segunda-feira, 31 de março de 2008

Mineroduto e Conceição do Mato Dentro

E para comprovar o que já estamos dizendo desde o ano passado, sobre a "unanimidade" que a MMX quer enfiar goela abaixo da população das cidades atingidas pelo empreendimento Minas/Rio, a gente de Conceição do Mato Dentro já conta com um fórum de debates para acompanhar e fiscalizar o "troço". O endereço do grupo foi deixado no "comentários" da postagem sobre o Rio das Velhas. Convido os que visitaram pela primeira vez este canto do planeta a lerem as postagens antigas sobre o mineroduto, do ano passado, e ver também algumas fotos no pé da página. Obrigada à Flávia Costa e aqui fica meu convite para que o fórum use este pedaço de mundo para deixar seu recado. Não sou de Conceição, mas amo aquela região, que freqüentei por longo tempo, sobretudo Serro e Santo Antônio do Itambé.
Endereço do fórum:

ForumsustentavelCMD@yahoogrupos.com.br

quarta-feira, 26 de março de 2008

Mineroduto em debate sobre Rio das Velhas

O debate era sobre o Meta 2010, projeto que pretende revitalizar o Rio das Velhas, tornando-o apto para a pesca, navegação e lazer até aquele ano. Mas bem no finalzinho das apresentações, do encontro na Assembléia mineira, surge uma pergunta instigante: como falar em nadar, pescar e navegar no Velhas, se já se prepara a morte de outros rios, como o Peixe, tributário da bacia do Rio Doce? Na bacia será implantado o mais novo projeto de mineração em Minas, próximo às cidades de Conceição do Mato Dentro, Alvorada de Minas, Serro, dentro do complexo do Espinhaço, declarado pela Unesco, patrimônio da humanidade.
Gente do Projeto Manuelzão, que engendrou o Meta 2010, teve que concordar: a mineração mudou pouco desde o século XIX. A tecnologia é praticamente a mesma, apesar de umas maquininhas aqui, outras ali. Ao final fica aquele buracão, aquela terra nua, escura, os rios poluídos, assoreados.
Ainda assim, a MMX prossegue no seu caminho inexorável de colocar a Serra do Espinhaço no rumo do desaparecimento, com o engodo de que seu moderno mineroduto é menos poluente.
No início deste mês conseguiu do Ibama a liberação da licença de instalação (LI) para a abertura do canteiro de obras do pátio de armazenamento de tubos e o acesso à estação de bombas do mineroduto. Esta carta branca do Ibama permite que a MMX Minas/Rio deslanche a construção do mineroduto, o monstrengo que vai levar o minério de ferro do coração de Conceição do Mato Dentro e mais a água do Rio do Peixe até o Rio de Janeiro. Agora só falta a licença ambiental, que é concedida pelos órgãos do Secretaria de Meio Ambiente.
E se depender desses, a conjugação dos astros continuará favorável à MMX. Demonstrando que o empreendimento é prioridade do governo mineiro, antes mesmo das licenças concedidas, o governador baixou um decreto no inicinho de março, obrigando, vejam bem que mimo, obrigando mais de 700 proprietários ao longo dos municípios por onde passará o minhocão (20 e poucas cidades) a darem à MMX o direito de passar com o tal por suas terras, mediante indenização (o decreto está lá no Minas Gerais de 3 ou 4 de março).
A negociação com os proprietários já corre há pelo menos nove meses e de acordo com a empresa, pelo menos 80% deles já concordaram com os termos. Há controvérsias e é preciso saber o que pensam os outros 20%.
Para quem não sabe, o mineroduto da MMX é uma parte do empreendimento, embora quase sempre tenha sido o principal foco da questão. Vai transportar 26 milhões de toneladas de pelets por ano por mais de 500 quilômetros até o norte fluminense (Porto de Açu, em São João).
O mais grave é a extração do minério em Conceição. Região de belíssimas paisagens, cachoeiras paradisíacas, pode virar uma nova Itabirito, ou uma nova Serra do Curral, ou a Serra de Igarapé, exemplos estão aí à vontade.
O mais grave é que o minério para correr pelo mineroduto, precisa de água, de muita água, que será tirada do Rio do Peixe, perto de 2.500 metros cúbicos por hora, ou 3,15% do volume total da vazão do rio, segundo estudos apresentados à Secretaria de Meio Ambiente.
A MMX vai pagar por esta água?
Daí ter razão a professora Dorinha Alvarenga que instigou dirigentes do Meta 2010: como pensar em salvar um rio agora e deixar que outros morram?

Vejam o clipe "Dança", no youtube http://www.youtube.com/watch?v=aDzokgVV_Bo

terça-feira, 25 de março de 2008

O tsunami da torcida atleticana

Os 100 anos do Atlético podem ser ditos também como os 100 descasos do clube com a vizinhança de sua sede. Os 100 problemas causados pelas comemorações. Os 100 abusos da torcida nas vizinhanças de Lourdes e Savassi e por aí afora.
Um dia depois do início das comemorações, que temerosamente devem prosseguir hoje, a avenida Olegário Maciel amanhece como depois de um tsunami. Um furacão Katrina passou por lá e hoje pela manhã era só devastação: toneladas de lixo, vidros quebrados, garrafas espatifadas por toda a rua, jardins dos prédios empestiados de garrafas, copos, guardanapos, restos de comida. E vômitos.
Este é o saldo da festa que arrastou milhares de torcedores para as imediações da sede do Atlético, em um bairro nobre e estritamente residencial de Belo Horizonte.
E quem responde pelos estragos?
E vitórias mesmo.... ( epa! esqueci o Tupi!)


O Tsunami II

Gente que morava há mais de cinco quilômetros da sede escutou a barulheira infernal. Uma manada de atleticanos gritando e cantando enlouquecidos. Um foguetório de deixar alucinada a cachorrada do bairro (sabiam que cachorro tem o ouvido muito sensível e por isso, enlouquece com o barulho?). E fumaça de tampar o céu, depois dos fogos. E um funk de dar medo. E garrafa voando pra tudo quanto é lado. E palavrões, apupos, provocações.
E nós, moradores, atleticanos ou não, acuados dentro de casa, com a avenida e ruas vizinhas totalmente fechadas ao trânsito, numa incompreensível apropriação do público pelo privado (as ruas, pelo Atlético).
O mais engraçado é que poucos dias atrás, um vereador foi multado porque fez uma festa de aniversário na avenida Américo Vespúcio. Claro, ele é político, o alvo preferido de poderes constituídos.
Mas o Atlético se apropriar do bairro de Lourdes e Savassi e Praça Sete, emporcalhar vias públicas, deslocar três guarnições policiais, cinco viaturas e um ônibus da PM não é. E no dia seguinte, ainda demandar uma equipe extra de garis para varrer a rua, só lá no final da tarde.
Estranhos poderes estes que permitem tal desrespeito do direito de ir e vir do cidadão que paga seu imposto ( e caro, já que o IPTU de Lourdes é o mais alto de Belo Horizonte), para dar a um time de futebol, adorado ou não, patrimônio da cidade, do Estado, ou o que for, todo o espaço possível.
Mas vitórias.... (quem sabe agora contratando o Petkovic).

Tsunami III

Bem agora que desabafei um pouco, vamos aos fatos, isentamente. O Atlético paga à prefeitura pelo uso da equipe extra de garis? Paga à PM pelo policiamento excepcionalmente reforçado nestes dias? Paga aos vizinhos pelas depredações em jardins e grades?
O Atlético tem alvará para fazer uma festa na rua e cercar duas pistas de uma avenida crucial para o trânsito de Belo Horizonte, em plena segunda-feira e mais ruas vizinhas, como Aimorés, Bernardo Guimarães, Rio Grande do Sul, Santa Catarina?
Não, não, não, não.
Como também não dá a mínima para a vizinhança e nem mesmo para os torcedores (que dia mesmo eles fizeram uma passeata contra a diretoria?).
Soluções
Por que não fazer a comemoração no Mineirão, num sábado, ou num domingo, organizada, com um presente aos atleticanos, tipo uma vitoriazinha de vez em quando?
Ai que saudade do time que tinha Reinaldo, Éder....

segunda-feira, 24 de março de 2008

Tibet e Nepal

De repente estes dois países que a gente só conhece de fotos maravilhosas entraram para o noticiário mundial. E com inusitadas explosões de violência.
Ambos, que nos remetiam sempre à idéia de relaxamento, paz, tranquilidade, imutabilidade, estão agora nos noticiários.
O primeiro, pelas revoltas populares de rua contra o regime da China, que há mais de 40 anos escraviza aquele país, perdido na Cordilheira do Humalaia, eternamente gelado, e em contraposição, eternamente com um povo de vestes coloridíssimas.
E o segundo, que a gente só via em fotos, também dá sinais de mudança no comportamento de sua população. Dia destes, uma mulher amarrou seu marido em praça pública, para expô-lo aos olhares de todos os curiosos. É que ela se cansou dos porres do homem e resolveu dar-lhe uma lição.
Sem entrar no mérito da revolta tibetana - inteiramente justificável-, ou de sua forma - ainda que estranhamenteoposta à fama de seu povo -, me pergunto o que está mudando por lá.
Será que a idéia de "zen" que associamos imediatamente aos monges budistas, ao povo milenarmente pacífico, terá de mudar?
Não estou criticando nada, apenas tenho medo de perder mais uma referência sobre as especificidades de culturas quase místicas para nós ocidentais, ante a globalização da violência, seja em forma de conflitos sociais ou domésticos.

terça-feira, 18 de março de 2008

Rodoviária no Calafate: o conto do vigário

Em uma reunião da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembléia hoje, para discutir a transferência da rodoviária para o bairro Calafate, região Oeste de Belo Horizonte, ouvi coisas de arrepiar os cabelos.
Há um consenso entre os deputados participantes, sobretudo Alencar da Silveira Jr. e Délio Malheiros, de que o monstrengo nao sai do papel. Segundo Alencar, o projeto é só para a prefeitura ganhar dinheiro e que este é um debate de mais de 16 anos. (Especulação imobiliária?). Alencar prometeu, inclusive, abandonar a vida pública, caso o projeto saia.
Segundo Délio, o projeto técnico é completamente frágil juridicamente. E ele sabe do que está falando, pois foi do Procon por anos e anos. Ele questionou as falhas: ausência de uma lei para regulamentar a questão, o que hoje é feito por decreto; e o alto investimento que empresários particulares teriam de fazer com desapropriações e outros custos, sem garantia de retorno.
Ou seja: que havia interesses por trás, a gente desconfiava. Mas que eles pudessem ser expostos assim, publicamente, é de deixar qualquer cidadão engasgado.
Lembram-se que já escrevi sobre a rodoviária aqui, e que vendi meu apartamento no Prado, às pressas. Meu irmão ainda está lá, no Padre Eustáquio. Resolveu pagar para ver.
Os argumentos contra a construção naquele local todo mundo sabe. Capacidade de trânsito esgotada, aumento da violência, terrenos particulares.
O Estado doou para a prefeitura um terreno que só era dele parcialmente, num típico caso de "fazer reverência com o chapéu alheio".
O "cidadão engasgado" veio na fala do vice-presidente da Associação dos Moradores do Prado e Calafate, professor Renato de Leme. Ele disse que a associação vai lotar o Judiciário de ações populares contra a construção, porque o decreto da nova rodoviário está cheio de irregularidades. E fez um discurso aplaudidíssimo por moradores, contra a inércia das instituições e a negligência dos políticos para com os eleitores.
Consultor da Fundação Getúlio Vargas para estratégias de negócios, ele garantiu que não há empresário "burro", que queira investir num projeto como esse.
Vivendo e aprendendo.

domingo, 16 de março de 2008

Hotel Tamareiras, luxo de um tempo antigo




Em Uberaba, o Hotel Tamareiras é atração turística. Resquício da "Era do Zebu", o hotel guarda em suas instalações o luxo e o bom gosto de construções que ainda privilegiam o conforto com elegância.
Nada parecido com estes hotéis "estilo Miami", onde tudo é de carpete e papelão, inclusive as paredes.
O Tamareiras foi construído a partir de uma casa da década de 30, toda preservada na entrada do hotel. A expansão foi feita nos fundos, com duas torres altas, seguindo o estilo mourisco da casa.
Desenhado por um arquiteto austríaco, possui materiais de diversos países, como mármore carrara nas colunas e escadas, lustres alemães, vitrais franceses, azulejos e pisos portugueses. Um luxo. E um clima "belle époque", que faz a gente pensar que é rica!

Triângulo Mineiro, um país muito mais rico



Trabalhando no Triângulo Mineiro, na semana passada, comprovei o que a gente já sabe: é outro país. Mais rico, mais organizado, bonito.
Na estrada entre Frutal e Uberlândia, passamos por uma plantação de cana. Quilômetros e quilômetros, com uma rodovia no meio. E em alguns trechos, de um lado a cana e de outro o feijão. Depois de Frutral há uma plantação de abacaxi pérola, também às margens da rodovia.
Mas quando se fala em Triângulo, na verdade, queremos dizer Uberlândia, que é quem puxa a economia local. Em um raio de 600 quilômetros de seu entorno, que inclui municípios paulistas, incluindo a capital, e goianos, está uma população responsável por quase 2/3 do PIB brasileiro, segundo o IBGE. Uberlândia é a oitava cidade brasileira em arrecadação de tributos federais e a terceira de Minas em tributos estaduais.
A cidade tem uma organização urbanística primorosa, com avenidas largas, arborizadas e coleta de veículos nas laterais, o que evita os estacionamentos de carros em filas duplas. A cidade também já é a segunda do Estado em frota de veiculos particulares.
O comércio é rico e dinâmico e você encontra de tudo e mais barato que em Belo Horizonte.
Lazer também tem à vontade. Shows sertanejos são o carro chefe, afinal a cidade é parte daquele Brasil interiorano com economia calcada na agroindústria, como São Paulo e Goiás.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Escola Corina, um exemplo de dinamismo




Para quem estudou em escola pública, como eu, depois viu a falência e derrocada do modelo, é supergratificante encontrar escolas que ainda resistem e tocam o barco com a maior dignidade. Encontrei uma assim em Uberaba.
Me encantei com o projeto da rádio da Escola Estadual Professora Corina de Oliveira. É rádio mesmo, não é serviço de som. Tem microfone, computador para a programação, jornalismo e grade com programas variados, como o Fala Professor. É toda tocada pelos alunos que correram atrás e fizeram tudo, como o estúdio acústico com embalagem de ovo.
Os locutores tiveram treinamento em uma faculdade local e os textos do jornalismo só passam pelo conselho editorial, depois de redigidos pelos alunos. São 15 deles entre técnicos, locutores, repórteres.
Falam de tudo: dos eventos na escola, das atividades dos professores e colegiado, de coisas importantes que acontecem na cidade. E muitos recados e música.
A Rádio Corina é um importante instrumento pedagógico, além de tudo, pois pode ser sintonizada individualmente em cada sala, caso o professor queira usá-la como instrumento. E tem uma moçada de 15, 16 e 17 anos afiadíssima, com o maior pique.
Exemplo de que nem toda a juventude está perdida na alienação da mídia insípida e oca.

terça-feira, 11 de março de 2008

Rapidinha com Marcos Frota


Aproveito que estou em Uberaba a trabalho e faço uma entrevista rapidinha com o ator Marcos Frota, que também está por aqui, no mesmo projeto.
Simpático, alegre, ele conversa com todos e faz incontáveis fotos com alunos, cantineiras, empregados diversos. A tietagem é inata no povo brasileiro, creio.
Meio ressabiado quando digo que é para um blog, começa a descartar.
Pergunto se ele está abandonando a profissão de ator.
Ele diz que não, que vai seguindo sua vida e fazendo atividades variadas. E garante que em breve estará de volta à telinha. Já está em fase de preparação do texto de uma minissérie na Globo. Não disse o que, nem quando, nem tema. Afinal eu sou só um bloguesinho.
Sobre amores, dá risadas e diz que está com três mulheres: a Hebe, a Dercy e a Ana Maria Braga. E acrescenta que tem três coisas sobrando na vida dele: mulher, dinheiro e sucesso.
Acompanho seu bom humor e peço para ele me passar um pouco disso, de dinheiro e sucesso, claro.
E depois conta que está namorando. "Uma garota de Guaxupé". Mas não disse mais nada, apesar da insistência. Imagina, se ele, Marcos Frota, escolado feito gato escaldado, vai dar um furo para um bloguesinho qualquer? Só se ele fosse doido.
E eu penso: "também não tô nem aí" (nada parecido com a raposa e as uvas, heim?). Afinal meu blog não é de fofocas televisivas, apesar de não ter nada contra, (não tenho é informação sobre).

quinta-feira, 6 de março de 2008

Que te muera, Galo!

Pensei que estivesse livre do pesadelo dos atleticanos na minha porta, mas esta noite/madrugada, o inferno voltou. Gritaria, palavrões, quebra-quebra e a torcida a noite inteirinha perturbando o bairro de Lourdes, lugar bom demais para morar. Sem os atleticanos, claro.
Não é compreensível por que a torcida vai passar a noite de quarta para quinta-feira na porta da sede do Atlético, para comprar ingresso para um jogo que só acontece no domingo.
Medo de ficar sem? Mas a Ademg não disponibiliza milhares e milhares de ingressos? E também não vende pela internet?
Será que é só para aparecer naquelas matérias bobas de TV, em um milésimo de segundo, pulando e gritando bestialmente?
Por que ficar aporrinhando o saco de quem quer somente ter uma noite tranqüila de sono, com gritos, cantoria e insultos? Esta parte não é para ser feita no Mineirão?
O pesadelo tinha desaparecido, desde que o Galo voltou à primeira divisão.
Naquele final de campeonato na segundona foi um terror. Todo jogo que o Galo ganhava arrastava a torcida no mesmo dia para a porta da sede e eles lá ficavam a noite inteira, esperando abrir a bilheteria, 9 horas da manhã do dia seguinte.
Pela manhã, o quarteirão estava coalhado de torcedores, geralmente homens e algumas destemidas mulheres, deitados pelos passeios, uma montanha de garrafas pet de água e de refrigerantes espalhados e muita lata de cerveja. E muita, muita briga, confusão, insultos aos moradores. O suplício perdurava por três dias.
Fizemos abaixo assinado, muitos de nós fanáticos pelo time, alguns conselheiros que moram por ali, para que o Atlético retirasse a venda da sede, afinal a região é estritamente residencial, ao contrário da sede do Cruzeiro que fica numa área puramente comercial. Mas o Atlético sequer se dignou a responder, numa total falta de respeito com uma grande parte do bairro.
Aí, a fila sumiu e agora volta com força total, tanto que foi preciso um microônibus do Batalhão de Choque para vigiar os exaltados (todos!).
Por isso, seguindo o exemplo de uma ciganinha em Valparaíso que me rogou uma praga porque não lhe dei uma moeda, digo para o time:
"Que te muera, Galo!"

quarta-feira, 5 de março de 2008

A guerra que não aconteceu

Quase fechado o acordo entre Equador e Colômbia para evitar a quase guerra, o vizinho palpiteiro, Chávez continua a pôr lenha na fogueira. Diz que ainda vai mandar oito mil homens para a fronteira com a Colômbia.
Depois de todo mundo botar pano quente para que não explodisse um conflito ali nas fronteiras, o presidente da Venezuela continua sua carreira de inconseqüente. Se ele quer testar seu arsenal bélico, adquirido freneticamente nos últimos tempos, que procure outro quintal. O nosso não!
A OEA mostrou que tem prestígio e acertou uma resolução que ficou bem para todos: a Colômbia pede desculpas pro Equador, mas não é condenada pela invasão. O Equador aceita e vamos tocando o barco.
Ótimo. Maturidade diplomática é isso. Se todo mundo tem culpa no cartório (quem bombardeou o vizinho, quem recebeu dinheiro do outro vizinho), então é melhor fingir que nada aconteceu e seguir a vida.
Aliás acho que a OEA deveria ser despachada pela ONU para resolver aquela pendenga eterna entre Israel e palestinos (e sírios, e árabes e libaneses).
Israel invade todo mundo todo dia e ninguém faz nada. Acho que a OEA lá acabava com esta farra logo, logo.
Voltando para a América do Sul: é bom respirar aliviada por não termos de enfrentar uma guerra de farrapos nos nossos quintais.
E que o caudilho recolha sua metralhadora retórica e a real e páre de meter o bedelho na casa de todo mundo. Ô home chato sô!

terça-feira, 4 de março de 2008

Os crimes de internet

Ontem havia posto minhas barbas de molho ao ler que um senador estava com um projeto de lei para aumentar as penas previstas no Código Penal para crimes contra a honra (injúria, calúnia e difamação), quando cometidos pela internet.
Hoje relaxei, porque o senador Expedito Júnior, do PR de Rondônia, retirou o projeto, depois da grita geral de usuários da internet.
Minhas barbas estiveram molhadas um bom período, afinal quando se trata de criticar, critico com força, como fiz com a mineradora MMX (vou voltar a ela brevemente). E sempre com o Lula e o Chávez.
Mas o que não dá para entender é por que o Senado insiste em regulamentar o uso da internet.
Se o propósito fosse simplesmente regulamentar, ótimo. É preciso mesmo, porque senão continua esse território de ninguém.
Mas o problema é que tem alguma coisa mais por trás dessas tentativas. E quando digo tentativas é porque ainda agorinha houve outro projeto, o do Eduardo Azeredo.
Aí é só a mídia criticar e eles retiram as brilhantes idéias de tramitação.
Então há alguma coisa errada. Ou escusa, o que é mais provável.
Aliás, refaço o que disse acima: não sei se é preciso regulamentar nada não.
Afinal nunca foi possível tanta discussão sobre tudo neste país (ops! este negócio pega!)
É ótimo você ver jornalistas enfrentando os oligopólios de comunicação, dando sua versão dos fatos (Nacif x Veja).
É ótimo a gente ter um espaço para dizer o que pensa, da forma que quer, em muitas e muitas análises, o que a gente sempre fazia, faz e fará, só que com a diferença de agora poder compartilhá-las com outras pessoas.
Análises de acontecimentos e não boatos (embora os haja), informações privilegiadas (embora haja também as notícias plantadas).
Mas há uma infinita diferença: os botões Delete e Esc.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Terremoto no Brasil

Fomos surpreendidos com a notícia de tremores de terra no Ceará ocorridos nesta sexta-feira (29) e que atingiram 100 municípios. Há 10 dias, o Estado já havia sido brindado com outro tremor, que atingiu 13 cidades.
De repente ficamos com aquela sensação ruim de que não estamos mais livres da "fúria" (como se não fôssemos os culpados dela) da natureza no Brasil. Agora já podemos disputar com o resto do mundo, ainda que em escala pequena, os tremores, os furacões, etc.
Ainda não temos os terremotos, graças a Deus, mas depois de uma rápida pesquisa pela internet, descobrimos que o Brasil não está livre dos abalos sísmicos.
Pelo contrário, desde a época colonial há registros de tremores.
Alguns até de certo porte, como os de 1955, no Mato Grosso e no Espírito Santo, com 6,6 e 6,3 pontos na escala Richter. E o do Amazonas, em 1983, de 5,5 na escala.
No ano passado foram dois: os de Minas Gerais, (Itacarambi) e o do Rio Grande do Norte (Taboleiro Grande), ambos na faixa de 3 a 3,5 graus na escala Richter. Em 2006 aconteceu um em Goiás e no ano anterior em São Paulo.
E no Sul temos as tempestades tropicais, pequenos furacões que fazem muitos estragos como o de Santa Catarina que matou 8 pessoas.
Em inundações quase somos campeões. Queimadas nem se fala.
Só nos faltam os tufões e nevascas para podermos entrar para o mapa mundial das catástrofes.
Cruzes! Vade retro, satanás!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Cuidado com sua integridade no hospital

Quando você pensa que já viu de tudo nas barberagens de médicos e hospitais, outra bizarrice acontece. Tiraram o útero de uma mulher em Goiás, por engano.
Simples assim, como quando você abre a geladeira e em vez de pegar a caixa de leite, pega uma laranja. Ou uma melancia.
Internada para fazer uma operação de períneo, a cozinheira Dorcelina da Paixão ainda escutou o médico dizer que ela estava sentindo "uma puxada, porque seu útero estava sendo retirado". E nem adiantou ela informar para o médico que sua operação não era aquela.
Como sempre vão investigar o caso, e tentar descobrir de quem é a culpa.
E adianta? Dá para recolocar o útero no lugar de novo?
Na Assembléia mineira tramita um projeto de lei que obriga os hospitais públicos e privados a publicar a relação de índices de infecção hospitalar.
É outro problema. Desde 82, quando Tancredo Neves morreu de tudo, menos da negada infecção hospitalar que pegou no Hospital de Base em Brasília, os hospitais são obrigados a manter as comissões de controle da infecção hospitalar.
Só que como não há qualquer fiscalização, ninguém sabe o que essas comissões estão fazendo, quais seus resultados.
Mas o que a infecção hospitalar tem a ver com o útero retirado de Dorcelina?
Quem sabe aí pela frente, alguém não faz um projeto para que seja feito um "ranking" sobre os erros médicos cometidos em hospitais e clínicas, para divulgação maciça?

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

A anacrônica "jirad" da Universal

A Igreja Universal promove sua "guerra santa" - que nós ocidentais gostamos de chamar "jihad islâmica", por absoluta falta de conhecimento do termo árabe -, numa anacrônica censura à imprensa.
A liberdade de imprensa está ameaçada, mais uma vez, por um poderoso qualquer, descontente com a exposição de suas entranhas pela mídia. Edir Macedo e seu império de comunicação, capitaneado pela Universal, quis revidar o simples fato de um órgão de imprensa ter feito um levantamento de seus bens.
E o "império contra-atacou" com balas de canhão: lotou a Justiça de ações contra os jornalistas e os jornais.
Sempre defendi a liberdade de imprensa, não incondicionalmente, mas com responsabilidade. Não dá para sair por aí publicando suposições, interpretações alheias amparadas em aspas. Nossa responsabilidade como jornalistas é informar a opinião pública, mas precisamos de confirmação do que nos é entregue como informação.
Levantar bens ou o enriquecimento da Igreja Universal nem precisa de muito esforço. Os magníficos templos estão por aí, ostensivamente, nos melhores endereços de muitas capitais. O crescimento da Rede Record e dos jornais também.
O que não se consegue entender é como a Receita Federal vem sendo olimpicamente ignorada há pelo menos uma década. Essa mesma Receita que costuma fisgar aí umas taínhas em sua malha fina, gente que erra nos cálculos, que se esquece de um recibo alí, outro aqui, que coloca em lugar errado uma declaração.
Mas quando se trata de Edir Macedo e suas moradias magníficas nos Estados Unidos, aí são outros 500. Euros, naturalmente.
Ainda bem que alguém tem um pouco de juízo neste país, como o Supremo Tribunal Federal, que revogou vários artigos da Lei de Imprensa e acabou com a farra de ações dos "fiéis" de Macedo contra os jornais. Só porque estes ousaram falar que a religião da Universal é uma mina de dinheiro.
O Supremo teve juízo para acabar com a "jihad" da Universal e também para começar o enterro de uma das legislações mais ultrapassadas: a Lei de Imprensa e sua fundamentação autoritária, resquício da Ditadura.
Que morra o resto da Lei de Imprensa e que se investigue seriamente Edir Macedo.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

A culpa é do Fidel

Depois de ontem, quando foi anunciado que Fidel Castro finalmente deixaria de concorrer às eleições presidenciais de Cuba, que aguardo com ansiedade a estréia do filme "A culpa é do Fidel". Vi o triller na semana passada e fiquei curiosa.
Trata da revolta de duas crianças que têm a vida inteiramente mudada por causa da militância política dos pais.
Com o anunciado afastamento de Fidel, me lembrei do filme e me senti triste. Primeiro, pela imagem de um Fidel decadente, cambaleante, frágil, exaustivamente exibida no último ano.
Segundo, pelo que Fidel representou na vida de todos nós. Como no filme.
Fidel foi uma mudança de paradigma em nossas crenças políticas. Ainda que não fôssemos seus adeptos ou seguidores, nunca pudemos deixar de tê-lo como referência.
Necessidade de satisfazer nosso ideário mítico, aquele de que é possível fazer a revolução via povo e colocá-lo no poder. Situação que até Fidel, só havíamos visto na Rússia, portanto muito longe, e nos livros.
O que veio depois é outra história.
O ostracismo (seja desterro político, exclusão de cargo público ou político, ou ato ou efeito de repelir, afastamento) de Fidel derruba o último mito dos três presentes no último século: a queda do muro de Berlim, o esfacelamento da União Soviética e Cuba sem Fidel.
O primeiro foi saudado e festejado por nós. O segundo deixou aquele gosto de sonho interrompido e o terceiro ainda não sei.
Não sei o que estou sentindo, além do estranhamento de ver Fidel fora do jogo, ainda que insistentemente mostrado com um agasalho "jogging".
Estranhamento de ver que Fidel deixou como herança só pálidos modelos como Chávez ou Morales.
O filme "Adeus, Lenin" mostra um pouco desse estranhamento de que falo.
De sentimento real, começa a surgir o medo de não poder usar mais, daqui a algum tempo, em alguma discussão sobre qualidade de vida, as expressões "a saúde em Cuba", "a educação em Cuba"...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Diálogos da Terra em Beagá

Em dezembro, Belo Horizonte entra no circuito internacional das discussões sobre o direito de todos à água de qualidade. Durante pelo menos três dias, a cidade recebe, no Expominas, especialistas e bambambans do assunto no "Diálogos da Terra", programa permanente da ONG Green Cross, que a cada dois anos discute um tema para virar política global.
As informações foram passadas ontem em uma coletiva no Hotel Ibis, pelos presidentes da Green Cross, que promove o evento junto com o governo mineiro, dois secretários de Estado e um deputado federal. Celso Claro, Xavier Guijarro, da entidade nacional e espanhola, respectivamente, Otávio Elísio Alves de Brito, subsecretário de Ensino Superior do governo mineiro, Ilmar Bastos, subsecretário de gestão ambiental e o deputado Nárcio Rodrigues.
Para quem não sabe, a Green Cross é a ONG fundada e presidida por mrs Mikhail Gorbachev, que se aposentou do governo russo tendo em seu currículo o pior acidente nuclear do mundo, em 1986: a explosão de um reator da usina de Chernobyl. Gorbachev, à época, preferiu esconder do mundo e da própria Rússia, as dimensões da catástrofe, o que contribuiu muito para que a contaminação fosse maior.
Mrs Gorbachev é autor do livro "Carta da Terra", que norteia os três eixos principais das ações do Green Cross: a necessidade de manter o mundo em paz; a luta contra a pobreza, que continua a crescer em tempos de globalização intensa; e os problemas relacionados com a preservação do meio ambiente.
Apesar da gênese da entidade, (ou talvez por isso mesmo, afinal o homem sabe do que fala, e que também não tira em nada sua seriedade e méritos), tem só curinga em seu apoiamento, como Maurice Strong - primeiro dirigente do Pnuma - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente -, Angelina Jolie e Leonardo Di Caprio, entre outros.
Versões anteriores dos "diálogos", discutiram a reconstrução de Nova Orleans, (Nova Yorque, 2006) e a diversidade cultural, (Barcelona, 2004), que terá continuidade em novo "diálogo" a ser realizado em Valparaíso, Chile, em 2010.
Voltando ao encontro de Belo Horizonte: o tema aqui serão os recursos hídricos por causa da urgência do assunto para a sobrevivência do planeta. Em Minas, Brasil, América Latina, porque é neste pedaço do mundo que estão 26% da água doce à disposição da humanidade.
O grupo prepara os detalhes do encontro que terá ainda o apoio da Câmara de Deputados, que lança em abril, o projeto de mapeamento das bacias hidrográficas do Brasil. No Estado, o "Diálogos da Terra" integra um projeto maior chamado Verde Minas, que pretende implantar 30 centros de educação ambiental e que criou em Frutal, Triângulo Mineiro, o Hidroex - Instituto Unesco de Excelência em Águas, em parceria com esta agência da ONU.
Mineiramente, o espanhol Xavier Guijarro escapou de uma pergunta sobre a transposição do Rio São Francisco, afirmando que o "diálogos" discute temas globais.
Aí tive de dizer a ele da extensão do Velho Chico, que não é chamado de "rio da integração nacional" à-toa.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Guga não merecia

( João Pires )
Que me importa se o Guga está "podre" de rico e nem precisa jogar mais?
Me importa é a forma como ele está sendo obrigado a deixar o tênis, por absoluta falta de condição física.
A despedida dele ontem, no aberto da Bahia (Costa do Sauípe), me fez chorar um bom tempo. E quando a câmera de tv mostrava o público e seu ex-treinador Larri Passos, vi que não era a única emocionada. Também, com fundo musical e tudo, ninguém agüenta.
Mas teria chorado com ou sem fundo musical, quando Guga se despediu, pedindo desculpas à torcida, "por não agüentar mais" e agradecendo ao Larri.
Aquele moço magrinho, com aquele cabelo cacheado como um anjinho barroco, e a cara lavada de lágrimas.
É uma imagem antológica da tv. No final do ano estará nas retrospectivas e depois, provavelmente, em alguma tese de mestrado.
Guga merecia continuar mais tempo no tênis. Merecia sair porque estava "velho", quem sabe lá pelos trinta e poucos anos...

x.x.x.x

Tem-me acontecido perder o sono no meio da noite, com certa freqüência ultimamente, derrubando minha fama de inveterada dorminhoca. E nestes momentos, corro para o computador e vou passear pela internet. É quando descubro os exemplos do "engenho humano", como este do concurso fantasma para gestor de saúde.
É quando tenho também algumas idéias mirabolantes, como a de fazer uma campanha eleitoral inteiramente pela internet, por meio de listas de discussão, orkut, myspace, blog. Já me candidatei uma vez a vereadora de Beagá e volta e meia ainda encontro alguém que me pergunta: "vai voltar não?"
A campanha, matematicamente elaborada (progressão exponencial) seria inédita, criativa e quase sem custo, além de ecologicamente correta.
E nem adianta você copiar a idéia, porque já estou providenciando seu registro em cartório.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Concurso por internet é golpe

E como o assunto do dia são os concursos, descobrimos um novo golpe, ligado aos próprios.
Há na internet, o anúncio de um concurso de alguém chamado Instituto Brasileiro de Concursos e Provas, com salário inicial de R$ 8 mil, com vagas para uma carreira chamada Gestor de Saúde Pleno. Segundo o anúncio, o cargo é para o pólo Sudeste com vagas para Minas, São Paulo, Rio. (http://www.ibcpconcursos.com.br/index.cfm?FuseAction=dsp.concursos_det&ID=18 )
Engraçado que, apesar de ser gestor de saúde, não há exigência para formação nessa área.
Engraçado, de novo, é que a prova é pela internet, na primeira etapa.
Engraçado, mais uma vez, é que a inscrição é paga também pela internet, R$ 99,50.
Triste, é que se configura como mais um golpe para os incautos, a maioria jovens doidos para entrar no mercado de trabalho.
Triste, é que não só a "entidade" (aqui se você quiser encarar como sinônimo de ente do além, também pode) montou uma página completa na internet.
E mais triste ainda: entes sérios, como o Conselho de Psicologia, reproduziram em seus sites, a notícia do concurso.
Para saber sobre o concurso, antes de pagar, visite o fórum, este sim, sério, do PCI Concursos:
(http://www.forumpci.com.br/topico/4323235 )

A rodoviária está nas mãos do MP

Depois que a Câmara municipal cumpriu seu papel de dizer amém à prefeitura de Belo Horizonte, aprovando a transferência da rodoviária para o bairro Calafate, agora está nas mãos do Ministério Público acabar com a farra.
Primeiro, paralisando o processo todo, para que seja tudo investigado. Por exemplo, por que a BHTrans se recusa a fazer o relatório de Impacto de Vizinhança (RIV)?
Segundo, por que a prefeitura pretende construir naquele terreno que não lhe pertence? (O Estado cedeu apenas parte. Há uma grande parcela que é de propriedade particular.)
Terceiro, por que o edital de licitação já estava prontinho, há dois anos?
Quarto, por que, se o problema é desafogar o trânsito na área central da cidade, a transferência se dará para outra área a somente quatro quilômetros da original?
Quinto, sexto, sétimo, oitavo, é de competência do Ministério Público defender o cidadão, neste caso da rodoviária, totalmente vilipendiado pelo poder público.
E para responder às argumentações de que para qualquer lugar aonde a rodoviária fosse, desagradaria à população da região, e que em algum lugar ela tem de ser construída acrescento:
Concordo, mas a diferença é singela: - é preciso deixar as coisas claras, ao alcance de todos os atingidos, sem discursos cretinos e enganosos de melhorias. É preciso que a comunidade tenha o direito mínimo de participar, opinar e, por fim, saber quanto custou ao contribuinte belo - horizontino a aprovação, de afogadilho, do projeto da prefeitura.