Troco uma roupa para receber Barack Obama. Coloco uma bermuda e uma blusa combinando, que está muito calor. Vou ao bairro Cruzeiro buscá-lo. Arrumo um tapetinho azul para que ele possa se sentir confortável no trajeto até minha casa.
Em casa, ele examina o ambiente com ares de superioridade. E para que se sinta no próprio lar, deixo-o à vontade na cozinha. Ele anda para cá e para lá e se encolhe num canto.
"-Ihh, não gostou..."
Após esta pequena escala, levo-o pela Linha Verde. Não, ele não foi tomar o Force One em Confins.
Barack Obama foi para Lagoa Santa, viver numa bela casa.
Seu primeiro contato foi de reconhecimento: andou, correu, cheirou, fez xixi.
Barack Obama se apossou da Casa Branca!
Escolheu logo o quarto de casal, gostou especialmente do tapete de pelinhos
Obama é o filhote de gato persa, olhos infinitamente azuis, pelo café com leite, com longes de marrom nas pontas, que dei para meu irmão.
Chegou na minha casa com o nome de Gordon, virou Barack Obama, mas corre o risco de terminar Rafinha ou Neguinho, dependendo do humor do meu irmão.
Ô gente sem imaginação, nem para entender que um gato persa tem que se chamar no mínimo, Ciro I, Dario, Xerxes, Ayatolá, Mahmoud Ahmadinejad, ou para estar na moda, afinal tudo é rei e imperador, Barack Obama!





