Pela pertinência, pela lucidez reproduzo o artigo do Jorge Espechidt abaixo, com o link para o texto completo:
Direito à Cidade
CIDADE FEUDALIZADA
Não causa surpresa a decisão da Justiça, noticiada pela imprensa, de permitir o uso de guaritas de segurança na Rua Carrara, Bairro Bandeirantes. Concordo com o juiz que os cidadãos têm o direito de se proteger, já que o estado não tem sido capaz de fazê-lo. Contudo, a cabine fere o Código de Posturas – lei que disciplina o uso do espaço
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Voto no mercado Santa Tereza
Eu que fiz campanha junto com um mundaréu de gente, pelo mercado de Santa Tereza, volto ao assunto.
Não deixem de votar agora na destinação daquele tradicional espaço. Faça isso pela internet, tendo em mãos seu título de eleitor. Voto na proposta abaixo e faço campanha para ela.
Vamos, vote! É melhor que eleição de prefeito. Pelo menos nessa e na votação do OP Digital a gente vê o resultado! No OP ainda não me decidi por nenhuma das opções. Recebi pedidos de votos para o Portal Sul (Belvedere) e para a Praça São Vicente, no Padre Eustáquio. Ambas são obras viárias, importantes para desafogar o trânsito e, conseqüentemente, a vida de quem mora ou passa por ali.http://www.votosantatereza.com.br/
sábado, 22 de novembro de 2008
Nossos coleguinhas de Cuba
Ainda sobre a visita dos jornalistas cubanos.
O mais interessante, aliás, interessante não, triste, é o total desinteresse da imprensa mineira pelos seus colegas cubanos.
Mesmo sem a obrigação de fazer matéria me bateu aquela curiosidade de perguntar tudo, de saber como é a profissão em Cuba. De confrontá-los com alguma pergunta sobre censura. Sobre salários, vagas, tipo de jornalismo que vem sendo feito lá.
Não temos esta oportunidade todo dia, no entanto, não houve interesse dos jornalistas mineiros.
Pra dizer a verdade, a imprensa mineira está tão burocrática, mas tão burocrática, que quem faz reportagens hoje em dia são as assessorias de imprensa.
Aí sim, é possível ler alguma informação.
E os jornalistas mineiros, gerações e gerações formadas nos últimos 10 anos, brincam de ser repórteres.
E se esquecem que os principais meios de comunicação, rádio e tv, são uma concessão pública e, portanto, têm um papel a cumprir junto ao público.
A grande imprensa hoje cria fatos, como faz a Globo quando quer mostrar determinado assunto.
Pega lá um recorte de qualquer coisa e o mostra como verdade total, inquestionável, montando um show, um espetáculo de qualidade questionável. A dita maior revista pega os temas e faz aquela mistureba de ataques inúteis, quando não trata o assunto superficialmente, o que acontece na maioria das vezes.
E assim vão-se criando os mitos sobre o que o público consome, sobre o que é audiência.
Pena que não pudemos conversar com os cubanos em uma palestra, no Sindicato, por exemplo.
Seria mais proveitoso para nós do que a coletiva marcada e ignorada.
Mas corria-se o risco de uma palestra vazia também.
Onde foi parar a curiosidade natural dos jornalistas?
Onde foi parar nossa sensação de pertenecimento do mundo e alteridade?
O mais interessante, aliás, interessante não, triste, é o total desinteresse da imprensa mineira pelos seus colegas cubanos.
Mesmo sem a obrigação de fazer matéria me bateu aquela curiosidade de perguntar tudo, de saber como é a profissão em Cuba. De confrontá-los com alguma pergunta sobre censura. Sobre salários, vagas, tipo de jornalismo que vem sendo feito lá.
Não temos esta oportunidade todo dia, no entanto, não houve interesse dos jornalistas mineiros.
Pra dizer a verdade, a imprensa mineira está tão burocrática, mas tão burocrática, que quem faz reportagens hoje em dia são as assessorias de imprensa.
Aí sim, é possível ler alguma informação.
E os jornalistas mineiros, gerações e gerações formadas nos últimos 10 anos, brincam de ser repórteres.
E se esquecem que os principais meios de comunicação, rádio e tv, são uma concessão pública e, portanto, têm um papel a cumprir junto ao público.
A grande imprensa hoje cria fatos, como faz a Globo quando quer mostrar determinado assunto.
Pega lá um recorte de qualquer coisa e o mostra como verdade total, inquestionável, montando um show, um espetáculo de qualidade questionável. A dita maior revista pega os temas e faz aquela mistureba de ataques inúteis, quando não trata o assunto superficialmente, o que acontece na maioria das vezes.
E assim vão-se criando os mitos sobre o que o público consome, sobre o que é audiência.
Pena que não pudemos conversar com os cubanos em uma palestra, no Sindicato, por exemplo.
Seria mais proveitoso para nós do que a coletiva marcada e ignorada.
Mas corria-se o risco de uma palestra vazia também.
Onde foi parar a curiosidade natural dos jornalistas?
Onde foi parar nossa sensação de pertenecimento do mundo e alteridade?
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
A passagem dos cubanos

As fotos são do Guilherme Dardanhan
Participo de uma coletiva com dois jornalistas cubanos. Na verdade, eu e a repórter da TV Assembléia somos as únicas repórteres na coletiva. A imprensa mineira já não cobre absolutamente nada, a não ser polícia e mesmo assim se o caso for muito escabroso mesmo.
Depois dizem que isto e aquilo não dá ibope, que o povo não gosta disto ou daquilo.
Os dois visitam o Brasil, a convite da Federação dos Jornalistas com a ajuda dos Sindicatos de Jornalistas de Brasília, São Paulo, Rio e Minas Gerais. Os dois participam de um intercâmbio de jornalistas pela América Latina, mas sobretudo, reforçam a Campanha Nacional Com todos pelo Bem de Cuba.
É uma campanha transnacional com o objetivo de derrubar o bloqueio econômico imposto ao país há 50 anos pelos Estados Unidos, e que agora, parece, se aproxima do fim, pelo menos esta é a expectativa internacional, diante da eleição de Obama.
O jornalista Ariel Terrero é chefe de Informação Nacional da equipe de jornalismo de investigação da Revista Bohemia, fundada em maio de 1908.
E a jornalista Maribel Damas é repórter do Sistema Informativo da Televisão Cubana e produtora de notícias para os telediários e programas informativos da TVC. Os dois também são membros da Unión de Periodistas de Cuba (UPEC) e professores.
Naquele manjado portunhol vamos conversando com os dois, na Sala de Imprensa da Assembléia, num arremedo de entrevista que teve ainda a participação do deputado Carlin Moura, do PCdoB e da Lília Michailowsky, da bancada do PT na ALMG e diretora da Associação Cultural José Martí, que também apoiou a vinda dos cubanos.
Embargo econômico
Ao falar do quase fim do embargo dos EUA contra Cuba, Ariel Terrero disse que se isto acontecer não será por uma "concessão" dos Estados Unidos, mas fruto da luta de 50 anos do povo cubano, bem como do atual contexto político da América Latina, majoritariamente composto de governos progressistas, como Brasil, Venezuela, Equador, Uruguai, Paraguai, Bolívia.
Ele lamentou os prejuízos decorrentes do bloqueio -U$ 3 bilhões em 50 anos, segundo estimativas mais modestas - , não só em perdas materiais, mas em investimentos perdidos nas áreas de saúde, educação, agricultura, cultura. Ariel Terrero falou do atraso tecnológico na área de imprensa, "que aos poucos vamos superando, através do intercâmbio com outros jornalistas da América Latina".
E é este intercâmbio também que permite aos cubanos mostrar sua face real ao resto do mundo, superando parte do bloqueio midiático, filhote do bloqueio econômico. E com a ajuda da internet, óbvio.
E mais recentemente (dois anos) da TV SUR, canal criado por Chávez e que tem espaço para o noticiário cubano.
Os dois jornalistas concordam que só o intercâmbio entre os profissionais de imprensa da América Latina permitirá um novo olhar sobre Cuba.
Campanha
Ariel e Maribel dão uma força para a campanha de doações ao povo cubano, assolado pela catástrofe que foi a passagem dos furacões Gustav e Ike em agosto. O Brasil participa ativamente da campanha e vai enviar navios com remédios e alimentos. O Sindicato dos Jornalistas de Minas está na campanha e arrecada roupas, mantimentos, remédios, ferramentas, cobertores, material de construção.
A prioridade da reconstrução em Cuba, é segundo Ariel Terrero, a recuperação das moradias de quase 400 mil pessoas afetadas pelos estragos dos furacões.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
O Papai Noel dos Correios
Pego duas cartinhas de crianças que escrevem para o Papai Noel dos Correios. Há 18 anos o órgão federal faz esta campanha e quem quiser presentear é só buscar uma carta e entregar o presente. O resto o Correio faz.
Desde o ano passado pego uma ou duas cartas, na própria Assembléia, que entrou na campanha como parceira.
Minhas duas crianças querem brinquedos, claro. Escolhi a carta com o seguinte critério: pedido farto e brinquedo útil. A primeira, é uma menininha de 9 anos que quer uma cama, um guarda-roupa e uma boneca bebê não sei o quê.
Gostei do pedido. Com a menina não tem miséria. Pede tudo que tem direito, o que vier é lucro. Pedir mais para ganhar o necessário ou o mínimo é estratégia aprendida nos meus tempos de Sindicato dos Jornalistas.
A segunda menina, de 6 anos, é uma empreendedora. Me cativou o pedido de uma "caixa registradora para brincar de supermercado e quando crescer, trabalhar de caixa em um supermercado para ajudar minha família".
Achei o máximo. Ela, tão pequena, já tem senso de oportunidade, idéia de futuro.
Não sei como vou fazer com a cama e o guarda-roupa, já que um dos critérios de doação via Correios é um peso de no máximo 30 quilos e determinado tamanho. Mas vou tentar.
Fiquei pensando nas milhares de cartas que ficam no Correio, porque ninguém pega.
Deve ser uma frustração danada para as crianças que as escrevem.
Bom mesmo seria que várias empresas particulares e públicas levassem parte das cartas recebidas para que seus funcionários e visitantes as adotassem.
Ajuda muito na redistribuição dos pedidos, já que não é todo mundo que tem tempo ou se dispõe a passar na agência do Correio que centraliza esta iniciativa maravilhosa.
Quem quiser falar no Correio para obter mais informações pode ligar no (31) 3201-2412
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Ainda a casa da Nédia
Com curiosidade mais aguçada ainda busco mais informações na internet sobre os processos da Nédia, que venho relatando aqui desde domingo.
Aí encontrei o teor completo de um julgamento no TJ e quase caí de costas.
Na verdade, quem entrou com a ação de usucapião e perdeu, foi a Nédia. Além do mais, ela foi condenada por litigância de má-fé. Os dois processos já estão arquivados.
Passei uma tarde inteira lendo o processo e descobri uma história de folhetim.
A mãe da Nédia era viúva e tinha uma filha, minha amiga Nédia.
Casou-se novamente e foram todos felizes para sempre até morrer o pai/padrasto e alguns anos depois a mãe.
Aí a Nédia entra com o processo de usucapião. E escondeu várias informações no processo, inclusive a existência de outros irmãos, filhos do padrasto em uma relação extra-conjugal. E como ela não era filha do segundo marido da mãe, na verdade os filhos dele não são irmãos dela.
É um negócio de louco: você mora a vida inteira numa casa e já na velhice descobre que vai ficar sem ela, porque você nem é filha do dono.
Daí, imagino, a idéia do usucapião contra os filhos do padrasto, já que morava lá a vida inteira.
Mas antes ela apresentou uma certidão em que o padrasto a adotava. Houve um processo para anular esta adoção, o que aconteceu realmente.
Então ela pediu o usucapião, mas foi negado porque os juízes entenderam que ela morava lá num núcleo familiar e não sob o "animus domini" (intenção do dono de ter como sua a coisa possuída), requisito básico para o usucapião, além do prazo. Ela não tinha nem um nem outro, já que também ao entrar com a ação, só havia transcorrido seis anos da morte do padrasto.
A litigância de má-fé foi entendida pelo juiz por causa das omissões de informações sobre os outros herdeiros. Depois da ação de usucapião, o inventário do padrasto foi anulado.
Claro que me surpreendi com a história porque achava que a Nédia era a parte fraca e prejudicada da história.
E aí descubro que ela fez de tudo para ficar com a casa.
Não a condeno e nem mudei de opinião. Ainda assim acho que ela é a mais prejudicada. Afinal mora a vida toda num lugar, tem um padrasto desde pequenina, para ela o pai verdadeiro, já que o biológico morreu muito cedo.
E ao final da vida, descobre que o padrasto tem outros filhos, que nem são irmãos dela e que são estes que têm direito.
E o mais importante: ela tem um documento registrado em cartório onde o padrasto vende a casa para ela, documento que foi rejeitado no processo.
E o pior ainda: a casa não era de ninguém, porque na verdade só há um contrato de promessa de compra e venda.
Interessante foi uma observação feita por um dos juízes do Tribunal, para quem o papel dos advogados é também mediar as tensões entre as partes e que ele não havia visto isso no processo.
O que existe é uma briga de foice para ver quem fica com a casa, o que já gerou excessos de parte a parte, como a tentativa quase concretizada de vendê-la, feita pelos "irmãos".
Daqui a uns 200 anos, quando só existirem herdeiros de quinta geração, como no processo da Fazenda Gameleira (onde está o Parque de Exposições), a Justiça decide alguma coisa.
A Justiça poderia fazer feito Salomão: manda buscar uma espada e dividir o bem ao meio.
Aí encontrei o teor completo de um julgamento no TJ e quase caí de costas.
Na verdade, quem entrou com a ação de usucapião e perdeu, foi a Nédia. Além do mais, ela foi condenada por litigância de má-fé. Os dois processos já estão arquivados.
Passei uma tarde inteira lendo o processo e descobri uma história de folhetim.
A mãe da Nédia era viúva e tinha uma filha, minha amiga Nédia.
Casou-se novamente e foram todos felizes para sempre até morrer o pai/padrasto e alguns anos depois a mãe.
Aí a Nédia entra com o processo de usucapião. E escondeu várias informações no processo, inclusive a existência de outros irmãos, filhos do padrasto em uma relação extra-conjugal. E como ela não era filha do segundo marido da mãe, na verdade os filhos dele não são irmãos dela.
É um negócio de louco: você mora a vida inteira numa casa e já na velhice descobre que vai ficar sem ela, porque você nem é filha do dono.
Daí, imagino, a idéia do usucapião contra os filhos do padrasto, já que morava lá a vida inteira.
Mas antes ela apresentou uma certidão em que o padrasto a adotava. Houve um processo para anular esta adoção, o que aconteceu realmente.
Então ela pediu o usucapião, mas foi negado porque os juízes entenderam que ela morava lá num núcleo familiar e não sob o "animus domini" (intenção do dono de ter como sua a coisa possuída), requisito básico para o usucapião, além do prazo. Ela não tinha nem um nem outro, já que também ao entrar com a ação, só havia transcorrido seis anos da morte do padrasto.
A litigância de má-fé foi entendida pelo juiz por causa das omissões de informações sobre os outros herdeiros. Depois da ação de usucapião, o inventário do padrasto foi anulado.
Claro que me surpreendi com a história porque achava que a Nédia era a parte fraca e prejudicada da história.
E aí descubro que ela fez de tudo para ficar com a casa.
Não a condeno e nem mudei de opinião. Ainda assim acho que ela é a mais prejudicada. Afinal mora a vida toda num lugar, tem um padrasto desde pequenina, para ela o pai verdadeiro, já que o biológico morreu muito cedo.
E ao final da vida, descobre que o padrasto tem outros filhos, que nem são irmãos dela e que são estes que têm direito.
E o mais importante: ela tem um documento registrado em cartório onde o padrasto vende a casa para ela, documento que foi rejeitado no processo.
E o pior ainda: a casa não era de ninguém, porque na verdade só há um contrato de promessa de compra e venda.
Interessante foi uma observação feita por um dos juízes do Tribunal, para quem o papel dos advogados é também mediar as tensões entre as partes e que ele não havia visto isso no processo.
O que existe é uma briga de foice para ver quem fica com a casa, o que já gerou excessos de parte a parte, como a tentativa quase concretizada de vendê-la, feita pelos "irmãos".
Daqui a uns 200 anos, quando só existirem herdeiros de quinta geração, como no processo da Fazenda Gameleira (onde está o Parque de Exposições), a Justiça decide alguma coisa.
A Justiça poderia fazer feito Salomão: manda buscar uma espada e dividir o bem ao meio.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Um encontro com Nédia
A primeira vez que vi Nédia me chamou a atenção sua figura: parecia uma daminha saída de um século passado.
Vestida com um talleurzinho vermelho, saia e blazer, uma blusa branca por baixo, de frufru, era a verdadeira imagem da distinção. Aquelas imagens que a gente vê em camafeus antigos. E um sapatinho escarpin saltinho pequeno, o máximo da elegãncia discreta.
Isto tudo numa reunião informal, onde tinha gente até de bermuda e chinelo de borracha, numa quadra de um clube, onde fui falar sobre cooperativismo para artesãos.
A palestra foi uma bela forma de a Nanci me apresentar para um grupo de moradores do Santa Mônica, para que conhecessem minhas propostas para a Câmara de Belo Horizonte.
Depois eu falo da Nanci.
Vou-me concentrar na Nédia, que afinal, é o objetivo desta postagem e da de ontem.
A partir daquela reunião, Nédia se integrou à minha campanha, junto com a Nanci, com todo o entusiasmo.
As duas iam quase todos os dias ao meu comitê, na Praça Raul Soares, levavam um vaso de pimentinhas para afastar os "maus olhados" e ficavam por ali, ajudando numa coisa e noutra. Também foram em alguns comícios.
Mas a ajuda maior, definida creio que pela Nanci, foi o "suporte" espiritual.
Nanci sentia vibrações e Nédia lia o tarô para mim.
Quase todo o comitê visitou a casinha azul da Praça Hugo Werneck para ouvir os conselhos da Nédia, "lidos" no tarô.
Um dia sumi a tarde inteira e todos no comitê doidos para falar comigo
Eu, celular desligado, passei uma tarde lá com a Nédia e a Nanci, às voltas com as cartas, velas acesas, café com bolo e muitas, muitas risadas e esperanças.
Claro que não ganhei a eleição, afinal "ninguém ganha disputa nenhuma lendo tarô", como disse minha irmã, quando voltei ao comitê naquele dia.
Mas ganhei duas amigas fiéis. Aliás ganhei mais do que duas ou dois. Ganhei muitas pessoas e um monte de lembranças que até hoje, tanto tempo depois, nos arrancam gargalhadas, nas reuniões familiares.
Outra hora conto sobre a campanha.
Desde aquela época visitava a Nédia algumas vezes, ou passava pela feira da Afonso Pena, aos domingos, onde ele tem uma barraca cheinha de produtos do Paraguai. E alguns cavalinhos de cabo de vassoura e cabeça de pano, feitos manualmente, que a feira é de artesanato, afinal de contas.
Aí fui escasseando as visitas até essa sexta passada quando a revi e me deu esta vontade grande de escrever sobre ela.
Nédia é dessas personagens de Belo Horizonte que parecem ser inventadas pela nossa imaginação.
Mas não é. Está lá, com sua casinha azul, lutando para mantê-la, "ou deixá-la para quem eu quiser", como sentenciou, no final da nossa conversa depois de fazer um resumo do andamento do processo na Justiça.
Vestida com um talleurzinho vermelho, saia e blazer, uma blusa branca por baixo, de frufru, era a verdadeira imagem da distinção. Aquelas imagens que a gente vê em camafeus antigos. E um sapatinho escarpin saltinho pequeno, o máximo da elegãncia discreta.
Isto tudo numa reunião informal, onde tinha gente até de bermuda e chinelo de borracha, numa quadra de um clube, onde fui falar sobre cooperativismo para artesãos.
A palestra foi uma bela forma de a Nanci me apresentar para um grupo de moradores do Santa Mônica, para que conhecessem minhas propostas para a Câmara de Belo Horizonte.
Depois eu falo da Nanci.
Vou-me concentrar na Nédia, que afinal, é o objetivo desta postagem e da de ontem.
A partir daquela reunião, Nédia se integrou à minha campanha, junto com a Nanci, com todo o entusiasmo.
As duas iam quase todos os dias ao meu comitê, na Praça Raul Soares, levavam um vaso de pimentinhas para afastar os "maus olhados" e ficavam por ali, ajudando numa coisa e noutra. Também foram em alguns comícios.
Mas a ajuda maior, definida creio que pela Nanci, foi o "suporte" espiritual.
Nanci sentia vibrações e Nédia lia o tarô para mim.
Quase todo o comitê visitou a casinha azul da Praça Hugo Werneck para ouvir os conselhos da Nédia, "lidos" no tarô.
Um dia sumi a tarde inteira e todos no comitê doidos para falar comigo
Eu, celular desligado, passei uma tarde lá com a Nédia e a Nanci, às voltas com as cartas, velas acesas, café com bolo e muitas, muitas risadas e esperanças.
Claro que não ganhei a eleição, afinal "ninguém ganha disputa nenhuma lendo tarô", como disse minha irmã, quando voltei ao comitê naquele dia.
Mas ganhei duas amigas fiéis. Aliás ganhei mais do que duas ou dois. Ganhei muitas pessoas e um monte de lembranças que até hoje, tanto tempo depois, nos arrancam gargalhadas, nas reuniões familiares.
Outra hora conto sobre a campanha.
Desde aquela época visitava a Nédia algumas vezes, ou passava pela feira da Afonso Pena, aos domingos, onde ele tem uma barraca cheinha de produtos do Paraguai. E alguns cavalinhos de cabo de vassoura e cabeça de pano, feitos manualmente, que a feira é de artesanato, afinal de contas.
Aí fui escasseando as visitas até essa sexta passada quando a revi e me deu esta vontade grande de escrever sobre ela.
Nédia é dessas personagens de Belo Horizonte que parecem ser inventadas pela nossa imaginação.
Mas não é. Está lá, com sua casinha azul, lutando para mantê-la, "ou deixá-la para quem eu quiser", como sentenciou, no final da nossa conversa depois de fazer um resumo do andamento do processo na Justiça.
domingo, 16 de novembro de 2008
O caso da Nédia
Passando pela Praça Hugo Werneck, perto da Santa Casa, vejo a casinha azul, velha, da Nédia.
Nédia, ela também já velhinha, deve ter mais de 75 anos, mas é esperta que só.
Espio dentro do alpendre e vejo que ela está com o bazar de Natal aberto, como faz todos os anos. Vende mimos do Paraguai.
Me dá uma vontade de conversar com ela. Há mais de quatro anos não a visito.
Entro e a vejo sentada ao fundo fazendo contas numa calculadora.
-"Minha amiga Nédia", vou exclamando para dar tempo de ela se lembrar de mim.
-"Adriana, tá lembrada?"
E ela abre o sorriso e os braços e nos apertamos muito.
Conversamos, eu elogio a disposição dela para o trabalho e a aparência.
Falamos sobre a Nanci e a campanha para vereadora em 2000.
Rimos.
Pergunto pelo processo da casa.
Vamos saindo e ela embola a explicação, falando baixinho, já na porta.
Conta que perdeu a causa - "30 anos, na Justiça"- mas trocou de advogado, creio que o terceiro ou quarto, e este já entrou com nova ação.
Nunca entendi bem o caso porque ela falava pelas metades.
Nédia mora sozinha numa casa grande, antiga, num dos locais mais valorizados de Belo Horizonte: a região hospitalar, que cresceu assustadoramente nos últimos 8 anos, tempo que eu a conheci.
Há prédios altos, um movimentadíssimo comércio e prestação de serviços, muitos laboratórios.
E a Nédia brigando na Justiça para manter a casa, segundo ela, herança do pai.
Mas uma outra família entrou na Justiça com pedido de usucapião, sem nunca ter morado lá, segundo minha amiga e depois de 15 anos conseguiu mas não levou. Segundo a Nédia, o processo foi feito sobre declarações e documentos falsos.
Por isso, o novo advogado dela entrou com uma ação inominada e pediu a apresentação do inventário do dono original da casa e ainda a escritura.
A coisa é mais ou menos assim, segundo entendi depois de hoje, não sei por que, vim à internet pesquisar o caso, na página do Tribunal de Justiça.
E encontrei processos da Nédia desde 1984, com o inventário de quem eu suponho ser o pai dela. Fiquei abismada com o vaivém da papelada.
E me compadeci das pessoas humildes que não têm ninguém por si como a Nédia, e envelhecem sozinhas dependendo da boa vontade alheia.
Como outra companheira também velha, a Natalice, que toca um inventário do ex-marido. Só que o inventário é em Recife para onde ele se mandou, depois de largá-la, mas de não ter desfeito o casamento. Ele arrumou outra família.
E esta está metendo a mão nos bens que ele deixou, enquanto a Natalice aguarda aqui, há mais de 10 anos, por uma "decisão" (ou seria condescendência?) da Justiça
Nédia, ela também já velhinha, deve ter mais de 75 anos, mas é esperta que só.
Espio dentro do alpendre e vejo que ela está com o bazar de Natal aberto, como faz todos os anos. Vende mimos do Paraguai.
Me dá uma vontade de conversar com ela. Há mais de quatro anos não a visito.
Entro e a vejo sentada ao fundo fazendo contas numa calculadora.
-"Minha amiga Nédia", vou exclamando para dar tempo de ela se lembrar de mim.
-"Adriana, tá lembrada?"
E ela abre o sorriso e os braços e nos apertamos muito.
Conversamos, eu elogio a disposição dela para o trabalho e a aparência.
Falamos sobre a Nanci e a campanha para vereadora em 2000.
Rimos.
Pergunto pelo processo da casa.
Vamos saindo e ela embola a explicação, falando baixinho, já na porta.
Conta que perdeu a causa - "30 anos, na Justiça"- mas trocou de advogado, creio que o terceiro ou quarto, e este já entrou com nova ação.
Nunca entendi bem o caso porque ela falava pelas metades.
Nédia mora sozinha numa casa grande, antiga, num dos locais mais valorizados de Belo Horizonte: a região hospitalar, que cresceu assustadoramente nos últimos 8 anos, tempo que eu a conheci.
Há prédios altos, um movimentadíssimo comércio e prestação de serviços, muitos laboratórios.
E a Nédia brigando na Justiça para manter a casa, segundo ela, herança do pai.
Mas uma outra família entrou na Justiça com pedido de usucapião, sem nunca ter morado lá, segundo minha amiga e depois de 15 anos conseguiu mas não levou. Segundo a Nédia, o processo foi feito sobre declarações e documentos falsos.
Por isso, o novo advogado dela entrou com uma ação inominada e pediu a apresentação do inventário do dono original da casa e ainda a escritura.
A coisa é mais ou menos assim, segundo entendi depois de hoje, não sei por que, vim à internet pesquisar o caso, na página do Tribunal de Justiça.
E encontrei processos da Nédia desde 1984, com o inventário de quem eu suponho ser o pai dela. Fiquei abismada com o vaivém da papelada.
E me compadeci das pessoas humildes que não têm ninguém por si como a Nédia, e envelhecem sozinhas dependendo da boa vontade alheia.
Como outra companheira também velha, a Natalice, que toca um inventário do ex-marido. Só que o inventário é em Recife para onde ele se mandou, depois de largá-la, mas de não ter desfeito o casamento. Ele arrumou outra família.
E esta está metendo a mão nos bens que ele deixou, enquanto a Natalice aguarda aqui, há mais de 10 anos, por uma "decisão" (ou seria condescendência?) da Justiça
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
O método BHtrans
Recebi hoje uma notificação da BHtrans: um comunicado de multa por estacionamento irregular.
Definitivamente eu e a BHtrans estamos em rota de colisão, sem perdão do trocadilho.
E pior é que desta vez fui eu mesma que estacionei o carro, num faixa azul de cinco horas.
Estava regular até este ponto, mas me esqueci de trocar o talão depois das cinco horas. Coisa de gente que quase não anda de carro mais, principalmente para ir trabalhar. Ou que pára o carro perto do serviço porque tem de ir a um lugar longe depois que sair. Mas aí pega uma cobertura de uma comissão infernal e além de ficar sem almoço, morta de sede, deixa passar o horário da troca.
Mas a BHtrans não tem nada com isso. Sua função primordial é multar.
E eu vou pagar, claro, afinal passei 1h40 do tempo permitido, mesmo não tendo encontrado nenhum canhoto da autuação no pára-brisa. Por isso só fiquei sabendo hoje e o caso foi na semana passada.
Desconfio que o fiscal da BHtrans nem estava por lá. Foi chamado pelos bandidos dos flanelinhas, porque eu não quis lavar o carro e nem deixar "o do café", já que cheguei com o talão e tudo. O fiscal não estava por lá (rua Araguari entre Matias Cardoso e Rodrigues Caldas, no Santo Agostinho), não passou antes, nem depois, só no momento exato da troca do talão. Estranho né? Ainda mais que não tinha o canhoto.
Antes, deixar o canhoto era obrigação do "agente". Será que isto virou cortesia, ou nem havia a obrigação?
Desconfio que o agente da BHtrans vai tratar de uns assuntos pessoais e deixa lá os flanelinhas como olheiros, afinal ando por ali diariamente e nunca vi um guarda sequer, a não ser na hora que já estão rebocando.
Também não é de se estranhar, em se tratando da BHtrans que usa a roleta russa como método para rebocar os veículos estacionados irregularmente, né mesmo? (postagem abaixo).
É ou não é a indústria da multa?
Definitivamente eu e a BHtrans estamos em rota de colisão, sem perdão do trocadilho.
E pior é que desta vez fui eu mesma que estacionei o carro, num faixa azul de cinco horas.
Estava regular até este ponto, mas me esqueci de trocar o talão depois das cinco horas. Coisa de gente que quase não anda de carro mais, principalmente para ir trabalhar. Ou que pára o carro perto do serviço porque tem de ir a um lugar longe depois que sair. Mas aí pega uma cobertura de uma comissão infernal e além de ficar sem almoço, morta de sede, deixa passar o horário da troca.
Mas a BHtrans não tem nada com isso. Sua função primordial é multar.
E eu vou pagar, claro, afinal passei 1h40 do tempo permitido, mesmo não tendo encontrado nenhum canhoto da autuação no pára-brisa. Por isso só fiquei sabendo hoje e o caso foi na semana passada.
Desconfio que o fiscal da BHtrans nem estava por lá. Foi chamado pelos bandidos dos flanelinhas, porque eu não quis lavar o carro e nem deixar "o do café", já que cheguei com o talão e tudo. O fiscal não estava por lá (rua Araguari entre Matias Cardoso e Rodrigues Caldas, no Santo Agostinho), não passou antes, nem depois, só no momento exato da troca do talão. Estranho né? Ainda mais que não tinha o canhoto.
Antes, deixar o canhoto era obrigação do "agente". Será que isto virou cortesia, ou nem havia a obrigação?
Desconfio que o agente da BHtrans vai tratar de uns assuntos pessoais e deixa lá os flanelinhas como olheiros, afinal ando por ali diariamente e nunca vi um guarda sequer, a não ser na hora que já estão rebocando.
Também não é de se estranhar, em se tratando da BHtrans que usa a roleta russa como método para rebocar os veículos estacionados irregularmente, né mesmo? (postagem abaixo).
É ou não é a indústria da multa?
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Onde estavam os moradores de rua?
Umas andanças por bairros diferentes do meu dia a dia me mostraram uma realidade que há muito não via em Belo Horizonte: gente dormindo no chão, em calçadas, sob marquises de prédios.
Mesmo com esta chuvinha vi umas pessoas dormindo a sono solto, num passeio, lá pelos lados da Santa Casa, de tarde.
Cercados por papelão, com aquele pedaço de cobertor, que os serviços de caridade chamam de "cobertor de São Vicente".
Coitado do São Vicente: o cobertor cobre os braços e descobre os pés ou vice-versa.
Não sei se é porque não ando muito por aquelas bandas, mas há muito tempo não via moradores de rua dormindo no chão. Ainda mais com chuva.
A miséria aumentou ou é o Natal que se aproxima e a possibilidade de faturar com a caridade da população faz com que muitos deixem os abrigos nesta época?
Ou será que eu tenho andado na Suíça?
Mesmo com esta chuvinha vi umas pessoas dormindo a sono solto, num passeio, lá pelos lados da Santa Casa, de tarde.
Cercados por papelão, com aquele pedaço de cobertor, que os serviços de caridade chamam de "cobertor de São Vicente".
Coitado do São Vicente: o cobertor cobre os braços e descobre os pés ou vice-versa.
Não sei se é porque não ando muito por aquelas bandas, mas há muito tempo não via moradores de rua dormindo no chão. Ainda mais com chuva.
A miséria aumentou ou é o Natal que se aproxima e a possibilidade de faturar com a caridade da população faz com que muitos deixem os abrigos nesta época?
Ou será que eu tenho andado na Suíça?
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Volta a portuguesa
Não tem jeito. Está no sangue.
Depois que comecei a ler o diário de viagem da Patrícia Duarte sobre a viagem dela e família a Portugal, bateu de novo a vontade de ser portuguesa.
Já havia desistido diante de tanta dificuldade, tanto papel, tanto carimbo, tanto selo que o consulado português pede.
Mas foi só ler as andanças da Patrícia por Portugal que voltou a vontade.
Nem quero mais a cidadania.
Vou me contentar mesmo em visitar a terrinha como turista. Mas não abro mão de ir lá no Norte, na cidade onde nasceu meu avô: Aveira.
Mas isto é plano para o ano que vem, ainda assim se a crise não virar um cataclisma.
Mas já me empolgo de novo e vou à internet buscar uns sites de pesquisa genealógica.
Leio isso na revista Encontro de setembro, que me serve de companhia, enquanto espero para fazer uma endoscopia hoje. Depois dizem que revista velha não serve para nada!
Já chego em casa, depois de dormir a tarde toda, claro, sob o efeito do Dormonid que me aplicaram na clínica, e vou para o computador. Encontro dezenas de sites sobre o tema.
Já salvei uns quatro e penso até em encomendar uma pesquisa de árvore genealógica de três gerações, por um site português. Mas é tudo pago em euros. Vou pensar direitinho.
E enquanto isso vou fazendo meus planos, embalada pela narrativa colorida e saborosa da Patrícia.
Depois que comecei a ler o diário de viagem da Patrícia Duarte sobre a viagem dela e família a Portugal, bateu de novo a vontade de ser portuguesa.
Já havia desistido diante de tanta dificuldade, tanto papel, tanto carimbo, tanto selo que o consulado português pede.
Mas foi só ler as andanças da Patrícia por Portugal que voltou a vontade.
Nem quero mais a cidadania.
Vou me contentar mesmo em visitar a terrinha como turista. Mas não abro mão de ir lá no Norte, na cidade onde nasceu meu avô: Aveira.
Mas isto é plano para o ano que vem, ainda assim se a crise não virar um cataclisma.
Mas já me empolgo de novo e vou à internet buscar uns sites de pesquisa genealógica.
Leio isso na revista Encontro de setembro, que me serve de companhia, enquanto espero para fazer uma endoscopia hoje. Depois dizem que revista velha não serve para nada!
Já chego em casa, depois de dormir a tarde toda, claro, sob o efeito do Dormonid que me aplicaram na clínica, e vou para o computador. Encontro dezenas de sites sobre o tema.
Já salvei uns quatro e penso até em encomendar uma pesquisa de árvore genealógica de três gerações, por um site português. Mas é tudo pago em euros. Vou pensar direitinho.
E enquanto isso vou fazendo meus planos, embalada pela narrativa colorida e saborosa da Patrícia.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
A geração Madona
Naiara, Lenora, Raquel e Juliana são jovens, bonitas, bem resolvidas afetivamente e sexualmente.
Profissionalmente também, apesar de financeiramente nem tanto. As três primeiras são advogadas e a última é jornalista.
Saem para as baladas, bebem muito (menos a Naiara, que não bebe nada), vão a shows, sítios, Macacos, Tiradentes, Lavras Novas, enfim a vida normal das garotas de 25, 26 anos, que com toda a evolução feminista ainda moram com as mães e pais, quase sempre as mães.
Pois essas aí quase descabelaram para comprar os ingressos do show da Madona.
Ficaram na internet dias e dias tentando comprar naquele site que não funcionou de jeito nenhum e depois montaram um acampamento no telefone para comprar por este meio.
Até que a Juliana consegui comprar para o Rio, às 3h 15 da madrugada.
E agora se preparam para o grande momento.
Vão ficar em Ipanema, afinal ir ao Rio sem ir à praia é impensável. Em Ipanema vão ficar num albergue, pois as finanças pessoais das quatro, muito antes da crise americana, já não eram lá essas coisas.
Mas o que importa isso? Vão ver a Madona, ainda que a um quilômetro de distância e embaçada por um mar de cabeças e corpos de jovens como elas que passaram a adolescência ouvindo e dançando Madona.
Ou como disse a Juliana:
- "Naiara, precisamos ir ver o show da Madona. Ela é parte da nossa vida"!!!
Quase tudo pronto, minha parcela nesta história é fazê-las desistir de ir de carro e ir de ônibus, afinal, nesta época do ano, com dias muito chuvosos, a Serra de Petrópolis é um terror, neblina pura!
Mas que sei eu? Eu não sou da geração Madona.
Profissionalmente também, apesar de financeiramente nem tanto. As três primeiras são advogadas e a última é jornalista.
Saem para as baladas, bebem muito (menos a Naiara, que não bebe nada), vão a shows, sítios, Macacos, Tiradentes, Lavras Novas, enfim a vida normal das garotas de 25, 26 anos, que com toda a evolução feminista ainda moram com as mães e pais, quase sempre as mães.
Pois essas aí quase descabelaram para comprar os ingressos do show da Madona.
Ficaram na internet dias e dias tentando comprar naquele site que não funcionou de jeito nenhum e depois montaram um acampamento no telefone para comprar por este meio.
Até que a Juliana consegui comprar para o Rio, às 3h 15 da madrugada.
E agora se preparam para o grande momento.
Vão ficar em Ipanema, afinal ir ao Rio sem ir à praia é impensável. Em Ipanema vão ficar num albergue, pois as finanças pessoais das quatro, muito antes da crise americana, já não eram lá essas coisas.
Mas o que importa isso? Vão ver a Madona, ainda que a um quilômetro de distância e embaçada por um mar de cabeças e corpos de jovens como elas que passaram a adolescência ouvindo e dançando Madona.
Ou como disse a Juliana:
- "Naiara, precisamos ir ver o show da Madona. Ela é parte da nossa vida"!!!
Quase tudo pronto, minha parcela nesta história é fazê-las desistir de ir de carro e ir de ônibus, afinal, nesta época do ano, com dias muito chuvosos, a Serra de Petrópolis é um terror, neblina pura!
Mas que sei eu? Eu não sou da geração Madona.
domingo, 9 de novembro de 2008
Compradores Compulsivos Anônimos
Conheço uma pessoa que tem compulsão por compras.
Geralmente, por roupas e sapatos, mas às vezes também não resiste a um brinquedo, a um adereço de casa, um vaso de flor, qualquer coisa enfim, o que lhe garante a certeza de que é uma consumidora compulsiva.
Há os Álcóolicos Anônimos, os Narcóticos Anônimos e deve haver os Compradores Compulsivos Anônimos.
Estes devem ajudar uma pessoa que entra numa loja de marca e compra um vestidinho de festa, mais simples, curto, de R$ 800, sem ter nenhuma festa para ir.
Ou quatro pares de sapato em dois dias.
E cúmulo dos absurdos: um anel de brilhantes pela televisão, naqueles programas de madrugada, que vendem jóias, tapetes e quadros.
Bem, arrumamos um telefone de uma psicóloga comportamental para esta pessoa, enquanto não descobrimos os Compradores Compulsivos Anônimos
Geralmente, por roupas e sapatos, mas às vezes também não resiste a um brinquedo, a um adereço de casa, um vaso de flor, qualquer coisa enfim, o que lhe garante a certeza de que é uma consumidora compulsiva.
Há os Álcóolicos Anônimos, os Narcóticos Anônimos e deve haver os Compradores Compulsivos Anônimos.
Estes devem ajudar uma pessoa que entra numa loja de marca e compra um vestidinho de festa, mais simples, curto, de R$ 800, sem ter nenhuma festa para ir.
Ou quatro pares de sapato em dois dias.
E cúmulo dos absurdos: um anel de brilhantes pela televisão, naqueles programas de madrugada, que vendem jóias, tapetes e quadros.
Bem, arrumamos um telefone de uma psicóloga comportamental para esta pessoa, enquanto não descobrimos os Compradores Compulsivos Anônimos
sábado, 8 de novembro de 2008
O roteiro da ambulância
Vejo uma ambulância do SAMU urrar desesperadamente na avenida Bias Fortes próximo à Praça Raul Soares.
Sábado de manhã, perto do Mercado Central, é impossível o trânsito. Está tudo parado. Além do dia de compras, aquela região está em obras. A Augusto de Lima, no quarteirão do mercado está com uma pista interditada.
Por isso, além do barulho infernal, a ambulância vai conseguir no máximo avançar lentamente, como os demais veículos. Não há como ceder espaço, por mais que os motoristas tentem.
Fico pensando se não há um roteiro alternativo para ambulâncias e viaturas, já que nem sempre o menor caminho é o mais rápido.
Ainda mais com o serviço de informações em painéis luminosos espalhados cidade afora.
E também com a certeza antecipada de que aquele local está intransitável, por causa das obras. Então por que a ambulância passa por ali? Por que não dar uma volta maior, mas fugir do engarrafamento já sabido?
Sábado de manhã, perto do Mercado Central, é impossível o trânsito. Está tudo parado. Além do dia de compras, aquela região está em obras. A Augusto de Lima, no quarteirão do mercado está com uma pista interditada.
Por isso, além do barulho infernal, a ambulância vai conseguir no máximo avançar lentamente, como os demais veículos. Não há como ceder espaço, por mais que os motoristas tentem.
Fico pensando se não há um roteiro alternativo para ambulâncias e viaturas, já que nem sempre o menor caminho é o mais rápido.
Ainda mais com o serviço de informações em painéis luminosos espalhados cidade afora.
E também com a certeza antecipada de que aquele local está intransitável, por causa das obras. Então por que a ambulância passa por ali? Por que não dar uma volta maior, mas fugir do engarrafamento já sabido?
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
A roleta russa da BHtrans
Recentemente meu carro foi rebocado no centro, bem na avenida Amazonas, perto da Praça Sete. Foram R$ 119 para retirá-lo do pátio da BHtrans, uma multa de R$ 67 por estacionamento irregular e mais os pontos na carteira.
Bem, nem liguei. Não fui eu quem coloquei o carro lá, quem pôs que pague o prejuízo. Quanto aos pontos na carteira, desconfio que não vão aparecer, como outros anteriormente, porque esta não é primeira preocupação de nossa gestora de trânsito.
Hoje, passando na Barbacena, vejo um carro sendo rebocado. Uma caminhonete S10.
Dou uma olhada nos carros estacionados e vejo três com talões de faixa azul vencidos.
Chego perto do guarda às voltas com o guincho, e pergunto se ele vai rebocar todo mundo.
-"Só os que estão irregulares", resposta pronta e inteligente.
Olho o crachá dele, vejo lá "Ornelas", não sei a patente. Deve ser sargento.
- "E quantos estão irregulares?", insisto.
- "Três".
- "E o senhor vai rebocar os três?", já emendo olhando para um único guincho ali.
- "Não, só a caminhonete, porque o guincho só leva um."
- "Ah..."
Não há lógica, só a roleta russa da BHtrans.
Bem, nem liguei. Não fui eu quem coloquei o carro lá, quem pôs que pague o prejuízo. Quanto aos pontos na carteira, desconfio que não vão aparecer, como outros anteriormente, porque esta não é primeira preocupação de nossa gestora de trânsito.
Hoje, passando na Barbacena, vejo um carro sendo rebocado. Uma caminhonete S10.
Dou uma olhada nos carros estacionados e vejo três com talões de faixa azul vencidos.
Chego perto do guarda às voltas com o guincho, e pergunto se ele vai rebocar todo mundo.
-"Só os que estão irregulares", resposta pronta e inteligente.
Olho o crachá dele, vejo lá "Ornelas", não sei a patente. Deve ser sargento.
- "E quantos estão irregulares?", insisto.
- "Três".
- "E o senhor vai rebocar os três?", já emendo olhando para um único guincho ali.
- "Não, só a caminhonete, porque o guincho só leva um."
- "Ah..."
Não há lógica, só a roleta russa da BHtrans.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
E o Obama chegou lá
"Sim, nós podemos",
confirmaram os americanos, colocando na Casa Branca um negro, que foi pobre, é muçulmano, e tem um nome que faz logo todo mundo pensar em terrorismo.
Mas os americanos se cansaram.
Cansaram-se das trapalhadas de Bush e por isso todos os republicanos levaram a culpa.
Cansaram-se das guerras, da quebradeira, da falta
de rumos.
E deram a resposta.
O mais incrível é que só havia dois candidatos.
Aqui na eleição de Beagá, mesmo com oito candidatos iniciais, a gente chegou ao final sem opção, votando com aquela cara amarela. E nem deu para comemorar.
E o pior: o vencedor já começou a falar que não vai fazer isto, nem aquilo, coisas prometidas, que estão inclusive no programa de governo (metrô e hospital no Barreiro).
O cara é mesmo um elefante em loja de porcelana.
O jeito é torcer para o Obama.
confirmaram os americanos, colocando na Casa Branca um negro, que foi pobre, é muçulmano, e tem um nome que faz logo todo mundo pensar em terrorismo.
Mas os americanos se cansaram.
Cansaram-se das trapalhadas de Bush e por isso todos os republicanos levaram a culpa.
Cansaram-se das guerras, da quebradeira, da falta
de rumos.E deram a resposta.
O mais incrível é que só havia dois candidatos.
Aqui na eleição de Beagá, mesmo com oito candidatos iniciais, a gente chegou ao final sem opção, votando com aquela cara amarela. E nem deu para comemorar.
E o pior: o vencedor já começou a falar que não vai fazer isto, nem aquilo, coisas prometidas, que estão inclusive no programa de governo (metrô e hospital no Barreiro).
O cara é mesmo um elefante em loja de porcelana.
O jeito é torcer para o Obama.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Serra da Calçada e da Moeda
Localizada ao lado do Parque do Rola Moça, a Calçada é um dos lugares mais pitorescos da Região Metropolitana de Belo Horizonte, com área abrangendo Brumadinho e Nova Lima.
Na sua área, de cerca de 4 mil hectares, está o Forte de Brumadinho, instigante monumento de pedra e trechos em que as trilhas foram calçadas por escravos, daí seu nome.
Dividida em quatro vetores, somente no primeiro foram detectados 22 vestígios de áreas arqueológicas, como pinturas rupestres e cerâmica.
A Serra da Calçada é considerada um caminho secundário da Estrada Real. Em seu entorno estão importantes mananciais que abastecem a RMBH, como o Ribeirão dos Fechos.
Por isso, sua importância se estende a aspectos ecológicos, históricos, arqueológicos, além de econômicos, claro, já que por ali, estão algumas das mais antigas áreas de mineração do Estado.
Mas esta foi proibida desde a ação do Ministério Público que pediu a interrupção das prospecções que estavam sendo feitas no local pela MBR, dona de boa parte da área, (foram feitas 93 perfurações com até 200 metros de profundidade, ou o equivalente a um prédio de 60 andares).
Depois de conseguir a interrupção por liminar confirmada pelo Tribunal de Justiça, a atividade cessou definitivamente por causa do tombamento provisório pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha).
Agora a luta é para que a Serra da Calçada vire uma unidade de conservação autônoma, para que o turismo desenfreado (cerca de 2 mil pessoas passam por lá nos fins de semana) seja contido ou regulamentado. Ou ainda que seja incorporada ao Parque do Rola Moça; ou que tudo seja incluído no tombamento mais amplo da Serra da Moeda, complexo que abrange as duas outras unidades.
A primeira alternativa é defendida por ambientalistas, tendo à frente a Associação para Recuperação e Conservação Ambiental da Serra da Calçada (Arca Amaserra). A segunda consta do Projeto de Lei 1.304/07, do deputado Délio Malheiros (PV), que integra a Serra da Calçada ao Rola Moça; e a terceira alternativa está contida na Proposta de Emenda à Constituição 16/07, do deputado Dalmo Ribeiro Silva (PSDB), que altera o caput do artigo 84 do Ato das Disposições Transitórias da Constituição do Estado (dispõe sobre o tombamento para fins de conservação e declara monumento natural a Serra da Moeda).
E o sindicato das indústrias extrativistas - Sindiextra- (acreditem, as mineradoras estão neste "complexo sindical") encomendou um calhamaço de 1.200 páginas intitulado "Patrimônio Natural e Cultural e zoneamento ecológico da Serra da Moeda: uma contribuição para seu desenvolvimento" para definir seu posicionamento, óbvio: "desenvolvimento sustentável".
E entregou isso para os deputados da Comissão Especial da Serra da Calçada e da Moeda da Assembléia, que fez sua primeira audiência pública hoje, (que acompanhei). Essa comissão foi criada para colocar tudo preto no branco - preservação e desenvolvimento - e estabelecer uma vertente única de uso daquele solo, já que considera que a região, toda ela integrante da APA Sul, está sob um conflito de legislações.
E a Copasa responde finalmente
Seguindo conselho da minha colega jornalista, Ana Paula Pedrosa, que para quem ainda não sabe, tem um blog ótimo "escritos ao vento" (link ao lado), de insistir com a Copasa, para obter aquela resposta sobre a fartura de água na calçada do shopping em Lourdes, volto ao site da empresa hoje.
Novamente faço as perguntas pelo chat, que hoje, depois de três tentativas na semana atrás e duas hoje, funcionou.
Aleluia, converso novamente com a Rosália Vicente.
Bem ela me responde, pelo atendimento de número 5271, numa conversa de 17 minutos, que a água que o shopping usa, cuja mangueira está ligada naquele registro no chão, é dele mesmo, ou seja, é paga.
Mas não tem idéia do quanto é gasto e nem quanto isso representa em reais. Mas me dá uma dica: para lavar 1 metro quadrado, é gasto 1,5 litro de água, o que me leva a concluir que pelo tamanho do quarteirão, cerca de 400 metros, são gastos diariamente, 600 litros de água.
Tudo bem, que o shopping paga, mas é muita água desperdiçada. Água tratada, quase potável, como a própria Copasa gosta de dizer de seu produto.
E enquanto isso, há bairro nem tão longe assim de Belo Horizonte que não tem água nas casas, só em bicas ou de caminhão-pipa.
E a água do planeta está acabando, não se pode esquecer.
Já se fala até que a próxima guerra será pela posse da água potável.
Novamente faço as perguntas pelo chat, que hoje, depois de três tentativas na semana atrás e duas hoje, funcionou.
Aleluia, converso novamente com a Rosália Vicente.
Bem ela me responde, pelo atendimento de número 5271, numa conversa de 17 minutos, que a água que o shopping usa, cuja mangueira está ligada naquele registro no chão, é dele mesmo, ou seja, é paga.
Mas não tem idéia do quanto é gasto e nem quanto isso representa em reais. Mas me dá uma dica: para lavar 1 metro quadrado, é gasto 1,5 litro de água, o que me leva a concluir que pelo tamanho do quarteirão, cerca de 400 metros, são gastos diariamente, 600 litros de água.
Tudo bem, que o shopping paga, mas é muita água desperdiçada. Água tratada, quase potável, como a própria Copasa gosta de dizer de seu produto.
E enquanto isso, há bairro nem tão longe assim de Belo Horizonte que não tem água nas casas, só em bicas ou de caminhão-pipa.
E a água do planeta está acabando, não se pode esquecer.
Já se fala até que a próxima guerra será pela posse da água potável.
Mercado Santa Tereza
E para quem gosta de votar pela internet, não se esqueça do Mercado Santa Tereza.
A prefeitura não conseguiu acabar com ele, como tentou no ano passado. Agora há um projeto bacana para uso daquele tradicional espaço.
Vote pelo link abaixo.
www.pbh.gov.br/mercadosantatereza*
A prefeitura não conseguiu acabar com ele, como tentou no ano passado. Agora há um projeto bacana para uso daquele tradicional espaço.
Vote pelo link abaixo.
www.pbh.gov.br/mercadosantatereza*
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
A modernidade que não funciona
Tenho sido contumaz entusiasta das tecnologias da informação à nossa disposição hoje.
Já falei dos diversos cursos sobre web, jornalismo on line, arquitetura da informação que tenho feito, por puro gosto de descobrir o mundo, de aprender e apreender a modernidade.
Comentei sobre o uso da rede mundial pela campanha do Obama e de como cada vez mais o jornalismo terá de se voltar para a internet. E de como nossos sites públicos terão de se adaptar à interatividade, para não continuarem a ser somente diários oficiais eletrônicos "aqueles com a letrinha que a gente consulta só quando vai saber a classificação no concurso ou se saiu a aposentadoria".
Mas cada vez mais constato que não adianta somente implantar o último instrumento tecnológico nos sites ou no atendimento público.
É preciso mantê-lo funcionando.
Não adianta ter um call center em que o cliente/cidadão fica horas esperando pelo atendimento.
Não adianta ter um Fale Conosco que não responde às demandas.
Pois é exatamente isso que acontece no site da Copasa.
Lá no Fale Conosco, não há local para deixar uma simples mensagem, porque moderno demais, há um chat para você conversar em tempo real.
Pois bem, semana passada, em busca de resposta para o caso da água na calçada do shopping (postagem abaixo), fui ao site, me cadastrei, entrei no chat e fiz as perguntas.
E só a mensagem : "você está sendo atendido por Rosália Vicente".
E ficava, e ficava, aguardando resposta, aguardando resposta. E aí: "esta sessão foi encerrada". E nada da resposta. Foram três dias assim.
Até que me dou conta de que o bom e velho telefonema pode ser mais útil.
Já falei dos diversos cursos sobre web, jornalismo on line, arquitetura da informação que tenho feito, por puro gosto de descobrir o mundo, de aprender e apreender a modernidade.
Comentei sobre o uso da rede mundial pela campanha do Obama e de como cada vez mais o jornalismo terá de se voltar para a internet. E de como nossos sites públicos terão de se adaptar à interatividade, para não continuarem a ser somente diários oficiais eletrônicos "aqueles com a letrinha que a gente consulta só quando vai saber a classificação no concurso ou se saiu a aposentadoria".
Mas cada vez mais constato que não adianta somente implantar o último instrumento tecnológico nos sites ou no atendimento público.
É preciso mantê-lo funcionando.
Não adianta ter um call center em que o cliente/cidadão fica horas esperando pelo atendimento.
Não adianta ter um Fale Conosco que não responde às demandas.
Pois é exatamente isso que acontece no site da Copasa.
Lá no Fale Conosco, não há local para deixar uma simples mensagem, porque moderno demais, há um chat para você conversar em tempo real.
Pois bem, semana passada, em busca de resposta para o caso da água na calçada do shopping (postagem abaixo), fui ao site, me cadastrei, entrei no chat e fiz as perguntas.
E só a mensagem : "você está sendo atendido por Rosália Vicente".
E ficava, e ficava, aguardando resposta, aguardando resposta. E aí: "esta sessão foi encerrada". E nada da resposta. Foram três dias assim.
Até que me dou conta de que o bom e velho telefonema pode ser mais útil.
Assinar:
Postagens (Atom)
