A primeira vez que vi Nédia me chamou a atenção sua figura: parecia uma daminha saída de um século passado.
Vestida com um talleurzinho vermelho, saia e blazer, uma blusa branca por baixo, de frufru, era a verdadeira imagem da distinção. Aquelas imagens que a gente vê em camafeus antigos. E um sapatinho escarpin saltinho pequeno, o máximo da elegãncia discreta.
Isto tudo numa reunião informal, onde tinha gente até de bermuda e chinelo de borracha, numa quadra de um clube, onde fui falar sobre cooperativismo para artesãos.
A palestra foi uma bela forma de a Nanci me apresentar para um grupo de moradores do Santa Mônica, para que conhecessem minhas propostas para a Câmara de Belo Horizonte.
Depois eu falo da Nanci.
Vou-me concentrar na Nédia, que afinal, é o objetivo desta postagem e da de ontem.
A partir daquela reunião, Nédia se integrou à minha campanha, junto com a Nanci, com todo o entusiasmo.
As duas iam quase todos os dias ao meu comitê, na Praça Raul Soares, levavam um vaso de pimentinhas para afastar os "maus olhados" e ficavam por ali, ajudando numa coisa e noutra. Também foram em alguns comícios.
Mas a ajuda maior, definida creio que pela Nanci, foi o "suporte" espiritual.
Nanci sentia vibrações e Nédia lia o tarô para mim.
Quase todo o comitê visitou a casinha azul da Praça Hugo Werneck para ouvir os conselhos da Nédia, "lidos" no tarô.
Um dia sumi a tarde inteira e todos no comitê doidos para falar comigo
Eu, celular desligado, passei uma tarde lá com a Nédia e a Nanci, às voltas com as cartas, velas acesas, café com bolo e muitas, muitas risadas e esperanças.
Claro que não ganhei a eleição, afinal "ninguém ganha disputa nenhuma lendo tarô", como disse minha irmã, quando voltei ao comitê naquele dia.
Mas ganhei duas amigas fiéis. Aliás ganhei mais do que duas ou dois. Ganhei muitas pessoas e um monte de lembranças que até hoje, tanto tempo depois, nos arrancam gargalhadas, nas reuniões familiares.
Outra hora conto sobre a campanha.
Desde aquela época visitava a Nédia algumas vezes, ou passava pela feira da Afonso Pena, aos domingos, onde ele tem uma barraca cheinha de produtos do Paraguai. E alguns cavalinhos de cabo de vassoura e cabeça de pano, feitos manualmente, que a feira é de artesanato, afinal de contas.
Aí fui escasseando as visitas até essa sexta passada quando a revi e me deu esta vontade grande de escrever sobre ela.
Nédia é dessas personagens de Belo Horizonte que parecem ser inventadas pela nossa imaginação.
Mas não é. Está lá, com sua casinha azul, lutando para mantê-la, "ou deixá-la para quem eu quiser", como sentenciou, no final da nossa conversa depois de fazer um resumo do andamento do processo na Justiça.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
domingo, 16 de novembro de 2008
O caso da Nédia
Passando pela Praça Hugo Werneck, perto da Santa Casa, vejo a casinha azul, velha, da Nédia.
Nédia, ela também já velhinha, deve ter mais de 75 anos, mas é esperta que só.
Espio dentro do alpendre e vejo que ela está com o bazar de Natal aberto, como faz todos os anos. Vende mimos do Paraguai.
Me dá uma vontade de conversar com ela. Há mais de quatro anos não a visito.
Entro e a vejo sentada ao fundo fazendo contas numa calculadora.
-"Minha amiga Nédia", vou exclamando para dar tempo de ela se lembrar de mim.
-"Adriana, tá lembrada?"
E ela abre o sorriso e os braços e nos apertamos muito.
Conversamos, eu elogio a disposição dela para o trabalho e a aparência.
Falamos sobre a Nanci e a campanha para vereadora em 2000.
Rimos.
Pergunto pelo processo da casa.
Vamos saindo e ela embola a explicação, falando baixinho, já na porta.
Conta que perdeu a causa - "30 anos, na Justiça"- mas trocou de advogado, creio que o terceiro ou quarto, e este já entrou com nova ação.
Nunca entendi bem o caso porque ela falava pelas metades.
Nédia mora sozinha numa casa grande, antiga, num dos locais mais valorizados de Belo Horizonte: a região hospitalar, que cresceu assustadoramente nos últimos 8 anos, tempo que eu a conheci.
Há prédios altos, um movimentadíssimo comércio e prestação de serviços, muitos laboratórios.
E a Nédia brigando na Justiça para manter a casa, segundo ela, herança do pai.
Mas uma outra família entrou na Justiça com pedido de usucapião, sem nunca ter morado lá, segundo minha amiga e depois de 15 anos conseguiu mas não levou. Segundo a Nédia, o processo foi feito sobre declarações e documentos falsos.
Por isso, o novo advogado dela entrou com uma ação inominada e pediu a apresentação do inventário do dono original da casa e ainda a escritura.
A coisa é mais ou menos assim, segundo entendi depois de hoje, não sei por que, vim à internet pesquisar o caso, na página do Tribunal de Justiça.
E encontrei processos da Nédia desde 1984, com o inventário de quem eu suponho ser o pai dela. Fiquei abismada com o vaivém da papelada.
E me compadeci das pessoas humildes que não têm ninguém por si como a Nédia, e envelhecem sozinhas dependendo da boa vontade alheia.
Como outra companheira também velha, a Natalice, que toca um inventário do ex-marido. Só que o inventário é em Recife para onde ele se mandou, depois de largá-la, mas de não ter desfeito o casamento. Ele arrumou outra família.
E esta está metendo a mão nos bens que ele deixou, enquanto a Natalice aguarda aqui, há mais de 10 anos, por uma "decisão" (ou seria condescendência?) da Justiça
Nédia, ela também já velhinha, deve ter mais de 75 anos, mas é esperta que só.
Espio dentro do alpendre e vejo que ela está com o bazar de Natal aberto, como faz todos os anos. Vende mimos do Paraguai.
Me dá uma vontade de conversar com ela. Há mais de quatro anos não a visito.
Entro e a vejo sentada ao fundo fazendo contas numa calculadora.
-"Minha amiga Nédia", vou exclamando para dar tempo de ela se lembrar de mim.
-"Adriana, tá lembrada?"
E ela abre o sorriso e os braços e nos apertamos muito.
Conversamos, eu elogio a disposição dela para o trabalho e a aparência.
Falamos sobre a Nanci e a campanha para vereadora em 2000.
Rimos.
Pergunto pelo processo da casa.
Vamos saindo e ela embola a explicação, falando baixinho, já na porta.
Conta que perdeu a causa - "30 anos, na Justiça"- mas trocou de advogado, creio que o terceiro ou quarto, e este já entrou com nova ação.
Nunca entendi bem o caso porque ela falava pelas metades.
Nédia mora sozinha numa casa grande, antiga, num dos locais mais valorizados de Belo Horizonte: a região hospitalar, que cresceu assustadoramente nos últimos 8 anos, tempo que eu a conheci.
Há prédios altos, um movimentadíssimo comércio e prestação de serviços, muitos laboratórios.
E a Nédia brigando na Justiça para manter a casa, segundo ela, herança do pai.
Mas uma outra família entrou na Justiça com pedido de usucapião, sem nunca ter morado lá, segundo minha amiga e depois de 15 anos conseguiu mas não levou. Segundo a Nédia, o processo foi feito sobre declarações e documentos falsos.
Por isso, o novo advogado dela entrou com uma ação inominada e pediu a apresentação do inventário do dono original da casa e ainda a escritura.
A coisa é mais ou menos assim, segundo entendi depois de hoje, não sei por que, vim à internet pesquisar o caso, na página do Tribunal de Justiça.
E encontrei processos da Nédia desde 1984, com o inventário de quem eu suponho ser o pai dela. Fiquei abismada com o vaivém da papelada.
E me compadeci das pessoas humildes que não têm ninguém por si como a Nédia, e envelhecem sozinhas dependendo da boa vontade alheia.
Como outra companheira também velha, a Natalice, que toca um inventário do ex-marido. Só que o inventário é em Recife para onde ele se mandou, depois de largá-la, mas de não ter desfeito o casamento. Ele arrumou outra família.
E esta está metendo a mão nos bens que ele deixou, enquanto a Natalice aguarda aqui, há mais de 10 anos, por uma "decisão" (ou seria condescendência?) da Justiça
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
O método BHtrans
Recebi hoje uma notificação da BHtrans: um comunicado de multa por estacionamento irregular.
Definitivamente eu e a BHtrans estamos em rota de colisão, sem perdão do trocadilho.
E pior é que desta vez fui eu mesma que estacionei o carro, num faixa azul de cinco horas.
Estava regular até este ponto, mas me esqueci de trocar o talão depois das cinco horas. Coisa de gente que quase não anda de carro mais, principalmente para ir trabalhar. Ou que pára o carro perto do serviço porque tem de ir a um lugar longe depois que sair. Mas aí pega uma cobertura de uma comissão infernal e além de ficar sem almoço, morta de sede, deixa passar o horário da troca.
Mas a BHtrans não tem nada com isso. Sua função primordial é multar.
E eu vou pagar, claro, afinal passei 1h40 do tempo permitido, mesmo não tendo encontrado nenhum canhoto da autuação no pára-brisa. Por isso só fiquei sabendo hoje e o caso foi na semana passada.
Desconfio que o fiscal da BHtrans nem estava por lá. Foi chamado pelos bandidos dos flanelinhas, porque eu não quis lavar o carro e nem deixar "o do café", já que cheguei com o talão e tudo. O fiscal não estava por lá (rua Araguari entre Matias Cardoso e Rodrigues Caldas, no Santo Agostinho), não passou antes, nem depois, só no momento exato da troca do talão. Estranho né? Ainda mais que não tinha o canhoto.
Antes, deixar o canhoto era obrigação do "agente". Será que isto virou cortesia, ou nem havia a obrigação?
Desconfio que o agente da BHtrans vai tratar de uns assuntos pessoais e deixa lá os flanelinhas como olheiros, afinal ando por ali diariamente e nunca vi um guarda sequer, a não ser na hora que já estão rebocando.
Também não é de se estranhar, em se tratando da BHtrans que usa a roleta russa como método para rebocar os veículos estacionados irregularmente, né mesmo? (postagem abaixo).
É ou não é a indústria da multa?
Definitivamente eu e a BHtrans estamos em rota de colisão, sem perdão do trocadilho.
E pior é que desta vez fui eu mesma que estacionei o carro, num faixa azul de cinco horas.
Estava regular até este ponto, mas me esqueci de trocar o talão depois das cinco horas. Coisa de gente que quase não anda de carro mais, principalmente para ir trabalhar. Ou que pára o carro perto do serviço porque tem de ir a um lugar longe depois que sair. Mas aí pega uma cobertura de uma comissão infernal e além de ficar sem almoço, morta de sede, deixa passar o horário da troca.
Mas a BHtrans não tem nada com isso. Sua função primordial é multar.
E eu vou pagar, claro, afinal passei 1h40 do tempo permitido, mesmo não tendo encontrado nenhum canhoto da autuação no pára-brisa. Por isso só fiquei sabendo hoje e o caso foi na semana passada.
Desconfio que o fiscal da BHtrans nem estava por lá. Foi chamado pelos bandidos dos flanelinhas, porque eu não quis lavar o carro e nem deixar "o do café", já que cheguei com o talão e tudo. O fiscal não estava por lá (rua Araguari entre Matias Cardoso e Rodrigues Caldas, no Santo Agostinho), não passou antes, nem depois, só no momento exato da troca do talão. Estranho né? Ainda mais que não tinha o canhoto.
Antes, deixar o canhoto era obrigação do "agente". Será que isto virou cortesia, ou nem havia a obrigação?
Desconfio que o agente da BHtrans vai tratar de uns assuntos pessoais e deixa lá os flanelinhas como olheiros, afinal ando por ali diariamente e nunca vi um guarda sequer, a não ser na hora que já estão rebocando.
Também não é de se estranhar, em se tratando da BHtrans que usa a roleta russa como método para rebocar os veículos estacionados irregularmente, né mesmo? (postagem abaixo).
É ou não é a indústria da multa?
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Onde estavam os moradores de rua?
Umas andanças por bairros diferentes do meu dia a dia me mostraram uma realidade que há muito não via em Belo Horizonte: gente dormindo no chão, em calçadas, sob marquises de prédios.
Mesmo com esta chuvinha vi umas pessoas dormindo a sono solto, num passeio, lá pelos lados da Santa Casa, de tarde.
Cercados por papelão, com aquele pedaço de cobertor, que os serviços de caridade chamam de "cobertor de São Vicente".
Coitado do São Vicente: o cobertor cobre os braços e descobre os pés ou vice-versa.
Não sei se é porque não ando muito por aquelas bandas, mas há muito tempo não via moradores de rua dormindo no chão. Ainda mais com chuva.
A miséria aumentou ou é o Natal que se aproxima e a possibilidade de faturar com a caridade da população faz com que muitos deixem os abrigos nesta época?
Ou será que eu tenho andado na Suíça?
Mesmo com esta chuvinha vi umas pessoas dormindo a sono solto, num passeio, lá pelos lados da Santa Casa, de tarde.
Cercados por papelão, com aquele pedaço de cobertor, que os serviços de caridade chamam de "cobertor de São Vicente".
Coitado do São Vicente: o cobertor cobre os braços e descobre os pés ou vice-versa.
Não sei se é porque não ando muito por aquelas bandas, mas há muito tempo não via moradores de rua dormindo no chão. Ainda mais com chuva.
A miséria aumentou ou é o Natal que se aproxima e a possibilidade de faturar com a caridade da população faz com que muitos deixem os abrigos nesta época?
Ou será que eu tenho andado na Suíça?
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Volta a portuguesa
Não tem jeito. Está no sangue.
Depois que comecei a ler o diário de viagem da Patrícia Duarte sobre a viagem dela e família a Portugal, bateu de novo a vontade de ser portuguesa.
Já havia desistido diante de tanta dificuldade, tanto papel, tanto carimbo, tanto selo que o consulado português pede.
Mas foi só ler as andanças da Patrícia por Portugal que voltou a vontade.
Nem quero mais a cidadania.
Vou me contentar mesmo em visitar a terrinha como turista. Mas não abro mão de ir lá no Norte, na cidade onde nasceu meu avô: Aveira.
Mas isto é plano para o ano que vem, ainda assim se a crise não virar um cataclisma.
Mas já me empolgo de novo e vou à internet buscar uns sites de pesquisa genealógica.
Leio isso na revista Encontro de setembro, que me serve de companhia, enquanto espero para fazer uma endoscopia hoje. Depois dizem que revista velha não serve para nada!
Já chego em casa, depois de dormir a tarde toda, claro, sob o efeito do Dormonid que me aplicaram na clínica, e vou para o computador. Encontro dezenas de sites sobre o tema.
Já salvei uns quatro e penso até em encomendar uma pesquisa de árvore genealógica de três gerações, por um site português. Mas é tudo pago em euros. Vou pensar direitinho.
E enquanto isso vou fazendo meus planos, embalada pela narrativa colorida e saborosa da Patrícia.
Depois que comecei a ler o diário de viagem da Patrícia Duarte sobre a viagem dela e família a Portugal, bateu de novo a vontade de ser portuguesa.
Já havia desistido diante de tanta dificuldade, tanto papel, tanto carimbo, tanto selo que o consulado português pede.
Mas foi só ler as andanças da Patrícia por Portugal que voltou a vontade.
Nem quero mais a cidadania.
Vou me contentar mesmo em visitar a terrinha como turista. Mas não abro mão de ir lá no Norte, na cidade onde nasceu meu avô: Aveira.
Mas isto é plano para o ano que vem, ainda assim se a crise não virar um cataclisma.
Mas já me empolgo de novo e vou à internet buscar uns sites de pesquisa genealógica.
Leio isso na revista Encontro de setembro, que me serve de companhia, enquanto espero para fazer uma endoscopia hoje. Depois dizem que revista velha não serve para nada!
Já chego em casa, depois de dormir a tarde toda, claro, sob o efeito do Dormonid que me aplicaram na clínica, e vou para o computador. Encontro dezenas de sites sobre o tema.
Já salvei uns quatro e penso até em encomendar uma pesquisa de árvore genealógica de três gerações, por um site português. Mas é tudo pago em euros. Vou pensar direitinho.
E enquanto isso vou fazendo meus planos, embalada pela narrativa colorida e saborosa da Patrícia.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
A geração Madona
Naiara, Lenora, Raquel e Juliana são jovens, bonitas, bem resolvidas afetivamente e sexualmente.
Profissionalmente também, apesar de financeiramente nem tanto. As três primeiras são advogadas e a última é jornalista.
Saem para as baladas, bebem muito (menos a Naiara, que não bebe nada), vão a shows, sítios, Macacos, Tiradentes, Lavras Novas, enfim a vida normal das garotas de 25, 26 anos, que com toda a evolução feminista ainda moram com as mães e pais, quase sempre as mães.
Pois essas aí quase descabelaram para comprar os ingressos do show da Madona.
Ficaram na internet dias e dias tentando comprar naquele site que não funcionou de jeito nenhum e depois montaram um acampamento no telefone para comprar por este meio.
Até que a Juliana consegui comprar para o Rio, às 3h 15 da madrugada.
E agora se preparam para o grande momento.
Vão ficar em Ipanema, afinal ir ao Rio sem ir à praia é impensável. Em Ipanema vão ficar num albergue, pois as finanças pessoais das quatro, muito antes da crise americana, já não eram lá essas coisas.
Mas o que importa isso? Vão ver a Madona, ainda que a um quilômetro de distância e embaçada por um mar de cabeças e corpos de jovens como elas que passaram a adolescência ouvindo e dançando Madona.
Ou como disse a Juliana:
- "Naiara, precisamos ir ver o show da Madona. Ela é parte da nossa vida"!!!
Quase tudo pronto, minha parcela nesta história é fazê-las desistir de ir de carro e ir de ônibus, afinal, nesta época do ano, com dias muito chuvosos, a Serra de Petrópolis é um terror, neblina pura!
Mas que sei eu? Eu não sou da geração Madona.
Profissionalmente também, apesar de financeiramente nem tanto. As três primeiras são advogadas e a última é jornalista.
Saem para as baladas, bebem muito (menos a Naiara, que não bebe nada), vão a shows, sítios, Macacos, Tiradentes, Lavras Novas, enfim a vida normal das garotas de 25, 26 anos, que com toda a evolução feminista ainda moram com as mães e pais, quase sempre as mães.
Pois essas aí quase descabelaram para comprar os ingressos do show da Madona.
Ficaram na internet dias e dias tentando comprar naquele site que não funcionou de jeito nenhum e depois montaram um acampamento no telefone para comprar por este meio.
Até que a Juliana consegui comprar para o Rio, às 3h 15 da madrugada.
E agora se preparam para o grande momento.
Vão ficar em Ipanema, afinal ir ao Rio sem ir à praia é impensável. Em Ipanema vão ficar num albergue, pois as finanças pessoais das quatro, muito antes da crise americana, já não eram lá essas coisas.
Mas o que importa isso? Vão ver a Madona, ainda que a um quilômetro de distância e embaçada por um mar de cabeças e corpos de jovens como elas que passaram a adolescência ouvindo e dançando Madona.
Ou como disse a Juliana:
- "Naiara, precisamos ir ver o show da Madona. Ela é parte da nossa vida"!!!
Quase tudo pronto, minha parcela nesta história é fazê-las desistir de ir de carro e ir de ônibus, afinal, nesta época do ano, com dias muito chuvosos, a Serra de Petrópolis é um terror, neblina pura!
Mas que sei eu? Eu não sou da geração Madona.
domingo, 9 de novembro de 2008
Compradores Compulsivos Anônimos
Conheço uma pessoa que tem compulsão por compras.
Geralmente, por roupas e sapatos, mas às vezes também não resiste a um brinquedo, a um adereço de casa, um vaso de flor, qualquer coisa enfim, o que lhe garante a certeza de que é uma consumidora compulsiva.
Há os Álcóolicos Anônimos, os Narcóticos Anônimos e deve haver os Compradores Compulsivos Anônimos.
Estes devem ajudar uma pessoa que entra numa loja de marca e compra um vestidinho de festa, mais simples, curto, de R$ 800, sem ter nenhuma festa para ir.
Ou quatro pares de sapato em dois dias.
E cúmulo dos absurdos: um anel de brilhantes pela televisão, naqueles programas de madrugada, que vendem jóias, tapetes e quadros.
Bem, arrumamos um telefone de uma psicóloga comportamental para esta pessoa, enquanto não descobrimos os Compradores Compulsivos Anônimos
Geralmente, por roupas e sapatos, mas às vezes também não resiste a um brinquedo, a um adereço de casa, um vaso de flor, qualquer coisa enfim, o que lhe garante a certeza de que é uma consumidora compulsiva.
Há os Álcóolicos Anônimos, os Narcóticos Anônimos e deve haver os Compradores Compulsivos Anônimos.
Estes devem ajudar uma pessoa que entra numa loja de marca e compra um vestidinho de festa, mais simples, curto, de R$ 800, sem ter nenhuma festa para ir.
Ou quatro pares de sapato em dois dias.
E cúmulo dos absurdos: um anel de brilhantes pela televisão, naqueles programas de madrugada, que vendem jóias, tapetes e quadros.
Bem, arrumamos um telefone de uma psicóloga comportamental para esta pessoa, enquanto não descobrimos os Compradores Compulsivos Anônimos
sábado, 8 de novembro de 2008
O roteiro da ambulância
Vejo uma ambulância do SAMU urrar desesperadamente na avenida Bias Fortes próximo à Praça Raul Soares.
Sábado de manhã, perto do Mercado Central, é impossível o trânsito. Está tudo parado. Além do dia de compras, aquela região está em obras. A Augusto de Lima, no quarteirão do mercado está com uma pista interditada.
Por isso, além do barulho infernal, a ambulância vai conseguir no máximo avançar lentamente, como os demais veículos. Não há como ceder espaço, por mais que os motoristas tentem.
Fico pensando se não há um roteiro alternativo para ambulâncias e viaturas, já que nem sempre o menor caminho é o mais rápido.
Ainda mais com o serviço de informações em painéis luminosos espalhados cidade afora.
E também com a certeza antecipada de que aquele local está intransitável, por causa das obras. Então por que a ambulância passa por ali? Por que não dar uma volta maior, mas fugir do engarrafamento já sabido?
Sábado de manhã, perto do Mercado Central, é impossível o trânsito. Está tudo parado. Além do dia de compras, aquela região está em obras. A Augusto de Lima, no quarteirão do mercado está com uma pista interditada.
Por isso, além do barulho infernal, a ambulância vai conseguir no máximo avançar lentamente, como os demais veículos. Não há como ceder espaço, por mais que os motoristas tentem.
Fico pensando se não há um roteiro alternativo para ambulâncias e viaturas, já que nem sempre o menor caminho é o mais rápido.
Ainda mais com o serviço de informações em painéis luminosos espalhados cidade afora.
E também com a certeza antecipada de que aquele local está intransitável, por causa das obras. Então por que a ambulância passa por ali? Por que não dar uma volta maior, mas fugir do engarrafamento já sabido?
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
A roleta russa da BHtrans
Recentemente meu carro foi rebocado no centro, bem na avenida Amazonas, perto da Praça Sete. Foram R$ 119 para retirá-lo do pátio da BHtrans, uma multa de R$ 67 por estacionamento irregular e mais os pontos na carteira.
Bem, nem liguei. Não fui eu quem coloquei o carro lá, quem pôs que pague o prejuízo. Quanto aos pontos na carteira, desconfio que não vão aparecer, como outros anteriormente, porque esta não é primeira preocupação de nossa gestora de trânsito.
Hoje, passando na Barbacena, vejo um carro sendo rebocado. Uma caminhonete S10.
Dou uma olhada nos carros estacionados e vejo três com talões de faixa azul vencidos.
Chego perto do guarda às voltas com o guincho, e pergunto se ele vai rebocar todo mundo.
-"Só os que estão irregulares", resposta pronta e inteligente.
Olho o crachá dele, vejo lá "Ornelas", não sei a patente. Deve ser sargento.
- "E quantos estão irregulares?", insisto.
- "Três".
- "E o senhor vai rebocar os três?", já emendo olhando para um único guincho ali.
- "Não, só a caminhonete, porque o guincho só leva um."
- "Ah..."
Não há lógica, só a roleta russa da BHtrans.
Bem, nem liguei. Não fui eu quem coloquei o carro lá, quem pôs que pague o prejuízo. Quanto aos pontos na carteira, desconfio que não vão aparecer, como outros anteriormente, porque esta não é primeira preocupação de nossa gestora de trânsito.
Hoje, passando na Barbacena, vejo um carro sendo rebocado. Uma caminhonete S10.
Dou uma olhada nos carros estacionados e vejo três com talões de faixa azul vencidos.
Chego perto do guarda às voltas com o guincho, e pergunto se ele vai rebocar todo mundo.
-"Só os que estão irregulares", resposta pronta e inteligente.
Olho o crachá dele, vejo lá "Ornelas", não sei a patente. Deve ser sargento.
- "E quantos estão irregulares?", insisto.
- "Três".
- "E o senhor vai rebocar os três?", já emendo olhando para um único guincho ali.
- "Não, só a caminhonete, porque o guincho só leva um."
- "Ah..."
Não há lógica, só a roleta russa da BHtrans.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
E o Obama chegou lá
"Sim, nós podemos",
confirmaram os americanos, colocando na Casa Branca um negro, que foi pobre, é muçulmano, e tem um nome que faz logo todo mundo pensar em terrorismo.
Mas os americanos se cansaram.
Cansaram-se das trapalhadas de Bush e por isso todos os republicanos levaram a culpa.
Cansaram-se das guerras, da quebradeira, da falta
de rumos.
E deram a resposta.
O mais incrível é que só havia dois candidatos.
Aqui na eleição de Beagá, mesmo com oito candidatos iniciais, a gente chegou ao final sem opção, votando com aquela cara amarela. E nem deu para comemorar.
E o pior: o vencedor já começou a falar que não vai fazer isto, nem aquilo, coisas prometidas, que estão inclusive no programa de governo (metrô e hospital no Barreiro).
O cara é mesmo um elefante em loja de porcelana.
O jeito é torcer para o Obama.
confirmaram os americanos, colocando na Casa Branca um negro, que foi pobre, é muçulmano, e tem um nome que faz logo todo mundo pensar em terrorismo.
Mas os americanos se cansaram.
Cansaram-se das trapalhadas de Bush e por isso todos os republicanos levaram a culpa.
Cansaram-se das guerras, da quebradeira, da falta
de rumos.E deram a resposta.
O mais incrível é que só havia dois candidatos.
Aqui na eleição de Beagá, mesmo com oito candidatos iniciais, a gente chegou ao final sem opção, votando com aquela cara amarela. E nem deu para comemorar.
E o pior: o vencedor já começou a falar que não vai fazer isto, nem aquilo, coisas prometidas, que estão inclusive no programa de governo (metrô e hospital no Barreiro).
O cara é mesmo um elefante em loja de porcelana.
O jeito é torcer para o Obama.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Serra da Calçada e da Moeda
Localizada ao lado do Parque do Rola Moça, a Calçada é um dos lugares mais pitorescos da Região Metropolitana de Belo Horizonte, com área abrangendo Brumadinho e Nova Lima.
Na sua área, de cerca de 4 mil hectares, está o Forte de Brumadinho, instigante monumento de pedra e trechos em que as trilhas foram calçadas por escravos, daí seu nome.
Dividida em quatro vetores, somente no primeiro foram detectados 22 vestígios de áreas arqueológicas, como pinturas rupestres e cerâmica.
A Serra da Calçada é considerada um caminho secundário da Estrada Real. Em seu entorno estão importantes mananciais que abastecem a RMBH, como o Ribeirão dos Fechos.
Por isso, sua importância se estende a aspectos ecológicos, históricos, arqueológicos, além de econômicos, claro, já que por ali, estão algumas das mais antigas áreas de mineração do Estado.
Mas esta foi proibida desde a ação do Ministério Público que pediu a interrupção das prospecções que estavam sendo feitas no local pela MBR, dona de boa parte da área, (foram feitas 93 perfurações com até 200 metros de profundidade, ou o equivalente a um prédio de 60 andares).
Depois de conseguir a interrupção por liminar confirmada pelo Tribunal de Justiça, a atividade cessou definitivamente por causa do tombamento provisório pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha).
Agora a luta é para que a Serra da Calçada vire uma unidade de conservação autônoma, para que o turismo desenfreado (cerca de 2 mil pessoas passam por lá nos fins de semana) seja contido ou regulamentado. Ou ainda que seja incorporada ao Parque do Rola Moça; ou que tudo seja incluído no tombamento mais amplo da Serra da Moeda, complexo que abrange as duas outras unidades.
A primeira alternativa é defendida por ambientalistas, tendo à frente a Associação para Recuperação e Conservação Ambiental da Serra da Calçada (Arca Amaserra). A segunda consta do Projeto de Lei 1.304/07, do deputado Délio Malheiros (PV), que integra a Serra da Calçada ao Rola Moça; e a terceira alternativa está contida na Proposta de Emenda à Constituição 16/07, do deputado Dalmo Ribeiro Silva (PSDB), que altera o caput do artigo 84 do Ato das Disposições Transitórias da Constituição do Estado (dispõe sobre o tombamento para fins de conservação e declara monumento natural a Serra da Moeda).
E o sindicato das indústrias extrativistas - Sindiextra- (acreditem, as mineradoras estão neste "complexo sindical") encomendou um calhamaço de 1.200 páginas intitulado "Patrimônio Natural e Cultural e zoneamento ecológico da Serra da Moeda: uma contribuição para seu desenvolvimento" para definir seu posicionamento, óbvio: "desenvolvimento sustentável".
E entregou isso para os deputados da Comissão Especial da Serra da Calçada e da Moeda da Assembléia, que fez sua primeira audiência pública hoje, (que acompanhei). Essa comissão foi criada para colocar tudo preto no branco - preservação e desenvolvimento - e estabelecer uma vertente única de uso daquele solo, já que considera que a região, toda ela integrante da APA Sul, está sob um conflito de legislações.
E a Copasa responde finalmente
Seguindo conselho da minha colega jornalista, Ana Paula Pedrosa, que para quem ainda não sabe, tem um blog ótimo "escritos ao vento" (link ao lado), de insistir com a Copasa, para obter aquela resposta sobre a fartura de água na calçada do shopping em Lourdes, volto ao site da empresa hoje.
Novamente faço as perguntas pelo chat, que hoje, depois de três tentativas na semana atrás e duas hoje, funcionou.
Aleluia, converso novamente com a Rosália Vicente.
Bem ela me responde, pelo atendimento de número 5271, numa conversa de 17 minutos, que a água que o shopping usa, cuja mangueira está ligada naquele registro no chão, é dele mesmo, ou seja, é paga.
Mas não tem idéia do quanto é gasto e nem quanto isso representa em reais. Mas me dá uma dica: para lavar 1 metro quadrado, é gasto 1,5 litro de água, o que me leva a concluir que pelo tamanho do quarteirão, cerca de 400 metros, são gastos diariamente, 600 litros de água.
Tudo bem, que o shopping paga, mas é muita água desperdiçada. Água tratada, quase potável, como a própria Copasa gosta de dizer de seu produto.
E enquanto isso, há bairro nem tão longe assim de Belo Horizonte que não tem água nas casas, só em bicas ou de caminhão-pipa.
E a água do planeta está acabando, não se pode esquecer.
Já se fala até que a próxima guerra será pela posse da água potável.
Novamente faço as perguntas pelo chat, que hoje, depois de três tentativas na semana atrás e duas hoje, funcionou.
Aleluia, converso novamente com a Rosália Vicente.
Bem ela me responde, pelo atendimento de número 5271, numa conversa de 17 minutos, que a água que o shopping usa, cuja mangueira está ligada naquele registro no chão, é dele mesmo, ou seja, é paga.
Mas não tem idéia do quanto é gasto e nem quanto isso representa em reais. Mas me dá uma dica: para lavar 1 metro quadrado, é gasto 1,5 litro de água, o que me leva a concluir que pelo tamanho do quarteirão, cerca de 400 metros, são gastos diariamente, 600 litros de água.
Tudo bem, que o shopping paga, mas é muita água desperdiçada. Água tratada, quase potável, como a própria Copasa gosta de dizer de seu produto.
E enquanto isso, há bairro nem tão longe assim de Belo Horizonte que não tem água nas casas, só em bicas ou de caminhão-pipa.
E a água do planeta está acabando, não se pode esquecer.
Já se fala até que a próxima guerra será pela posse da água potável.
Mercado Santa Tereza
E para quem gosta de votar pela internet, não se esqueça do Mercado Santa Tereza.
A prefeitura não conseguiu acabar com ele, como tentou no ano passado. Agora há um projeto bacana para uso daquele tradicional espaço.
Vote pelo link abaixo.
www.pbh.gov.br/mercadosantatereza*
A prefeitura não conseguiu acabar com ele, como tentou no ano passado. Agora há um projeto bacana para uso daquele tradicional espaço.
Vote pelo link abaixo.
www.pbh.gov.br/mercadosantatereza*
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
A modernidade que não funciona
Tenho sido contumaz entusiasta das tecnologias da informação à nossa disposição hoje.
Já falei dos diversos cursos sobre web, jornalismo on line, arquitetura da informação que tenho feito, por puro gosto de descobrir o mundo, de aprender e apreender a modernidade.
Comentei sobre o uso da rede mundial pela campanha do Obama e de como cada vez mais o jornalismo terá de se voltar para a internet. E de como nossos sites públicos terão de se adaptar à interatividade, para não continuarem a ser somente diários oficiais eletrônicos "aqueles com a letrinha que a gente consulta só quando vai saber a classificação no concurso ou se saiu a aposentadoria".
Mas cada vez mais constato que não adianta somente implantar o último instrumento tecnológico nos sites ou no atendimento público.
É preciso mantê-lo funcionando.
Não adianta ter um call center em que o cliente/cidadão fica horas esperando pelo atendimento.
Não adianta ter um Fale Conosco que não responde às demandas.
Pois é exatamente isso que acontece no site da Copasa.
Lá no Fale Conosco, não há local para deixar uma simples mensagem, porque moderno demais, há um chat para você conversar em tempo real.
Pois bem, semana passada, em busca de resposta para o caso da água na calçada do shopping (postagem abaixo), fui ao site, me cadastrei, entrei no chat e fiz as perguntas.
E só a mensagem : "você está sendo atendido por Rosália Vicente".
E ficava, e ficava, aguardando resposta, aguardando resposta. E aí: "esta sessão foi encerrada". E nada da resposta. Foram três dias assim.
Até que me dou conta de que o bom e velho telefonema pode ser mais útil.
Já falei dos diversos cursos sobre web, jornalismo on line, arquitetura da informação que tenho feito, por puro gosto de descobrir o mundo, de aprender e apreender a modernidade.
Comentei sobre o uso da rede mundial pela campanha do Obama e de como cada vez mais o jornalismo terá de se voltar para a internet. E de como nossos sites públicos terão de se adaptar à interatividade, para não continuarem a ser somente diários oficiais eletrônicos "aqueles com a letrinha que a gente consulta só quando vai saber a classificação no concurso ou se saiu a aposentadoria".
Mas cada vez mais constato que não adianta somente implantar o último instrumento tecnológico nos sites ou no atendimento público.
É preciso mantê-lo funcionando.
Não adianta ter um call center em que o cliente/cidadão fica horas esperando pelo atendimento.
Não adianta ter um Fale Conosco que não responde às demandas.
Pois é exatamente isso que acontece no site da Copasa.
Lá no Fale Conosco, não há local para deixar uma simples mensagem, porque moderno demais, há um chat para você conversar em tempo real.
Pois bem, semana passada, em busca de resposta para o caso da água na calçada do shopping (postagem abaixo), fui ao site, me cadastrei, entrei no chat e fiz as perguntas.
E só a mensagem : "você está sendo atendido por Rosália Vicente".
E ficava, e ficava, aguardando resposta, aguardando resposta. E aí: "esta sessão foi encerrada". E nada da resposta. Foram três dias assim.
Até que me dou conta de que o bom e velho telefonema pode ser mais útil.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Índice para medir felicidade
Enquanto a Copasa não me responde quem paga a conta da lavagem das calçadas do shopping, recebi uma notícia que de tão interessante reproduzo na íntegra, sem nem comentar, mesmo porque em si ela já diz tudo.
Da Agência Estado:
Inspirada numa idéia de um país tão longínquo quanto o Butão, pequena nação asiática incrustada no meio do Himalaia, São Paulo pensa agora em medir o progresso com base na felicidade de seus cidadãos. O conceito de FIB (Felicidade Interna Bruta), instituído no Butão em 1972, com a proposta de incorporar conceitos díspares como felicidade e progresso, alegria e desenvolvimento econômico, será apresentado nesta quarta-feira, numa conferência internacional em São Paulo - e conta, desde já, com apoiadores dentro da administração municipal“A idéia do FIB é incorporar a felicidade, medida por critérios técnicos em questionários de até 150 perguntas, aos índices de desenvolvimento de uma cidade, Estado ou país”, explica a psicóloga e antropóloga Susan Andrews, organizadora da 1ª Conferência Nacional sobre FIB, que ocorre hoje no Sesc Pinheiros. Para medir o FIB, a percepção dos cidadãos em relação a sua felicidade é analisada em nove dimensões: padrão de vida econômica, critérios de governança, educação de qualidade, saúde vitalidade comunitária, proteção ambiental, acesso à cultura, gerenciamento equilibrado do tempo e bem-estar psicológico.“O FIB situa a felicidade como pivô do desenvolvimento, em oposição ao PIB (Produto Interno Bruto, que é a soma das transações econômicas de uma nação), que falha em contabilizar os custos ambientais e inclui formas de crescimento econômico prejudiciais ao bem-estar da sociedade, como o corte de árvores” afirma Susan.“Os bons resultados no Butão chamaram a atenção da ONU (Organização das Nações Unidas), que passou a estudar a implementação do exemplo butanês em outros países”, afirma. Uma versão internacional está sendo elaborada no Canadá, com aplicação prática prevista para este ano.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Água que escorre

Me espanto e me preocupo com a lavagem de calçadas. O desperdício de água é imenso, ainda mais depois que inventaram aquela máquina de alta compressão. Aquilo é um sorvedouro infindável.
Passo toda manhã em frente a um shopping que ocupa todo um quarteirão.
E lá está a maquininha lavando, lavando. Lavam as calçadas, lavam as pilastras de mármore marta rocha, lavam as duas cúpulas.
Sempre pensava: "como deve ser alta a conta de água desse shopping".
Mas aí observei melhor e vi que a máquina estava ligada no hidrante do chão.
Será que esta água é direta da Copasa e por isso o shopping não paga nada?
Vou apurar direitinho.
Passo toda manhã em frente a um shopping que ocupa todo um quarteirão.
E lá está a maquininha lavando, lavando. Lavam as calçadas, lavam as pilastras de mármore marta rocha, lavam as duas cúpulas.
Sempre pensava: "como deve ser alta a conta de água desse shopping".
Mas aí observei melhor e vi que a máquina estava ligada no hidrante do chão.
Será que esta água é direta da Copasa e por isso o shopping não paga nada?
Vou apurar direitinho.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Quem ama não mata
Já repararam como a violência contra as mulheres recrudesceu?
São namorados, maridos, ex, amantes, todo mundo querendo desforrar por ter tomado um fora.
O que não dá para entender é porque os homens querem ficar com as mulheres a qualquer custo, depois de terem sido chutados.
Será por orgulho?
Sim, porque por falta de mulher não é, afinal os censos demográficos indicam excesso de mulheres no Brasil inteiro e em alguns lugares elas são quase 10% a mais do que os homens.
Então por que os machos não se contentam com o pé e procuram outra simplesmente?
Por que querem infernizar aquela que não os quer mais?
Será que vamos ter de fazer outra campanha "quem ama não mata", nos moldes daquela feita nos anos 80, diante de tanto marido ciumento matando mulheres e exs?
E agora, em pleno século XXI, com a Lei Maria da Penha, milhares de mulheres dando sopa por aí, até ex-namorado se julga no direito de "lavar a honra" .
É parece que o macho não muda mesmo!
São namorados, maridos, ex, amantes, todo mundo querendo desforrar por ter tomado um fora.
O que não dá para entender é porque os homens querem ficar com as mulheres a qualquer custo, depois de terem sido chutados.
Será por orgulho?
Sim, porque por falta de mulher não é, afinal os censos demográficos indicam excesso de mulheres no Brasil inteiro e em alguns lugares elas são quase 10% a mais do que os homens.
Então por que os machos não se contentam com o pé e procuram outra simplesmente?
Por que querem infernizar aquela que não os quer mais?
Será que vamos ter de fazer outra campanha "quem ama não mata", nos moldes daquela feita nos anos 80, diante de tanto marido ciumento matando mulheres e exs?
E agora, em pleno século XXI, com a Lei Maria da Penha, milhares de mulheres dando sopa por aí, até ex-namorado se julga no direito de "lavar a honra" .
É parece que o macho não muda mesmo!
domingo, 26 de outubro de 2008
Alea jacta est
A sorte está lançada.
Vamos ver como se sai o novo prefeito, a partir de janeiro.
Diante do que foi o segundo turno, a responsabilidade de Lacerda com o eleitor é maior ainda. Mesmo porque a diferença foi pequena, o que indica que a população realmente estava insatisfeita, ainda que tenha sido uma insatisfação conduzida por um marketing enganoso.
Não vai ser possível continuar com as mesmas práticas políticas desenvolvidas até agora, de arrogância, personalismo, pressão sobre o funcionalismo, mordaças diversas.
As urnas mostraram claramente o engano de algumas políticas autoritárias.
Agora é cumprir as promessas de mais diálogo com a população.
E Márcio Lacerda pode começar paralisando a licitação da nova rodoviária, para escutar o contraditório.
E o contraditório não são só os moradores daquela região. São técnicos, engenheiros, sindicatos.
Lacerda tem a obrigação moral de abrir a discussão sobre a construção da rodoviária no Calafate, porque prometeu reavaliar a obra.
E mesmo que não houvesse prometido, a população deixou claro que uma administração moderna não significa somente continuar obras, mas defini-las de forma participativa, principalmente se elas representam um enorme impacto na vida das pessoas.
Uma cidade democrática é feita de locais e pessoas que vivem neles.
Vamos ver como se sai o novo prefeito, a partir de janeiro.
Diante do que foi o segundo turno, a responsabilidade de Lacerda com o eleitor é maior ainda. Mesmo porque a diferença foi pequena, o que indica que a população realmente estava insatisfeita, ainda que tenha sido uma insatisfação conduzida por um marketing enganoso.
Não vai ser possível continuar com as mesmas práticas políticas desenvolvidas até agora, de arrogância, personalismo, pressão sobre o funcionalismo, mordaças diversas.
As urnas mostraram claramente o engano de algumas políticas autoritárias.
Agora é cumprir as promessas de mais diálogo com a população.
E Márcio Lacerda pode começar paralisando a licitação da nova rodoviária, para escutar o contraditório.
E o contraditório não são só os moradores daquela região. São técnicos, engenheiros, sindicatos.
Lacerda tem a obrigação moral de abrir a discussão sobre a construção da rodoviária no Calafate, porque prometeu reavaliar a obra.
E mesmo que não houvesse prometido, a população deixou claro que uma administração moderna não significa somente continuar obras, mas defini-las de forma participativa, principalmente se elas representam um enorme impacto na vida das pessoas.
Uma cidade democrática é feita de locais e pessoas que vivem neles.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
O desespero final
Estávamos no encerramento da semana do servidor com um show do Wander Lee marcado para as 17 horas.
Lá pelas 16 chega uma tropa de choque de um candidato, ocupa a frente da Assembléia, onde seria o show, e em seguida um trio elétrico com o som lá nas alturas.
Conversa vai, deixa disso, é coisa de servidor, não tem caráter político, etc, etc. E o candidato empatou nosso show por quase uma hora.
Desrespeito de gente que descuida de gente, que persegue um objetivo obsessivamente, desconhecendo métodos, ética, dignidade.
Ficamos todos ali, com cara de bobos, esperando o trio elétrico sair.
Saiu o trio e o candidato deixou alguns bate-paus com bandeiras e balões vermelhos, por via das dúvidas e "doidos" para arrumar outra encrenca, tentativa desesperada de criar um fato político. Candidaturas fúteis e inúteis precisam destes expedientes.
Lá pelas 16 chega uma tropa de choque de um candidato, ocupa a frente da Assembléia, onde seria o show, e em seguida um trio elétrico com o som lá nas alturas.
Conversa vai, deixa disso, é coisa de servidor, não tem caráter político, etc, etc. E o candidato empatou nosso show por quase uma hora.
Desrespeito de gente que descuida de gente, que persegue um objetivo obsessivamente, desconhecendo métodos, ética, dignidade.
Ficamos todos ali, com cara de bobos, esperando o trio elétrico sair.
Saiu o trio e o candidato deixou alguns bate-paus com bandeiras e balões vermelhos, por via das dúvidas e "doidos" para arrumar outra encrenca, tentativa desesperada de criar um fato político. Candidaturas fúteis e inúteis precisam destes expedientes.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Um vaso de suculentas

Hoje aprendi a fazer um vaso de mini suculentas. Fiquei feliz de pegar a terra, colocar o cascalho, separar as mudas dos vasos, plantar, cobrir com areia e finalizar com mini seixos brancos. Ficou lindo.
Foi um curso de jardinagem rápida em comemoração à semana do servidor.
Não, não estou pensando em me aposentar e por isso, procurando atividades para preencher o tempo.
Mas a montagem do vaso de suculentas me deu tanto prazer, tanto bem estar que já começo a pensar em me dedicar a este tipo de atividade.
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