Bem, estive uns dias fora, sem acesso à internet, porque não tenho notebook e o ciber café do Congresso de Comunicação Pública estava mais concorrido que início de big brother.
Pois é, participei, com mais dois colegas, de um evento em São Paulo sobre comunicação pública. Médio. Muita abobrinha, muita gente falando sem saber do quê e umas cinco palestras muito boas.
Mas eu tenho uma irresistível tendência à positividade. Até o ruim serve para eu tirar alguma lição, nem que seja, "não venho mais nesses encontros", o que não foi o caso.
É sempre interessante ouvir cases e causos dos palestrantes, como os do Manuel Chaparro, que brindou os participantes com a singela história de sua vida.
Bom mesmo é São Paulo do lado rico. De um hotel ao lado da Oscar Freire. Indo a pé para o Centro de Convenções Rebouças e para a Paulista.
Fizemos o programa básico, no intervalo do almoço: visitar as lojas da Oscar Freire, Lorena e Haddock Lobo; e ver uma exposição sobre objetos arqueológicos do Cristianismo, no Masp e dar uma conferida rapidíssima no acervo modernista do museu. Muito boas as duas expedições.
Mas as visitas às lojas, ah, isso é um deslumbre, principalmente para alguém consumista como eu.
É um verdadeiro passeio turístico entrar na Louis Vuitton, Dior, Ferragamo, Armani, Carmim, Diesel, Miss Sixty, só para ver os objetos carésimos e inacessíveis.
E à noite bares, restaurantes ou uma caminhada pelas ruas próximas ao hotel, tranquilas e chiques.
E depois, no fim de semana, já sem o lado rico da cidade, ver um show de jazz no shopping Villa Lobos, de graça; e no dia seguinte outro, mas de bossa nova, no Memorial das Américas, também de graça.
São Paulo é ótima cidade para quem tem dinheiro, mas se você procurar vai encontrar ótimos programas para os quase sem dinheiro também.
Falo depois sobre o congresso.
domingo, 31 de agosto de 2008
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Não há mais esperança
Enquanto a corrupção estava restrita à esfera política, ainda havia um fio de esperança, afinal desde o Brasil colônia as relações perigosas de políticos eram conhecidas.
Nós já estávamos acostumados. A surpresa era quando não acontecia nenhum escândalo de mês em mês com nossos digníssimos representantes.
A corrupção no Judiciário também não é novidade. Já vimos Lalaus e outros passando pelo noticiário com certa freqüência.
No esporte já nem ligávamos mais, tal o tempo que Eurico Miranda passeia pela mídia. E depois veio a máfia dos juízes, roubando resultados e outras gracinhas mais.
Mas a corrupção chegou à universidade, último baluarte das lutas pela moralidade, pela liberdade, pela justiça.
O que fazer quando os reitores começam a roubar o dinheiro que deveria ser dos alunos, dos professores, das pesquisas, dos instrumentos, dos livros em bibliotecas?
Primeiro foi o reitor da UNB e agora o da Federal de São Paulo, a Unifesp. Os dois metiam a mão no dinheiro alheio para singelos gastos pessoais: um banheiro hollywoodiano ou uma lixeira de 400 reais para o primeiro. O outro para fazer um tour de vinhos e queijos em Portugal.
Não há mais esperanças no Brasil.
O jeito é fechar tudo.
E que o último apague a luz!
Nós já estávamos acostumados. A surpresa era quando não acontecia nenhum escândalo de mês em mês com nossos digníssimos representantes.
A corrupção no Judiciário também não é novidade. Já vimos Lalaus e outros passando pelo noticiário com certa freqüência.
No esporte já nem ligávamos mais, tal o tempo que Eurico Miranda passeia pela mídia. E depois veio a máfia dos juízes, roubando resultados e outras gracinhas mais.
Mas a corrupção chegou à universidade, último baluarte das lutas pela moralidade, pela liberdade, pela justiça.
O que fazer quando os reitores começam a roubar o dinheiro que deveria ser dos alunos, dos professores, das pesquisas, dos instrumentos, dos livros em bibliotecas?
Primeiro foi o reitor da UNB e agora o da Federal de São Paulo, a Unifesp. Os dois metiam a mão no dinheiro alheio para singelos gastos pessoais: um banheiro hollywoodiano ou uma lixeira de 400 reais para o primeiro. O outro para fazer um tour de vinhos e queijos em Portugal.
Não há mais esperanças no Brasil.
O jeito é fechar tudo.
E que o último apague a luz!
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
O ouro escorre pelas mãos
Não sou fanática por torneios, olimpíadas, pans e outras disputas esportivas, como minha coleguinha Ana Paula Pedrosa.
Vejo um joguinho aqui, outro ali, no máximo futebol e vôlei.
Mas ver a seleção feminina de futebol perder foi duro.
Sem o ufanismo que cerca o time masculino, e, mais importante, longe da transmissão do Galvão, o time de Marta, Formiga, Cristiane, Fabiana merecia ganhar a medalha.
Mesmo tendo jogado de uma forma meio desordenada, meio que no "vale tudo", as meninas jogaram com muita garra, com muita fome de gol.
Talvez tenham pecado aí: a fome de gol era tanta, que o cuidado com a finalização ficou em segundo plano.
Mas o que dá raiva é ouvir os comentários: "a prata tá ótimo"!
Ótimo nada! Precisa de preparo psicólogico para estes atletas brasileiros. Ou então mudar a cor da camisa, banir aquele "amarelão".
Ouço agora uma entrevista da Marta, dizendo que não sabe o que aconteceu, que o time ficou estressado. E tem uma outra ali, que acho que é a Fabiana, dizendo a mesma coisa: não sabe o que aconteceu.
Eu sei: amarelo, amarelo!
Vejo um joguinho aqui, outro ali, no máximo futebol e vôlei.
Mas ver a seleção feminina de futebol perder foi duro.
Sem o ufanismo que cerca o time masculino, e, mais importante, longe da transmissão do Galvão, o time de Marta, Formiga, Cristiane, Fabiana merecia ganhar a medalha.
Mesmo tendo jogado de uma forma meio desordenada, meio que no "vale tudo", as meninas jogaram com muita garra, com muita fome de gol.
Talvez tenham pecado aí: a fome de gol era tanta, que o cuidado com a finalização ficou em segundo plano.
Mas o que dá raiva é ouvir os comentários: "a prata tá ótimo"!
Ótimo nada! Precisa de preparo psicólogico para estes atletas brasileiros. Ou então mudar a cor da camisa, banir aquele "amarelão".
Ouço agora uma entrevista da Marta, dizendo que não sabe o que aconteceu, que o time ficou estressado. E tem uma outra ali, que acho que é a Fabiana, dizendo a mesma coisa: não sabe o que aconteceu.
Eu sei: amarelo, amarelo!
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
De MMX, mineroduto e web
A MMX pode ter muito dinheiro para investir na compra da opinião pública. Ou das comunidades por onde vai passar seu mineroduto.
E é o que está fazendo, pois uma de suas estratégias empresariais, na região de Conceição do Mato Dentro, Serro, Alvorada foi reunir a comunidade para "discutir" o projeto.
Claro que a discussão foi comandada por gente expert em mobilização comunitária. A empresa do Eike Batista, o homem mais rico do Brasil, que está com uns probleminhas lá no Amapá, contratou uma empresa para convencer os moradores da Serra do Espinhaço de que a mineração por lá vai ser um negócio da China.
Aliás, negócio da China mesmo, já que o minério de ferro vai mesmo para aquele país. Aliás de novo, a MMX, projeto Minas Rio, nem é mais do Eike, mas da Anglo American.
O filho do Eliezer Batista - que na década de 70 foi o homem forte da mineração no Brasil, à frente da Vale do Rio Doce, que era uma empresa pública, portanto, uma casa de mãe Joana, onde todo mundo metia a mão -, virou mesmo foi um megaespeculador. Montou uma empresa, conseguiu atravessar a burocracia, graças aos contatos nos altos escalões, e já passou a bola, faturando U$ 5 milhões.
Mas por que voltei a este assunto sem mais nem menos?
É que em março fiz uma postagem sobre isso e agora ela recebeu um comentário.
Um advogado deixou hoje um comentário, informando que está numa causa de uma pessoa que resiste bravamente às investidas da MMX.
Assim como uns índios tomaram um caminhão da empresa recentemente, no primeiro imbróglio público da dona poderosa, a senhora lá do Espinhaço disse que não sai.
Deve ter cantado para os asseclas da MMX: "daqui num saio, daqui ninguém me tira".
A corajosa senhora deve ser parte dos 20% que se recusam a fazer o acordo com a MMX, de permitir o mineroduto em suas terras. Mas há outra família que também me contatou.
O advogado Hugo bem que podia deixar uma forma de contato comigo, para me manter atualizada sobre o andamento da ação. No alto do meu blog há o meu endereço eletrônico.
Preciso conhecer os detalhes da resistência!
E é o que está fazendo, pois uma de suas estratégias empresariais, na região de Conceição do Mato Dentro, Serro, Alvorada foi reunir a comunidade para "discutir" o projeto.
Claro que a discussão foi comandada por gente expert em mobilização comunitária. A empresa do Eike Batista, o homem mais rico do Brasil, que está com uns probleminhas lá no Amapá, contratou uma empresa para convencer os moradores da Serra do Espinhaço de que a mineração por lá vai ser um negócio da China.
Aliás, negócio da China mesmo, já que o minério de ferro vai mesmo para aquele país. Aliás de novo, a MMX, projeto Minas Rio, nem é mais do Eike, mas da Anglo American.
O filho do Eliezer Batista - que na década de 70 foi o homem forte da mineração no Brasil, à frente da Vale do Rio Doce, que era uma empresa pública, portanto, uma casa de mãe Joana, onde todo mundo metia a mão -, virou mesmo foi um megaespeculador. Montou uma empresa, conseguiu atravessar a burocracia, graças aos contatos nos altos escalões, e já passou a bola, faturando U$ 5 milhões.
Mas por que voltei a este assunto sem mais nem menos?
É que em março fiz uma postagem sobre isso e agora ela recebeu um comentário.
Um advogado deixou hoje um comentário, informando que está numa causa de uma pessoa que resiste bravamente às investidas da MMX.
Assim como uns índios tomaram um caminhão da empresa recentemente, no primeiro imbróglio público da dona poderosa, a senhora lá do Espinhaço disse que não sai.
Deve ter cantado para os asseclas da MMX: "daqui num saio, daqui ninguém me tira".
A corajosa senhora deve ser parte dos 20% que se recusam a fazer o acordo com a MMX, de permitir o mineroduto em suas terras. Mas há outra família que também me contatou.
O advogado Hugo bem que podia deixar uma forma de contato comigo, para me manter atualizada sobre o andamento da ação. No alto do meu blog há o meu endereço eletrônico.
Preciso conhecer os detalhes da resistência!
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Marciana Elvira, enfim a certidão!
Quando estava nos últimos períodos do curso de história, optei por fazer licenciatura, quando a maioria da classe foi fazer bacharelado, era mais chique do que ser professor. Formada, acabei não sendo nem uma coisa nem outra, porque já era jornalista, minha verdadeira vocação.
Mas a escolha contrária ao bacharelado acho que já era uma premonição: ô coisa difícil esta de pesquisador!
Mais de um mês depois que comecei a buscar a certidão de nascimento do meu pai, no cartório de Entre Rios de Minas, eis, finalmente, que ela aparece.
E se não fosse a ajudazinha do cartório de Passa Tempo, ainda estaria vasculhando todos os cartórios da região de Entre Rios: São Brás do Suaçui, Lafaiete, Congonhas, Desterro, Jeceaba, Camapuã, Bituri (os dois últimos são distritos de Entre Rios e Jeceaba, respectivamente).
Mas desde o início eu sabia que estava em Entre Rios, porque a certidão dos irmãos do meu pai era de lá. Mas o rapaz do cartório não achava de jeito nenhum, mesmo com todos os dados, como data de nascimento e filiação, e muito empenho dele, segundo suas palavras ("eu não desisto fácil", repetia em todas nossas conversas. Imagina eu, pensava comigo.)
Aí tive a idéia de pedir no cartório onde meu pai casou, em Passa Tempo, alguma informação.
Foi para lá que ele, aos 21 anos, como já disse aqui antes, foi dar com os costados, cumprindo a inexorável herança do sangue lusitano de "singrar mares nunca dantes navegados".
Um dia depois do meu contado com o cartório de Passa Tempo, minha conterrânea Rosane me passa os dados da certidão de nascimento do meu pai: era só o que eu precisava: número do livro, folha e registro.
Pois agora a certidão já está sendo copiada lá em Entre Rios, aleluia!
Quando chego em casa pouco mais de três horas após a conversa no cartório de Entre Rios, aparece a primeira dificuldade: me ligam para dizer que não estão conseguindo ler o nome da avó do meu pai, minha bisavó, portanto.
- "Está muito apagado e a letra miúda, tem dois nomes, Marciana da Rocha, mas há alguma outra coisa, será Maria?", pergunta a moça de Entre Rios.
Ai meu Deus, me pegaram!
- "Não sei", começo a responder e me dá um estalo.
- "Espera aí, deve ser Elvira, é, é Elvira. A avó do meu pai se chamava Elvira, meu pai falava sempre disso, tanto que prestou uma homenagem a ela, colocando o mesmo nome em sua quinta filha". E fui lembrando da minha irmã Elvira, lá em São Paulo, sem saber da epopéia de seu nome.
- "Ah, agora parece mesmo isso, é Elvira mesmo, Marciana Elvira".
- "Não, é Elvira primeiro, nem sabia que tinha este Marciana".
- "É, mas tenho de copiar do jeito que está no original, não posso mudar, é Marciana primeiro".
Gente, e eu nem sabia que a Elvira era Marciana!
Ah, a força do gene!
Mas a escolha contrária ao bacharelado acho que já era uma premonição: ô coisa difícil esta de pesquisador!
Mais de um mês depois que comecei a buscar a certidão de nascimento do meu pai, no cartório de Entre Rios de Minas, eis, finalmente, que ela aparece.
E se não fosse a ajudazinha do cartório de Passa Tempo, ainda estaria vasculhando todos os cartórios da região de Entre Rios: São Brás do Suaçui, Lafaiete, Congonhas, Desterro, Jeceaba, Camapuã, Bituri (os dois últimos são distritos de Entre Rios e Jeceaba, respectivamente).
Mas desde o início eu sabia que estava em Entre Rios, porque a certidão dos irmãos do meu pai era de lá. Mas o rapaz do cartório não achava de jeito nenhum, mesmo com todos os dados, como data de nascimento e filiação, e muito empenho dele, segundo suas palavras ("eu não desisto fácil", repetia em todas nossas conversas. Imagina eu, pensava comigo.)
Aí tive a idéia de pedir no cartório onde meu pai casou, em Passa Tempo, alguma informação.
Foi para lá que ele, aos 21 anos, como já disse aqui antes, foi dar com os costados, cumprindo a inexorável herança do sangue lusitano de "singrar mares nunca dantes navegados".
Um dia depois do meu contado com o cartório de Passa Tempo, minha conterrânea Rosane me passa os dados da certidão de nascimento do meu pai: era só o que eu precisava: número do livro, folha e registro.
Pois agora a certidão já está sendo copiada lá em Entre Rios, aleluia!
Quando chego em casa pouco mais de três horas após a conversa no cartório de Entre Rios, aparece a primeira dificuldade: me ligam para dizer que não estão conseguindo ler o nome da avó do meu pai, minha bisavó, portanto.
- "Está muito apagado e a letra miúda, tem dois nomes, Marciana da Rocha, mas há alguma outra coisa, será Maria?", pergunta a moça de Entre Rios.
Ai meu Deus, me pegaram!
- "Não sei", começo a responder e me dá um estalo.
- "Espera aí, deve ser Elvira, é, é Elvira. A avó do meu pai se chamava Elvira, meu pai falava sempre disso, tanto que prestou uma homenagem a ela, colocando o mesmo nome em sua quinta filha". E fui lembrando da minha irmã Elvira, lá em São Paulo, sem saber da epopéia de seu nome.
- "Ah, agora parece mesmo isso, é Elvira mesmo, Marciana Elvira".
- "Não, é Elvira primeiro, nem sabia que tinha este Marciana".
- "É, mas tenho de copiar do jeito que está no original, não posso mudar, é Marciana primeiro".
Gente, e eu nem sabia que a Elvira era Marciana!
Ah, a força do gene!
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Portugal troca lâmpadas para economizar energia
Sem incomodar muito com estes programas de horário de verão - que eu pessoalmente adoro, porque me dá a sensação de que tenho mais tempo para ficar à-toa-, mas que muita gente não gosta, o governo português adota medidas mais singelas para economizar energia.
Recebo pela newsletter Portal do Cidadão, que eu assino, desde que resolvi me tornar portugesa, a notícia de que o governo vai implantar, em setembro, o "vale de lâmpadas econômicas".
Olha que mimo, junto com a fatura de setembro, o consumidor receberá um vale para trocar por lâmpadas de alta eficiência. Serão distribuídas 3 milhões de lâmpadas, no total, entre as famílias portuguesas, cinco para cada uma. E a preferência, claro, é para as famílias mais carentes, cerca de 600 mil naquele país.
O programa pretende abranger 13% das habitações portuguesas.
Mais interessante: a economia é de 30% no valor das contas do consumidor.
Mais interessante ainda: a medida é o cumprimento do compromisso assumido pelo país, com a Comunidade Européia de eficiência energética, " visto que Portugal terá que reduzir o consumo em 20%, até 2020. Calcula-se, igualmente, que a iniciativa resulte na poupança de dez a 12 milhões de euros em custos com electricidade e licenças de emissões de CO2".
Ai que inveja!
Aqui precisamos do Apagão para tomar medidas como desligar freezers, ferro elétrico, chuveiros, trocar lâmpadas, todas individuais, para economizar energia.
Recebo pela newsletter Portal do Cidadão, que eu assino, desde que resolvi me tornar portugesa, a notícia de que o governo vai implantar, em setembro, o "vale de lâmpadas econômicas".
Olha que mimo, junto com a fatura de setembro, o consumidor receberá um vale para trocar por lâmpadas de alta eficiência. Serão distribuídas 3 milhões de lâmpadas, no total, entre as famílias portuguesas, cinco para cada uma. E a preferência, claro, é para as famílias mais carentes, cerca de 600 mil naquele país.
O programa pretende abranger 13% das habitações portuguesas.
Mais interessante: a economia é de 30% no valor das contas do consumidor.
Mais interessante ainda: a medida é o cumprimento do compromisso assumido pelo país, com a Comunidade Européia de eficiência energética, " visto que Portugal terá que reduzir o consumo em 20%, até 2020. Calcula-se, igualmente, que a iniciativa resulte na poupança de dez a 12 milhões de euros em custos com electricidade e licenças de emissões de CO2".
Ai que inveja!
Aqui precisamos do Apagão para tomar medidas como desligar freezers, ferro elétrico, chuveiros, trocar lâmpadas, todas individuais, para economizar energia.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Os "modelos" do handebol
Fico assistindo ao jogo de handebol do Brasil e Croácia e fico fula da vida. O Brasil toma aquela lavada.
Aí um colega me diz hoje: "ah, mas o Brasil nunca foi muito bom neste esporte".
Como não, se quatro jogadores dessa seleção jogam na Europa?
Aí lembro de ter folheado uma revista dessas de consultório ou salão de beleza, que pode ser a Caras, Contigo, Nova, ou sei lá qual, que trouxe três jogadores dessa seleção, estampados em página inteira, com os torsos nus.
Uns deuses! Aqueles corpor lindos, durinhos, magrinhos, lustrosos. E umas caras lindas também.
Pensei naquele dia que vi os Adônis: "também nem precisa jogar, com esta figura toda, para quê handebol?"
Mas ontem, durante o jogo, fiquei furiosa de eles não chegarem nem perto dos meninos da Croácia. Tudo bem, que a Croácia é a bicampeã olímpica.
E pensei: "que pernas de pau"!
Aliás, perna de pau é para jogador de futebol, handebol deve ser braços, mãos de pau, né mesmo?
E pensei também: "vocês estão na profissão errada meninos. Sigam a carreira de modelo e vão enfeitar as passarelas mundo afora".
Aí um colega me diz hoje: "ah, mas o Brasil nunca foi muito bom neste esporte".
Como não, se quatro jogadores dessa seleção jogam na Europa?
Aí lembro de ter folheado uma revista dessas de consultório ou salão de beleza, que pode ser a Caras, Contigo, Nova, ou sei lá qual, que trouxe três jogadores dessa seleção, estampados em página inteira, com os torsos nus.
Uns deuses! Aqueles corpor lindos, durinhos, magrinhos, lustrosos. E umas caras lindas também.
Pensei naquele dia que vi os Adônis: "também nem precisa jogar, com esta figura toda, para quê handebol?"
Mas ontem, durante o jogo, fiquei furiosa de eles não chegarem nem perto dos meninos da Croácia. Tudo bem, que a Croácia é a bicampeã olímpica.
E pensei: "que pernas de pau"!
Aliás, perna de pau é para jogador de futebol, handebol deve ser braços, mãos de pau, né mesmo?
E pensei também: "vocês estão na profissão errada meninos. Sigam a carreira de modelo e vão enfeitar as passarelas mundo afora".
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
O serviço que a internet presta
Em fevereiro fiz esta postagem abaixo e agora, seis meses depois, o assunto voltou a render. Uma moça chamada Maria Antônia acessou meu blog, com certeza pela pesquisa do Google e fez uns comentários naquela postagem.
Aí recebo em meu e-mail os comentários dela, só assim pude ver o que ela escreveu. Se não fosse assim, nem saberia que uma postagem antiga havia sido acessada e recebido comentários, já que não volto em postagens antigas.
Aconteceu isto recentemente com um texto sobre a PNX que fiz no ano passado e que recebeu um comentário este mês. É a pesquisa via Google fazendo efeito.
Fiquei preocupada com os comentários da Maria Antônia e resolvi republicar tudo, inclusive com os comentários.
Concordo com ela de que a gente nem se presta a denunciar o caso a um órgão competente, limitando-se apenas a denunciar via listas, blogs, artigos de internet.
Contudo, lembro à Maria Antonia que uma denúncia desse porte necessitaria de uma comprovação: por exemplo, alguém que tenha feito a inscrição e não teve retorno.
No post coloquei o endereço do Fórum PCI para que as pessoas pudessem ver o tipo de comentário que estava acontecendo naquela lista sobre o tal concurso.
Como ela disse que a prova foi marcada para dia 25, acho que devemos aguardar e ver o desempenho da tal entidade promotora do concurso.
E como o cara com quem ela falou pelo telefone ameaçou processar quem estava denunciando, espero que o Léo segure o projeto dos crimes virtuais, junto com o Portugal, para eu escapar dessa. Não sei como o homem do concurso faria com as duas dúzias de comentários no Fórum PCI
Veja parte da postagem abaixo (texto completo no link) e os comentários, incluindo os da Maria Antônia, que eu creio ser uma moradora de São Paulo.
Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008
Concurso por internet é golpe
E como o assunto do dia são os concursos, descobrimos um novo golpe, ligado aos próprios.Há na internet, o anúncio de um concurso de alguém chamado Instituto Brasileiro de Concursos e Provas, com salário inicial de R$ 8 mil, com vagas para uma carreira chamada Gestor de Saúde Pleno. Segundo o anúncio, o cargo é para o pólo Sudeste com vagas para Minas, São Paulo, Rio. http://www.ibcpconcursos.com.br/index.cfm?FuseAction=dsp.concursos_det&ID=18
Engraçado que, apesar de ser gestor de saúde, não há exigência para formação nessa área.Engraçado, de novo, é que a prova é pela internet, na primeira etapa. Para saber sobre o concurso, antes de pagar, visite o fórum, este sim, sério, do PCI Concursos:(http://www.forumpci.com.br/topico/4323235 )
Postado por ADRIANA às 08:31
22:08
Maria Antônia disse...
Esta postagem foi removida pelo autor.
12:03
Maria Antônia disse...
Esta postagem foi removida pelo autor.
18:15
Maria Antônia disse...
olá, gente. Vou relatar a minha história com este concurso tão maravilhoso, que teve apenas 60 inscritos até agora para as 5 vagas de 10 mil reais, as quais eu ainda estou concorrendo.Antes de me inscrever tambem procurei saber mais sobre este concurso, pelos mesmos motivos que vocês: salário muito alto, uma associação filantrópica desconhecida que paga aos turros (10mil de salário, recebendo caridade é que não é), e um site tosco com informações mais do que elementares sobre água, poluição e doenças.Na ocasião, liguei para a tal ANABIM para o telefone que aparecia no site, já configurando em minha mente fértil que, caso fosse um golpe, obviamente o IBCP e a ANABIM estariam ligados à mesma quadrilha. Esse número não atendia no começo, daí resolvi ligar para o IBCP mesmo. Após conversar com a secretária de lá, fiquei convencida de que era um concurso legalmente ok em função de ser registrado em cartório (me certifiquei na internet disso) e isso acabou me convencendo a prosseguir na inscrição. Conclui então que tudo foi fruto da minha imaginação. Hoje, após começar a investir em estudos para alcançar uma das 5 clamadas vagas voltei a ter dúvida e medo de estudar em vão. Isso me motivou a fazer uma rápida pesquisa no google, onde encontrei 2 links que me fizeram estremecer, afirmando sobre a fraude (um blog, o outro é uma lista de discussão de estudantes da área ambiental). http://br.groups.yahoo.com/group/gestaoambientaleach/message/4376http://ondepublicar.blogspot.com/2008/02/concurso-por-internet-golpe.htmlImediatamente liguei para o IBCP e pedi pra falar com o responsável pelo concurso (um tal de Dr. Carlos Gomes) na esperança de ao menos ter minha taxa de inscrição devolvida. Ele me atendeu e eu me senti falando com um político de Brasília, pronto para uma defesa fria e rígida. Falei calmamente que eu queria a devolução da taxa porque se tratava de uma fraude já descoberta e divulgada na internet. Ele queria que eu mandasse por email os links que falam que o concurso é uma fraude para que ele "puna" os infratores que divulgaram essa "inverdade". Logicamente, para início de conversa, taxas nunca são ou serão devolvidas neste mundo, conforme o edital do mesmo concurso proclama. Em seguida eu pensei que na verdade, em se tratando de fraude, o "buraco é muito mais em baixo", pois ao me devolver ele poderia estar admitindo o crime. A partir de então eu pensei em algumas estratégias para descobrir se é ou não é golpe, e as únicas que me ocorreram foram perguntar onde fica o escritório da ANABIM no RJ e saber se o concurso se tratava de um cadastro de reserva como um todo, sem convocar obrigatoriamente nem os 5 primeiros para as 5 vagas de gestor ambiental prometidas no mesmo estado. A minha primeira resposta não foi muito clara, fui informada apenas que a "sede administrativa" da ANABIM no RJ se localiza na Avenida Brasil, e que está para ser inaugurada uma nova sede na praia de Botafogo. Pedi por telefone e lembrei por email de me mandarem os endereços de ambas as sedes, estou no aguardo.Já a resposta da minha segunda pergunta foi bem direta e sem dúvidas: Dr. Carlos Gomes afirmou que serão sim chamados os 5 primeiros colocados classificados e que cumprirem todas as exigências do edital. Quanto ao andamento do concurso, recebi hoje um email confirmando minha inscrição e marcando a prova "online" para meio-dia do dia 25. Não sei se sou muito ingênua ou descrédula, mas não consegui ainda acreditar que é um golpe, nem que não é um golpe. Se eu pensar pelo lado de que o site é tosco demais para uma associação filantrópica que paga 10 mil aos seus funcionários, realmente...mas também, não há provas concretas de que seja um golpe, apenas suposições escritas num blog e lista de discussão, baseadas neste site tosco, na prova ser online (já ouvi falar em concursos online, não sei se isso caracteriza a fraude) e no sucesso de golpes que é uma realidade em nosso país.Minha última esperança é fazer uma pesquisa bibliográfica dos primeiros colocados nos outros concursos do IBCP (médico na prefeitura de Barretos) e descobrir se eles foram mesmo chamados. Eu espero mesmo que não seja um golpe, caso contrário...que decepção!!!!!!!!!!!Caso alguém tenha alguma informação nova, por favor entre em contato comigo.Obrigada.obs. removi meus comentários anteriores porque neles não consegui me expressar tão bem em função de pressa.
18:26
Maria Antônia disse...
Só mais uma reflexão...não sei se estamos deixando escapar a real questão que está em jogo. Olha a que ponto chegamos: estamos divulgando para nossos amigos e parentes que um site está aplicando golpes abrindo concursos públicos, prometendo salários exorbitantes, para que ninguém caia no mesmo, com a finalidade de impedir que nossos entes queridos percam os R$120,00 de taxa de inscrição. Não há algo errado? Gente, essa fraude que está acontecendo é um CRIME, merece no mínimo AVERIGUAÇÃO, e para isso deve haver uma DENÚNCIA. A que ponto a falta de credibilidade na polícia e nas autoridades competentes chegou...nem sequer cogitamos a hipótese de ir até eles...Fico entristecida com essa realidade do nosso país...Mas eu vou me informar e ver o que é possível se fazer para levantar ao menos a suspeita para investigação.Ah, mais uma informação, creio que seja algo concreto agora: eu chequei os registros de ambos os sites: o IBCP tem endereço que bate com o do site, mas a ANABIM...vejam só:Registrant ID:9542d5a54f3Registrant Name:KLEITON BARONERegistrant Organization:Associacao Nacional de Biociencias e Meio Ambiente - ANABIMRegistrant Street1:Av. Itaberaba, 1234Registrant Street2:Registrant Street3:Registrant City:Sao pauloRegistrant State/Province:Registrant Postal Code:02734970Registrant Country:BRRegistrant Phone:+55.34587474Registrant Phone Ext.:Registrant FAX:Registrant FAX Ext.:Registrant Email:bernasanti@bol.com.br(obs. esse Kleiton Barone simplesmente não existe no google, nem esse email)Verifiquei na telelistas.net e o endereço que consta nesse registro, ele está no nome de: Márcia Aparecida Novaes Av Itaberaba, 1234Sao Paulo - SPTel: (11) 3998-8681 os dados de endereço que estão no site são:www.anabim.org - anabim@anabim.org - fone: 55.11.3284.3395Unidade Administrativa São Paulo: Rua Conselheiro Crispiniano, 69 - cj.74 Centro - Cep 01037-001 Ou seja, NADA BATE!
23:20
Aí recebo em meu e-mail os comentários dela, só assim pude ver o que ela escreveu. Se não fosse assim, nem saberia que uma postagem antiga havia sido acessada e recebido comentários, já que não volto em postagens antigas.
Aconteceu isto recentemente com um texto sobre a PNX que fiz no ano passado e que recebeu um comentário este mês. É a pesquisa via Google fazendo efeito.
Fiquei preocupada com os comentários da Maria Antônia e resolvi republicar tudo, inclusive com os comentários.
Concordo com ela de que a gente nem se presta a denunciar o caso a um órgão competente, limitando-se apenas a denunciar via listas, blogs, artigos de internet.
Contudo, lembro à Maria Antonia que uma denúncia desse porte necessitaria de uma comprovação: por exemplo, alguém que tenha feito a inscrição e não teve retorno.
No post coloquei o endereço do Fórum PCI para que as pessoas pudessem ver o tipo de comentário que estava acontecendo naquela lista sobre o tal concurso.
Como ela disse que a prova foi marcada para dia 25, acho que devemos aguardar e ver o desempenho da tal entidade promotora do concurso.
E como o cara com quem ela falou pelo telefone ameaçou processar quem estava denunciando, espero que o Léo segure o projeto dos crimes virtuais, junto com o Portugal, para eu escapar dessa. Não sei como o homem do concurso faria com as duas dúzias de comentários no Fórum PCI
Veja parte da postagem abaixo (texto completo no link) e os comentários, incluindo os da Maria Antônia, que eu creio ser uma moradora de São Paulo.
Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008
Concurso por internet é golpe
E como o assunto do dia são os concursos, descobrimos um novo golpe, ligado aos próprios.Há na internet, o anúncio de um concurso de alguém chamado Instituto Brasileiro de Concursos e Provas, com salário inicial de R$ 8 mil, com vagas para uma carreira chamada Gestor de Saúde Pleno. Segundo o anúncio, o cargo é para o pólo Sudeste com vagas para Minas, São Paulo, Rio. http://www.ibcpconcursos.com.br/index.cfm?FuseAction=dsp.concursos_det&ID=18
Engraçado que, apesar de ser gestor de saúde, não há exigência para formação nessa área.Engraçado, de novo, é que a prova é pela internet, na primeira etapa. Para saber sobre o concurso, antes de pagar, visite o fórum, este sim, sério, do PCI Concursos:(http://www.forumpci.com.br/topico/4323235 )
Postado por ADRIANA às 08:31
22:08
Maria Antônia disse...
Esta postagem foi removida pelo autor.
12:03
Maria Antônia disse...
Esta postagem foi removida pelo autor.
18:15
Maria Antônia disse...
olá, gente. Vou relatar a minha história com este concurso tão maravilhoso, que teve apenas 60 inscritos até agora para as 5 vagas de 10 mil reais, as quais eu ainda estou concorrendo.Antes de me inscrever tambem procurei saber mais sobre este concurso, pelos mesmos motivos que vocês: salário muito alto, uma associação filantrópica desconhecida que paga aos turros (10mil de salário, recebendo caridade é que não é), e um site tosco com informações mais do que elementares sobre água, poluição e doenças.Na ocasião, liguei para a tal ANABIM para o telefone que aparecia no site, já configurando em minha mente fértil que, caso fosse um golpe, obviamente o IBCP e a ANABIM estariam ligados à mesma quadrilha. Esse número não atendia no começo, daí resolvi ligar para o IBCP mesmo. Após conversar com a secretária de lá, fiquei convencida de que era um concurso legalmente ok em função de ser registrado em cartório (me certifiquei na internet disso) e isso acabou me convencendo a prosseguir na inscrição. Conclui então que tudo foi fruto da minha imaginação. Hoje, após começar a investir em estudos para alcançar uma das 5 clamadas vagas voltei a ter dúvida e medo de estudar em vão. Isso me motivou a fazer uma rápida pesquisa no google, onde encontrei 2 links que me fizeram estremecer, afirmando sobre a fraude (um blog, o outro é uma lista de discussão de estudantes da área ambiental). http://br.groups.yahoo.com/group/gestaoambientaleach/message/4376http://ondepublicar.blogspot.com/2008/02/concurso-por-internet-golpe.htmlImediatamente liguei para o IBCP e pedi pra falar com o responsável pelo concurso (um tal de Dr. Carlos Gomes) na esperança de ao menos ter minha taxa de inscrição devolvida. Ele me atendeu e eu me senti falando com um político de Brasília, pronto para uma defesa fria e rígida. Falei calmamente que eu queria a devolução da taxa porque se tratava de uma fraude já descoberta e divulgada na internet. Ele queria que eu mandasse por email os links que falam que o concurso é uma fraude para que ele "puna" os infratores que divulgaram essa "inverdade". Logicamente, para início de conversa, taxas nunca são ou serão devolvidas neste mundo, conforme o edital do mesmo concurso proclama. Em seguida eu pensei que na verdade, em se tratando de fraude, o "buraco é muito mais em baixo", pois ao me devolver ele poderia estar admitindo o crime. A partir de então eu pensei em algumas estratégias para descobrir se é ou não é golpe, e as únicas que me ocorreram foram perguntar onde fica o escritório da ANABIM no RJ e saber se o concurso se tratava de um cadastro de reserva como um todo, sem convocar obrigatoriamente nem os 5 primeiros para as 5 vagas de gestor ambiental prometidas no mesmo estado. A minha primeira resposta não foi muito clara, fui informada apenas que a "sede administrativa" da ANABIM no RJ se localiza na Avenida Brasil, e que está para ser inaugurada uma nova sede na praia de Botafogo. Pedi por telefone e lembrei por email de me mandarem os endereços de ambas as sedes, estou no aguardo.Já a resposta da minha segunda pergunta foi bem direta e sem dúvidas: Dr. Carlos Gomes afirmou que serão sim chamados os 5 primeiros colocados classificados e que cumprirem todas as exigências do edital. Quanto ao andamento do concurso, recebi hoje um email confirmando minha inscrição e marcando a prova "online" para meio-dia do dia 25. Não sei se sou muito ingênua ou descrédula, mas não consegui ainda acreditar que é um golpe, nem que não é um golpe. Se eu pensar pelo lado de que o site é tosco demais para uma associação filantrópica que paga 10 mil aos seus funcionários, realmente...mas também, não há provas concretas de que seja um golpe, apenas suposições escritas num blog e lista de discussão, baseadas neste site tosco, na prova ser online (já ouvi falar em concursos online, não sei se isso caracteriza a fraude) e no sucesso de golpes que é uma realidade em nosso país.Minha última esperança é fazer uma pesquisa bibliográfica dos primeiros colocados nos outros concursos do IBCP (médico na prefeitura de Barretos) e descobrir se eles foram mesmo chamados. Eu espero mesmo que não seja um golpe, caso contrário...que decepção!!!!!!!!!!!Caso alguém tenha alguma informação nova, por favor entre em contato comigo.Obrigada.obs. removi meus comentários anteriores porque neles não consegui me expressar tão bem em função de pressa.
18:26
Maria Antônia disse...
Só mais uma reflexão...não sei se estamos deixando escapar a real questão que está em jogo. Olha a que ponto chegamos: estamos divulgando para nossos amigos e parentes que um site está aplicando golpes abrindo concursos públicos, prometendo salários exorbitantes, para que ninguém caia no mesmo, com a finalidade de impedir que nossos entes queridos percam os R$120,00 de taxa de inscrição. Não há algo errado? Gente, essa fraude que está acontecendo é um CRIME, merece no mínimo AVERIGUAÇÃO, e para isso deve haver uma DENÚNCIA. A que ponto a falta de credibilidade na polícia e nas autoridades competentes chegou...nem sequer cogitamos a hipótese de ir até eles...Fico entristecida com essa realidade do nosso país...Mas eu vou me informar e ver o que é possível se fazer para levantar ao menos a suspeita para investigação.Ah, mais uma informação, creio que seja algo concreto agora: eu chequei os registros de ambos os sites: o IBCP tem endereço que bate com o do site, mas a ANABIM...vejam só:Registrant ID:9542d5a54f3Registrant Name:KLEITON BARONERegistrant Organization:Associacao Nacional de Biociencias e Meio Ambiente - ANABIMRegistrant Street1:Av. Itaberaba, 1234Registrant Street2:Registrant Street3:Registrant City:Sao pauloRegistrant State/Province:Registrant Postal Code:02734970Registrant Country:BRRegistrant Phone:+55.34587474Registrant Phone Ext.:Registrant FAX:Registrant FAX Ext.:Registrant Email:bernasanti@bol.com.br(obs. esse Kleiton Barone simplesmente não existe no google, nem esse email)Verifiquei na telelistas.net e o endereço que consta nesse registro, ele está no nome de: Márcia Aparecida Novaes Av Itaberaba, 1234Sao Paulo - SPTel: (11) 3998-8681 os dados de endereço que estão no site são:www.anabim.org - anabim@anabim.org - fone: 55.11.3284.3395Unidade Administrativa São Paulo: Rua Conselheiro Crispiniano, 69 - cj.74 Centro - Cep 01037-001 Ou seja, NADA BATE!
23:20
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
E começa o banho de olimpíada
Pronto. Já tomei meu banho de olimpíada hoje.Vi a transmissão ao vivo, de 9 às 13 horas, com pequenas interrupções para olhar o computador, tomar uma água e tal. Depois revi à tarde, acho que era um compacto, quase completo. À noite revi os melhores momentos no jornal.
Foram momentos magníficos, apesar do festival de besteiras protagonizado pelo Galvão.
Ô home chato sô!
Não conheço uma única pessoa que goste dele (como locutor, claro, já que nem o conhecemos).
Será que a Globo não tem um feedback sobre o desempenho dele junto aos telespectadores?
Que se dane o Pavão, digo, Galvão.
O bom mesmo foi ver a China com aquele colorido, aquela grandiosidade.
Quem tem história, cultura milenar, handicap de significativas invenções, nem precisava ficar imitando os produtos dos outros.
Mas apesar da vocação para a cópia, a abertura das olimpíadas mostrou uma China quase inédita, pelo menos no uso de suas lendas, história, símbolos e tradições.
Já quanto à tecnologia e efeitos não deixou de dar aquele toquinho chinês: "olhem só como nossas imitações são perfeitas". (Aquele astronauta, a menina voando).
Nada, mas nada mesmo, que tirasse o brilho e a magnificência da cerimônia.
Eu é que sou linguaruda mesmo.
Agora, para ver disputas esportivas mesmo, creio que só nos repetecos.
Afinal quem vai levantar de madrugada para ver um joguinho de futebol?
(foto da BBC)
Outras fotos:
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Um assalto em Lisboa
Ai ai ai ai ai.
Alguém está colocando ventilador na minha farofa. Ainda nem comecei a entregar os documentos para a cidadania portuguesa e leio no site da BBC que dois mineiros assaltaram um banco em Lisboa.
Ô meu Deus, não podia ser carioca, paulista?
Justo mineiro?
Já pensou quando lerem minha documentação lá em Portugal: "hum, mineira, será que não é assaltante de banco, heim, heim?"
Pois é, ontem, dois brasileiros assaltaram um banco em Lisboa.
Um era de Coronel Fabriciano e outro de Montes Claros, os dois com vinte e poucos anos.
Os dois foram baleados e um morreu ainda dentro do banco.
Aliás, o caso parece piada de português, já que o banco assaltado nem tinha caixa, era só agência administrativa.
E eu que não tenho nada com isso, posso ser prejudicada pela burrice dos dois meninos.
Onde já se viu, sair de Montes Claros, terra do grande Darci Ribeiro, e ir brincar de bandido em Lisboa?
Será que eles levavam a sério as piadas de português?
Pensando bem, piada mesmo é a busca pela certidão de nascimento do meu pai, no cartório de Entre Rios. Não localizam nem por decreto.
Enquanto isso, já estou com a certidão do meu avô, lá de um lugarzinho chamado Souto, na mão.
Depois falam que português é que é burro!
Alguém está colocando ventilador na minha farofa. Ainda nem comecei a entregar os documentos para a cidadania portuguesa e leio no site da BBC que dois mineiros assaltaram um banco em Lisboa.
Ô meu Deus, não podia ser carioca, paulista?
Justo mineiro?
Já pensou quando lerem minha documentação lá em Portugal: "hum, mineira, será que não é assaltante de banco, heim, heim?"
Pois é, ontem, dois brasileiros assaltaram um banco em Lisboa.
Um era de Coronel Fabriciano e outro de Montes Claros, os dois com vinte e poucos anos.
Os dois foram baleados e um morreu ainda dentro do banco.
Aliás, o caso parece piada de português, já que o banco assaltado nem tinha caixa, era só agência administrativa.
E eu que não tenho nada com isso, posso ser prejudicada pela burrice dos dois meninos.
Onde já se viu, sair de Montes Claros, terra do grande Darci Ribeiro, e ir brincar de bandido em Lisboa?
Será que eles levavam a sério as piadas de português?
Pensando bem, piada mesmo é a busca pela certidão de nascimento do meu pai, no cartório de Entre Rios. Não localizam nem por decreto.
Enquanto isso, já estou com a certidão do meu avô, lá de um lugarzinho chamado Souto, na mão.
Depois falam que português é que é burro!
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
O bebê tinha meningite
Leio numa notinha simples, perdida entre as milhões na internet, que aquele bebê que morreu numa escolinha em São Paulo, estava com meningite virótica.
Ninguém noticiou este detalhe com estardalhaço como fez quando o pequeno Gabriel morreu.
Ninguém fez plantão na porta do hospital Nipo-Brasiliero, que liberou o laudo sobre a meningite ontem, como fez na porta da delegacia no dia em que a dona da escola foi prestar esclarecimentos.
Assim a história se repete, ad infinitun: todos condenaram a escolinha, suas professoras, seus donos, pela morte de Gabriel, que além da meningite, sofria de refluxo.
Já se condenou uma escola outra vez, mas mesmo assim a mídia não aprende.
É correto noticiar o fato, mas é mais ético e profissional dar o mesmo espaço para esta nova informação.
Ela pode significar tudo no esclarecimento daquele triste episódio.
No entando, o que se vê é o completo silêncio, até agora, mesmo porque já entrou algo com "mais ibope" na pauta da mídia.
E o distinto público que se dane, bem como os donos da escolinha.
Continua a prevalecer a máxima de que "a imprensa constrói e destrói mitos".
Isso se chama irresponsabilidade.
Ninguém noticiou este detalhe com estardalhaço como fez quando o pequeno Gabriel morreu.
Ninguém fez plantão na porta do hospital Nipo-Brasiliero, que liberou o laudo sobre a meningite ontem, como fez na porta da delegacia no dia em que a dona da escola foi prestar esclarecimentos.
Assim a história se repete, ad infinitun: todos condenaram a escolinha, suas professoras, seus donos, pela morte de Gabriel, que além da meningite, sofria de refluxo.
Já se condenou uma escola outra vez, mas mesmo assim a mídia não aprende.
É correto noticiar o fato, mas é mais ético e profissional dar o mesmo espaço para esta nova informação.
Ela pode significar tudo no esclarecimento daquele triste episódio.
No entando, o que se vê é o completo silêncio, até agora, mesmo porque já entrou algo com "mais ibope" na pauta da mídia.
E o distinto público que se dane, bem como os donos da escolinha.
Continua a prevalecer a máxima de que "a imprensa constrói e destrói mitos".
Isso se chama irresponsabilidade.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
O Google me mostra ao mundo
Ainda nem obtive meu passaporte português e já estou correndo mundo. Virtualmente, é claro.
É que depois que instalei um contador de visitas do sitemeter posso ver uns relatórios bárbaros.
E um dos itens mostra os acessos feitos por localização.
E num é que descobri que alguém de Roma, Itália, me visitou?
Fiquei vaidosa que só.
E continuei a pesquisa e vi também que alguém de Boca Raton, Flórida, também acessou meu blog.
Gente! Estou ficando internacional!
Mas aí resolvi refinar a pesquisa, clicando num item lá e verifiquei que a pessoa de Roma me acessou por engano. É que procurava "estação paraíso", em São Paulo e caiu numa postagem minha sobre o "paraíso de Ibiúna" onde minha irmã tem um lote cheio de cerejeiras floridas.
É nisso que dá fazer pesquisa muito genérica no Google!
O cara de Miami nem sei como me acessou, ainda não pude olhar. Vai ver que foi engano também, por causa da pesquisa genérica ao Google.
Mas não tem a menor importância. Importa é que a pessoa chegou lá e acabou lendo, nem sei se, já que só escrevo em português. Mas garanto que as pessoas de Santa Catarina, Cuiabá, Alagoas, mesmo que tenham entrado por engano, acabaram lendo. A curiosidade é da natureza humana.
Mas o que quero dizer é que esta pesquisa é fantástica. Além de dar diversas informações, que não só o número de acessos, me permite saber o que é mais acessado, uma previsão de acessos por dia, por semana e por mês. Por exemplo, hoje já tive 22 visitas.
Mas aí alguém pode perguntar para que quero saber tais detalhes.
É que não é todo mundo que acessa o blog que deixa comentários. Muitos lêem sem participar do debate, apesar dessa interação ser um dos meus principais objetivos.
Mas agora com os relatórios do sitemeter fico sabendo que muitas postagens são lidas, e isto é gratificante.
E não é só por uma questão de vaidade, mas sobretudo, pela vontade de que alguns temas cheguem a muita gente, já que a grande imprensa os ignora ou os distorce.
E vou cumprindo o proposto quando criei o Ondepublicar, como superação da ausência de um local onde divulgar ou analisar fatos que normalmente não vemos na imprensa comercial.
É que depois que instalei um contador de visitas do sitemeter posso ver uns relatórios bárbaros.
E um dos itens mostra os acessos feitos por localização.
E num é que descobri que alguém de Roma, Itália, me visitou?
Fiquei vaidosa que só.
E continuei a pesquisa e vi também que alguém de Boca Raton, Flórida, também acessou meu blog.
Gente! Estou ficando internacional!
Mas aí resolvi refinar a pesquisa, clicando num item lá e verifiquei que a pessoa de Roma me acessou por engano. É que procurava "estação paraíso", em São Paulo e caiu numa postagem minha sobre o "paraíso de Ibiúna" onde minha irmã tem um lote cheio de cerejeiras floridas.
É nisso que dá fazer pesquisa muito genérica no Google!
O cara de Miami nem sei como me acessou, ainda não pude olhar. Vai ver que foi engano também, por causa da pesquisa genérica ao Google.
Mas não tem a menor importância. Importa é que a pessoa chegou lá e acabou lendo, nem sei se, já que só escrevo em português. Mas garanto que as pessoas de Santa Catarina, Cuiabá, Alagoas, mesmo que tenham entrado por engano, acabaram lendo. A curiosidade é da natureza humana.
Mas o que quero dizer é que esta pesquisa é fantástica. Além de dar diversas informações, que não só o número de acessos, me permite saber o que é mais acessado, uma previsão de acessos por dia, por semana e por mês. Por exemplo, hoje já tive 22 visitas.
Mas aí alguém pode perguntar para que quero saber tais detalhes.
É que não é todo mundo que acessa o blog que deixa comentários. Muitos lêem sem participar do debate, apesar dessa interação ser um dos meus principais objetivos.
Mas agora com os relatórios do sitemeter fico sabendo que muitas postagens são lidas, e isto é gratificante.
E não é só por uma questão de vaidade, mas sobretudo, pela vontade de que alguns temas cheguem a muita gente, já que a grande imprensa os ignora ou os distorce.
E vou cumprindo o proposto quando criei o Ondepublicar, como superação da ausência de um local onde divulgar ou analisar fatos que normalmente não vemos na imprensa comercial.
domingo, 3 de agosto de 2008
100 anos de coincidências
Vou lendo os documentos de meu avô que me caem às mãos, encaminhados por uma prima por parte de pai e caio o queixo com as coincidências.
A maior por enquanto foi descobrir que este ano - quando pela primeira vez me interessei pela cidadania portuguesa, apesar de já saber da lei de nacionalidade há anos - , vai fazer 100 anos que meu avô desembarcou no Rio de Janeiro, exatamente em 10 de novembro de 1908.
Está lá, numa certidão que me foi entregue, da delegacia de Entre Rios. É que os estrangeiros foram obrigados a se cadastrar nas delegacias de polícia, por força de um Decreto de 1938.
E aos 58 anos, em 1947 ele foi lá cumprir sua obrigação, não sei porque tão depois, 9 anos, talvez porque como tudo no Brasil, o tempo entre o que se pretende e o que se faz é muito elástico.
Então, nesta data, 11 anos antes de morrer ele foi lá e prestou todas as informações, o nome dos filhos menores de idade, o ano que chegou ao Brasil, a data certa e a embarcação que o trouxe. E estava lá, no lugar do nome da embarcação: Mala Real Inglesa.
Achei estranho o nome, porque em pesquisas no sistema de internet do Arquivo Público Mineiro sobre imigrantes, não havia este nome de navio.
Vou à internet pesquisar e descubro que este era o nome de uma companhia de navegação inglesa, e não o nome do navio, que manteve uma linha para a América do Sul por 118 anos.
E me assombro com outra coincidência: os navios partiam de Southampton, Inglaterra, passavam por Portugal e vinham para o Rio de Janeiro. Em Southampton há uma universidade famosa, onde minha irmã Taís fez doutorado, 80 anos depois que meu avô pegou carona num navio saído de lá.
Reproduzo este texto abaixo
"A Royal Mail Steam Packet Company, mais conhecida na América Latina por Mala Real Inglesa, surgiu em 26 de setembro de 1839, no início da era vitoriana, portanto.
O primeiro contrato para transporte de correio marítimo foi assinado pelo Almirantado Britânico em 20 de março de 1840 e, à nova empresa de navegação, foi concedida a responsabilidade de assegurar um serviço quinzenal com saídas de Londres (Inglaterra) às Antilhas, com escalas em Barbados, Granada, Haiti, Cuba e México, contando já com ampla variedade de conexões, ligando outras ilhas e portos da América Central.
O sucesso foi quase imediato e Scot James McQueen, seu fundador, entusiasmado, decidiu criar um serviço idêntico para a América do Sul, com saídas de Southampton (Inglaterra) ao Rio de Janeiro, com escalas em Lisboa (Portugal), Madeira, Cabo Verde (Oceano Atlântico), Recife e Salvador (Brasil)".
Mas as coincidências continuam a aparecer. Volto ao assunto.
A maior por enquanto foi descobrir que este ano - quando pela primeira vez me interessei pela cidadania portuguesa, apesar de já saber da lei de nacionalidade há anos - , vai fazer 100 anos que meu avô desembarcou no Rio de Janeiro, exatamente em 10 de novembro de 1908.
Está lá, numa certidão que me foi entregue, da delegacia de Entre Rios. É que os estrangeiros foram obrigados a se cadastrar nas delegacias de polícia, por força de um Decreto de 1938.
E aos 58 anos, em 1947 ele foi lá cumprir sua obrigação, não sei porque tão depois, 9 anos, talvez porque como tudo no Brasil, o tempo entre o que se pretende e o que se faz é muito elástico.
Então, nesta data, 11 anos antes de morrer ele foi lá e prestou todas as informações, o nome dos filhos menores de idade, o ano que chegou ao Brasil, a data certa e a embarcação que o trouxe. E estava lá, no lugar do nome da embarcação: Mala Real Inglesa.
Achei estranho o nome, porque em pesquisas no sistema de internet do Arquivo Público Mineiro sobre imigrantes, não havia este nome de navio.
Vou à internet pesquisar e descubro que este era o nome de uma companhia de navegação inglesa, e não o nome do navio, que manteve uma linha para a América do Sul por 118 anos.
E me assombro com outra coincidência: os navios partiam de Southampton, Inglaterra, passavam por Portugal e vinham para o Rio de Janeiro. Em Southampton há uma universidade famosa, onde minha irmã Taís fez doutorado, 80 anos depois que meu avô pegou carona num navio saído de lá.
Reproduzo este texto abaixo
"A Royal Mail Steam Packet Company, mais conhecida na América Latina por Mala Real Inglesa, surgiu em 26 de setembro de 1839, no início da era vitoriana, portanto.
O primeiro contrato para transporte de correio marítimo foi assinado pelo Almirantado Britânico em 20 de março de 1840 e, à nova empresa de navegação, foi concedida a responsabilidade de assegurar um serviço quinzenal com saídas de Londres (Inglaterra) às Antilhas, com escalas em Barbados, Granada, Haiti, Cuba e México, contando já com ampla variedade de conexões, ligando outras ilhas e portos da América Central.
O sucesso foi quase imediato e Scot James McQueen, seu fundador, entusiasmado, decidiu criar um serviço idêntico para a América do Sul, com saídas de Southampton (Inglaterra) ao Rio de Janeiro, com escalas em Lisboa (Portugal), Madeira, Cabo Verde (Oceano Atlântico), Recife e Salvador (Brasil)".
Mas as coincidências continuam a aparecer. Volto ao assunto.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Serra da Moeda devastada
Há algum sinal de vida inteligente no planeta.
A Secretaria de Meio Ambiente fez uma blitz na Serra da Moeda para verificar a situação de casa de mãe joana que anda por lá.
E autuou muita gente, sobretudo mineradoras. Foram fiscalizados 25 empreendimentos, sendo oito autuados e cinco suspensos.
A área esquadrinhada compreende os municípios de Congonhas, Belo Vale, Brumadinho, Rio Acima, Itabirito, Itaguara e Itatiaiuçu.
A Serra da Moeda é o xodó dos ambientalistas. Tem paisagens lindas, como o Topo do Mundo, onde acontecem os passeios de parapente e de onde há uma vista sensacional de todo o vale no entorno da serra.
Mas as mineradoras estão se encarregando de acabar com tudo e não é aos pouquinhos não: é descaradamente, ostensivamente.
Recentemente houve uma manifestação que ganhou a mídia nacional, quando mais de duas mil pessoas deram um abraço simbólico em parte da serra.
E há os vigilantes da serra, que fazem denúncias constantemente ao Ministério Público.
E é o MP que vem tomando a frente e provocando a fiscalização pelos órgãos competentes.
Ô gente burra, essa raça de mineradora, que só pensa no imediato, se esquece do futuro, do depois que o minério se esgotar!
A Secretaria de Meio Ambiente fez uma blitz na Serra da Moeda para verificar a situação de casa de mãe joana que anda por lá.
E autuou muita gente, sobretudo mineradoras. Foram fiscalizados 25 empreendimentos, sendo oito autuados e cinco suspensos.
A área esquadrinhada compreende os municípios de Congonhas, Belo Vale, Brumadinho, Rio Acima, Itabirito, Itaguara e Itatiaiuçu.
A Serra da Moeda é o xodó dos ambientalistas. Tem paisagens lindas, como o Topo do Mundo, onde acontecem os passeios de parapente e de onde há uma vista sensacional de todo o vale no entorno da serra.
Mas as mineradoras estão se encarregando de acabar com tudo e não é aos pouquinhos não: é descaradamente, ostensivamente.
Recentemente houve uma manifestação que ganhou a mídia nacional, quando mais de duas mil pessoas deram um abraço simbólico em parte da serra.
E há os vigilantes da serra, que fazem denúncias constantemente ao Ministério Público.
E é o MP que vem tomando a frente e provocando a fiscalização pelos órgãos competentes.
Ô gente burra, essa raça de mineradora, que só pensa no imediato, se esquece do futuro, do depois que o minério se esgotar!
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Quase portuguesa
Acho que foi mais fácil para o Cabral descobrir o Brasil do que eu me tornar portuguesa.
Mas eles têm razão lá com aquela burocracia toda, afinal a imigração na Europa é um dos mais preocupantes problemas dos países ricos.
Há um total descontrole e muitas crises como o desemprego em alguns países são decorrência do alto fluxo imigratório.
Mas nós brasileiros ainda não somos um dos mais freqüentes por lá, apesar de estarmos correndo atrás do prejuízo, com uma invasão ainda discreta da Inglaterra e Espanha. E Portugal, naturalmente.
Começo minha travessia rumo além mar: o vice-cônsul me atendeu, quando eu disse para o moço da triagem que precisava só de informações, já que as fichas da moça da naturalização já haviam se esgotado, mesmo eu tendo chegado na porta do consulado antes das 7 horas.
O senhor me passou uma lista e eu quase desisti: é tanta certidão e tanto carimbo que saí cantando o "plunct, plact, zum, não vai a lugar nenhum", de lá.
Mas eu sou que nem uma mula: quando boto uma idéia na cabeça, quero ver quem tira. E começo a expedição arqueológica em busca da certidão de nascimento de meu pai.
E já descubro peculiaridades da personalidade do meu avô Joaquim, que gostava de ser chamado de "papai do céu", pelos netos: o portuga era muquirana, só registrava os filhos de forma coletiva, porque aí pagava uma vez só.
Na certidão de nascimento de Tia Aracy estão os registros de mais outros cinco filhos, inclusive umas gêmeas que eu nunca tinha ouvido falar, mortas em criança. Está lá na certidão: "as gêmeas fulana e fulana..."
O Joaquim era organizado: anotava tudo numa caderneta: dia, mês e ano de nascimento dos filhos, e também a hora. Só não registrava. E não era por ignorância não, afinal ele era letrado, declarado "artista plástico", em seu registro de imigração. Acho que era por pobreza mesmo.
Meu avô foi de outra leva de imigrantes que não a de camponeses que vieram até 1890, sobretudo italianos. Joaquim Gomes foi da turma de imigrantes que vinha com outras profissões, a maioria industriários (padeiros, sapateiros, alfaiates).
Esses arrumavam empregos na indústria nascente (laticínios e tecelagem, em Minas), ou nas estradas de ferro e depois se assentavam por conta própria, principalmente com padarias e armazéns.
A dificuldade está em acertar o nome dele. Nos documentos do meu pai (não a certdião de nascimento, porque esta ainda estou à cata), consta Joaquim Gomes dos Santos. Não sei de onde saiu o Dos Santos. Na certidão de óbito do meu avô, que já localizei em Jeceaba, consta Joaquim Gomes II. Ô trem complicado!
Mesmo que eu não consiga os tais documentos, terá valido a pena a tentativa, de tão saborosa que está sendo a pesquisa sobre minhas origens.
Mas eles têm razão lá com aquela burocracia toda, afinal a imigração na Europa é um dos mais preocupantes problemas dos países ricos.
Há um total descontrole e muitas crises como o desemprego em alguns países são decorrência do alto fluxo imigratório.
Mas nós brasileiros ainda não somos um dos mais freqüentes por lá, apesar de estarmos correndo atrás do prejuízo, com uma invasão ainda discreta da Inglaterra e Espanha. E Portugal, naturalmente.
Começo minha travessia rumo além mar: o vice-cônsul me atendeu, quando eu disse para o moço da triagem que precisava só de informações, já que as fichas da moça da naturalização já haviam se esgotado, mesmo eu tendo chegado na porta do consulado antes das 7 horas.
O senhor me passou uma lista e eu quase desisti: é tanta certidão e tanto carimbo que saí cantando o "plunct, plact, zum, não vai a lugar nenhum", de lá.
Mas eu sou que nem uma mula: quando boto uma idéia na cabeça, quero ver quem tira. E começo a expedição arqueológica em busca da certidão de nascimento de meu pai.
E já descubro peculiaridades da personalidade do meu avô Joaquim, que gostava de ser chamado de "papai do céu", pelos netos: o portuga era muquirana, só registrava os filhos de forma coletiva, porque aí pagava uma vez só.
Na certidão de nascimento de Tia Aracy estão os registros de mais outros cinco filhos, inclusive umas gêmeas que eu nunca tinha ouvido falar, mortas em criança. Está lá na certidão: "as gêmeas fulana e fulana..."
O Joaquim era organizado: anotava tudo numa caderneta: dia, mês e ano de nascimento dos filhos, e também a hora. Só não registrava. E não era por ignorância não, afinal ele era letrado, declarado "artista plástico", em seu registro de imigração. Acho que era por pobreza mesmo.
Meu avô foi de outra leva de imigrantes que não a de camponeses que vieram até 1890, sobretudo italianos. Joaquim Gomes foi da turma de imigrantes que vinha com outras profissões, a maioria industriários (padeiros, sapateiros, alfaiates).
Esses arrumavam empregos na indústria nascente (laticínios e tecelagem, em Minas), ou nas estradas de ferro e depois se assentavam por conta própria, principalmente com padarias e armazéns.
A dificuldade está em acertar o nome dele. Nos documentos do meu pai (não a certdião de nascimento, porque esta ainda estou à cata), consta Joaquim Gomes dos Santos. Não sei de onde saiu o Dos Santos. Na certidão de óbito do meu avô, que já localizei em Jeceaba, consta Joaquim Gomes II. Ô trem complicado!
Mesmo que eu não consiga os tais documentos, terá valido a pena a tentativa, de tão saborosa que está sendo a pesquisa sobre minhas origens.
sábado, 26 de julho de 2008
As portuguesas III
Meu avô trabalhou colocando trilhos da linha de ferro que ligava o Rio a Minas. Inúmeras cidades do centro-oeste mineiro ganharam um ramal da Central do Brasil na época em que o transporte de passageiros e mercadorias seguia sobre trilhos.
Minha tia disse que ficou triste, quando esteve recentemente em Belo Vale, e viu lá, o muro que seu pai havia construído "com as próprias mãos", todo abandonado. É o patrimônio perdido, lindas e pequenas estações da Central, que se acabam em meio ao mato e ruínas.
E como convinha a um bom português, meu avô montou sua padaria em Jeceaba, e dividia seu tempo entre a Central e as quitandas. Seus filhos mais velhos e a esposa também cuidavam da padaria.
E meu pai, seguindo outro gene herdado do seu pai, foi embora, não para tão longe, mas para uma cidadezinha ali perto, Passa Tempo. E lá fincou raízes: casou, teve filhos, teve sua padaria e minha história começou.
Na sexta-feira passo no consulado às 7h45. E já encontro uma fila enorme. Os primeiros da fila me dizem que estão lá desde as 3 horas da madrugada.
Vou embora. Volto outro dia, mas meu direito de neta portuguesa ninguém tira.
Pego na internet a lei de nacionalidade portuguesa, de 2006, e estudo de cabo a rabo e não encontro nada que fala que perde o direito quem já não tem mais o pai vivo.
Quero ir a Portugal porque tenho certeza de que meu pai iria gostar de saber que estive na terrinha, como ele dizia sempre que se referia a Portugal, imitando o sotoque do pai dele, cheio de esses e de sílabas sincopadas.
Minha tia disse que ficou triste, quando esteve recentemente em Belo Vale, e viu lá, o muro que seu pai havia construído "com as próprias mãos", todo abandonado. É o patrimônio perdido, lindas e pequenas estações da Central, que se acabam em meio ao mato e ruínas.
E como convinha a um bom português, meu avô montou sua padaria em Jeceaba, e dividia seu tempo entre a Central e as quitandas. Seus filhos mais velhos e a esposa também cuidavam da padaria.
E meu pai, seguindo outro gene herdado do seu pai, foi embora, não para tão longe, mas para uma cidadezinha ali perto, Passa Tempo. E lá fincou raízes: casou, teve filhos, teve sua padaria e minha história começou.
Na sexta-feira passo no consulado às 7h45. E já encontro uma fila enorme. Os primeiros da fila me dizem que estão lá desde as 3 horas da madrugada.
Vou embora. Volto outro dia, mas meu direito de neta portuguesa ninguém tira.
Pego na internet a lei de nacionalidade portuguesa, de 2006, e estudo de cabo a rabo e não encontro nada que fala que perde o direito quem já não tem mais o pai vivo.
Quero ir a Portugal porque tenho certeza de que meu pai iria gostar de saber que estive na terrinha, como ele dizia sempre que se referia a Portugal, imitando o sotoque do pai dele, cheio de esses e de sílabas sincopadas.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
As portuguesas II
O consulado é um pequeno espaço e gente se espremendo por todo canto. Com muito custo chega minha vez de pegar uma senha no balcão, onde um homem faz uma triagem. Explico meu caso, ele diz que não tenho direito, porque meu pai já morreu.
Aí falo com ele que encontrei o vice-cônsul num evento que fui cobrir e conversa vai, conversa vem, o vice garantiu que eu tinha direito, só meus filhos é que não. Quando falei vice-cônsul, acho que ele entendeu a linguagem, afinal este jeitinho foram eles, portugueses, que inventaram.
Sai, vai lá dentro e volta com uma ficha para eu ser atendida pela bambambam de nacionalidade deles. Mas a ficha estava muito longe e resolvo voltar outro dia. Pergunto que dia é mais tranquilo.
"Volte na sexta, mais cedo, assim lá pelas 7h, 7h30, que você será uma das primeiras a ser atendida". O consulado funciona só de 8 às 12 horas.
Vou embora pensando no meu avô quando chegou ao Brasil.
Desembarca no porto no Rio de Janeiro e ali mesmo, o serviço de imigração cadastra todo mundo. Como ele veio sozinho, com 19 anos, certamente foi agregado a alguma família que veio completa: pai, mãe e filhos. Ou não, já que não era menor de idade, como muitos imigrantes que vinham nessa condição.
E se o cadastro não era feito ali no porto mesmo era feito em Juiz de Fora, na pensão para onde ia a maioria que vinha trabalhar na estrada de ferro Central do Brasil, que estava em expansão em Minas Gerais. E meu avô veio parar em Jeceaba, chamada antes de João Ribeiro, Serra do Camapuã, ou outra coisa qualquer, que hoje é a cidade de Entre Rios.
Procuro seu rastro no serviço disponibilizado recentemente pela Secretaria da Cultura, na internet, um site do Arquivo Público Mineiro. Fantástico pedaço da nossa história ali, à disposição de todos, por um simples clique.
Vou recolhendo pedaços de lembranças do meu pai falando sobre seu pai: que meu avô veio de uma aldeia na região do Rio Douro, que gostava de ouvir rádio ao cair da tarde, músicas tristes, que falavam de dores, de abandonos, de desgraças. E gostava de ouvir fados, claro. E lembro do meu pai que também ouvia estas músicas, com um de nós, seus filhos menores, ao colo. Dessa época, me vem à lembrança a múscia lamentosa de Amália Rodrigues.
E descubro a origem de um traço constante em nossa família: a melancolia.
A do meu avô era saudade de sua terra. Da mulher que deixou lá, do filho que nem conheceu. De seus pais, tios, vida.
A do meu pai e a nossa é saudade de algo que nem nós sabemos. Que veio impressa em nossos genes.
Por isso eu preciso ir a Portugal, numa aldeia chamada Espinho, no distrito que agora sei tratar-se de Aveiro e ver uma casa que ainda está lá, visitar uma pequena igreja onde meu avô Joaquim foi batizado e ver seu registro, que minhas primas já viram.
Por que o consulado não entende isso?
Aí falo com ele que encontrei o vice-cônsul num evento que fui cobrir e conversa vai, conversa vem, o vice garantiu que eu tinha direito, só meus filhos é que não. Quando falei vice-cônsul, acho que ele entendeu a linguagem, afinal este jeitinho foram eles, portugueses, que inventaram.
Sai, vai lá dentro e volta com uma ficha para eu ser atendida pela bambambam de nacionalidade deles. Mas a ficha estava muito longe e resolvo voltar outro dia. Pergunto que dia é mais tranquilo.
"Volte na sexta, mais cedo, assim lá pelas 7h, 7h30, que você será uma das primeiras a ser atendida". O consulado funciona só de 8 às 12 horas.
Vou embora pensando no meu avô quando chegou ao Brasil.
Desembarca no porto no Rio de Janeiro e ali mesmo, o serviço de imigração cadastra todo mundo. Como ele veio sozinho, com 19 anos, certamente foi agregado a alguma família que veio completa: pai, mãe e filhos. Ou não, já que não era menor de idade, como muitos imigrantes que vinham nessa condição.
E se o cadastro não era feito ali no porto mesmo era feito em Juiz de Fora, na pensão para onde ia a maioria que vinha trabalhar na estrada de ferro Central do Brasil, que estava em expansão em Minas Gerais. E meu avô veio parar em Jeceaba, chamada antes de João Ribeiro, Serra do Camapuã, ou outra coisa qualquer, que hoje é a cidade de Entre Rios.
Procuro seu rastro no serviço disponibilizado recentemente pela Secretaria da Cultura, na internet, um site do Arquivo Público Mineiro. Fantástico pedaço da nossa história ali, à disposição de todos, por um simples clique.
Vou recolhendo pedaços de lembranças do meu pai falando sobre seu pai: que meu avô veio de uma aldeia na região do Rio Douro, que gostava de ouvir rádio ao cair da tarde, músicas tristes, que falavam de dores, de abandonos, de desgraças. E gostava de ouvir fados, claro. E lembro do meu pai que também ouvia estas músicas, com um de nós, seus filhos menores, ao colo. Dessa época, me vem à lembrança a múscia lamentosa de Amália Rodrigues.
E descubro a origem de um traço constante em nossa família: a melancolia.
A do meu avô era saudade de sua terra. Da mulher que deixou lá, do filho que nem conheceu. De seus pais, tios, vida.
A do meu pai e a nossa é saudade de algo que nem nós sabemos. Que veio impressa em nossos genes.
Por isso eu preciso ir a Portugal, numa aldeia chamada Espinho, no distrito que agora sei tratar-se de Aveiro e ver uma casa que ainda está lá, visitar uma pequena igreja onde meu avô Joaquim foi batizado e ver seu registro, que minhas primas já viram.
Por que o consulado não entende isso?
terça-feira, 22 de julho de 2008
As portuguesas I
Queremos ser portuguesas, eu e mais duas irmãs (os outros e outras ou estão velhos, ou não querem nem sair das Minas).
Se a Marisa Letícia quer ser italiana, junto com a filharada lá dela e do Lula, por que eu não posso ser portuguesa?
Afinal meu avô era legítimo da terrinha. Joaquim, de bigode e careca como convinha e convém a todo portuga.
Começo a olhar daqui, pergunto dali, visito uma tia velha, irmã do meu pai e vou assuntando. As filhas dessa minha tia já pediram a nacionalidade portuguesa, já estão com o cartão e com os passaportes.
Quero ver serem barradas mais na Espanha! Não que já tenham sido, mas do jeito que aqueles galegos estão doidos, não dá para facilitar.
E eu como estou com umas idéias estranhas aí, de fazer o caminho inverso do meu avô, quero meus direitos de neta portuguesa. Não para fazer a américa, que a minha já está feita, graças a Deus, há muito tempo.
Mas para buscar a fonte, para saber por que a gente lusitana vinha para tão longe e depois nunca mais voltava, largando por lá, até famílias, como meu avô que deixou a mulher embuchada, nunca conheceu o filho de lá, mas só os daqui, já que uma das primeiras coisas que fez ao pisar nas Minas Gerais foi arrumar uma gaja, minha avó Maria.
Vou ao consulado português, ali na Álvares Cabral e quase caio de costas ao ver tanta gente.
Será que os brasileiros querem fechar o Brasil?
Se a Marisa Letícia quer ser italiana, junto com a filharada lá dela e do Lula, por que eu não posso ser portuguesa?
Afinal meu avô era legítimo da terrinha. Joaquim, de bigode e careca como convinha e convém a todo portuga.
Começo a olhar daqui, pergunto dali, visito uma tia velha, irmã do meu pai e vou assuntando. As filhas dessa minha tia já pediram a nacionalidade portuguesa, já estão com o cartão e com os passaportes.
Quero ver serem barradas mais na Espanha! Não que já tenham sido, mas do jeito que aqueles galegos estão doidos, não dá para facilitar.
E eu como estou com umas idéias estranhas aí, de fazer o caminho inverso do meu avô, quero meus direitos de neta portuguesa. Não para fazer a américa, que a minha já está feita, graças a Deus, há muito tempo.
Mas para buscar a fonte, para saber por que a gente lusitana vinha para tão longe e depois nunca mais voltava, largando por lá, até famílias, como meu avô que deixou a mulher embuchada, nunca conheceu o filho de lá, mas só os daqui, já que uma das primeiras coisas que fez ao pisar nas Minas Gerais foi arrumar uma gaja, minha avó Maria.
Vou ao consulado português, ali na Álvares Cabral e quase caio de costas ao ver tanta gente.
Será que os brasileiros querem fechar o Brasil?
sábado, 19 de julho de 2008
A PF e a corte
A última investida da PF, a Operação Satiagraha, gerou aquela piada no futebol: explica tática, monta estratégia e o jogador pergunta: já combinaram com o zagueiro do outro time?
Esqueceram de combinar com a PF que suas espetaculosas operações não podem chegar na rampa do Planalto.
E esta, contra o Daniel Dantas do Opportunity, está batendo na cozinha do "home", aliás como em outras oeprações, da PF ou não.
Mas aí a história é diferente. Melhor armar um imbróglio com o delegado, o ministro da Justiça e o presidente do STF, do que deixar a coisa correr solta.
Bem que o Daniel avisou: "no STF eu me viro" . E como se virou!
Tem um Carvalho na chefia de gabinete do Lula, que só não é mais firme porque ainda não chegou a Jacarandá.
Não é a primeira vez que as trapalhadas, para ser educada, de tráfico de influência, dinheiros escusos, batem no Planalto. Mas não entram.
Por que será?
Leiam o artigo no link abaixo:
http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3017539-EI6578,00.html
Esqueceram de combinar com a PF que suas espetaculosas operações não podem chegar na rampa do Planalto.
E esta, contra o Daniel Dantas do Opportunity, está batendo na cozinha do "home", aliás como em outras oeprações, da PF ou não.
Mas aí a história é diferente. Melhor armar um imbróglio com o delegado, o ministro da Justiça e o presidente do STF, do que deixar a coisa correr solta.
Bem que o Daniel avisou: "no STF eu me viro" . E como se virou!
Tem um Carvalho na chefia de gabinete do Lula, que só não é mais firme porque ainda não chegou a Jacarandá.
Não é a primeira vez que as trapalhadas, para ser educada, de tráfico de influência, dinheiros escusos, batem no Planalto. Mas não entram.
Por que será?
Leiam o artigo no link abaixo:
http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3017539-EI6578,00.html
sexta-feira, 18 de julho de 2008
O que significa a nova rodoviária
Recebo mais este artigo, no dia seguinte à "enésima" audiência na Assembléia sobre a construção da rodoviária no Calafate, que aconteceu ontem (17). Este processo escandaloso tem que ter fim. O Ministério Público precisa tomar uma atitude mais propositiva.
O QUE ESTÁ POR TRÁS DA MUDANÇA DA RODOVIÁRIA DE BELO HORIZONTE
Ubirajara Tadeu Malaquias Baía – Engenheiro Civil e Mestre em Engenharia de Transportes
Infelizmente nosso futuro está mesmo complicado em termos de mobilidade urbana. Como se não bastasse a desova contínua e crescente de veículos novos pelas montadoras, a política pública de favorecer o veículo particular segue sendo privilegiadíssima pela direção da BHTrans.
A malfadada proposta de transferir a atual Rodoviária para a região do Calafate é prova cabal desta desastrada campanha de desfavorecimento do transporte público. Como é do conhecimento público, a demanda por viagens em ônibus partindo (ou chegando à) da Rodoviária vem caindo ano após ano, o que, em grande parte, é explicado pelos altos preços das passagens. A viagem por ônibus só é mais interessante do que viajar em veículo particular quando se trata de motorista viajando sozinho em seu carro. No caso deste mesmo motorista viajar acompanhado de uma ou mais pessoas, a viagem por ônibus fica muito mais onerosa do que a viagem em veículo particular, qualquer motorista sabe muito bem disto.
Como se isto só já não bastasse, vem a BHTrans com proposta de onerar ainda mais as já polpudas tarifas cobradas dos usuários do transporte por ônibus intermunicipais e interestaduais. Pelo que sei, isto é competência do DER-MG (âmbito estadual) e da ANTT (âmbito federal), pois que a BHTrans somente detém sob sua jurisdição o transporte urbano no município de Belo Horizonte. Só para citar um exemplo, um passageiro de ônibus que parte da Rodoviária, mesmo já tendo sido "mordido" na taxa de utilização do terminal, se quiser fazer uso do banheiro, tem que dispender mais uma taxa. Enquanto que nos aeroportos, tanto no da Pampulha quanto no de Confins, onde o público alvo tem poder aquisitivo bem superior ao típico usuário do ônibus rodoviário, qualquer pessoa pode fazer uso das instalações sanitárias sem a necessidade de ter que pagar qualquer taxa.
Com a Rodoviária em sua atual localização podemos garantir, com toda certeza, que qualquer passageiro da região metropolitana precisa fazer somente uma viagem para acessá-la, uma vez que, no máximo a cinco ou seis quarteirões passam linhas de ônibus praticamente para qualquer bairro da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Com a mudança para o Calafate, a imensa maioria destas mesmas pessoas precisará tomar duas linhas de ônibus, pois que a oferta de ônibus nas proximidades do novo terminal nunca será nem ao menos parecida com a oferta existente no centro da cidade.
Isto fará também com que o afluxo de veículos particulares demandando à nova rodoviária seja muito superior ao verificado hoje. É de se esperar que haja um aumento no número de veículos particulares levando/buscando passageiros em razão da menor oferta de transporte público na região. Para tanto, bastam que três passageiros, que hoje fazem uso do transporte público, passem a fazer uso do veículo particular para que o pseudo "ganho" com a retirada dos ônibus rodoviários da área central seja totalmente anulado e, o que é ainda pior, até mesmo agravado se o número de veículos for superior a três por cada ônibus que chega ou parte da nova rodoviária. Um ônibus rodoviário, onde normalmente viajam 48 pessoas, ocupa o mesmo espaço na via ocupado por três carros populares. Em resumo, não há ganho nenhum, nem para os passageiros, nem para o trânsito de um modo geral, pois todos só têm a perder!
Na realidade, o que é preciso fazer mesmo é atacar de verdade os poucos problemas que a Rodoviária atual apresenta, pois que a BHTrans até hoje só cuidou dos sintomas e nunca levou a cabo medidas eficazes para solucionar o problema na sua raiz. De concepção arrojada, com projeto escolhido mediante concurso público, ocorrido em plena ditadura militar, os problemas da atual Rodoviária se restringem à saída e ao retorno dos feriados prolongados, quando o movimento de passageiros aumenta significativamente, causando problemas no trânsito do seu entorno. A construção de uma nova área para desembarque, que poderia ser construída em uma laje por cima do Ribeirão Arrudas, entre os dois viadutos laterais, permitiria mais do que dobrar a atual capacidade de desembarque de ônibus, acrescentando 20 novas vagas às 15 hoje existentes. Esta nova plataforma poderia ser facilmente acessada por uma passarela interligando, de forma eficiente e adequada, o saguão principal da Rodoviária com o saguão da Estação Lagoinha do MetrôBH. Embora esteja ali, bem do lado, os dois terminais de passageiros estão de costas um para o outro e o pobre do usuário é que se dane com a chuva, o sol, a bandidagem, a sujeira e com tudo mais de ruim que orbita aquela região da cidade.
Transferir as linhas interestaduais e aquelas de cidades do interior situadas acima dos 200 – 250 km de distância da capital é totalmente compreensível e se faz necessário mesmo. Mas transferir toda a Rodoviária do Centro para o Calafate, com o Expominas e a Universidade Católica bem ali do lado, aí é uma verdadeira loucura, para não dizer outra coisa... As viagens mais longas devem mesmo sair do Centro, mas têm que ser transferidas para um local além do Anel Rodoviário. Uma opção inteligente e muito mais em conta para a sociedade seria transferir tais viagens para o Terminal Leste da Estação de Integração São Gabriel do MetrôBH, que se encontra bastante ocioso desde o início da operação dos ônibus urbanos integrados ao metrô naquele local. Com poucas adaptações o terminal poderia ser transformado em uma rodoviária para acomodação dos ônibus de longo percurso e já nasceria dentro de uma estação do MetrôBH, às margens do Anel Rodoviário.
As viagens de até 200 – 250 km necessitam permanecer na área central pois, até este raio limítrofe é possível para um morador do interior vir à capital pela manhã, resolver todos os problemas dele durante o dia e, no final da tarde, tomar seu ônibus de volta e jantar em sua casa à noite. Fazer esta pessoa desembarcar longe do Centro e ter que tomar condução para alcançar seu destino, que na maioria das vezes está na área central e/ou na região hospitalar da cidade, é, no mínimo, uma covardia, uma maldade. Mas, infelizmente, a atual administração de Belo Horizonte parece mesmo que só visa a satisfação dos empresários que estão por trás disso tudo, leia-se DMA Distribuidora, dona do EPA, Mart-Plus e Via-Brasil, a quem interessa a construção de um centro comercial no Calafate com uma rodoviária embaixo garantindo seus lucros. Este é o verdadeiro mote para se transferir a Rodoviária, o resto é conversa pra boi dormir... Mas, e o povo, onde fica o povo nessa história toda? Ora, o povo é que se dane não é mesmo Sr. Fernando Pimentel?!...
Ubirajara Tadeu Malaquias Baía
METRÔBH/CBTU/STU-BH
Analista Técnico
ubirajara@cbtu.gov.br
utmbaia@hotmail.com
O QUE ESTÁ POR TRÁS DA MUDANÇA DA RODOVIÁRIA DE BELO HORIZONTE
Ubirajara Tadeu Malaquias Baía – Engenheiro Civil e Mestre em Engenharia de Transportes
Infelizmente nosso futuro está mesmo complicado em termos de mobilidade urbana. Como se não bastasse a desova contínua e crescente de veículos novos pelas montadoras, a política pública de favorecer o veículo particular segue sendo privilegiadíssima pela direção da BHTrans.
A malfadada proposta de transferir a atual Rodoviária para a região do Calafate é prova cabal desta desastrada campanha de desfavorecimento do transporte público. Como é do conhecimento público, a demanda por viagens em ônibus partindo (ou chegando à) da Rodoviária vem caindo ano após ano, o que, em grande parte, é explicado pelos altos preços das passagens. A viagem por ônibus só é mais interessante do que viajar em veículo particular quando se trata de motorista viajando sozinho em seu carro. No caso deste mesmo motorista viajar acompanhado de uma ou mais pessoas, a viagem por ônibus fica muito mais onerosa do que a viagem em veículo particular, qualquer motorista sabe muito bem disto.
Como se isto só já não bastasse, vem a BHTrans com proposta de onerar ainda mais as já polpudas tarifas cobradas dos usuários do transporte por ônibus intermunicipais e interestaduais. Pelo que sei, isto é competência do DER-MG (âmbito estadual) e da ANTT (âmbito federal), pois que a BHTrans somente detém sob sua jurisdição o transporte urbano no município de Belo Horizonte. Só para citar um exemplo, um passageiro de ônibus que parte da Rodoviária, mesmo já tendo sido "mordido" na taxa de utilização do terminal, se quiser fazer uso do banheiro, tem que dispender mais uma taxa. Enquanto que nos aeroportos, tanto no da Pampulha quanto no de Confins, onde o público alvo tem poder aquisitivo bem superior ao típico usuário do ônibus rodoviário, qualquer pessoa pode fazer uso das instalações sanitárias sem a necessidade de ter que pagar qualquer taxa.
Com a Rodoviária em sua atual localização podemos garantir, com toda certeza, que qualquer passageiro da região metropolitana precisa fazer somente uma viagem para acessá-la, uma vez que, no máximo a cinco ou seis quarteirões passam linhas de ônibus praticamente para qualquer bairro da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Com a mudança para o Calafate, a imensa maioria destas mesmas pessoas precisará tomar duas linhas de ônibus, pois que a oferta de ônibus nas proximidades do novo terminal nunca será nem ao menos parecida com a oferta existente no centro da cidade.
Isto fará também com que o afluxo de veículos particulares demandando à nova rodoviária seja muito superior ao verificado hoje. É de se esperar que haja um aumento no número de veículos particulares levando/buscando passageiros em razão da menor oferta de transporte público na região. Para tanto, bastam que três passageiros, que hoje fazem uso do transporte público, passem a fazer uso do veículo particular para que o pseudo "ganho" com a retirada dos ônibus rodoviários da área central seja totalmente anulado e, o que é ainda pior, até mesmo agravado se o número de veículos for superior a três por cada ônibus que chega ou parte da nova rodoviária. Um ônibus rodoviário, onde normalmente viajam 48 pessoas, ocupa o mesmo espaço na via ocupado por três carros populares. Em resumo, não há ganho nenhum, nem para os passageiros, nem para o trânsito de um modo geral, pois todos só têm a perder!
Na realidade, o que é preciso fazer mesmo é atacar de verdade os poucos problemas que a Rodoviária atual apresenta, pois que a BHTrans até hoje só cuidou dos sintomas e nunca levou a cabo medidas eficazes para solucionar o problema na sua raiz. De concepção arrojada, com projeto escolhido mediante concurso público, ocorrido em plena ditadura militar, os problemas da atual Rodoviária se restringem à saída e ao retorno dos feriados prolongados, quando o movimento de passageiros aumenta significativamente, causando problemas no trânsito do seu entorno. A construção de uma nova área para desembarque, que poderia ser construída em uma laje por cima do Ribeirão Arrudas, entre os dois viadutos laterais, permitiria mais do que dobrar a atual capacidade de desembarque de ônibus, acrescentando 20 novas vagas às 15 hoje existentes. Esta nova plataforma poderia ser facilmente acessada por uma passarela interligando, de forma eficiente e adequada, o saguão principal da Rodoviária com o saguão da Estação Lagoinha do MetrôBH. Embora esteja ali, bem do lado, os dois terminais de passageiros estão de costas um para o outro e o pobre do usuário é que se dane com a chuva, o sol, a bandidagem, a sujeira e com tudo mais de ruim que orbita aquela região da cidade.
Transferir as linhas interestaduais e aquelas de cidades do interior situadas acima dos 200 – 250 km de distância da capital é totalmente compreensível e se faz necessário mesmo. Mas transferir toda a Rodoviária do Centro para o Calafate, com o Expominas e a Universidade Católica bem ali do lado, aí é uma verdadeira loucura, para não dizer outra coisa... As viagens mais longas devem mesmo sair do Centro, mas têm que ser transferidas para um local além do Anel Rodoviário. Uma opção inteligente e muito mais em conta para a sociedade seria transferir tais viagens para o Terminal Leste da Estação de Integração São Gabriel do MetrôBH, que se encontra bastante ocioso desde o início da operação dos ônibus urbanos integrados ao metrô naquele local. Com poucas adaptações o terminal poderia ser transformado em uma rodoviária para acomodação dos ônibus de longo percurso e já nasceria dentro de uma estação do MetrôBH, às margens do Anel Rodoviário.
As viagens de até 200 – 250 km necessitam permanecer na área central pois, até este raio limítrofe é possível para um morador do interior vir à capital pela manhã, resolver todos os problemas dele durante o dia e, no final da tarde, tomar seu ônibus de volta e jantar em sua casa à noite. Fazer esta pessoa desembarcar longe do Centro e ter que tomar condução para alcançar seu destino, que na maioria das vezes está na área central e/ou na região hospitalar da cidade, é, no mínimo, uma covardia, uma maldade. Mas, infelizmente, a atual administração de Belo Horizonte parece mesmo que só visa a satisfação dos empresários que estão por trás disso tudo, leia-se DMA Distribuidora, dona do EPA, Mart-Plus e Via-Brasil, a quem interessa a construção de um centro comercial no Calafate com uma rodoviária embaixo garantindo seus lucros. Este é o verdadeiro mote para se transferir a Rodoviária, o resto é conversa pra boi dormir... Mas, e o povo, onde fica o povo nessa história toda? Ora, o povo é que se dane não é mesmo Sr. Fernando Pimentel?!...
Ubirajara Tadeu Malaquias Baía
METRÔBH/CBTU/STU-BH
Analista Técnico
ubirajara@cbtu.gov.br
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