Geografia. Há uma turma terminando agora. Vou dar outros detalhes posteriormente, já que estou postando meio que às pressas.
A estrada está ótima, reta, reta e mais reta. É o cerradão mineiro, quase chegando em Brasília.
Dou uma andada à esmo pela cidade e me surpreendo com o alto número de farmácias. Não dá para contar. A cada esquina tem uma.
Fico pensando se o povo de Paracatu adoece muito.
Creio que sim, porque ali tem a mineração, praticamente dentro da cidade.
A mina de ouro da Rio Paracatu Mineração, que agora é de um grupo canadense, foi expandida recentemente.
O mesmo com a mina de zinco da Votorantim. Só não sei como está a coisa depois da crise, mas no ano passado, ainda no primeiro semestre, a mineração local estava em expansão.
Paracatu tem um centro histórico e uma casa de cultura, com muita coisa bacana para ver, como shows e mostras diversas.
E claro, tem ótimas tradições culturais, como o bloco carnavalesco Pão Moiado.
E teve uma chuva torrencial, às 13 horas, de mais de uma hora, hoje, o que deixou os moradores encantados, porque quase não chove na cidade, pelo menos nesta época.
Em Paracatu tomo conhecimento de um projeto da Faculdade de Filosofia de Diamantina, ligada à Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), com a Federação dos Trabalhadores em Agricultura (Fetaemg), que forma alunos de assentamentos em cursos como Pedagogia, História, Educação Ambiental, Geografia. Há uma turma terminando agora. Vou dar outros detalhes posteriormente, já que estou postando meio que às pressas.
sábado, 4 de abril de 2009
Para entrar no México

Um visto para o México, onde você vai gastar, deixar muitos milhares de dólares para ajudar a economia de lá, é uma verdadeira epopéia.
É preciso pegar um ônibus para o Rio de noitão e chegar lá, amanhecendo. Isto se você não quiser ir de avião, claro, mas aí vai gastar mais e em cima de uma viagem que certamente vai sair mais cara, a do México.
Mas o consulado mexicano só abre às 8 horas. Como chegamos às 6, ficamos por lá, de bobeira, mortas de sono, já que pelo menos eu e minha colega não dormimos nada, e ainda debaixo de chuva.
Aí abre, vem um homem muito ríspido e dá umas informações gerais, como se estivesse fazendo uma preleção num quartel.
E o visto só é entregue às 15h30.
Meu Deus, o que fazer no Rio de 9h às 15h30, sem poder gastar nada?
Alguns vão para uns hotéis baratos, para dormir.
Nós resolvemos ficar por ali, no Botofogo mesmo, num shopping. O sono é muito, não dá nem para curtir direito. Mas dá para uma foto na varanda do 8º andar.
O tempo vai passando e voltamos ao consulado antes da hora, quem sabe eles deixam a gente entrar antes?
Nada, só às 15h30 em ponto.
Corremos para a rodoviária e perdemos um ônibus por 5 minutos. E aí pegamos o de 18h30, em pleno rush e com uma chuva de matar.
É muita vontade de conhecer o México, né não?
Tem internet não? Tem representação estadual não?
terça-feira, 31 de março de 2009
Montes Claros é dona Divina



A trabalho visito Montes Claros.
Mas não tenho tempo de ver nada, a não ser o mercado central e a avenida sanitária à noite, onde estão os restaurantes, lanchonetes e quetais. Passo três dias na cidade e como carne de sol nos três, afinal é o carro chefe de lá.
Mas o melhor programa é o almoço de dona Divina no mercado.
Uma comida deliciosa, farta e variada. A começar pelo arroz com pequi, delicioso, molhadinho, um risoto e não só aquele arroz seco amarelado. E os pequis vêm em cima, para quem quiser comer, ou melhor, roê-los já que a fruta é traiçoeira e se você morde, fere a boca toda com os espinhos. E de quebra uns pedaços de charque misturados.
Nunca gostei muito de pequi, acho o gosto muito forte. Mas no arroz da dona Divina fica maravilhoso. Ela coloca também o óleo de pequi, talvez por isso ele ganhe a consistência do risoto.
E depois um frango ensopado também excelente. E mais a carne de sol acebolada, couve, farofa com manteiga de garrafa, feijão tropeiro e um legume que parece uma abobrinha d'água, que me esqueci o nome, algo começado com x.
E além da variedade, a quantidade. Ninguém pode reclamar que saiu com fome!
E no fim da tarde, um por de sol belíssimo do 6º andar do hotel.
Mas não tenho tempo de ver nada, a não ser o mercado central e a avenida sanitária à noite, onde estão os restaurantes, lanchonetes e quetais. Passo três dias na cidade e como carne de sol nos três, afinal é o carro chefe de lá.
Mas o melhor programa é o almoço de dona Divina no mercado.
Uma comida deliciosa, farta e variada. A começar pelo arroz com pequi, delicioso, molhadinho, um risoto e não só aquele arroz seco amarelado. E os pequis vêm em cima, para quem quiser comer, ou melhor, roê-los já que a fruta é traiçoeira e se você morde, fere a boca toda com os espinhos. E de quebra uns pedaços de charque misturados.
Nunca gostei muito de pequi, acho o gosto muito forte. Mas no arroz da dona Divina fica maravilhoso. Ela coloca também o óleo de pequi, talvez por isso ele ganhe a consistência do risoto.
E depois um frango ensopado também excelente. E mais a carne de sol acebolada, couve, farofa com manteiga de garrafa, feijão tropeiro e um legume que parece uma abobrinha d'água, que me esqueci o nome, algo começado com x.
E além da variedade, a quantidade. Ninguém pode reclamar que saiu com fome!
E no fim da tarde, um por de sol belíssimo do 6º andar do hotel.
domingo, 29 de março de 2009
E a Hora do Planeta virou show
Foi bonito ver a Hora do Planeta funcionando ontem.
Símbolos da exuberância iluminativa mundial de repente ficaram às escuras.
A começar pelo maior deles, na Cidade Luz: a Torre Eiffel ficou bonita totalmente apagada.
O mesmo com o Coliseu, com a Golden Gate.
As pirâmides então, foi fantástico: aquele silêncio milenar de repente acrescido da escuridão.
Por aqui, no Brasil, tivemos o Cristo Redentor e os palácios dos governos de São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre.
É bacana ver toda esta adesão a um gesto tão simples.
Tão simples e tão complexo.
Não consegui ficar uma hora com tudo desligado, apesar das velas que acendi.
Vi o jornal até o apagão nos monumentos mundiais, desliguei a tv e fiquei ali, olhando o relógio de minuto a minuto.
Ô vício nos confortos da modernidade!
Engraçado é que antigamente, quando a luz acabava durante as tempestades, ficávamos com velas acesas até mais de 2 horas.
Mas aí as companhias foram se sofisticando e o religamento passou a ser cada vez mais rápido.
Aliás, sofisticando porque senão a multa é da grossa, depois das agências reguladoras que, algumas vezes, defendem o direito do consumidor, quase sempre o da concessionária.
Mas acho que valeu meu esforço. Também foi a primeira vez.
No ano que vem prometo a mim mesma, ficar uma hora inteirinha com tudo no escuro.
Símbolos da exuberância iluminativa mundial de repente ficaram às escuras.
A começar pelo maior deles, na Cidade Luz: a Torre Eiffel ficou bonita totalmente apagada.
O mesmo com o Coliseu, com a Golden Gate.
As pirâmides então, foi fantástico: aquele silêncio milenar de repente acrescido da escuridão.
Por aqui, no Brasil, tivemos o Cristo Redentor e os palácios dos governos de São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre.
É bacana ver toda esta adesão a um gesto tão simples.
Tão simples e tão complexo.
Não consegui ficar uma hora com tudo desligado, apesar das velas que acendi.
Vi o jornal até o apagão nos monumentos mundiais, desliguei a tv e fiquei ali, olhando o relógio de minuto a minuto.
Ô vício nos confortos da modernidade!
Engraçado é que antigamente, quando a luz acabava durante as tempestades, ficávamos com velas acesas até mais de 2 horas.
Mas aí as companhias foram se sofisticando e o religamento passou a ser cada vez mais rápido.
Aliás, sofisticando porque senão a multa é da grossa, depois das agências reguladoras que, algumas vezes, defendem o direito do consumidor, quase sempre o da concessionária.
Mas acho que valeu meu esforço. Também foi a primeira vez.
No ano que vem prometo a mim mesma, ficar uma hora inteirinha com tudo no escuro.
quarta-feira, 25 de março de 2009
O próximo escândalo
Vem aí mais um escândalo.
Toda vez que a Polícia Federal vai a campo, naquelas operações de nomes mirabolantes, a população brasileira cai um pouco mais o queixo.
Ou não, pois tanto escândalo banaliza e embota nossa capacidade de nos indignar.
Dessa vez a PF deu uma batida na construtora Camargo Correia, em São Paulo, para desbaratar um esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro
A operação chamada "Castelo de Areia", deve prender, num primeiro momento, dez pessoas. E buscar documentos em 16 locais, entre Rio e São Paulo.
Por isso Brasília, a ilha da fantasia e dos castelos de areia, está em polvorosa, afinal, segundo a PF, a principal clientela do esquema da Camargo Correia são políticos e seus partidos.
O ruim é que a gente ainda estava saboreando o escândalo do Senado e já vem outro.
Provamos só uma pitada do deputado e seu castelo, dos marajás do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, das passagens e telefones funcionais do Senado e de seu exército de diretores.
Não está dando tempo de degustar tudo, por isso o banquete está subaproveitado.
Toda vez que a Polícia Federal vai a campo, naquelas operações de nomes mirabolantes, a população brasileira cai um pouco mais o queixo.
Ou não, pois tanto escândalo banaliza e embota nossa capacidade de nos indignar.
Dessa vez a PF deu uma batida na construtora Camargo Correia, em São Paulo, para desbaratar um esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro
A operação chamada "Castelo de Areia", deve prender, num primeiro momento, dez pessoas. E buscar documentos em 16 locais, entre Rio e São Paulo.
Por isso Brasília, a ilha da fantasia e dos castelos de areia, está em polvorosa, afinal, segundo a PF, a principal clientela do esquema da Camargo Correia são políticos e seus partidos.
O ruim é que a gente ainda estava saboreando o escândalo do Senado e já vem outro.
Provamos só uma pitada do deputado e seu castelo, dos marajás do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, das passagens e telefones funcionais do Senado e de seu exército de diretores.
Não está dando tempo de degustar tudo, por isso o banquete está subaproveitado.
terça-feira, 24 de março de 2009
A volta do cantor
O velho volta à praça da Assembleia cantando alto. Mas desta vez não é Elvis Presley.
Ele passa por ali para ir em algum lugar, não está fazendo caminhada ou corrida como a maioria.
Também não está vendendo nada como seu Alonzo, neto de português, velhinho que fica num banco com seus brinquedinhos feitos de madeira e latinha de aluminio, gaiolinhas, panelinhas de pressão e cadeirinhas de balanço, tudo assim, quase miniaturas.
Também não é da turma dos estudantes do Pandiá Calógeras que perdem aula, ou a matam, e ficam por ali, nos bancos, de conversa.
Conversa às vezes estranha, como a que ouvi dia desses, lá na praça, de um garoto de 10, 12 anos: - "Se eu tivesse 80 mil reais comprava tudo em droga".
O cantor é uma incógnita e uma curiosidade para mim, apaixonada que sou por figuras típicas da nossa paisagem urbana.
Vou perguntar alguma coisa, da próxima vez.
Ele passa por ali para ir em algum lugar, não está fazendo caminhada ou corrida como a maioria.
Também não está vendendo nada como seu Alonzo, neto de português, velhinho que fica num banco com seus brinquedinhos feitos de madeira e latinha de aluminio, gaiolinhas, panelinhas de pressão e cadeirinhas de balanço, tudo assim, quase miniaturas.
Também não é da turma dos estudantes do Pandiá Calógeras que perdem aula, ou a matam, e ficam por ali, nos bancos, de conversa.
Conversa às vezes estranha, como a que ouvi dia desses, lá na praça, de um garoto de 10, 12 anos: - "Se eu tivesse 80 mil reais comprava tudo em droga".
O cantor é uma incógnita e uma curiosidade para mim, apaixonada que sou por figuras típicas da nossa paisagem urbana.
Vou perguntar alguma coisa, da próxima vez.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Apague a luz por uma hora
Neste sábado, 28, vamos todos fazer um gesto de boa vontade com o planeta Terra. Por uma hora vamos desligar as luzes e participar do movimento contra o aquecimento global e as mudanças climáticas.
É o Dia da Terra, que este ano acontece no sábado, de 20h30 às 21h30.
É difícil para nós urbanos ficar sem luz por uma hora. Ainda mais no sábado.
Ainda mais neste horário em que estamos nos botecos, na frente da TV ou em papos com os amigos.
Mas vale a pena. É um gesto simples que está ao alcance de todos nós.
Este é um movimento mundial conhecido como Earth Hour e que acontece desde 2007.
Aqui no Brasil tem à frente a Ong WWF.
A previsão é de que 1 bilhão de pessoas participem.
No ano passado, o Dia da Terra teve a adesão de 50 milhões de pessoas de 35 países.
Foi um espetáculo o apagar simultâneo das luzes do Coliseu, em Roma, da Golden Gate, de São Francisco e da Ópera House de Sidney.
Mas nós podemos fazer muito mais, em gestos pequenos e simples, de nosso cotidiano.
Andar menos de carro, usar menos o ar condicionado, os ventiladores e coisas que fazemos todos os dias, com nossos infindáveis aparelhos domésticos.
É o Dia da Terra, que este ano acontece no sábado, de 20h30 às 21h30.
É difícil para nós urbanos ficar sem luz por uma hora. Ainda mais no sábado.
Ainda mais neste horário em que estamos nos botecos, na frente da TV ou em papos com os amigos.
Mas vale a pena. É um gesto simples que está ao alcance de todos nós.
Este é um movimento mundial conhecido como Earth Hour e que acontece desde 2007.
Aqui no Brasil tem à frente a Ong WWF.
A previsão é de que 1 bilhão de pessoas participem.
No ano passado, o Dia da Terra teve a adesão de 50 milhões de pessoas de 35 países.
Foi um espetáculo o apagar simultâneo das luzes do Coliseu, em Roma, da Golden Gate, de São Francisco e da Ópera House de Sidney.
Mas nós podemos fazer muito mais, em gestos pequenos e simples, de nosso cotidiano.
Andar menos de carro, usar menos o ar condicionado, os ventiladores e coisas que fazemos todos os dias, com nossos infindáveis aparelhos domésticos.
quinta-feira, 19 de março de 2009
A ilha da fantasia chamada Senado
Dá embrulho no estômago ver o Sarney reclamar que a imprensa só se preocupa com os escândalos do Senado e não dá a agenda positiva que a Casa tem.
Resta saber qual, já que não se discute e nem se vota nada. Os 81 senadores só estão frequentando páginas, telas e microfones para explicar suas peraltices.
A última que a sociedade quer saber é para que o Senado precisa de 181 diretorias, a não ser, claro, para dar salários enormes a uns poucos apaniguados. Aliás, poucos não, 181. E com certeza estas diretorias têm as vices ou subs, o que eleva este número para o dobro pelo menos.
E pior ainda, não há controle algum.
O presidente não sabia nem quantos diretores tinha. Primeiro disse que eram 131, depois 136 e agora, coitado, marido traído, descobriu que são 181.
O mesmo aconteceu com as horas extras, pagas nas férias a 3.883 servidores, mais da metade do quadro total, de 6.570 servidores, entre efetivos e comissionados.
Os coitados dos senadores, como o 1º secretário Heráclito Fortes - a quem compete assinar tais atos-, não sabiam nada. Mas quem pagou o mimo não foi o Heráclito, mas o Efraim Morais, o antecessor.
Os caras estavam de férias e ainda assim receberam hora extra. Dá muito trabalho ficar na praia, ou na Europa. Na Disney então, meu Deus!
Ah, e ainda teve o caso do telefone funcional emprestado para uma filha de senador falar bastante, em sua viagem ao México, enquanto eu fico aqui, ralando e pagando a conta para ela.
Ou pagando a conta dos convidados da Roseana Sarney que usaram as passagens aéreas da cota da senadora. E eu viajando para São Paulo, de ônibus, 10 horas.
E ainda tem senador cara de pau dando entrevista "achando absurdo" tudo isso, como o Mercadante. Sei, antes de a imprensa denunciar, ele não sabia. Tá bom, eu acredito.
Como a imprensa pode dar agenda positiva disso?
O que os distintos senadores fazem além dessa lambança permanente de mordomias e desrespeito?
Resta saber qual, já que não se discute e nem se vota nada. Os 81 senadores só estão frequentando páginas, telas e microfones para explicar suas peraltices.
A última que a sociedade quer saber é para que o Senado precisa de 181 diretorias, a não ser, claro, para dar salários enormes a uns poucos apaniguados. Aliás, poucos não, 181. E com certeza estas diretorias têm as vices ou subs, o que eleva este número para o dobro pelo menos.
E pior ainda, não há controle algum.
O presidente não sabia nem quantos diretores tinha. Primeiro disse que eram 131, depois 136 e agora, coitado, marido traído, descobriu que são 181.
O mesmo aconteceu com as horas extras, pagas nas férias a 3.883 servidores, mais da metade do quadro total, de 6.570 servidores, entre efetivos e comissionados.
Os coitados dos senadores, como o 1º secretário Heráclito Fortes - a quem compete assinar tais atos-, não sabiam nada. Mas quem pagou o mimo não foi o Heráclito, mas o Efraim Morais, o antecessor.
Os caras estavam de férias e ainda assim receberam hora extra. Dá muito trabalho ficar na praia, ou na Europa. Na Disney então, meu Deus!
Ah, e ainda teve o caso do telefone funcional emprestado para uma filha de senador falar bastante, em sua viagem ao México, enquanto eu fico aqui, ralando e pagando a conta para ela.
Ou pagando a conta dos convidados da Roseana Sarney que usaram as passagens aéreas da cota da senadora. E eu viajando para São Paulo, de ônibus, 10 horas.
E ainda tem senador cara de pau dando entrevista "achando absurdo" tudo isso, como o Mercadante. Sei, antes de a imprensa denunciar, ele não sabia. Tá bom, eu acredito.
Como a imprensa pode dar agenda positiva disso?
O que os distintos senadores fazem além dessa lambança permanente de mordomias e desrespeito?
quarta-feira, 18 de março de 2009
Dilma, a mãe dos sem-teto


Dilma Roussef fez plástica no rosto e ficou parecendo manequim para expor peruca. "Perucas Vilma, cabelos 100% naturais".
Uma foto de capa da Folha de ontem dava esta impressão. A foto oficial, divulgada logo que ela voltou do "resguardo" da plástica ficou ótima.
Maquiagem e photoshop fazem coisas...
Sério, comparando o antes e o depois, acho que ela estava melhor com óculos, mesmo que de fundo de garrafa. A esticadinha básica ficou boa, só que os olhos, sei não.
E ontem na foto, o que me chamou a atenção foi a sobrancelha. Estava totalmente arqueada, num efeito que os cirurgiões plásticos costumam chamar de "demonizado", imaginem porque.
Mas a aparência da Dilma não vem ao caso.
O que importa é mais uma obra que ela vai tocar: o resgate do déficit habitacional.
Ela anunciou ontem em Salvador que o "bolsa-habitação" vai funcionar muito bem, garantindo até prestação zero para quem não pode pagar nada. Quem puder pagar alguma coisinha vai pagar, ainda que simbolicamente.
Tomara que dê certo e que a ideia não sofra nenhum acidente de percurso, como outras obras do PAC. Gente criativa para dar o cano e roubar dinheiros alheios não falta neste País.
E eu queria pedir a Dilma para entrar num programa desses de bolsa qualquer.
E como sou modesta, não quero nenhuma bolsa Balenciaga, ou Dior, ou Chanel, ou Louis Vuitton.
Fico muito satisfeita com uma Colcci que vi dia destes, que custa "só" 200 e pouco reais.
terça-feira, 17 de março de 2009
Conversa roubada
Um velho atravessa a praça da Assembleia, pela manhã, oito e pouco, cantando a plenos pulmões:
It's now or never; my love for you; kiss me my darling..."
Pouca gente espanta ou para. Quase todos imbuídos de seu próprio tempo, caminhando, correndo, ciosos de suas próprias limitações, para se preocupar com as esquisitices alheias.
Então ele olha para um mendigo puxando uma carroça com um cachorro em cima e solta:
-É Elvis Presley, o maior cantor do mundo, de todos os tempos. Conhece? Já ouviu?
E o mendigo, que anda sempre por ali, meio que parte da paisagem urbana da região, olha sem jeito.
Esboça um sorriso de sem graça ou de compaixão, vá se saber, e balança a cabeça afirmativamente.
E o velho canta mais um trecho, feliz de compartilhar sua paixão com alguém, ainda que com um andarilho com um cachorro a bordo de seu impossível transporte.
It's now or never; my love for you; kiss me my darling..."
Pouca gente espanta ou para. Quase todos imbuídos de seu próprio tempo, caminhando, correndo, ciosos de suas próprias limitações, para se preocupar com as esquisitices alheias.
Então ele olha para um mendigo puxando uma carroça com um cachorro em cima e solta:
-É Elvis Presley, o maior cantor do mundo, de todos os tempos. Conhece? Já ouviu?
E o mendigo, que anda sempre por ali, meio que parte da paisagem urbana da região, olha sem jeito.
Esboça um sorriso de sem graça ou de compaixão, vá se saber, e balança a cabeça afirmativamente.
E o velho canta mais um trecho, feliz de compartilhar sua paixão com alguém, ainda que com um andarilho com um cachorro a bordo de seu impossível transporte.
segunda-feira, 16 de março de 2009
O terremoto de Itaúna
A terra tremeu em Itaúna, a cento e poucos quilômetros de Beagá.
Já tem gente de outras terras com inveja, porque Itaúna entrou para o mapa do mundo, ainda que com um tremiliquezinho.
É a terceira ou quarta cidade mineira a tremer. Dos 11 tremores registrados no Brasil, nove aconteceram aqui. As Minas já não são as mesmas.
Montanhas azuis e verdes foram tão cutucadas que isto pode estar causando os tremores.
Será que estamos a caminho das grandes catástrofes?
E será que há um grupo de cientistas estudando nossas mudanças climáticas, geográficas, morfológicas?
Sim, porque o Sul já tem tufão. O Nordeste já tem tremores de até 3 pontos na escala Richter. E Minas também tem.
Temos queimadas constantes, inundações, deslizamentos.
É, acho que Deus cansou de ser brasileiro!
Já tem gente de outras terras com inveja, porque Itaúna entrou para o mapa do mundo, ainda que com um tremiliquezinho.
É a terceira ou quarta cidade mineira a tremer. Dos 11 tremores registrados no Brasil, nove aconteceram aqui. As Minas já não são as mesmas.
Montanhas azuis e verdes foram tão cutucadas que isto pode estar causando os tremores.
Será que estamos a caminho das grandes catástrofes?
E será que há um grupo de cientistas estudando nossas mudanças climáticas, geográficas, morfológicas?
Sim, porque o Sul já tem tufão. O Nordeste já tem tremores de até 3 pontos na escala Richter. E Minas também tem.
Temos queimadas constantes, inundações, deslizamentos.
É, acho que Deus cansou de ser brasileiro!
sexta-feira, 13 de março de 2009
O golpe do telegrama
Recebo um telegrama de uma tal doutora Danielly Fragoso, com OAB e tudo, me informando que é a última tentativa para eu me pronunciar sobre um seguro de R$ 24,9 mil a que tenho direito, conforme determinação judicial.
E ainda me ameaça dizendo que se não houver pronunciamento, o dinheiro será "extornado", assim mesmo, com x, não sei para quem.
E dão um telefone para eu entrar em contato: (11) 3483 0934 ou (11) 6708 9628.
O telegrama contém muito erro de português, tanto de ortografia como de concordância.
Como tenho birra de erro de concordância, principalmente verbal, desconfio daquilo.
Primeiro não tenho seguro nenhum, a não ser um de morte, que, obviamente, não viria para mim.
Aí vou à internet e digito o nome da doutora e encontro lá um fórum, falando do golpe.
Ô gente criativa esta brasileira!
Fico pensando como os golpistas montaram o esquema.
Passam o telegrama (está lá no corpo, que é fonado). Aí já me pergunto como o Correio vai cobrar.
Se for telefone fixo, significa que a turma montou uma empresa, com endereço, telefones, recepcionista/telefonista e tudo mais, portanto, gastou alguma coisa.
Se for telefone celular, o Correio vai tomar o cano.
Aí faço outra pesquisa no Google e descubro que se trata de alguma coisa ligada a uma antiga rede de hotéis em praia chamada Solemar, em que as pessoas compravam cotas e nunca usavam, porque o grupo faliu, foi mudando de nome e tal.
E quem atende ao telegrama acaba pagando alguma coisinha mais.
Bem, sinceramente não me lembro de ter pago nada de Solemar, então ainda estou curiosa para descobrir como fui brindada pela doutora Danielly, ora com um ele, ora com dois.
Aí bate a paranóia: de repente fiquei muito exposta aos golpes.
Este ano já fui sorteada com o telefonema de madrugada, aquele do sequestro de um parente; e agora com o telegrama.
Fico cismando se não estou lá no computador do Protógenes, afinal meu telefone tinha uns ruídos estranhos no ano passado.
Acho que vou mudar de identidade ou entrar no programa de proteção a testemunhas.
E ainda me ameaça dizendo que se não houver pronunciamento, o dinheiro será "extornado", assim mesmo, com x, não sei para quem.
E dão um telefone para eu entrar em contato: (11) 3483 0934 ou (11) 6708 9628.
O telegrama contém muito erro de português, tanto de ortografia como de concordância.
Como tenho birra de erro de concordância, principalmente verbal, desconfio daquilo.
Primeiro não tenho seguro nenhum, a não ser um de morte, que, obviamente, não viria para mim.
Aí vou à internet e digito o nome da doutora e encontro lá um fórum, falando do golpe.
Ô gente criativa esta brasileira!
Fico pensando como os golpistas montaram o esquema.
Passam o telegrama (está lá no corpo, que é fonado). Aí já me pergunto como o Correio vai cobrar.
Se for telefone fixo, significa que a turma montou uma empresa, com endereço, telefones, recepcionista/telefonista e tudo mais, portanto, gastou alguma coisa.
Se for telefone celular, o Correio vai tomar o cano.
Aí faço outra pesquisa no Google e descubro que se trata de alguma coisa ligada a uma antiga rede de hotéis em praia chamada Solemar, em que as pessoas compravam cotas e nunca usavam, porque o grupo faliu, foi mudando de nome e tal.
E quem atende ao telegrama acaba pagando alguma coisinha mais.
Bem, sinceramente não me lembro de ter pago nada de Solemar, então ainda estou curiosa para descobrir como fui brindada pela doutora Danielly, ora com um ele, ora com dois.
Aí bate a paranóia: de repente fiquei muito exposta aos golpes.
Este ano já fui sorteada com o telefonema de madrugada, aquele do sequestro de um parente; e agora com o telegrama.
Fico cismando se não estou lá no computador do Protógenes, afinal meu telefone tinha uns ruídos estranhos no ano passado.
Acho que vou mudar de identidade ou entrar no programa de proteção a testemunhas.
terça-feira, 10 de março de 2009
Proibiram o "kit ressaca"
Estou de mal da Anvisa porque ela proibiu o "kit ressaca".
Olha só que bobagem, proibir a salvação dos bebuns, enquanto um remédio abortivo continua por aí, à vontade, em muitas farmácias.
E que mal pode ter uma embalagem com heparex e um outro pro estômago, para evitar o enjoo?
Lembro do tempo em que trabalhava no Diário do Comércio, ali na Rua Padre Rolim, bem ao lado de uma farmácia antiga, daquelas tipo botica, com estantes altas em mogno e portas de vidro.
O dono, um senhor velhinho, tinha uma clientela fixa nas manhãs de quinta e sexta. A turma que abusava dos uísques, cervejas e cachaças na noite anterior, e na seguinte, fazia a primeira parada na farmácia, antes mesmo do café.
O homem preparava uma poção mágica para a gente, um líquido amarelo, ruim que só, misturado ali na nossa frente, em um copo, mexido com um tubo de vidro branco.
Ah, alquimistas!
Era tiro e queda, passava a ressaca na hora.
Aí industrializaram o "kit", antes com um hepoclair e um engov ou um plasil. Simples assim.
Mas a Anvisa está muito ciosa de suas funções e proibiu.
Mas a gente vai continuar a passar na farmácia de manhã e comprar o engov, ou o plasil, ou o hepoclair do mesmo jeito.
Ou tomar o engov antes de começar a rebordosa.
Olha só que bobagem, proibir a salvação dos bebuns, enquanto um remédio abortivo continua por aí, à vontade, em muitas farmácias.
E que mal pode ter uma embalagem com heparex e um outro pro estômago, para evitar o enjoo?
Lembro do tempo em que trabalhava no Diário do Comércio, ali na Rua Padre Rolim, bem ao lado de uma farmácia antiga, daquelas tipo botica, com estantes altas em mogno e portas de vidro.
O dono, um senhor velhinho, tinha uma clientela fixa nas manhãs de quinta e sexta. A turma que abusava dos uísques, cervejas e cachaças na noite anterior, e na seguinte, fazia a primeira parada na farmácia, antes mesmo do café.
O homem preparava uma poção mágica para a gente, um líquido amarelo, ruim que só, misturado ali na nossa frente, em um copo, mexido com um tubo de vidro branco.
Ah, alquimistas!
Era tiro e queda, passava a ressaca na hora.
Aí industrializaram o "kit", antes com um hepoclair e um engov ou um plasil. Simples assim.
Mas a Anvisa está muito ciosa de suas funções e proibiu.
Mas a gente vai continuar a passar na farmácia de manhã e comprar o engov, ou o plasil, ou o hepoclair do mesmo jeito.
Ou tomar o engov antes de começar a rebordosa.
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