quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Google day em rede

Olha só que barato!!


"O que uma das empresas mais inovadoras da internet pode acrescentar para as organizações públicas e privadas?
É o que o Google vai mostrar no dia 07/10, das 14h às 18h.

Através do primeiro Google Day em rede no Brasil, os gestores públicos e privados ficarão por dentro de como aplicar as ferramentas do Google no seu dia-a-dia. E o melhor: poderão fazer isso pela internet.
O primeiro Google Day em rede no Brasil é uma iniciativa do Cepam a partir da sua Célula de Inovação do Município, o CIM, e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais por meio do TEIA.

É um encontro que vai dar ainda mais força no Brasil ao movimento de inovação que toma conta do mundo. E como esse movimento é de interesse de todos, contamos com a sua participação.
Saiba mais aqui: http://redecim.ning.com/page/primeiro-google-day-em-rede-no"

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Ficha suja chega no Congresso

O projeto da ficha suja, aquela proposta popular que o Movimento de Combate à Corrupção encabeçou e que proíbe a candidatura a cargos eletivos dos cidadãos condenados em 1ª instância, chegou à Câmara de Deputados nesta terça-feira (29).
Com mais de 1,3 milhão de assinaturas, o projeto promete repetir o sucesso que foi o também projeto popular da corrupção eleitoral, que se transformou na Lei 9.840 de 1999.
Mas de cara o presidente da Câmara, Michel Temer, já deu pitaco e propôs uma mudança qualquer. Aliás, de qualquer, não tem nada. Enquanto o texto original encaminhado pela população fala em indeferimento de candidatura de quem tenha sido condenado em 1ª instância, ou tiver sido alvo de denúncias recebidas por órgão colegiado por diversos crimes, como tráfico de drogas, crime eleitoral, trabalho escravo, entre outros, o presidente da Câmara "acha" que a coisa não pode ser tão drástica assim. Que deve se dar uma chance aos "carimbados" somente na 2ª instância.
Ou seja, corre-se o risco de ficar tudo como está, com pencas de candidatos usufruindo, às vezes de até dois mandatos completos, até que o Supremo se pronuncie.
Eu como assinei o projeto, não aceito de jeito nenhum a mudança!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Enfim, o parque

Amanhã, sexta-feira (25), a comunidade de Ouro Branco vai estar em festa, a partir de 9h30, em frente à Matriz de Santo Antônio, centro da cidade. Ali, naquela hora, vai ser feito o ato comemorativo em agradecimento à assinatura do decreto de criação do Parque Estadual da Serra do Ouro Branco e do Monumento Natural Estadual de Itatiaia. O decreto foi assinado dia 21 passado, um belo presente para Ouro Branco, Ouro Preto e todos nós mineiros.
Segundo o João Paulo, do Movimento Guardiães da Serra do Ouro Branco, a festa terá a presença de autoridades, empresários, comunidade em geral, tudo animado pela fanfarra da Escola João XXIII; por um teatro temático; pelo repique do sino da Igreja; por uma queima de fogos e, "por muita alegria".

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Mata Atlântica x Mata Seca


Já nem sei mais o que pensar dessa polêmica que envolve o Norte de Minas. A antes Mata Seca, do bioma cerrado virou Mata Atlântica desde dezembro do ano passado, por obra e graça da caneta iluminada do Lula.
Já naquela época fiquei com o pé atrás, apesar de sempre apoiar tudo que envolve a proteção da Mata Atlântica. Mas alguma coisa não batia.
Continuei a ver os deputados estaduais do PT defenderem cegamente o decreto e quase me convenci, afinal o agronegócio estava desenfreado por aquelas bandas, principalmente com o aumento das áreas de pasto.
Mas aí vi um comentário do Apolo Heringer numa matéria da minha amiga Ana Paula Pedrosa, n' O Tempo, em que ele chama atenção para o engodo que é o decreto.
A pulga coçou mais e acendeu as lamparinas da teoria da conspiração: "o que está por trás daquilo ali?"
E o meu colega Márcio Metzker, antenado, levantou a teoria de que o decreto tem um objetivo muito escuso: acabar com o Jaíba, para sobrar mais água para o projeto da transposição do Rio São Francisco, para beneficiar o Ceará.
Será? - pensei em seguida.
O Projeto Jaíba, no Norte de Minas, tem na irrigação com água do São Francisco, um de seus pontos fortes. Só assim consegue produzir as frutas maravilhosas como mangas, bananas, coco, abacaxi.
A megatransposição, para não dizer mega-alucinação, aliás, megalomania mesmo do São Francisco tem um senão : a vazão pode não ser suficiente. Faltam bens uns milhares de metros cúbicos de água para poder beneficiar condignamente os produtores de camarão do Ceará, amiguinhos do Ciro Gomes, o grande defensor do assassinato do Velho Chico.
Com a reclassificação da mata no Norte de Minas, o Jaíba já dá mostras de estrangulamento, segundo a matéria da Ana Paula. As terras caíram de preço e não conseguem ser vendidas.
Os negócios por lá estão parados.
Com isso, com mais um tempo, já não será preciso água para irrigar o Jaíba, porque não haverá mais Projeto Jaíba, uma da iniciativas mais promissoras na região.
Loucura?
E mudar o rio de lugar e deixá-lo morrer de tanta poluição e assoreamento é o quê?

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Manifestação dia 21 de setembro

No dia 21 próximo vamos comemorar não só o Dia da Árvore.
A Ong Avaaz programou em todo o mundo uma manifestação relâmpago para pedir um tratado global para barrar o aquecimento global.

Cidades como Nova York, Londres, Roma, Madri, São Paulo, Rio, Belo Horizonte vão participar dessa mobilização.

As imagens dos eventos serão apresentados para chefes de estado na ONU e divulgadas mundialmente!

Você quer participar? Clique no link:

https://secure.avaaz.org/po/sept21_rsvp/?id=134588&cts=Bba7Ud6

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Parques e Jardins ensina a coletar água da chuva

Isto é que é primeiro mundo.
E primeiro mundo tipo Suécia, Dinamarca, Finlândia, e não Estados Unidos, porque estes, não estão nem aí.

Explico: a Fundação Parques e Jardins da Prefeitura de Belo Horizonte começa hoje (14/9) um curso para seus funcionários aprenderem a coletar água da chuva.

Não é o máximo?

Em parceria com a Secretaria municipal de Meio Ambiente, a capacitação vai até o dia 21, Dia da Árvore, no Jardim Produtivo do bairro Cardoso, no Barreiro.
Os participantes vão aprender a captar a água da chuva e reutilizá-la em irrigação.
A cidade agradece. O planeta comemora!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Lisbeth Salander me visita

Tomo um susto ao abrir meu correio eletrônico. Encontro lá uma mensagem da Lisbeth Salander.
Para quem não sabe, Lisbeth é a personagem principal da triologia "Milennium", do sueco Stieg Larsson.
Ela é uma hacker fenomenal, que invade sistemas de bancos, empresas de comunicação, indústrias suecas e tal. Uma figura meio estranha, com problemas psíquicos e com alguns dons especiais, como a memória fotográfica.
Os três livros ( o terceiro só sai depois de 20 de setembro), são narrativas policiais muito, mas muito envolventes. É um triller fantástico e que deixa a gente louca para saber o final e continuar o livro seguinte (veja na barra da direita os nomes dos dois primeiros volumes).
Bem, recebi a mensagem por e-mail e abri, já morrendo de medo de cavalo de troia e quetais. Mas a curiosidade foi maior e abri numa espécie de blog da garota.
Pé ante pé fui navegando e dei um sorriso tipo, "cês não me pegam", quando abriu uma janela para eu colocar meu endereço. Aí vi que se tratava de divulgação da editora do livro no Brasil, a Cia das Letras.
Achei sensacional a forma de divulgar, "marketing de guerra" mesmo.
E usando a ferramenta de hacker.
Adorei!
Tô doida para ler o terceiro livro.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

E os brasileiros aprenderem a lavar as mãos

Entre tantas coisas que pensei, que esqueci, que relembrei, que revivi, uma tem sido constante: afinal aprendemos a lavar as mãos.
Este ano foi o ano em que os brasileiros aprenderam a lavar as mãos.
Todas as conversas giram em torno disso nos salões de beleza, consultórios, salas de aula, clubes, em frente à televisão à noite, nas salas de trabalho.
Também com tanto cartaz nos elevadores, prédios públicos, painéis eletrônicos, ônibus, ensinando como ensaboar, esfregar entre os dedos, sob as unhas, nos punhos e enxaguar com muita água, enxugar com toalha de papel, teríamos que aprender.
Valeu a pena.
Depois de 500 anos de vida, nós agora sabemos lavar as mãos e a importância desse pequeno gesto.
E é ótimo mesmo, pelo menos não vamos precisar gritar na hora do almoço: "ô menino vai lavar as mãos!"

Estou voltando

Estou voltando. Aos poucos. Devagar.
E seja o que Deus quiser!
"Pode preparar aquele feijão preto, estou voltando..."

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Justiça suspende licenciamento da Anglo Ferrous, em Conceição

Acabei virando da turma que se aferrou ao movimento contra a instalação da mineração predatória em Conceição do Mato Dentro, seja sob a donataria da MMX ou da Anglo Ferrous, é tudo a mesma coisa. Bem feito que a crise mundial mostrou para aqueles especuladores que o minério de ferro de Conceição não vale grande coisa e precisa mais de investimento do que se esperava. Esperto foi o megaespeculador Eike Batista que montou o negócio "da China" e passou adiante, com um lucro fabuloso.
Por isso, junto com todos, como Dorinha Alvarenga, comemoro a decisão do TJ, conforme o release do Ministério Público que reproduzo abaixo, com dois dias de atraso:

"Decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspendeu, a pedido do Ministério Público Estadual (MPE), o licenciamento ambiental de um empreendimento da Anglo Ferrous, em Conceição do Mato Dentro , a 168 quilômetros de Belo Horizonte. O TJMG reformou decisão da Justiça local, que indeferiu liminar de Ação Civil Pública ajuizada para invalidar os efeitos da licença prévia obtida pela empresa.De autoria do promotor de Justiça André Luis Machado Arantes, a ação se fundamenta em dois argumentos. O primeiro se refere à nulidade da declaração de conformidade fornecida pelo município, expedida em desacordo com o art. 172, §10, da Lei Orgânica municipal. Tal legislação exige daquele que pretenda explorar recursos minerais no município a contratação de seguro ou depósito de caução para recuperação do meio ambiente, condição que não foi atendida pela empresa. Como o documento em questão é requisito para formalização do pedido de licença prévia, sua nulidade macula todo o procedimento de licenciamento e, inclusive, a licença prévia concedida.O segundo fundamento da ação sustenta a nulidade da própria licença prévia, tendo em vista que a mesma foi expedida sem que o órgão ambiental analisasse todas as questões referentes à viabilidade ambiental do empreendimento. O projeto da empresa está em área reconhecida como biosfera pela Organização das Nações Unidas, estando ainda no entorno de quatro unidades de conservação de proteção integral, um parque estadual, além de reserva indígena.A ação foi proposta em 24 de março e, em 6 de julho de 2009, a liminar foi indeferida. O recurso foi interposto em 23 de julho, e o efeito suspensivo foi concedido no dia 29. Agora será aguardado o julgamento do mérito".

Assessoria de Comunicação Social do Ministério Público de Minas Gerais Núcleo de Imprensa Tel.: 31 3330-8016 / 8166 e 8413 31.07.2009 (Meio Ambiente/ Conceição M Dentro – licenciamento ambiental Anglo Ferrus) AV

Conferência mundial sobre mudanças climáticas

A abertura da Conferência Mundial "Campanha de Liderança Climática 2020", trouxe um Lester Brown mais pessimista do que costuma ser normalmente. Brown é um dos bambambans mundiais sobre mudanças climáticas.
A conferência foi aberta ontem, no Palácio das Artes, pelo governador Aécio Neves e o prefeito da Capital, Márcio Lacerda, que se comprometeram a entrar de cabeça na meta da State of the World Forum, que lidera o movimento mundo afora, de trabalhar na redução paulatina da emissão de carbono até o índice de 80%, em 2020.
Lester Brown, que muitos consideram catastrofista, disse que as mudanças climáticas estão acontecendo rápida e assustadoramente e serão responsáveis por enormes desastres ambientais. Segundo ele, o derretimento das geleiras está cada vez mais acelerado, prenunciando o desaparecimento de extensas áreas costeiras, além de influir decisivamente na produção de alimentos.
Conferência
Até sexta-feira (7), especialistas do mundo vão discutir soluções para conter o aquecimento global. O objetivo é levar uma proposta para a conferência da ONU sobre mudanças climáticas, que acontece em Copenhague, Dinamarca, em dezembro.
E Brown já tem a receita para atacar o problema: diminuir a emissão de carbono passa, necessariamente, pela mudança de modelo energético, com o uso de energias eficientes; pela substituição do óleo, carvão e gás natural, por energia renovável como a solar, a eólica e a térmica; e pelo fim do desmatamento.
Mudança de hábitos
Jim Garrison, presidente da State of the World, disse que a campanha tem como foco a transformação das pessoas: "Queremos que cada um se transforme num líder climático". Para isso, basta que todos mudem seus hábitos diários, de acordo com o receituário de Lester Brown: substituir o uso de carros por bicicletas, optar por equipamentos que consumam menos energia, consumir alimentos naturais.
Siderúrgicas
Mas sinalizando que o calcanhar de aquiles é mesmo a indústria, Brown disse que é preciso rever a política oficial para o setor, principalmente entre as siderúrgicas. Ele disse que o modelo de créditos de carbono (Protocolo de Kyoto) não é satisfatório, porque não tem regras claras.
Para ele, melhor do que o negócio do crédito de carbono, que alcançou até a bolsa de valores, é mais eficiente impor ou aumentar impostos para as empresas.

Acompanhe ao vivo:
http://brasil2020.com.br/portugues/

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Bate papo sobre política ambiental


Bacana a iniciativa do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), de discutir com o público, as políticas para o setor. Nesta quinta-feira (6), o Sisema realiza uma audiência pública com esta finalidade. Será no seu auditório (rua Espírito Santo 495, 4º andar), às 17 horas.

Como carro-chefe do debate, a recém-criada Ouvidoria Ambiental. Participam o ouvidor, Eduardo Tavares, o secrtário de Meio Ambiente, José Carlos Carvalho, o Fórum de Ongs Ambientais e o Ministério Público.

Mais informações pelo telefone: 3219 5094.

x.x.x.x.x.

Mas eu não poderia deixar passar batido: no convite para o debate, achei muito engraçado o fato de três dos cinco apoiadores serem cachaças (Butequim Mineiro, Vale Verde e Germana). E para contrabalançar e a turma não ficar só nos bebes, tem também os comes, do Queijos Lactominas e Massas Vilma.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Começa campanha contra o aquecimento global

Repasso a informação abaixo:

Antecipar em 30 anos o resultado de ações para frear o aquecimento global é a meta que um grupo de cientistas e especialistas do mundo todo vai debater na primeira conferência “2020 Climate leadership campaign”, que acontece em Belo Horizonte entre os dias 04 e 07 de agosto. O evento, organizado pela State of the World Forum, entidade sem fins lucrativos que tem como fundador o historiador e presidente da Wisdom University, Jim Garrison, e como convening chairman o ex-presidente da União Sociética e prêmio Nobel da Paz, Mikhail Gorbachev, será o ponto de partida de uma campanha de âmbito mundial visando a conscientização de pessoas, empresas e governos sobre o tema.Na visão da State of the World Forum, o prazo estabelecido por governos de todo mundo para cumprimento de metas importantes para frear o avanço do aquecimento global, entre elas a redução em até 80% da emissão de CO2 até 2050, estaria muito alongada e surtiria pouco efeito. Pelos cálculos dos cientistas, mesmo que os obejtivos fossem cumpridos dentro do prazo, a temperatura média no mundo poderia subir 4 graus, o que seria um ameaça geral ao ecossistema. O ideal é que os prazo fossem antecipados para 2020.O Brasil foi escolhido pela entidade para ser um dos líderes globais da campanha contra o aquecimento global. Entre as razões para a escolha do país estão suas grandes riquezas naturais, entre elas a Amazônia, o uso intensivo de energia renovável dentro da matriz energética, que chega a quase 50%, as boas relações diplomáticas com outros países e por ser uma liderança econômica em expansão. Um dos slogans escolhidos para a campanha mundial será ”Join Brazil”, ou seja, “Junte-se ao Brasil”.Foco nas pessoasDiferentemente de outras iniciativas para conter o avanço do aquecimento global, a campanha terá grande foco nas pessoas. Para a World Forum, todos devem ser considerados “Climate leaders”, em português, líderes climáticos. Ou seja, todos tem grande responsabilidade sobre o problema e devem ter participação fundamental em sua abordagem. Pela primeira vez na história, a humanidade está incluída em um único sistema e as ações de uma pessoa tem consequências para todas as outras.Cronograma O encontro em Belo Horizonte, entre os dias 4 e 7 será o primeiro evento da campanha. As mensagens e ações definidas na conferência mineira serão refinadas em encontro em Washington, Estados Unidos, em fevereiro de 2010. Em agosto, o primeiro ano da campanha será fechado com eventos no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Amazonas e Bahia. Outras cidades ao redor do mundo irão sediar a campanha nos próximos anos. Entre as candidatas estão a Cidade do México, Melbourne, na Austrália, e Haia, na Holanda.

Fonte: FSB Comunicações

terça-feira, 23 de junho de 2009

Audiências para Parque da Serra do Ouro Branco

João Paulo, do Movimento Legal de Ação Guardiães da Serra do Ouro Branco/Projeto Co-Criar (projeto.co-criar@oi.com.br), a meu pedido, me manda um relato da audiência pública entre os moradores de Ouro Branco e o IEF.
Segundo ele, a reunião serviu para esclarecer alguns detalhes do projeto.
"O principal foi a destinação dada ao Monumento Natural do Itatiaia. O monumento foi escolhido por ser uma área com comunidades. Isto evita as desapropriações e dá margem para a criatividade das comunidades envolvidas, possibilitando seu desenvolvimento e sua contribuição efetiva para o sucesso das Unidades. Nessa linha, não houve conflitos, mas sim uma grande satisfação da comunidade ourobranquense e um comprometimento desta em fazer das novas Unidades de Conservação, modelos internacionais de revitalização, preservação e utilização consciente destes presentes da vida, para todos nós, que são a Serra do Ouro Branco e a Serra de Itatiaia. A consulta pública ainda está aberta no site do IEF, disponivel para a população e interessados diretos. Com esses passos, o processo segue agora para a junção de todos os papéis necessários à finalização do projeto por parte do IEF, que o encaminhará para o Secretário de Meio Ambiente do Estado, José Carlos Carvalho, para o SISEMA e por fim, para a análise do governador Aécio Neves. Se tudo estiver nos conformes o governador há de assinar o decreto de criação do Parque Estadual da Serra do Ouro Branco e do Monumento Natural Estadual do Itatiaia até novembro deste ano".

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Ameaça de asfaltamento do único trecho intacto da Estrada Real

O único trecho intacto da Estrada Real – compreendido entre Rio Acima/Itabirito - está ameaçado de ser asfaltado pelo DER. A ameaça está sendo denunciada por ambientalistas da Associação Ecológica de Sitiantes e Moradores do Entorno da Rodovia MG-30, que começa no BH-Shopping, na estrada que liga Belo Horizonte, Nova Lima, Raposos, Rio Acima e Itabirito, antigo caminho com de mais de 200 anos, que ligava Minas Gerais ao Rio de Janeiro. Para reverter o equivocado asfaltamento os defensores do meio ambiente e da história colonial fizeram um ante-projeto para que a estrada seja calçada com pedra "pé de moleque", “pedra de mão”, ou bloco intertravado sob o argumento que, assim feito dará maior autenticidade ao local e possibilitará permeabilidade e condições propícias para plantas, animais e pássaros conviverem harmoniosamente no meio ambiente. HISTÓRIA - Esta antiga estrada tem 23 km encascalhados e salpicados com pedras do tempo colonial. Foi construída com cortes radicais nos contrafortes da serra e da mata protegida na APA/SUL. Porém, as prefeituras de Rio Acima e Itabirito, insensíveis ao comprometimento ambientalista, tentam forçar a barra para asfaltar - com o equivocado argumento do progresso a qualquer custo, e com prejuízo ao meio ambiente, o que poderá acabar com o ecossistema da região e fará com que aumente o perigo de acidentes automobilísticos, pois o trecho é cheio de curvas e muitos precipícios abissais. Os pequenos sitiantes e moradores do entorno da Rodovia (pelo menos os mais conscientes), os ambientalistas e vários vereadores de Rio Acima, Itabirito, Nova Lima, Raposos e Belo Horizonte, juntamente com associações ambientais estão fazendo apelos ao DER, IBAMA, FEAM, IEF, IGAM, SISEMA e às secretarias de Cultura, de Desenvolvimento Urbano etc. para se unirem contra a ameaça de mais um crime ecológico, e de forma irreversível, caso seja perpetrado. DECISÃO ECOLÓGICA - Os sistemas de calçamento ecologicamente corretos são indicados para pavimentos que preservam o meio ambiente sem agredi-los. Os pisos feitos com pedra “pé de moleque” (“pedra de mão”), além da vantagem ambiental , são fortalecidos pelo argumento do aspecto social, pois deverá ser feito empregando material e mão de obra locais,e que poderá também incentivar a adoção do exemplo em várias outras cidade do entorno das estradas vicinais, com ganho ambiental e cultural. Trata-se, portanto, de uma alternativa que de ser considerada por administradores públicos e privados, projetistas, ambientalistas, consultores e empreiteiros, ou por qualquer pessoa envolvida na escolha dos tipos de pavimentos a serem utilizados nos mais diversos campos de aplicação. A escassez de água no meio ambiente e as formas de garantir o melhor aproveitamento desse recurso, são alguns dos temas mais discutidos em todo planeta. A UNESCO afirma que nos próximos cinqüenta anos, os problemas relacionados com a falta de água afetarão todas as pessoas no mundo. Uma das causas é a ação predatória do homem, que continua a intervir no ciclo hidrológico, aumentando e na intensificando os desastres naturais, seja com o desmatamento, ou até mesmo pela impermeabilização do solo, através da pavimentação asfáltica dessas áreas ambientais, como a que se pretende fazer. Ao longo dos anos, muitos fatores vêm modificando as exigências da gestão municipal, impondo a busca de novas soluções que sejam, ao mesmo tempo, práticas e capazes de agregar outros valores para a economia do município e para a vida dos contribuintes. A exemplo disso, as Prefeituras precisam fazer algumas alterações na Lei de Parcelamento, Ocupação e Uso do Solo do Município, e aprovar mudanças que vêm de encontro às necessidades da sociedade e da cidade, em se adaptarem à dinâmica urbana e às conseqüências deste crescimento. É preciso ter a consciência de que as vias públicas e estradas coloniais deverão ser pavimentadas com revestimentos que tenham maior capacidade de permeabilização, para garantir através de medidas adequadas de planejamento de uso e ocupação do ambiente, os recursos hídricos na quantidade necessária e na qualidade desejada aos diversos usos, principalmente ambientais. O calçamento “pé de moleque”/“pedra de mão”, ou os blocos de concreto de pavimentação permitem a perfeita drenagem das águas de chuva. Ao mesmo tempo, evitam a impermeabilização do solo, pois sabe-se que as juntas entre as pedras ou blocos possibilitam a infiltração de uma de parcelas das águas incidentes, amenizando assim, o impacto ambiental, sendo considerado pisos ecologicamente corretos.
Adriano Duarte P. Cunha Sítio De Persi -Km 48 - Rodovia MG-30 Rio Acima – Minas Gerais

Estrada Real em Risco

Apoio porque acho o atual prefeito de Nova Lima um completo idiota, que abriu a cidade aos megaempreendimentos imobiliários, megaedifícios, nas outroras azuis montanhas mineiras da RMBH. Também queriam o quê? O cara nem é de Minas.
E também não tem visão de futuro, destruiu aquela região do Belvedere, com tanto prédio, esquecendo-se de que junto com os prédios vêm os milhares de automóveis, as toneladas de fumaça, os milhões de decibéis de buzinas...

Associação de Sitiantes Ecológicos de Rio Acima e Itabirito/ Estrada Real/MG-3O

O ecocidadão só enxerga a Estrada Real calçada com pedra “pé de moleque”ou bloco intertravado, pois tem certeza de que assim as matas e os rios continuarão respirando.
Rio Acima, 1º de junho de 2009
Prezados amigos e amigas,
Ajudem-nos a divulgar a inconsequente pretensão e o absurdo ambiental e cultural que seria o asfaltamento de 21 km de caminho colonial, no único trecho intacto da Estrada Real, entre Rio Acima e Itabirito.
Insanidade pretendida pelos prefeitos de Rio Acima e de Itabirito, e que são aplaudidos pelos destruidores do meio ambiente e da memória cultural e de toda a espécie de aproveitadores/traficantes de animais silvestres, pois a estrada que pretendem destruir ainda guarda reminiscências da época colonial/imperial do século XVIII.
Caso seja asfaltado, além de perder a característica de Estrada Real, esse trecho carregaria a pecha de ser um verdadeiro convite para o suicídio de milhares de pessoas (motoristas e passageiros), pois é cheia de curvas perigosas e precipícios abissais tipo canyons, em toda sua extensão. Essa estrada foi feita há mais de duzentos anos nos contrafortes da serra e matas da APA-SUL, protegidas pela leis ambientais do IBAMA e SISEMA e culturalmente pelo Patrimônio Histórico
Por isso, as pessoas sensatas e honestas defendem, principalmente, uma obra que preserve, primeiro a vida e, logo a seguir, o meio ambiente. Alertam ainda sobre a falta de segurança que beneficiará os marginais que usarão a estrada como rota de fuga após praticarem roubos na região e outros delitos, como tráfico de drogas ou todo tipo de desassossego que incomodará a comunidade pacata e ordeira de Rio Acima, Itabirito, Nova Lima, Raposos e Ouro Preto.
Nós, defensores da natureza, da preservação histórica e ambiental temos um ante-projeto que substitui esse famigerado asfalto por um calçamento ecologicamente correto que é a pavimentação feita em pedra ”pé-de moleque"/"pedra de mão", ou o bloquete intertravado, que certamente trará enormes ganhos sociais, uma vez que utilizará material e mão de obra locais.
Soluções construtivas criativas e de interesse sócio/educativo/comunitário devem ser a tônica nesse momento em que o mundo exige a presença de atitudes politicamente corretas e sem os maneirismos e subterfúgios demagogos de dirigentes municipais que não tem nenhum compromisso com as gerações futuras, pois querem destruir passado e o presente em nome de um “progresso” falso e inconsistente.

Com meu abraço fraterno,
Adriano Duarte P. Cunha
Km 48 - Rodovia MG-30 – Rio Acima





sexta-feira, 5 de junho de 2009

Os desabrigados ambientais

E no Dia Mundial do Meio Ambiente, um texto para ler e refletir. Trata-se dos refugiados ambientais, centenas de pessoas que têm de abandonar seus lares diante das novas características geográficas de seu habitat, novas características provocadas pelas mudanças climáticas. Ilhas que desaparecem, orlas que são inundadas, beiras de rio idem. Veja no link abaixo:
http://educacao.uol.com.br/geografia/refugiados-ambientais.jhtm

E porque hoje é sexta, e se Deus quiser, eu só volto na segunda, desde claro, que ninguém jogue filhos pela janela, ninguém roube descaradamente o dinheiro público, não se rompa nenhuma barragem, aí vai uma poesia para vocês lembrarem o meio ambiente:

A folha
Carlos Drummond de Andrade

A natureza são duas.
Uma, tal qual se sabe a si mesma.
Outra, a que vemos. Mas vemos?
Ou é a ilusão das coisas?

Quem sou eu para sentir
o leque de uma palmeira?
Quem sou, para ser senhor
de uma fechada, sagrada
arca de vidas autônomas?

A pretensão de ser homem
e não coisa ou caracol
esfacela-me em frente à folha
que cai, depois de viver
intensa, caladamente,
e por ordem do Prefeito
vai sumir na varredura
mas continua em outra folha
alheia a meu privilégio
de ser mais forte que as folhas.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Um eucalipto de presente no Dia do Meio Ambiente

A Fundação Biodiversitas e a Associação Mineira de Defesa do Meio Ambiente (Amda) estão com uma campanha na internet para apoiar o projeto de lei 2.771/08, do governador, que está tramitando na Assembleia e sobre o qual eu falei aqui ontem.
É o projeto que vai alterar a Lei Florestal mineira, mudando algumas coisas, como a proibição gradativa do uso do carvão proveniente de floresta nativa pelas siderurgias. Há outras alterações importantes, como o monitoramento eletrônico do comércio carvoeiro.
A filosofia que orienta o projeto é aquilo que falei no texto de ontem, dá-se uma mão e retira-se um braço.
Respeito a iniciativa da Amda e da Biodiversitas, mas me preocupo com o raciocínio reducionista que a orienta.
Tal raciocínio consiste em apoiar o menos pior. Se proibir o carvão natural vai preservar o que restou de Mata Atlântica e Cerrado, então vamos aderir.
Só que esta proibição vai fazer explodir o setor da silvicultura de eucalipto, afinal de onde as siderúrgicas irão comprar o carvão?
E tome plantação de eucalipto nesse mundão de Deus, ex-cerrado de Guimarães Rosa.
As entidades ambientalistas estão sempre correndo atrás do prejuízo. Nunca vi uma ação propositiva, como fazer um lobby correto e legítimo, como por exemplo durante a tramitação do projeto; e propor outras mudanças, que além de preservar o que restou da mata (míseros 10%), não levem áreas remanescentes a conviver com o eucalipto e suas nefastas sequelas de empobrecimento do solo e prejuízos à agricultura familiar.
Mudanças poderiam ser: destinar X% da área do Estado para o reflorestamento de espécies nativas (não o plantio de eucalipto, isto é atividade comercial, e a silvicultura mineira já deu mostras de seu poder junto ao Estado e Assembleia).
Pelo menos a filosofia que orientou a lei que ora se propõe alterar era mais protecionista, com a exigência de destinação de se preservar 20% da área de fazendas para o meio ambiente.
Enquanto a silvicultura faz congressos, banca campanhas políticas, banca megaeventos no Expominas, as entidades ambientalistas ficam aí com cartinhas e apoio a projetos que os menos ingênuos sabem muito bem a quem atenderá. Pelo menos parte do projeto, claro.
E eu nem sou contra a silvicultura nada. Sei que é uma atividade economicamente sustentável, de um setor com visão mais moderna, em comparação com o setor minerário, por exemplo.
Só acho que uma coisa não vai compensar a outra (carvão de mata nativa por carvão de mata plantada).
Os 10% de Mata Atlântica vão ficar, mas ao lado dos 50, 60%(?) de eucalipto.
E uma hora dessas teremos ótimas receitas de pratos com eucalipto.
Dizem que o chá é ótimo para o pulmão!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

O Dia do Meio Ambiente e as comemorações

Depois de amanhã (5/06) é o Dia Mundial do Meio Ambiente.
No ano passado sugeri aqui algumas formas de comemorar a data.
Este ano vou sugerir algumas reflexões.
Estamos num momento estranho no Brasil: há avanços e retrocessos quase que diariamente, como se houvesse uma intenção velada de deixar esta briga empatada.
Já é ruim suficientemente por ser uma briga. Pior ainda é mantê-la empatada, porque empate pode significar equilíbrio, mas de um outro ponto de vista pode significar também anulação de ações.
E no meio disso tudo um ministro do Meio Ambiente meio doido, espetaculoso, para usar um termo mais midiático.
Dá ou não dá saudades da suave Marina?
O Congresso se encarrega de detonar algumas leis ambientais, como a de proteção às cavidades naturais, a de proteção a restingas (ainda em tramitação) e mais uma lista, que os ambientalistas reunidos no Ibirapuera, São Paulo, no finalzinho de maio, denunciaram.
Aqui fala-se que o desmatamento cairá, a partir da aprovação do projeto de lei 2.771/08, que reduz o uso de carvão proveniente de matas nativas pelas siderúrgicas, gradativamente, até 2017.
Também já está na reta final a criação do Parque Estadual da Serra do Ouro Branco.
Mas a mata seca, no Norte de Minas, já pode ser usada mais amplamente para projetos agropecuários.
E a Reserva do Cercadinho vai ceder seu quinhão para o Vetor Sul, aquele acesso novo para Nova Lima, local todo estrangulado na altura do Belvedere.
É obra que precisa ser feita, mas a diminuição da área da reserva não veio acompanhada de nenhuma contrapartida ou de exigências mais duras para o licenciamento de construção da alça viária.
São Paulo fez o contrário. Seu rodoanel vai sair numa área de mananciais, mas o licenciamento para a obra terá que cumprir uma lista quilométrica de medidas mitigantes.
Mas o que merece mais reflexão, neste momento, é mesmo o PL 2.771, que está sendo saudado como a redenção do desmatamento em Minas Gerais, redenção do que resta de Mata Atlântica no Estado.
Mas em uma solenidade ontem promovida pela Associação Mineira de Silvicultura (AMS), Sindifer (produtores de ferro gusa), Embrapa Florestas e governo mineiro, liguei o sinal de alerta.
Foi um megaevento, (que continua por três dias, em forma de um congresso sobre florestas energéticas) o que demonstra a robustez do setor.
Reivindicando para si o título de agricultores e xingando o ministro Minc que os chamou de vagabundos, os plantadores de florestas agradeceram muito, mas muito mesmo, ao governador e ao vice pelas "políticas para o setor".
Bem, as "políticas" estão contidas no PL 2.771.
A siderurgia não poderá comprar mais do que um percentual X de carvão proveniente de mata nativa já a partir do próximo ano, percentual que chegará a no máximo 5% em 2017.
Isto vai tornar mais robusta a silvicultura mineira.
Se não se pode derrubar mata nativa, o carvão tem de vir das florestas plantadas.
Nada de mais, se não houvesse uma discussão quase filosófica sobre os malefícios do eucalipto. Ou sobre a monocultura, outra vertente do debate.
Ou seja, saimos da chuva para cair no molhado.
E o efeito estufa, com suas mudanças climáticas, avança e agradece.
Vamos rezar no Dia Mundial do Meio Ambiente!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Dia Mundial do Leite

Hoje é o Dia Mundial do Leite, data sugerida pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO/ONU).
Aqui em Minas, maior produtor de leite do país, o sindicato dos produtores (Silemg), promove uma degustação do produto na Praça Carlos Chagas (Assembleia).
Quem passou por ali, recebeu desde cedo, folhetos, revistas com matérias sobre o leite e seus benefícios. E de quebra, pôde degustar queijos de vários tipos, pãezinhos com requeijão, iogurtes, uma verdadeira festa.
De longe dava para ver a fila enorme que se formou próximo à barraca de degustação.
Mas chegando perto, deu para ver que a turma estava mesmo era na fila de medição de pressão arterial e teste de glicose.
A FAO recomenda um consumo anual de 200 litros de leite, mas no Brasil, a média não passa de 120 litros. O pior disso tudo, é que segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o brasileiro consome 89% a mais de refrigerante e 41% de cerveja.
Talvez o consumo do leite esteja diretamente ligado ao preço para o consumidor final.
E volta e meia os produtores reclamam que eles não ficam com praticamente nada dos lucros da atividade e acusam o setor de embalagens, dominado pela sueca Tetra Pak.
E fica tudo por isso mesmo. E agora estão todos juntos nas comemorações do Dia Mundial do Leite.
Todo ano são feitas campanhas milionárias para incentivar o consumo do leite.
E se um pouco desse dinheiro fosse canalizado para uma espécie de subsídio ao leite para populações mais carentes?