E porque hoje é sexta, e se Deus quiser, não acontecerá mais nenhum escândalo, a gripe não pulará, a chuva no Nordeste dará uma trégua, ninguém matará seu filho, e aí volto a postar só na segunda.
Por isso, porque hoje é sexta, vou de Fernando Pessoa, compartilhando-o com vocês:
Não sei quantas almas tenho
Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Cassação já para o deputado que se lixa
A Câmara Federal poderia fazer um gesto supremo "de corte na carne" - como se costuma chamar aquelas ações que ela própria perpetua contra algum de seus membros -, e cassar de vez dois deputados: o do castelo e o que "está se lixando para a opinião pública".
Este deputado Sérgio Moraes, do PTB gaúcho, é mesmo um elefante em loja de porcelana.
A declaração dele de que está se lixando para o que os jornais escrevem, e consequentemente, para a opinião pública, é alguma coisa nunca vista em termos de escárnio.
Qunado ele disse, com todas as letras, que não se importava a mínima com os jornais, sabia que estes, ruins, bons, engajados, comprometidos com um ou outro interesse, são o reflexo da opinião pública.
É ali, naquele pedaço cheio de imperfeições, que a sociedade se espelha.
E o deputado ignorar isso, bem, só usando a popular "me engana que eu gosto".
Por isso deve perder o mandato, já que não respeita o povo para quem deveria ser dirigido seu mandato, povo aliás, objetivo primordial de qualquer mandato político.
E o do castelo deve ser cassado não porque tem um castelo, que aliás construiu muito antes de ser deputado.
Mas por ter usado suas empresas para fornecer notas fiscais e justificar os seus gastos com a verba de representação. Quer algo mais espúrio do que isso? E o cara ainda se apropriava dos dinheiros descontados dos empregados, como o FGTS e o INSS.
Recall
Por isso, na reforma política que ora se discute no Congresso, é preciso urgente implantar um mecanismo já presente em alguns países, o do "recall de políticos".
Com este instrumento, a população pode tomar o mandato de presidentes, senadores, deputados, quando estes estiverem fora da linha, quer dizer muito fora da linha, com muito defeito de fabricação mesmo, daqueles que comprometem a segurança e o desempenho.
Tem até uma Proposta de Emenda à Constituição com este teor, do senador Eduardo Suplicy tramitando no Congresso.
Mas já viram né? É a história do cortar na carne. A matéria tramita a passo de tartaruga, apesar de ter opinião favorável do relator na Comissão de Constituição, senador Pedro Simon.
Este deputado Sérgio Moraes, do PTB gaúcho, é mesmo um elefante em loja de porcelana.
A declaração dele de que está se lixando para o que os jornais escrevem, e consequentemente, para a opinião pública, é alguma coisa nunca vista em termos de escárnio.
Qunado ele disse, com todas as letras, que não se importava a mínima com os jornais, sabia que estes, ruins, bons, engajados, comprometidos com um ou outro interesse, são o reflexo da opinião pública.
É ali, naquele pedaço cheio de imperfeições, que a sociedade se espelha.
E o deputado ignorar isso, bem, só usando a popular "me engana que eu gosto".
Por isso deve perder o mandato, já que não respeita o povo para quem deveria ser dirigido seu mandato, povo aliás, objetivo primordial de qualquer mandato político.
E o do castelo deve ser cassado não porque tem um castelo, que aliás construiu muito antes de ser deputado.
Mas por ter usado suas empresas para fornecer notas fiscais e justificar os seus gastos com a verba de representação. Quer algo mais espúrio do que isso? E o cara ainda se apropriava dos dinheiros descontados dos empregados, como o FGTS e o INSS.
Recall
Por isso, na reforma política que ora se discute no Congresso, é preciso urgente implantar um mecanismo já presente em alguns países, o do "recall de políticos".
Com este instrumento, a população pode tomar o mandato de presidentes, senadores, deputados, quando estes estiverem fora da linha, quer dizer muito fora da linha, com muito defeito de fabricação mesmo, daqueles que comprometem a segurança e o desempenho.
Tem até uma Proposta de Emenda à Constituição com este teor, do senador Eduardo Suplicy tramitando no Congresso.
Mas já viram né? É a história do cortar na carne. A matéria tramita a passo de tartaruga, apesar de ter opinião favorável do relator na Comissão de Constituição, senador Pedro Simon.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
E a gripe chegou
Finalmente não deu para esconder mais e o governo brasileiro teve de admitir hoje quatro casos da gripe influenza A.
Disso tudo fica uma certeza: os governos continuam cometendo eternamente os mesmos erros: esconder da população a verdade, ou mascarar, ou dourar a pílula.
Desde domingo, alguns de nós, por causa de contatos dentro da vigilância epidemilógica de São Paulo, já sabíamos do caso naquele estado, confirmadíssimo. Menos pelas autoridades brasileiras e por esta imprensa incompetente, que fica repetindo infinitamente, sem levantar o traseiro de suas redações refrigeradas, o que o comunicado oficial garante.
Ô saudade dos tempos da imprensa que apurava, que não engolia releases e comunicados oficiais.
A história brasileira está repleta de mentiras encobertas pelos comunicados oficiais.
Alguém ainda se lembra do caso do Tancredo Neves?
Pois é, pouca coisa mudou.
Aliás piorou, porque agora não há jornalistas dispostos a desvendar esquisitices.
É mais, mais cômodo, mais rentável repetir o oficial, "colocando na boca do entrevistado" (jargão dos jornalistas para as declarações entre aspas, sem qualquer apuração).
A confirmação já era sabida, mas a informação foi sendo ministrada em doses homeopáticas, como na declaração do ministro Temporão (será que ele algum dia amadurece?), de que "a chegada do vírus ao Brasil é inevitável".
De que adianta o ufanismo agora, de que estamos preparados, temos remédio para 9 milhões de pessoas, etc?
Por que não admitir desde o início que existia muito discurso e pouca ação, pouco comprometimento dos servidores da área de saúde que trabalham no caso?
Por que não admitir desde o início que o Brasil não tinha sequer como comprovar os casos suspeitos porque não possuía o kit do exame, que só chegou hoje? (Coincidência o anúncio oficial dos quatro casos?)
Por que não admitir que instalado o vírus no país, pelas nossas condições sanitárias, corremos o risco de ele se alastrar rapidamente?
E pior de tudo, por que as autoridades estão se lixando (para usar uma palavra na moda entre os políticos), para a possibilidade da segunda onda da gripe, mais intensa e devastadora?
Só para avivar nossas memórias: dengue era uma doencinha de nada, que acontecia aqui e ali e hoje é este flagelo, que governo nenhum de cidade ou estado consegue controlar. E com dezenas e dezenas de mortes todos os anos.
Disso tudo fica uma certeza: os governos continuam cometendo eternamente os mesmos erros: esconder da população a verdade, ou mascarar, ou dourar a pílula.
Desde domingo, alguns de nós, por causa de contatos dentro da vigilância epidemilógica de São Paulo, já sabíamos do caso naquele estado, confirmadíssimo. Menos pelas autoridades brasileiras e por esta imprensa incompetente, que fica repetindo infinitamente, sem levantar o traseiro de suas redações refrigeradas, o que o comunicado oficial garante.
Ô saudade dos tempos da imprensa que apurava, que não engolia releases e comunicados oficiais.
A história brasileira está repleta de mentiras encobertas pelos comunicados oficiais.
Alguém ainda se lembra do caso do Tancredo Neves?
Pois é, pouca coisa mudou.
Aliás piorou, porque agora não há jornalistas dispostos a desvendar esquisitices.
É mais, mais cômodo, mais rentável repetir o oficial, "colocando na boca do entrevistado" (jargão dos jornalistas para as declarações entre aspas, sem qualquer apuração).
A confirmação já era sabida, mas a informação foi sendo ministrada em doses homeopáticas, como na declaração do ministro Temporão (será que ele algum dia amadurece?), de que "a chegada do vírus ao Brasil é inevitável".
De que adianta o ufanismo agora, de que estamos preparados, temos remédio para 9 milhões de pessoas, etc?
Por que não admitir desde o início que existia muito discurso e pouca ação, pouco comprometimento dos servidores da área de saúde que trabalham no caso?
Por que não admitir desde o início que o Brasil não tinha sequer como comprovar os casos suspeitos porque não possuía o kit do exame, que só chegou hoje? (Coincidência o anúncio oficial dos quatro casos?)
Por que não admitir que instalado o vírus no país, pelas nossas condições sanitárias, corremos o risco de ele se alastrar rapidamente?
E pior de tudo, por que as autoridades estão se lixando (para usar uma palavra na moda entre os políticos), para a possibilidade da segunda onda da gripe, mais intensa e devastadora?
Só para avivar nossas memórias: dengue era uma doencinha de nada, que acontecia aqui e ali e hoje é este flagelo, que governo nenhum de cidade ou estado consegue controlar. E com dezenas e dezenas de mortes todos os anos.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
A margarita como fazem no México

Se você buscar no Google vai encontrar milhares de páginas ensinando a fazer a margarita, o mais tradicional drink mexicano. No Brasil, os bares a preparam só com limão e Cointreau e a dose de tequila é muito alta o que deixa a bebida muito forte.
No México, eles a tomam bem fraquinha, talvez porque os turistas a pedem o dia inteiro, a começar pela manhã, quando estão nas piscinas dos hotéis.
A minha receita preferida foi esta aí em baixo:
Coquetel Margarita
(para seis pessoas)
125 ml de tequila branca
60 ml de licor seco de laranja (triple sec, encontrado em casas de bebida, ou o cointreau)
60 mil de suco de limão
4 taças de gelo picado e
Sal
Preparo -
Umedecer as bordas do copo ou taça em que for servir o drink com suco de limão. Espalhar sal em um prato e molhar as bordas do copo ou taça nele para fazer a borda cristalizada de sal
Bater num liquidificador a tequila, o licor de laranja, o suco de limão e o gelo, por uns instantes, em velocidade alta.
O gelo batido dá a consistência de "frozen", que é bem melhor do que o gelo batido ou picado, feito em coqueteleira.
Colocar a mistura nos copos ou taças previamente preparados.
Se você quiser mais forte, vá temperando com mais tequila, mas depois não reclame.
E advinha por que me lembrei de colocar esta receita agora?.
Oi TV e Oi internet, a fantasia
Ter de recorrer ao atendimento de algum desses serviços - Oi, Oi TV, Oi internet, Claro, Vivo, Tim, é um martírio.
Há dois dias estou com o sinal de tv a cabo da Oi TV praticamente inviável. Os canais comerciais estão quase desaparecidos, de tão ruim o sinal.
E agora, quando ligo para pedir assistência técnica começa o suplício.
Duzentos telefonemas cheios de "um momento senhora", "confirme alguns dados, senhora", meu Deus é de deixar qualquer um louco!
E não resolvem!
"O sistema está indisponível", "o ramal está ocupado", "liga daqui a 30 minutos"!
Quem pode com uma coisa dessas? E a ligação é cobrada num telefone prefixo 4002, que me passam.
E o pior: não estou relatando nada novo. Os Procons estão entupidos dessas reclamações.
Então por que não há uma providência drástica das autoridades competentes (Anatel)?
Há lei para isso, lei para aquilo, mas tais serviços, ou melhor, desserviços, continuam cada vez piores. E ainda pago e caro por eles.
Formas de punir e resolver existem, só que as agências reguladoras não têm coragem de encarar o poder desses grupos.
Também com as relações incestuosas entre governo, agências e operadoras, dá para entender.
Uma medida muito simples seria, a cada reclamação na agência, a multa à operadora seria imediata. Uma multa razoável, só para dar bastante prejuízo à operadora no acumulado.
Mas podem dizer: "não, mas a culpa pode não ser da operadora. É preciso apurar antes".
Ah, é? E as multas de trânsito que tenho de pagar primeiro para depois contestar?
Com a cobrança automática a cada reclamação na Anatel, quem sabe as operadoras pensariam em investir um pouco dos fabulosos lucros em modernização tecnológica e de atendimento, principalmente.
E nem adianta mudar de operadora, como sugere candidamente a Anatel, confiando na concorrência. É tudo uma porcaria só.
O índice de civilidade e desenvolvimento de um país se mede também pelo respeito ao consumidor.
Já viu em que nível o Brasil está né?
Há dois dias estou com o sinal de tv a cabo da Oi TV praticamente inviável. Os canais comerciais estão quase desaparecidos, de tão ruim o sinal.
E agora, quando ligo para pedir assistência técnica começa o suplício.
Duzentos telefonemas cheios de "um momento senhora", "confirme alguns dados, senhora", meu Deus é de deixar qualquer um louco!
E não resolvem!
"O sistema está indisponível", "o ramal está ocupado", "liga daqui a 30 minutos"!
Quem pode com uma coisa dessas? E a ligação é cobrada num telefone prefixo 4002, que me passam.
E o pior: não estou relatando nada novo. Os Procons estão entupidos dessas reclamações.
Então por que não há uma providência drástica das autoridades competentes (Anatel)?
Há lei para isso, lei para aquilo, mas tais serviços, ou melhor, desserviços, continuam cada vez piores. E ainda pago e caro por eles.
Formas de punir e resolver existem, só que as agências reguladoras não têm coragem de encarar o poder desses grupos.
Também com as relações incestuosas entre governo, agências e operadoras, dá para entender.
Uma medida muito simples seria, a cada reclamação na agência, a multa à operadora seria imediata. Uma multa razoável, só para dar bastante prejuízo à operadora no acumulado.
Mas podem dizer: "não, mas a culpa pode não ser da operadora. É preciso apurar antes".
Ah, é? E as multas de trânsito que tenho de pagar primeiro para depois contestar?
Com a cobrança automática a cada reclamação na Anatel, quem sabe as operadoras pensariam em investir um pouco dos fabulosos lucros em modernização tecnológica e de atendimento, principalmente.
E nem adianta mudar de operadora, como sugere candidamente a Anatel, confiando na concorrência. É tudo uma porcaria só.
O índice de civilidade e desenvolvimento de um país se mede também pelo respeito ao consumidor.
Já viu em que nível o Brasil está né?
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Viagens lidas são como as vividas
Para quem gosta de textos de viagens confira a coluna lateral Viagens & Cia. As últimas são as do México e umas postagens do jornalista Márcio Metzker que fez um périplo de carro pela Europa e nos enviou uns textos sensacionais como só ele sabe fazer. Aproveite!
E a Globo manda a Vigilância me ligar
Depois que a Secretaria de Saúde me ligou no sábado sobre a gripe suína - que não é suína mais, e sim Influenza A (H1N1), depois que os porcos reclamaram que não tinha ninguém por lá com gripe-, fiquei mirabolando como a SES conseguiu meu telefone.
Primeiro achei que foi por causa da matéria do Hoje em Dia, mas como a Rosângela Guimarães não recebeu nenhuma ligação, descartei esta via.
Pensei que havia sido a minha irmã Glória, em sua esculhambação com o pessoal da Infraero em Confins e depois com os da Vigilância Sanitária estadual. Ela passou de setor em setor, esculhambando todo mundo.
Mas ela não deu meu telefone para ninguém, aliás, segundo ela, nem perguntaram meu nome ou algo assim básico.
Aí me lembrei que no meu contato com a produtora Patrícia, da Globo Minas, deixei meu telefone.
Bingo!
A Globo deve ter ligado para a Secretaria para ver se estavam fazendo a vigilância e citaram minha reclamação.
É a Globo pautando as autoridades também.
Também, porque já pauta o resto da imprensa, o público brasileiro e até sul-americano.
Recebo o e-mail de minhas colegas paulistas, duas de Campinas e duas da Capital. Fora o desgaste da viagem, o estresse, a tensão, o atraso do voo em duas horas das duas últimas, ao chegar em Guarulhos no sábado, também não foram abordadas. E também não receberam folheto algum.
Há anúncio pago nas tvs e jornais sobre a epidemia, numa clara inversão de público-alvo. Os que chegam do México e Estados Unidos passam batido.
E depois querem que os anônimos que folheiam o jornal displicentemente, ou saem da frente da tv no intervalo da novela ou do jogo, prestem atenção naquele anúncio ali.
Enquanto isso a OMS já disse hoje que vai declarar nível 6 da epidemia.
Primeiro achei que foi por causa da matéria do Hoje em Dia, mas como a Rosângela Guimarães não recebeu nenhuma ligação, descartei esta via.
Pensei que havia sido a minha irmã Glória, em sua esculhambação com o pessoal da Infraero em Confins e depois com os da Vigilância Sanitária estadual. Ela passou de setor em setor, esculhambando todo mundo.
Mas ela não deu meu telefone para ninguém, aliás, segundo ela, nem perguntaram meu nome ou algo assim básico.
Aí me lembrei que no meu contato com a produtora Patrícia, da Globo Minas, deixei meu telefone.
Bingo!
A Globo deve ter ligado para a Secretaria para ver se estavam fazendo a vigilância e citaram minha reclamação.
É a Globo pautando as autoridades também.
Também, porque já pauta o resto da imprensa, o público brasileiro e até sul-americano.
Recebo o e-mail de minhas colegas paulistas, duas de Campinas e duas da Capital. Fora o desgaste da viagem, o estresse, a tensão, o atraso do voo em duas horas das duas últimas, ao chegar em Guarulhos no sábado, também não foram abordadas. E também não receberam folheto algum.
Há anúncio pago nas tvs e jornais sobre a epidemia, numa clara inversão de público-alvo. Os que chegam do México e Estados Unidos passam batido.
E depois querem que os anônimos que folheiam o jornal displicentemente, ou saem da frente da tv no intervalo da novela ou do jogo, prestem atenção naquele anúncio ali.
Enquanto isso a OMS já disse hoje que vai declarar nível 6 da epidemia.
sábado, 2 de maio de 2009
A vigilância vigia depois que a imprensa reclama
No aeroporto do México
esperando voo para Cancún
Como não fui abordada em Confins, depois de chegar do México, fui para os jornais. Liguei para a Globo e a produtora do MG TV "ouviu" tudo muito pacientemente. Provavelmente vendo tv, conversando com alguém do lado e revirando os olhos, pensando "mais um que quer aparecer".
Bem, não é o meu caso, afinal sou jornalista e sei como se dá a produção da notícia.
Sei dos interesses todos que determinam qual fato irá ao ar e como.
Mas o jornal Hoje em Dia deu nossa reclamação, minha e da editora-adjunta deles, Rosângela Guimarães.
Além disso, minha irmã Glória ligou para a Vigilância Sanitária em Confins e fez um escarcéu danado com o fato de eu não ter sido abordada. E ainda foi atendida com rispidez e com informações truncadas. Esta é a burocracia das coisas.
Resultado: hoje, às 11 horas recebi um telefonema da Secretaria de Saúde do Estado, perguntando se eu estava bem e me deixando um 0800 caso manifeste algum sintoma daqui para frente.
No Hoje em Dia, uma dentista que chegou do México dois dias antes de mim, com um filho bebê, também se queixou de não ter sido abordada e de não ter recebido telefonema nenhum até ontem, dia da produção da notícia do jornal.
O jornal que dá o outro lado da notícia, que não a declaração oficial de "que estamos distribuindo folhetos a todos passageiros procedentes de áreas de risco", presta um serviço social e faz um papel que deveria ser das autoridades.
A Secretaria da Saúde não está distribuindo folhetos informativos coisíssima nenhuma, pelo menos nos voos da Copa, os únicos procedentes do México.
Só se estão distribuindo nos voos que chegam de Lisboa, os únicos internacionais, além deste do México. Ou quem sabe os da ponte aérea Rio/São Paulo.
E assim caminha a humanidade: autoridades dizem que fazem, mas as ações não chegam aos interessados.
E vamos vivendo todos neste circo de engodos, falácias, espetáculos, como se as doenças fossem combatidas com ações psicológicas.
Como não fui abordada em Confins, depois de chegar do México, fui para os jornais. Liguei para a Globo e a produtora do MG TV "ouviu" tudo muito pacientemente. Provavelmente vendo tv, conversando com alguém do lado e revirando os olhos, pensando "mais um que quer aparecer".
Bem, não é o meu caso, afinal sou jornalista e sei como se dá a produção da notícia.
Sei dos interesses todos que determinam qual fato irá ao ar e como.
Mas o jornal Hoje em Dia deu nossa reclamação, minha e da editora-adjunta deles, Rosângela Guimarães.
Além disso, minha irmã Glória ligou para a Vigilância Sanitária em Confins e fez um escarcéu danado com o fato de eu não ter sido abordada. E ainda foi atendida com rispidez e com informações truncadas. Esta é a burocracia das coisas.
Resultado: hoje, às 11 horas recebi um telefonema da Secretaria de Saúde do Estado, perguntando se eu estava bem e me deixando um 0800 caso manifeste algum sintoma daqui para frente.
No Hoje em Dia, uma dentista que chegou do México dois dias antes de mim, com um filho bebê, também se queixou de não ter sido abordada e de não ter recebido telefonema nenhum até ontem, dia da produção da notícia do jornal.
O jornal que dá o outro lado da notícia, que não a declaração oficial de "que estamos distribuindo folhetos a todos passageiros procedentes de áreas de risco", presta um serviço social e faz um papel que deveria ser das autoridades.
A Secretaria da Saúde não está distribuindo folhetos informativos coisíssima nenhuma, pelo menos nos voos da Copa, os únicos procedentes do México.
Só se estão distribuindo nos voos que chegam de Lisboa, os únicos internacionais, além deste do México. Ou quem sabe os da ponte aérea Rio/São Paulo.
E assim caminha a humanidade: autoridades dizem que fazem, mas as ações não chegam aos interessados.
E vamos vivendo todos neste circo de engodos, falácias, espetáculos, como se as doenças fossem combatidas com ações psicológicas.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
A vigilância que não vigia a gripe
Chego em Confins na madrugada de hoje, preparada para ser barrada, colocada numa ambulância e levada para o isolamento do Hospital das Clínicas.
Afinal estou voltando do México, de Cancún, mas estive também na capital, onde a epidemia se espalhou rapidamente.
Na saída do aeroporto mexicano recebi máscaras, folhetos explicativos sobre a doença e um questionário para responder sobre se senti dois dos seis sintomas.
Na escala no Panamá, a mesma coisa.
Mas no Brasil, em Beagá, nada aconteceu. Todo mundo desceu tranquilamente, apesar de uma mulher ter espirrado metade da viagem e de um senhor mais velho ter tossido outro tanto. Ambos sem proteger os incômodos com um lenço sequer.
Claro que é brincadeira a primeira frase, mas que eu esperava alguma coisa mais, esperava.
Afinal não dá para combater epidemia só com a boa vontade de cada um.
Eu me preveni com máscara, passei já do período de manifestação da doença (de 2 a 7 dias), mas poderia ter sido contaminada em qualquer dos aeroportos e só saber daqui a dois dias.
O chato é ver o ministro Temporão, com aquele cabelão ao vento, mastigando mentiras.
Não dá para fazer jogo de cena nestes casos.
Não dá para chamar a imprensa, principalmente tvs, para ir aos aeroportos, junto com a Vigilância Sanitária e fiscalizar um voo qualquer.
Dá ótimas imagens, mas não dá resultado.
Foi assim com a Aids, cujas campanhas levaram pelo menos 5 anos até atingir o público-alvo. E o estrago já estava feito.
As autoridades precisam saber que o público-alvo são os viajantes de aviões e navios que tenham passado pelo México e Estados Unidos. E precisam ser mais incisivas, pelo menos recomendando a estes passageiros que fiquem em casa por uns cinco dias, mais ou menos em isolamento, ou pelo menos evitando lugares de grande aglomeração, como igrejas, shoppings, teatros, cinemas, etc.
Eu vou fazer minha parte, me mantendo em semi-isolamento: dei folga de uma semana para a secretária e minha filha foi para a casa de amigos.
Minha consciência - ajudada pelo médico-chefe da instituição onde trabalho, o primeiro a sugerir a quarentena, via e-mail ainda quando eu estava no México -, não me permite agir de outra maneira.
E não é paranóia não: a epidemia teve uma disseminação galopante, passando de um nível a outro em menos de 48 horas. Enquanto eu escrevia num dia que ela estava no nível 4, já havia pulado para o nível 5.
E mesmo que venha a ser controlada nas próximas semanas, não se sabe nada sobre uma recidiva e sua virulência. E pior: as vacinas só estarão prontas daqui a seis meses.
Afinal estou voltando do México, de Cancún, mas estive também na capital, onde a epidemia se espalhou rapidamente.
Na saída do aeroporto mexicano recebi máscaras, folhetos explicativos sobre a doença e um questionário para responder sobre se senti dois dos seis sintomas.
Na escala no Panamá, a mesma coisa.
Mas no Brasil, em Beagá, nada aconteceu. Todo mundo desceu tranquilamente, apesar de uma mulher ter espirrado metade da viagem e de um senhor mais velho ter tossido outro tanto. Ambos sem proteger os incômodos com um lenço sequer.
Claro que é brincadeira a primeira frase, mas que eu esperava alguma coisa mais, esperava.
Afinal não dá para combater epidemia só com a boa vontade de cada um.
Eu me preveni com máscara, passei já do período de manifestação da doença (de 2 a 7 dias), mas poderia ter sido contaminada em qualquer dos aeroportos e só saber daqui a dois dias.
O chato é ver o ministro Temporão, com aquele cabelão ao vento, mastigando mentiras.
Não dá para fazer jogo de cena nestes casos.
Não dá para chamar a imprensa, principalmente tvs, para ir aos aeroportos, junto com a Vigilância Sanitária e fiscalizar um voo qualquer.
Dá ótimas imagens, mas não dá resultado.
Foi assim com a Aids, cujas campanhas levaram pelo menos 5 anos até atingir o público-alvo. E o estrago já estava feito.
As autoridades precisam saber que o público-alvo são os viajantes de aviões e navios que tenham passado pelo México e Estados Unidos. E precisam ser mais incisivas, pelo menos recomendando a estes passageiros que fiquem em casa por uns cinco dias, mais ou menos em isolamento, ou pelo menos evitando lugares de grande aglomeração, como igrejas, shoppings, teatros, cinemas, etc.
Eu vou fazer minha parte, me mantendo em semi-isolamento: dei folga de uma semana para a secretária e minha filha foi para a casa de amigos.
Minha consciência - ajudada pelo médico-chefe da instituição onde trabalho, o primeiro a sugerir a quarentena, via e-mail ainda quando eu estava no México -, não me permite agir de outra maneira.
E não é paranóia não: a epidemia teve uma disseminação galopante, passando de um nível a outro em menos de 48 horas. Enquanto eu escrevia num dia que ela estava no nível 4, já havia pulado para o nível 5.
E mesmo que venha a ser controlada nas próximas semanas, não se sabe nada sobre uma recidiva e sua virulência. E pior: as vacinas só estarão prontas daqui a seis meses.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Cancun é um mundo à parte, sem influenza
Se nao fosse um ônibus cheio de turistas que chegou há pouco no hotel, todos com máscaras no rosto, diria que Cancún é outro país. Nao se fala da influenza aqui. Nao estão nem um pouco preocupados. A não ser aqueles que chegam da Cidade do México.
A gripe continua avançando e inclusive em outros países já em alerta.
O nível de risco da epidemia já é o numero 4, segundo OMS. E só há 6 níveis.
No México, o governo tem feito de tudo para deter o avanço, mas é um vírus forte, mutante, sem vacinas, apesar de num primeiro momento o governo mexicano ter dito que estava preparado com 2 milhões de vacinas. E o que é isso num país que tem 24 mihões de pessoas, fora os turistas?
Na capital todos os espetáculos públicos foram cancelados: cinemas, teatros, shows.
No domingo missas na Catedral de Guadalupe foram suspensas, o que é seriíssimo para o país, o mais católico do mundo.
Mas em Cancún não há qualquer sinal de que está havendo uma epidemia.
Procurei hoje máscara, ou cobreboca em três farmácias e nao encontrei.
Disseram que não tinham encomendado.
A mídia continua a bater nas medidas preventivas, que preveem, além de se evitar os locais de grande aglomeração, recomendações para se comer alimentos ricos em vitamina C, lavar bem as mãos.
Vamos ver como saímos daqui amanhã.
A gripe continua avançando e inclusive em outros países já em alerta.
O nível de risco da epidemia já é o numero 4, segundo OMS. E só há 6 níveis.
No México, o governo tem feito de tudo para deter o avanço, mas é um vírus forte, mutante, sem vacinas, apesar de num primeiro momento o governo mexicano ter dito que estava preparado com 2 milhões de vacinas. E o que é isso num país que tem 24 mihões de pessoas, fora os turistas?
Na capital todos os espetáculos públicos foram cancelados: cinemas, teatros, shows.
No domingo missas na Catedral de Guadalupe foram suspensas, o que é seriíssimo para o país, o mais católico do mundo.
Mas em Cancún não há qualquer sinal de que está havendo uma epidemia.
Procurei hoje máscara, ou cobreboca em três farmácias e nao encontrei.
Disseram que não tinham encomendado.
A mídia continua a bater nas medidas preventivas, que preveem, além de se evitar os locais de grande aglomeração, recomendações para se comer alimentos ricos em vitamina C, lavar bem as mãos.
Vamos ver como saímos daqui amanhã.
domingo, 26 de abril de 2009
Mortes por gripe aumentam no México
Hoje, domingo, leio os jornais com preocupação. Os casos da gripe influenza continuam a subir. O governo mexicano já registra oficialmente 81 mortes. Há dois dias eram 20. Os contaminados já sao 1.324, mas uma vacinação em massa ainda não começou.
Segundo o Ministério da Saúde, que aqui se chama Secretaria de Saúde Federal, há estoques de vacinas, algo como um milhão de doses da vacina, a Oseltamivit, mas elas não são vendidas em farmácias.
Entre as novas medidas para conter a epidemia estão o isolamento de pacientes, mas a ação principal tem se concentrado na vigilância nos aeroportos. Já se param as pessoas para perguntar sobre sintomas da gripe, nos desembarques de cidadãos dos estados mais afetados, o distrito federal, Baixa Califórnia e outros do Norte.
Já foram registrados 16 casos nos Estados Unidos, também em cidades próximas à fronteira com o México.
Medidas mais drásticas como a suspensão de voos ainda nao foram anunciadas, mas um jogo de futebol na Cidade do México hoje, vai ser realizado sem acesso ao público.
No Yucatan, onde estamos, ainda nao há registros de casos da gripe. Mas as medidas de segurança estão em andamento. A principal é o cerco aos passageiros que chegam da capital. As autoridades portuárias estao instruídas para notificar casos suspeitos à Secretaria de Saúde do Estado, contudo, sem alarmar os demais passageiros.
Segundo o Ministério da Saúde, que aqui se chama Secretaria de Saúde Federal, há estoques de vacinas, algo como um milhão de doses da vacina, a Oseltamivit, mas elas não são vendidas em farmácias.
Entre as novas medidas para conter a epidemia estão o isolamento de pacientes, mas a ação principal tem se concentrado na vigilância nos aeroportos. Já se param as pessoas para perguntar sobre sintomas da gripe, nos desembarques de cidadãos dos estados mais afetados, o distrito federal, Baixa Califórnia e outros do Norte.
Já foram registrados 16 casos nos Estados Unidos, também em cidades próximas à fronteira com o México.
Medidas mais drásticas como a suspensão de voos ainda nao foram anunciadas, mas um jogo de futebol na Cidade do México hoje, vai ser realizado sem acesso ao público.
No Yucatan, onde estamos, ainda nao há registros de casos da gripe. Mas as medidas de segurança estão em andamento. A principal é o cerco aos passageiros que chegam da capital. As autoridades portuárias estao instruídas para notificar casos suspeitos à Secretaria de Saúde do Estado, contudo, sem alarmar os demais passageiros.
sábado, 25 de abril de 2009
Gripe deixa o México em alerta
Tomo um susto ao voltar à cidade do México para fazer conexão para a Península do Yucatan, vinda de Acapulco. Não há voos diretos, por isso precisamos voltar ao aeroporto da capital.
Antes de sair do desembarque já vemos as pessoas com as máscaras no rosto, "os tapa-bocas" como dizem aqui.
O medo da gripe influenza é grande. Há dois dias houve um princípio de pânico, sobretudo no distrito federal, porque as pessoas não sabiam o que estava acontecendo realmente.
Vi nos noticiários e nos jornais impressos que já haviam sido confirmados 24 casos de morte pela gripe. Depois houve desmentidos, até que o Ministério da Saúde foi em rede nacional esclarecer que já se configurava uma epidemia, que as mortes também tinham como causa a gripe, mas que todas as medidas de precaução estavam sendo tomadas. Entre elas a farta distribuição de informes nos aeroportos.
Por isso as máscaras, afinal a Cidade do México tem simplesmente 24 milhões de habitantes (região metropolitana).
Os mexicanos da capital já estão acostumados com as máscaras, pois a cidade já foi uma das mais poluídas do mundo. Hoje há um certo controle, resultado do rodízio dos 6 milhões de veículos.
E outras medidas contra a propoagação da gripe incluíram a suspensao das aulas nas escolas primárias na Cidade do México e a retenção de viajantes que apresentem sintomas.
Há 24 anos nao acontecia uma suspensão de aulas, desde o terremoto de 1985. Dados oficiais já admitem cerca de 1.300 contaminados pela gripe influenza porcina, ou seja, o transmissor é o porco.
E os casos começam a ser notificados em outros estados, como Baixa Califórnia, na divisa com os Estados Unidos.
A Organizaçao Mundial de Saúde alertou o governo mexicano para a possibilidade de uma pandemia, daí as medidas drásticas e imediatas.
Desci no aeroporto para ficar apenas duas horas e tratei de comprar meu "tapa-bocas", sabe como é, seguro morreu de velho.
Todos os funcionários do terminal, tripulações, velhos e crianças principalmente, foram agraciados com as máscaras.
Nos três dias que passei antes na cidade não havia me dado conta da gravidade da situação, mesmo vendo os noticiários. É que gripe parece ser uma coisinha à-toa.
Só que com epidemia que se espalha pelo ar, em um local onde passam milhões de pessoas, não dá para brincar.
Nos estados mais ao Sul, como Guerrero onde estava, em Acapulco, e no Yucatan onde cheguei hoje, ainda nao foram registrados casos.
Graças a Deus!
Antes de sair do desembarque já vemos as pessoas com as máscaras no rosto, "os tapa-bocas" como dizem aqui.
O medo da gripe influenza é grande. Há dois dias houve um princípio de pânico, sobretudo no distrito federal, porque as pessoas não sabiam o que estava acontecendo realmente.
Vi nos noticiários e nos jornais impressos que já haviam sido confirmados 24 casos de morte pela gripe. Depois houve desmentidos, até que o Ministério da Saúde foi em rede nacional esclarecer que já se configurava uma epidemia, que as mortes também tinham como causa a gripe, mas que todas as medidas de precaução estavam sendo tomadas. Entre elas a farta distribuição de informes nos aeroportos.
Por isso as máscaras, afinal a Cidade do México tem simplesmente 24 milhões de habitantes (região metropolitana).
Os mexicanos da capital já estão acostumados com as máscaras, pois a cidade já foi uma das mais poluídas do mundo. Hoje há um certo controle, resultado do rodízio dos 6 milhões de veículos.
E outras medidas contra a propoagação da gripe incluíram a suspensao das aulas nas escolas primárias na Cidade do México e a retenção de viajantes que apresentem sintomas.
Há 24 anos nao acontecia uma suspensão de aulas, desde o terremoto de 1985. Dados oficiais já admitem cerca de 1.300 contaminados pela gripe influenza porcina, ou seja, o transmissor é o porco.
E os casos começam a ser notificados em outros estados, como Baixa Califórnia, na divisa com os Estados Unidos.
A Organizaçao Mundial de Saúde alertou o governo mexicano para a possibilidade de uma pandemia, daí as medidas drásticas e imediatas.
Desci no aeroporto para ficar apenas duas horas e tratei de comprar meu "tapa-bocas", sabe como é, seguro morreu de velho.
Todos os funcionários do terminal, tripulações, velhos e crianças principalmente, foram agraciados com as máscaras.
Nos três dias que passei antes na cidade não havia me dado conta da gravidade da situação, mesmo vendo os noticiários. É que gripe parece ser uma coisinha à-toa.
Só que com epidemia que se espalha pelo ar, em um local onde passam milhões de pessoas, não dá para brincar.
Nos estados mais ao Sul, como Guerrero onde estava, em Acapulco, e no Yucatan onde cheguei hoje, ainda nao foram registrados casos.
Graças a Deus!
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Acapulco é tudo isso
Abro a varanda do apartamento do hotel Elcano e dou de cara com o Pacífico. Dou pulos de alegria. É lindo, maravilhoso, um céu azul de morrer e uma paisagem... bem só vendo.
Como diz a outra "tô nem aí" se Acapulco já está ultrapassada, ou como dizem os esnobes, "out".
Eu me senti uma rica, com todo aquele quarto enorme bem em frente ao mar muito forte, por sinal.
Mas que me importa?
Passeio pela cidade, descobrindo as belezas, as pequenas baías, conhecendo as casas dos ricos, ô programinha jacú. Mas eu me concedo a breguice e rio.
"E rio, porque rico ri à-toa, também não custa nada imaginar"...
E supra sumo da breguice: visito um hotel luxuriante: o Princess, onde filmavam a Ilha da Fantasia, com Ricardo Montalban e o Tatoo, lembram?
É o nome adequado para o lugar adequado, depois posto umas fotos.
E por último, vou ver aquele famoso show de mergulhadores, ou clavadistas.
Ficamos todos ali, a turistada toda, debaixo de um sol infernal, esperando os muchachos despencarem lá do alto dos 35 metros do penhasco -romanos no Coliseu, vendo leões devorarem cristãos.
Pouca coisa muda neste atávico mundo.
Depois eu volto.
Como diz a outra "tô nem aí" se Acapulco já está ultrapassada, ou como dizem os esnobes, "out".
Eu me senti uma rica, com todo aquele quarto enorme bem em frente ao mar muito forte, por sinal.
Mas que me importa?
Passeio pela cidade, descobrindo as belezas, as pequenas baías, conhecendo as casas dos ricos, ô programinha jacú. Mas eu me concedo a breguice e rio.
"E rio, porque rico ri à-toa, também não custa nada imaginar"...
E supra sumo da breguice: visito um hotel luxuriante: o Princess, onde filmavam a Ilha da Fantasia, com Ricardo Montalban e o Tatoo, lembram?
É o nome adequado para o lugar adequado, depois posto umas fotos.
E por último, vou ver aquele famoso show de mergulhadores, ou clavadistas.
Ficamos todos ali, a turistada toda, debaixo de um sol infernal, esperando os muchachos despencarem lá do alto dos 35 metros do penhasco -romanos no Coliseu, vendo leões devorarem cristãos.
Pouca coisa muda neste atávico mundo.
Depois eu volto.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Taxco é o lugar
Estou hoje em Taxco, no estado de Guerrero, a 170 quilometros da cidade do México. Para chegar aqui é uma aventura, pois sair da capital mexicana exige muita, mas muita paciência.
É um trânsito infernal, afinal são seis milhões de veículos nas ruas, que mesmo muito largas, cheias de túneis e viadutos, metrô, trólebus, metrobus, táxis, não comportam os 24 milhões de habitantes (região metropolitana).
A estrada é excelente, pistas amplas, parecendo um tapete, limpas e arborizadas por quilômetros e quilômetros de pinheiros. Resultado da privatização.
O México parece um país pobre, e o é. Mas tem um nível de vida muito parecido com o dos Estados Unidos, contrastes de uma economia satélite da grande potência.
Segundo Carlos, um motorista que contratei para me levar em alguns lugares ontem, não interessa aos Estados Unidos ter um vizinho de muro muito pobre. Procede.
O dinheiro dos EUA, do Banco Mundial e vez e outra da Franca, não falta.
Depois conto mais sobre as outras andanças pelo México.
Vou prosseguir com o passeio para Taxco.
Antes passamos em Cuernavaca, no estado de Moleros, o menor do México, com pouco mais de 3 mil metros de extensão. Cuernavaca é a capital. É uma cidade linda, colonial, cheia de flores e se diz que tem o melhor clima do país, por isso é chamada de cidade da eterna primavera.
Visitamos uma igreja de 1522, mandada construir pelos franciscanos, que parece uma fortaleza e o era, na época da construção, onde os espanhóis se abrigavam da fúria dos indígenas. Há uns passadiços e umas torrinhas como em castelos medievais.
O acesso às duas cidades se faz cortando a Sierra Madre, com uma paisagem belíssima e em determinado ponto é possível ver ao longe o vulcão Popocatep, ainda em atividade.
Aliás, ficamos sabendo que o México tem 5 mil vulcões, alguns ainda em atividade.
O acesso para Cuernacava é uma subida de 3.100 metros, mas a cidade está num vale, por isso, depois se desce até 1.100m em relação ao nível do mar.
Ficamos sabendo também que 1/5 da população mexicana está na Cidade do México.
E que no interior ainda há cerca de dois milhões de índios puros, descendentes dos aztecas. E que no interior se falam mais de 50 dialetos nativos.
Taxco
Esta cidade é um presépio espraiado morro acima, com ruelas e becos superconservados, assim como suas casas coloniais. A cidade é patrimônio nacional e tudo aqui gira em torno da exploração e indústria da prata.
Eu achei tudo caro demais, mas muito bonito.
Fomos visitar uma igreja, símbolo da grandiosidade religiosa desse país, e da megalomania dos espanhóis. É simplesmente gigantesca, com altares inteiramente recobertos em ouro, de um detalhismo realmente rococó, período a que pertence a catedral, dedicada a Santa Prisca.
O mais interessante é que esta santa não existe no panteão católico.
Foi uma mártir italiana e quando o patrono da construção da igreja a mandou erguer, para presentear seu filho que se tornara padre, havia um movimento para a canonização da Santa Prisca, que não resultou em nada.
A igreja tem umas pinturas de um artista famoso, que depois consulto o nome, que para mim, era fortemente influenciado por El Grego. Pelo menos nas cores sombrias e nas imagens soturnas.
O piso é todo original, em madeira, assim como as pesadas portas. Tudo, tudo entalhado a mão, segundo o guia Sérgio, pelos indígenas.
Mas o melhor mesmo é bater pernas pela cidade. Suas ladeirinhas deixam Ouro Preto ou Olinda no chinelo. São muito mais íngremes e estreitas.
Depois conto mais.
É um trânsito infernal, afinal são seis milhões de veículos nas ruas, que mesmo muito largas, cheias de túneis e viadutos, metrô, trólebus, metrobus, táxis, não comportam os 24 milhões de habitantes (região metropolitana).
A estrada é excelente, pistas amplas, parecendo um tapete, limpas e arborizadas por quilômetros e quilômetros de pinheiros. Resultado da privatização.
O México parece um país pobre, e o é. Mas tem um nível de vida muito parecido com o dos Estados Unidos, contrastes de uma economia satélite da grande potência.
Segundo Carlos, um motorista que contratei para me levar em alguns lugares ontem, não interessa aos Estados Unidos ter um vizinho de muro muito pobre. Procede.
O dinheiro dos EUA, do Banco Mundial e vez e outra da Franca, não falta.
Depois conto mais sobre as outras andanças pelo México.
Vou prosseguir com o passeio para Taxco.
Antes passamos em Cuernavaca, no estado de Moleros, o menor do México, com pouco mais de 3 mil metros de extensão. Cuernavaca é a capital. É uma cidade linda, colonial, cheia de flores e se diz que tem o melhor clima do país, por isso é chamada de cidade da eterna primavera.
Visitamos uma igreja de 1522, mandada construir pelos franciscanos, que parece uma fortaleza e o era, na época da construção, onde os espanhóis se abrigavam da fúria dos indígenas. Há uns passadiços e umas torrinhas como em castelos medievais.
O acesso às duas cidades se faz cortando a Sierra Madre, com uma paisagem belíssima e em determinado ponto é possível ver ao longe o vulcão Popocatep, ainda em atividade.
Aliás, ficamos sabendo que o México tem 5 mil vulcões, alguns ainda em atividade.
O acesso para Cuernacava é uma subida de 3.100 metros, mas a cidade está num vale, por isso, depois se desce até 1.100m em relação ao nível do mar.
Ficamos sabendo também que 1/5 da população mexicana está na Cidade do México.
E que no interior ainda há cerca de dois milhões de índios puros, descendentes dos aztecas. E que no interior se falam mais de 50 dialetos nativos.
Taxco
Esta cidade é um presépio espraiado morro acima, com ruelas e becos superconservados, assim como suas casas coloniais. A cidade é patrimônio nacional e tudo aqui gira em torno da exploração e indústria da prata.
Eu achei tudo caro demais, mas muito bonito.
Fomos visitar uma igreja, símbolo da grandiosidade religiosa desse país, e da megalomania dos espanhóis. É simplesmente gigantesca, com altares inteiramente recobertos em ouro, de um detalhismo realmente rococó, período a que pertence a catedral, dedicada a Santa Prisca.
O mais interessante é que esta santa não existe no panteão católico.
Foi uma mártir italiana e quando o patrono da construção da igreja a mandou erguer, para presentear seu filho que se tornara padre, havia um movimento para a canonização da Santa Prisca, que não resultou em nada.
A igreja tem umas pinturas de um artista famoso, que depois consulto o nome, que para mim, era fortemente influenciado por El Grego. Pelo menos nas cores sombrias e nas imagens soturnas.
O piso é todo original, em madeira, assim como as pesadas portas. Tudo, tudo entalhado a mão, segundo o guia Sérgio, pelos indígenas.
Mas o melhor mesmo é bater pernas pela cidade. Suas ladeirinhas deixam Ouro Preto ou Olinda no chinelo. São muito mais íngremes e estreitas.
Depois conto mais.
terça-feira, 21 de abril de 2009
Um imenso museu mexicano
O México é um país que pode ser definido pela diversidade. Tem de tudo:
história, cultura, belezas naturais, como lindas praias, deserto, a Sierra Madre, vulcões.
Em quase todas as cidades há a marca das civilizações pré-hispânicas, a começar pela capital, que tem no centro, o Zócalo, as ruínas da cidade dos mexicas ou astecas, que dominaram quase todo o país e tiveram uma civilização avançada, em artes, astrologia, medicina.
O Templo Mayor é intrigante, com seus altares de sacrifício, suas pinturas.
A poucos quilômetros ao Norte da cidade, está o complexo impressionante de Teotihuacan, anterior à chegada dos mexicas, cidade construída por outro povo, que os arqueólogos chamaram de teotihuacanos, já que não se tem qualquer notícia deles. Os mexicas ou astecas adotaram esta cidade como lugar de cerimônias religiosas.
São duas pirâmides gigantes, a do Sol e a da Lua, a primeira com 65 metros de alura e mais de 200 degraus. A da Lua é menor, com cerca de 45 metros de altura. Há uma larga avenida separando as duas, chamada Alameda dos Mortos. Há pinturas ainda perfeitas, como a de um jaguar.
Não dá para segurar a emoção quando se chega ao último degrau da pirâmide do Sol e se vê todo o complexo.
Por aí se entende por que Von Daniken levantou a tese de que tais povos eram extraterrestres.
É que pensamos tudo com nossa cabeça de tecnologias ultra avançadas e mal mal conseguimos entender como foi possível construir tudo aquilo sem ferramentas modernas.
No Museu de Antropologia, em Chapultepec, bairro na parte Oeste, e também no museu do Templo Mayor, estão milhares de peças, esculturas, joalheria, que indicam o quanto estes povos antigos, alguns cujas civilizações floresceram milhares de anos antes de Cristo, estavam organizados.
E de quanto foi o estrago que os espanhóis fizeram.
história, cultura, belezas naturais, como lindas praias, deserto, a Sierra Madre, vulcões.
Em quase todas as cidades há a marca das civilizações pré-hispânicas, a começar pela capital, que tem no centro, o Zócalo, as ruínas da cidade dos mexicas ou astecas, que dominaram quase todo o país e tiveram uma civilização avançada, em artes, astrologia, medicina.
O Templo Mayor é intrigante, com seus altares de sacrifício, suas pinturas.
A poucos quilômetros ao Norte da cidade, está o complexo impressionante de Teotihuacan, anterior à chegada dos mexicas, cidade construída por outro povo, que os arqueólogos chamaram de teotihuacanos, já que não se tem qualquer notícia deles. Os mexicas ou astecas adotaram esta cidade como lugar de cerimônias religiosas.
São duas pirâmides gigantes, a do Sol e a da Lua, a primeira com 65 metros de alura e mais de 200 degraus. A da Lua é menor, com cerca de 45 metros de altura. Há uma larga avenida separando as duas, chamada Alameda dos Mortos. Há pinturas ainda perfeitas, como a de um jaguar.
Não dá para segurar a emoção quando se chega ao último degrau da pirâmide do Sol e se vê todo o complexo.
Por aí se entende por que Von Daniken levantou a tese de que tais povos eram extraterrestres.
É que pensamos tudo com nossa cabeça de tecnologias ultra avançadas e mal mal conseguimos entender como foi possível construir tudo aquilo sem ferramentas modernas.
No Museu de Antropologia, em Chapultepec, bairro na parte Oeste, e também no museu do Templo Mayor, estão milhares de peças, esculturas, joalheria, que indicam o quanto estes povos antigos, alguns cujas civilizações floresceram milhares de anos antes de Cristo, estavam organizados.
E de quanto foi o estrago que os espanhóis fizeram.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Afinal o México
(Roteiro da viagem na coluna ao lado)
Há dois anos programo uma viagem ao México. E agora, finalmente aqui estou.
Chego no domingo, às 14 h30 local, 17h30 no Brasil. Deixo as coisas no hotel e vou bater pernas nas redondezas.
Mas antes, tive de pegar um táxi do aeroporto para o hotel, porque o agente de viagens não foi me buscar. Básico.
Nas andancas, dou de cara com uma feira. E, claro, páro por ali.
Olho tudo, numa praça imensa, ao lado da avenida Willian Sullivan. Há uma parte de artes plásticas e depois de bugigangas. Lembro da feira da Afonso Pena, ex-Feira Hippie.
Há uma parte de verduras e frutas, que se chama mercado sobre ruedas. É o ABC deles.
Olho e experimento frutas. Como um pedaco de mamei, um tipo de mamão, de polpa avermelhada.
E como numa barraca de comidas, uma quesadilla. Peço sem "chilli", mas não adianta, vem tudo muito apimentado. Minha amiga torce o nariz por eu comer na rua e se espanta quando digo que vou à feira hippie para comer acarajé.
Não tenho frescuras, só não quero pegar cólera um dia, como o personagem de Morte em Veneza, de Thomas Mann, adaptado para o cinema por Luchino Visconti.
À noite como umas fajitas e também deixo a guacamole de lado, de tão apimentada.
E depois de tanta pimenta tenho um sonho erótico. Óbvio.
Amanhã conto mais.
Há dois anos programo uma viagem ao México. E agora, finalmente aqui estou.
Chego no domingo, às 14 h30 local, 17h30 no Brasil. Deixo as coisas no hotel e vou bater pernas nas redondezas.
Mas antes, tive de pegar um táxi do aeroporto para o hotel, porque o agente de viagens não foi me buscar. Básico.
Nas andancas, dou de cara com uma feira. E, claro, páro por ali.
Olho tudo, numa praça imensa, ao lado da avenida Willian Sullivan. Há uma parte de artes plásticas e depois de bugigangas. Lembro da feira da Afonso Pena, ex-Feira Hippie.
Há uma parte de verduras e frutas, que se chama mercado sobre ruedas. É o ABC deles.
Olho e experimento frutas. Como um pedaco de mamei, um tipo de mamão, de polpa avermelhada.
E como numa barraca de comidas, uma quesadilla. Peço sem "chilli", mas não adianta, vem tudo muito apimentado. Minha amiga torce o nariz por eu comer na rua e se espanta quando digo que vou à feira hippie para comer acarajé.
Não tenho frescuras, só não quero pegar cólera um dia, como o personagem de Morte em Veneza, de Thomas Mann, adaptado para o cinema por Luchino Visconti.
À noite como umas fajitas e também deixo a guacamole de lado, de tão apimentada.
E depois de tanta pimenta tenho um sonho erótico. Óbvio.
Amanhã conto mais.
terça-feira, 7 de abril de 2009
As farmácias de Paracatu
Sigo para o Noroeste mineiro, a trabalho, em Paracatu.
A estrada está ótima, reta, reta e mais reta. É o cerradão mineiro, quase chegando em Brasília.
Dou uma andada à esmo pela cidade e me surpreendo com o alto número de farmácias. Não dá para contar. A cada esquina tem uma.
Fico pensando se o povo de Paracatu adoece muito.
Creio que sim, porque ali tem a mineração, praticamente dentro da cidade.
A mina de ouro da Rio Paracatu Mineração, que agora é de um grupo canadense, foi expandida recentemente.
O mesmo com a mina de zinco da Votorantim. Só não sei como está a coisa depois da crise, mas no ano passado, ainda no primeiro semestre, a mineração local estava em expansão.
Paracatu tem um centro histórico e uma casa de cultura, com muita coisa bacana para ver, como shows e mostras diversas.
E claro, tem ótimas tradições culturais, como o bloco carnavalesco Pão Moiado.
E teve uma chuva torrencial, às 13 horas, de mais de uma hora, hoje, o que deixou os moradores encantados, porque quase não chove na cidade, pelo menos nesta época.
Em Paracatu tomo conhecimento de um projeto da Faculdade de Filosofia de Diamantina, ligada à Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), com a Federação dos Trabalhadores em Agricultura (Fetaemg), que forma alunos de assentamentos em cursos como Pedagogia, História, Educação Ambiental, Geografia. Há uma turma terminando agora. Vou dar outros detalhes posteriormente, já que estou postando meio que às pressas.
A estrada está ótima, reta, reta e mais reta. É o cerradão mineiro, quase chegando em Brasília.
Dou uma andada à esmo pela cidade e me surpreendo com o alto número de farmácias. Não dá para contar. A cada esquina tem uma.
Fico pensando se o povo de Paracatu adoece muito.
Creio que sim, porque ali tem a mineração, praticamente dentro da cidade.
A mina de ouro da Rio Paracatu Mineração, que agora é de um grupo canadense, foi expandida recentemente.
O mesmo com a mina de zinco da Votorantim. Só não sei como está a coisa depois da crise, mas no ano passado, ainda no primeiro semestre, a mineração local estava em expansão.
Paracatu tem um centro histórico e uma casa de cultura, com muita coisa bacana para ver, como shows e mostras diversas.
E claro, tem ótimas tradições culturais, como o bloco carnavalesco Pão Moiado.
E teve uma chuva torrencial, às 13 horas, de mais de uma hora, hoje, o que deixou os moradores encantados, porque quase não chove na cidade, pelo menos nesta época.
Em Paracatu tomo conhecimento de um projeto da Faculdade de Filosofia de Diamantina, ligada à Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), com a Federação dos Trabalhadores em Agricultura (Fetaemg), que forma alunos de assentamentos em cursos como Pedagogia, História, Educação Ambiental, Geografia. Há uma turma terminando agora. Vou dar outros detalhes posteriormente, já que estou postando meio que às pressas.
sábado, 4 de abril de 2009
Para entrar no México

Um visto para o México, onde você vai gastar, deixar muitos milhares de dólares para ajudar a economia de lá, é uma verdadeira epopéia.
É preciso pegar um ônibus para o Rio de noitão e chegar lá, amanhecendo. Isto se você não quiser ir de avião, claro, mas aí vai gastar mais e em cima de uma viagem que certamente vai sair mais cara, a do México.
Mas o consulado mexicano só abre às 8 horas. Como chegamos às 6, ficamos por lá, de bobeira, mortas de sono, já que pelo menos eu e minha colega não dormimos nada, e ainda debaixo de chuva.
Aí abre, vem um homem muito ríspido e dá umas informações gerais, como se estivesse fazendo uma preleção num quartel.
E o visto só é entregue às 15h30.
Meu Deus, o que fazer no Rio de 9h às 15h30, sem poder gastar nada?
Alguns vão para uns hotéis baratos, para dormir.
Nós resolvemos ficar por ali, no Botofogo mesmo, num shopping. O sono é muito, não dá nem para curtir direito. Mas dá para uma foto na varanda do 8º andar.
O tempo vai passando e voltamos ao consulado antes da hora, quem sabe eles deixam a gente entrar antes?
Nada, só às 15h30 em ponto.
Corremos para a rodoviária e perdemos um ônibus por 5 minutos. E aí pegamos o de 18h30, em pleno rush e com uma chuva de matar.
É muita vontade de conhecer o México, né não?
Tem internet não? Tem representação estadual não?
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